10 Ervas Medicinais que Toda Criança Deve Evitar

Ervas medicinais são uma forma de tratamento de saúde natural.

Isso você já sabe.

Mas ser natural não significa que seja recomendado para todo mundo.

Existem algumas ervas medicinais que devem ser evitadas em algumas faixas etárias ou para determinadas situações da vida.

As crianças, por exemplo, devem receber atenção especial e, além do fato de que necessitam de doses adequadas ao seu peso e idade, nem todos os tipos de ervas medicinais são apropriados para estes jovens organismos, por diversas razões.

Neste artigo, vamos relacionar algumas ervas medicinais bastante conhecidas que devem ser evitadas para uso infantil.

CAFÉ e GUARANÁ

Estas duas ervas estão listadas juntas por que suas propriedades estimulantes são similares. A diferença é que o guaraná tem até 60 vezes mais cafeína do que o próprio café. Mas porque crianças devem evitar seu uso? Porque estas plantas estimulam excessivamente as suprarrenais e ativam a energia do chakra básico de forma excessiva, causando diversos transtornos entre eles, insônia e taquicardia.

ANIS ESTRELADO

Esta erva, muito semelhante a Erva Doce, que compartilha sua substância básica – o anetol – deve ser evitada no uso infantil por que sua alta concentração desta substancia pode provocar convulsões.

BABOSA

Apesar de que o uso externo da babosa seja bastante positivo e, muitas vezes recomendado, esta planta deve ser evitada em crianças de berço porque sua aplicação pode provocar regurgitamento.

BARDANA

A bardana é uma erva medicinal e também um alimento. Seu uso medicinal é desaconselhado em crianças pois é uma erva muito fria que provoca uma reação de desintoxicação muito intensa no organismo e pode sobrecarregar os organismos jovens. Seu uso culinário não apresenta contraindicação, de acordo com nossas fontes de pesquisa.

ERVA DE BICHO

Esta erva ativa, de forma muito poderosa, a circulação e por isso deve ser evitada em crianças.

EQUINÁCEA

Pesquisas apontam que seu uso deve ser evitado na infância.

QUEBRA PEDRA

Esta erva pode provocar diarreia em crianças e desmineralização. Por isso seu uso infantil não é recomendado.

SENE e CÁSCARA SAGRADA

Outra dobradinha de ervas. Os laxantes via oral, podem ser perigosos na infância, pois podem provocar perdas excessivas. Por essa razão, o Sene e Cáscara Sagrada devem ser evitadas. Em casos de prisão de ventre, sempre é melhor dar preferência a supositórios naturais.

Se você quiser saber mais sobre cada uma das ervas relacionadas, é só clicar no nome de cada uma delas para ser direcionado para nossa enciclopédia herbal gratuita.

Se você deseja aprender a como fazer chás e determinar a melhor dose de cada erva medicinal em todas as faixas etárias, recomendamos nossa formação em Fitoterapia Inteligente – Método 40-20.

Clique na imagem para saber mais.

 

Palavras-chave das Ervas Medicinais

Cada erva medicinal é um mundo em si mesma.

E suas propriedades e utilizações podem ser extremamente abrangentes e versáteis.

Mas mesmo ervas de qualidades muito prolificas podem ser resumidas (ao menos em parte) a uma palavra-chave – uma palavra que descreve (com mais ou menos exatidão) a principal função desta erva na ordem das coisas.

É aquela qualidade que a torna especial.

Algumas destas qualidades podem estar ligadas ao funcionamento do corpo físico.

Outras, podem ser de natureza mais sutil.

É verdade que existem inúmeras ervas que desintoxicam o corpo, ou que promovem o alívio da estafa ou que aliviam dores e inflamações, só pra citar um exemplo.

Mas também é verdade que mesmo quando comparamos ervas com funções similares (dê uma olhada em Picão Preto e Fel da Terra, por exemplo para entender isso melhor) existe, pelo menos, uma característica que as tornam, únicas e especiais.

O Ervanarium fez uma relação das palavras-chave de mais de 120 ervas medicinais de nossa enciclopédia herbal online e eu compartilho uma parte desta lista com vocês (20 exemplares), aqui abaixo.

Vamos conferir? (clique no nome de cada erva para saber muito mais)!

ALCAÇUZ – harmonizador

ALECRIM – desenvolve a inteligência

ALHO – ativa o chakra básico

AQUILEIA – equilíbrio feminino

AVEIA – acalma os nervos

CABELO DE MILHO – diurético

CAFÉ – estimulante

CARDO MARIANO – regenerador hepático

CAVALINHA – remineralizador

DENTE DE LEÃO – remove estagnações alimentares

EQUINÁCEA – imuno-estimulante

ERVA BALEEIRA – anti-inflamatório local, externo

ESPINHEIRA SANTA – regenerador estomacal

EUCALIPTO – remoção de energias negativas

GENGIBRE – antídoto para venenos alimentares

GINSENG – rejuvenescedor

GUACO – elimina umidade

LIMÃO – purificador

SUCUPIRA – dores reumáticas

TANSAGEM – anti-tabagismo

Se você deseja conhecer as palavras-chave de todas as ervas da enciclopédia do Ervanarium, clique aqui e inscreva-se para receber estas informações gratuitamente.

Já pensou em estudar a arte das ervas medicinais – a fitoterapia? Clique na imagem

A Acupuntura das Ervas Medicinais

A acupuntura é uma prática oriental que, através da inserção de agulhas muito finas em determinados pontos do corpo, promove o equilíbrio e o tratamento de diversos distúrbios de saúde.

Estes pontos são chamados de “acupontos” e se situam ao longo de um longo circuito de energia conhecido como “canais” ou “meridianos”.

Cada um dos principais órgãos do corpo tem seus respectivos canais e, em cada um destes canais, existem dezenas de “acupontos”, que podem ser estimulados ou sedados através do uso de agulhas.

Cada um destes canais é duplo, ou seja, tem uma rota de energia idêntica em cada um dos lados do corpo. A exceção dos canais vaso governador e vaso concepção, que não estão diretamente ligados a nenhum dos principais órgãos internos, mas que tem funções muito importantes também.

Existem canais que são muito extensos, como o canal da bexiga, por exemplo, que tem mais de 60 acupontos e que vai do dedo mínimo, até a cabeça.

Outros canais podem ser bem menos extensos, como o canal do pulmão que tem apenas 11 acupontos e vai da proximidade do ombro até o dedo indicador.

Independente da extensão dos canais, cada um dos acupontos são um universo em si mesmos. Podem, com um único estímulo, promover o equilíbrio de diversas questões de saúde, inclusive em órgãos e partes do corpo que não aparentam não ter relação com o órgão do canal em questão.

Quer um exemplo? O ponto Intestino Grosso 4 (IG4) é famoso entre os praticantes de acupuntura por suas amplas propriedades terapêuticas.

Sua estimulação pode abrir as vias aéreas, tratar problemas nos ombros, dores de cabeça (excelente!), depressão, paralisia, estimular a defesa imunológica (wei qi), entre muitas, muitas outras coisas.

Dessa forma, apesar de ser um canal associado ao Intestino Grosso, uma das suas principais ações está associada a regularização de funções dos Pulmões.

Isso fica mais fácil de entender quando você conhece o princípio dos 5 elementos e da relação entre Zhang e Fu, que rege toda a relação entre os órgãos e são a base da Medicina Tradicional Chinesa. Mas isso é assunto para outro post!! 😉

Mas seguindo. Existem centenas de acupontos nos 14 canais tradicionais (isso sem levar em conta os pontos extras!).

E isso é um imenso universo de possibilidades, mas temos que admitir que quase ninguém usa uma amostragem de pontos tão abrangente e, mesmo os melhores acupunturistas, se atém a uma seleção de pontos de algumas dezenas de possibilidades..

E isso acontece porque mesmo com uma amostragem menor, o resultado é excelente.

Na Medicina Chinesa, as ervas medicinais ocupam lugar de destaque.

Em compêndios antigos e respeitados, é recomendado que, antes de partir para o uso das agulhas, a primeira abordagem deve ser feita com o emprego de ervas medicinais.

Diferente da fitoterapia tradicional ocidental, na MTC (Medicina Tradicional Chinesa) a ação das ervas é definida pela sua capacidade de agir nos canais energéticos dos órgãos.

Mas também podemos ir mais fundo e estabelecer algumas relações com determinados acupontos.

Se você, amigo(a) acupunturista estiver tratando síndromes relacionadas com alguns dos pontos relacionados as ervas medicinais abaixo.

Pode, inclusive, experimentar associar algumas destas alternativas para acelerar a recuperação e oferecer alternativas de tratamento entre suas consultas.

Abaixo, como exemplo, listo 5 ervas medicinais brasileiras incríveis e estabeleço uma relação com a função energética de alguns acupontos.

 

Veja as ervas e clique nos nomes para saber mais.

 

CARQUEJA (Bacharis trimera)

A ação desta erva está associada as funções desempenhadas por diversos pontos, principalmente, F3, BP3, VB34 e VB41.

PFFÁFIA (Pffafia paniculata)

A ação da Pffáfia está associada as funções energéticas desempenhadas, entre outros, pelos acupontos E36, R3, R7, B52, BP6 e VG4.

VALERIANA (Valeriana officinalis)

Suas funções energéticas estão associadas a acupontos como F2, C7, ID3, ID8, TA6 e VB31.

EUCALIPTO (Eucaliptus globulus)

Esta erva tem funções energéticas que podem ser relacionadas a ação dos pontos IG4, IG11, P9, P11, B36 e B40.

ARTEMÍSIA (Artemisia vulgaris)

Esta erva é bem conhecida de qualquer praticante de acupuntura, pois é dela que é constituído o, sempre útil, bastão de moxabustão. Mas ela também pode ser utilizada por suas propriedades fitoterápicas internas com ação similar a dos acupontos B63, R5, R8, R10, BP6, F5, F6 e VC4.

 

É importante ressaltar que, a forma de administração da erva, para que possa ter a ação similar ao acuponto, varia de caso a caso.

 

Por exemplo, o Eucalipto, para ter função similar ao acuponto P9, deve ser utilizado na forma de xarope.

Já para ter a função próxima a do ponto IG11 e P11, o Eucalipto deve ser usado na forma de pomada ou unguento.

 

Também é importante saber as melhores dosagens e o tempo de uso de recomendado, de cada planta.

 

Mas o mais importante aqui é apresentar o conceito de que, as ervas medicinais e a acupuntura

têm uma excelente sinergia.

Compreender a função das ervas de acordo com os pontos pode ser uma forma inteligente e direta de aprender a utilizar as plantas certas para cada tratamento.

Se você quiser saber os acupontos de 125 ervas medicinais de fácil acesso, clique aqui para mais informações.

 

Os Benefícios da Saboaria Natural

Você já se perguntou como o seu sabonete é feito?

Então, quando alguém me questiona que pode comprar um sabonete na loja da esquina por menos de R$ 2,00, eu carinhosamente explico sobre o custo e benefício dos produtos naturais.

Você sabia que a pele é nosso maior órgão? E que nos acompanha por toda nossa vida? E que ela literalmente come o que passamos nela?

Assim como outros órgãos do nosso corpo, a pele sofre alterações com o passar dos anos e, desta forma, precisa de cuidados específicos conforme suas necessidades vão mudando.

O envelhecimento natural é inevitável, no entanto, sua precocidade é influenciada por diversos fatores e alguns deles podem ser evitados e prevenidos.

Na perspectiva de um consumo mais consciente, mesmo antes de abraçar minha missão com A Curandeira, eu sempre li tudo: rótulo de remédio, ketchup, sabão.

Sempre me intrigava com aqueles nomes difíceis e que mais parecia estar lendo uma formulação de veneno (e não é que era mesmo?)

Acredito que, assim como eu, você também deve ter chegado a se perguntar muitas vezes se está mesmo fazendo bem ou mal ao usar tal produto, né?

Na era da informação, onde estamos presenciando escândalos envolvendo a indústria da carne e denúncias ligadas à escravidão na moda, nada mais natural que queiramos saber como um item tão básico como o sabonete nosso de cada dia, é feito.

A grande maioria dos sabonetes industriais não contém em sua fórmula componentes que tratam a pele de forma adequada.

 Eles se concentram, na maioria das vezes, apenas na produção de espuma abundante. Os quatro componentes potencialmente nocivos ms comuns tanto em sabonetes líquidos quanto em sabonetes em barras são:

  1. Fragrância:fazem com que os sabonetes fiquem perfumados devido aos compostos orgânicos voláteis. Porém, os efeitos que tais componentes podem causar na saúde vão desde alergias de pele a câncer de rim.

 

  1. Benzoato de benzila:esta é uma substância de origem orgânica, porém não é considerada um Poluente Orgânico Persistente (POP). É utilizado em aromatizadores de ambiente, inseticidas, perfumes, medicamentos, plásticos, couro, tingimento de tecidos, produtos de limpeza, cosméticos e produtos de higiene pessoal, como os sabonetes. Estudos apontam que o benzoato de benzila pode provocar alergias na pele, dermatites de contato, ser possivelmente tóxico para o sistema imunológico humano e atuar na desregulação de hormônios.

 

  1. DMDM Hidantoína:possui a mesma função que o triclosan, atuando como antibacteriano em sabonetes bactericidas e outros cosméticos. Deste modo, também permite o desenvolvimento da resistência bacteriana. O DMDM hidantoína também pode provocar alergias e dermatites de contato. A questão de maior risco para saúde que envolve este componente está relacionada ao fato de que ele libera pequenas quantidades de formol (ou formaldeído), substância extremamente perigosa e considerada cancerígena.

 

  1. BHT: tambémpode ser chamado de Butil Hidroxi Tolueno. É utilizado como conservante em alimentos e produtos cosméticos. Apesar de vários estudos relacionarem o BHT ao surgimento de câncer, está listado como substância não classificável quanto à sua carcinogenicidade em humanos.

Bom eu imagino que agora, com essas informações, eu tenha chamado a sua atenção, mas gente, é para prestar atenção mesmo!

Como disse a psicanalista austríaca, Melanie Klein: – “Quem come do fruto do conhecimento, é sempre expulso de algum paraíso.” Mas o bom nisso tudo é que agora você sabe, e pode fazer uma escolha consciente. Você pode escolher por sabonetes e também por outros produtos naturais. 🙂

Neste momento, existe uma expansão nesse seguimento, porque assim como nós, muita gente não quer mais ser boi de piranha.

Sabonete natural de Açafrão da Terra da “A Curandeira”

O Sabonete Artesanal. A saboaria é uma arte ancestral.

Resgata a mágica de transformar óleos, manteigas vegetais e ervas em sabonetes, para tornar o seu banho um ritual. Me diga honestamente se você sabe diferenciar um sabão natural, totalmente vegetal, produzido manualmente através de técnicas ancestrais, de outro que é produzido industrialmente utilizando diversas substâncias químicas sintéticas?

Se sua resposta é não, é porque você ainda não teve o prazer de tomar um delicioso banho com um sabão genuinamente artesanal e vegetal, pois mesmo com a explicação que virá adiante, a grande diferença só pode ser sentida na pele. Te desafio a se permitir ter essa experiência. 😉

A alquimia da saboaria tem início na mistura de uma parte de substância gordurosa que contém cadeias de ácidos graxos (como as encontradas nos óleos e nas manteigas vegetais) e outra parte de uma solução básica (alcalina), que pode ser obtida ao se misturar água com hidróxido de sódio (soda cáustica), hidróxido de potássio ou outra base, ou ainda usando cinzas tal como nossos ancestrais faziam.

A partir dessa mistura é que acontece a reação química de nome saponificação, onde são formadas as moléculas de sabão e de glicerina que darão vida e estrutura ao verdadeiro sabão.

A saboaria artesanal é uma técnica dominada pela humanidade há milênios!

Historiadores apontam o ano de 2.800 a.C. como a data aproximada do mais antigo registro do uso de um produto que se assemelha ao nosso atual sabão – uma pasta feita com gordura animal e cinzas – ou seja, o mesmo princípio da união de ácidos graxos em solução álcali.

Um sabonete artesanal leva em sua composição: óleos vegetais puros, extratos naturais; argilas; óleos essenciais, que além de terapêuticos, perfumam suavemente o sabão, com o aroma natural das plantas.

 É normal que os sabonetes naturais durem menos que os industrializados. Os sabonetes naturais absorvem mais água e são mais emolientes, tendo assim um derretimento mais acelerado.

O sabonete industrializado normalmente é pobre em emolientes, não retém tanta água (tanto que chega a rachar – imagina isso na sua pele) e acaba tendo uma durabilidade maior.

Por não conter componentes artificiais, um sabonete ou um cosmético natural, além de ser menos danoso à saúde, também será menos prejudicial ao meio ambiente – tanto em termos de tratamento de resíduos e efluentes, quanto nos efeitos causados em lixões e aterros.

Para finalizar, te convido a realmente se permitir conhecer. Em se tratando de sabonetes só é possível entender quando você o colocar na pele.

Então faça o teste. Pegue um sabonete industrial – que pode até ser aquele que diz ter ¼ de hidratante – e um sabonete artesanal feito por saponificação. Use cada um por dois ou três dias e perceba a sensação da espuma de cada um, qual a sua sensação durante o banho e como sua pele estará após cada banho.

Tenha certeza que você correrá sérios riscos de sair desse teste como mais um apaixonado e fiel à saboaria artesanal.

Foi um imenso prazer falar com você.

 

Ervas Medicinais e os Sabores que podem Curar Tudo

Quando pensamos no sabor de algo, nem sempre nos vem a mente que isto terá um impacto no nosso organismo.

Cada erva, cada planta, tem um, ou mais sabores que lhes confere características medicinais próprias.

Estes sabores têm influência direta na capacidade curativa que uma planta pode apresentar, mas não necessariamente são reconhecidos da mesma forma, pelo nosso paladar.

Mas vamos explicar isso melhor.

Uma erva com sabor doce, pode não ser doce ao paladar.

Ou seja, os sabores das ervas determinam as qualidades energéticas que elas desempenham e não necessariamente, o seu gosto ao serem ingeridas.

Todas as ervas medicinais se apresentam em 6 sabores básicos: doce, amargo, picante, ácido, salgado e adstringente.

Alguns textos também falam sobre a existência do sabor neutro, mas este não existe sem estar associado a outros sabores e sua presença é muto sutil. Dessa forma, vamos deixar este de lado, por hora.

Assim prosseguindo, uma erva pode ser doce ou amarga ou doce e ácida, talvez picante e amarga ou ainda picante, doce e adstringente, etc.

De fato, todas as combinações de sabores são possíveis, mas a presença (ou ausência) de algum destes seis tipos, vai determinar o papel terapêutico que uma erva medicinal pode desempenhar.

Cada sabor representa uma qualidade medicinal.

Assim, sempre é muito importante conhecer qual o sabor, ou os sabores, das ervas medicinais que queremos usar, para confirmar se elas serão capazes de oferecer os recursos medicinais que necessitamos.

Vamos ver agora as propriedades de cada um dos sabores e o que eles promovem em nosso organismo.

DOCE

As ervas de sabor doce têm a mesma natureza do corpo humano e sua ação faz crescer todos os tecidos do corpo. Ativa a longevidade e atua em todos os 5 sentidos, na mente, e da força e melhora a compleição.

Este sabor ajuda a neutralizar envenenamentos e alivia secura e sensações de queimação. Promove a saúde do cabelo e da pele e melhora a qualidade da voz e da energia geral do organismo.

Seu uso em excesso promove a obesidade, flacidez e letargia.

Exemplo de ervas de sabor (predominantemente) doce:

Alcaçuz, Abacate, Pedra Ume Caá, Ginseng e Malva (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

ÁCIDO

Este sabor melhora o paladar dos alimentos, estimula o fogo digestivo, confere resistência ao corpo, revigora, desperta a mente, confere precisão aos 5 sentidos, aumenta a força, elimina gases, dá contentamento ao coração, promove a salivação, melhora a deglutição, hidrata e digere alimentos, além de melhorar a capacidade nutritiva do que é ingerido.

Promove o metabolismo e a circulação.

Seu uso em excesso provoca sensibilidade nos dentes, desidratação, arrepios e eleva as toxinas no sangue.

Exemplo de ervas de sabor ácido:

Limão, Graviola e Crataego (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

SALGADO

Este sabor promove a digestão, a hidratação e ativa o fogo digestivo. Atua como um laxativo, desobstruente e sedativo.

Alivia massas endurecidas, contrações e dissolve acúmulos. Promove a salivação, liquefaz acúmulos de umidade, limpa os vasos, amacia todos os órgãos do corpo e confere sabor aos alimentos.

Seu excesso leva a estagnação do sangue, provoca sede, pode estimular desmaios e sensação de queimação e promover a erosão e perda muscular.

Exemplo de ervas de sabor salgado:

Gergelim, Cálcio de Ostra, Fucus e Chlorella (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

PICANTE

O sabor picante limpa o paladar, incrementa o fogo digestivo, dissolve secreções nasais, clareia os sentimentos e estimula a lacrimejação.

Trata o torpor intestinal, reduz a obesidade, reduz o inchaço abdominal e remove o excesso de líquidos do organismo. Também confere gosto aos alimentos, alivia coceiras, elimina parasitas intestinais, move o sangue e dissolve coágulos, libera obstruções, abre os vasos e dissolve umidades.

Seu uso em excesso pode promover o enfraquecimento da virilidade, desmaios e prostração, perda de consciência e tonturas. Também pode provocar queimação na garganta e sensação de queimação em todo o corpo, aumento da sede e diminuição da força.

Exemplo de ervas de sabor picante:

Gengibre, Pimenta Preta, Agrião, Guaco e Canela (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

AMARGO

Apesar deste sabor agradar a poucas pessoas, quando nos referimos a questões que envolvam o paladar, as ervas amargas são capazes de desintoxicar o organismo, agir como bactericida, eliminar vermes e parasitas intestinais, aliviar sensação de queimação e coceiras, diminuir a sede e alivia inflamações da pele.

O sabor amargo “enxuga a pele e os músculos, diminui a temperatura interna, aliviando febres, promove a digestão e o fortalecimento do fogo digestivo, remove acúmulos de gordura corporal, purifica o organismo e remove acúmulos através da medula, linfas, suor, urina e evacuação.

Seu uso em excesso pode ressecar o organismo.

Exemplo de ervas de sabor amargo:

Carqueja, Alcachofra, Picão Preto, Boldo do Chile e Cardo Mariano (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

ADSTRINGENTE

Este sabor é sedativo, interrompe diarreia, auxilia nas dores das juntas, promove a cicatrização de feridas e machucados, estanca hemorragias e promove a absorção dos fluidos corpóreos.

Este sabor sempre está associado a um outro sabor. Não existe nenhuma erva que seja exclusivamente adstringente.

Em excesso, seu uso pode causar secura na boca, desconforto no coração, constipação, enfraquecimento da voz, escurece a pele, obstrui os canais circulatórios, causa envelhecimento precoce e enfraquecimento geral do corpo.

Exemplo de ervas de sabor adstringente:

Hamamélis (que também é amarga), Hibisco (que também é doce), Sálvia (que também é picante), Pata de Vaca e Tansagem (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

Todas ervas tem um sabor de entrada, conhecido no Ayurveda como Rasa.

Mas também contam com um sabor de saída, chamado de efeito pós-digestivo. Esse efeito, conhecido no Ayurveda como Vipaka, é o sabor residual. Ou seja, o sabor final da erva após a sua digestão e este nem sempre é igual ao seu sabor inicial.

Mas meu amigo(a), isso já é assunto para um novo post! 😀

Gosto deste assunto? Deixe seus comentários abaixo para que nós possamos dar continuidade a este tema.

Um grande abraço pra você!

 

 

 

 

 

9 Boas Ervas para quem é Bom de Garfo

Nada melhor do que uma mesa farta, com pessoas queridas reunidas, compartilhando uma refeição feita com cuidado, carinho e ótimos ingredientes, não é mesmo?

A combinação de boas pessoas, bons ingredientes e bons procedimentos só pode ficar melhor se incluirmos também, boas ervas, nesta combinação.

Existem muitas ervas que podem participar do processo de nutrição e assimilação dos alimentos.

Um primeiro grupo é o das ervas condimentares.

Estas são as que serão utilizadas desde o início do processo, seja para marinar, condimentar ou mesmo acrescentar ao final do processo de preparação dos alimentos.

Estas ervas conferem aroma, sabor e também contribuem, desde o início do processo da alimentação, para que a digestão seja adequada e que facilite o trabalho do estômago e demais órgãos.

O segundo grupo de ervas é o que ingerimos após as refeições.

A função destas ervas é de auxiliar o fígado, o estômago, o baço, o pâncreas e os intestinos na tarefa de digerir e assimilar os nutrientes dos alimentos consumidos.

Muitas destas ervas (dos dois grupos) também estão na categoria dos antídotos, ou seja, ervas que são capazes de anular toxinas presentes nos alimentos já no processo de cocção.

Mas neste artigo, vamos nos concentrar nas ervas do segundo grupo: as ervas que auxiliam o processo da digestão.

Existem muitas ervas maravilhosas que podemos (felizmente) escolher e destacar, mas neste texto vamos dar uma atenção especial a um grupo de ervas que atua junto aos principais atores do processo da digestão: Fígado, Estômago, Baço e Intestino Delgado.

Elegemos 9 ervas que tem a propriedade de tornar mais fácil o processo de digerir os alimentos e mover o bolo alimentar, mas que também protegem e regeneram estes importantes órgãos que trabalham duro para nos dar energia e saúde.

Os orientais dizem que toda a saúde começa pelo estômago.

Eles também entendem que este órgão, juntamente com os pulmões, são os responsáveis pela nossa primeira linha de defesa imunológica.

Assim, tratar bem do estômago é mais do que ter uma boa digestão. É cuidar de nossa saúde como um todo.

Selecionamos três ervas maravilhosas para favorecer a digestão e recuperar o estômago: Espinheira Santa, Gengibre e Canela.

1º – Espinheira Santa

A espinheira santa é uma das mais poderosas ervas para recuperar o estômago em qualquer tipo de questão de saúde, mas também tem propriedades que favorecem a digestão e auxiliam na proteção da parede gástrica.

Isso é especialmente importante para pessoas que já apresentam lesões no estômago e que sofrem com dores.

Ao tomar a erva antes das refeições, esta prepara o estômago para receber os sucos gástricos e previne dores ao se alimentar.

Um hábito comum nos estados do Sul e do Centro-Oeste, é o de tomar chimarrão.

A erva-mate é conhecida por sua grande quantidade de xantinas que agridem a parede do estômago, ao longo dos anos. Acrescentar a espinheira santa na mistura com a erva mate pode ajudar (e muito) a manter seu estômago a salvo.

2º – Gengibre

Os orientais dizem que o gengibre é uma das especiarias mais benéficas que existe.

Esta erva pode ser incluída já durante a preparação dos pratos, mas também tem uma função posterior a ingestão de alimentos e deve ser utilizado como um digestivo eficaz após consumir os alimentos.

Para isso, basta tomar 50 ml da decocção de gengibre após se alimentar, para favorecer a digestão e promover o esvaziamento do estômago.

Além disso, se após se alimentar você sentir náuseas, é esta erva que pode lhe ajudar.

Para intoxicações de todo tipo, também prefira a decocção de gengibre, principalmente se a causa forem frutos do mar.

3º – Canela

A canela, a exemplo do gengibre, também tem uma importante função condimentar e é com frequência utilizada na preparação de diversos pratos, principalmente os de sabor doce ou, como na cozinha turca, para preparar carnes vermelhas.

Mas sua função de promotor da atividade gástrica ajudará também no processo digestivo. Uma boa maneira de aproveitar as suas maravilhosas propriedades é através da ingestão de um vinho medicinal de canela. Para fazer este vinho é bem fácil.

VINHO MEDICINAL DE CANELA

Escolha uma garrafa de um vinho que você aprecie e adicione 30g de ramos de canela à bebida e deixe descansar no escuro por 30 dias.

Ao final do prazo, retire a canela e utilize o vinho preparado antes das refeições. A dose indicada é de um cálice de licor, antes de consumir uma refeição. Principalmente se a esta contar com pratos à base de carnes.

As próximas três ervas foram selecionadas por suas propriedades de proteger e estimular as funções hepáticas, que são muito importantes no processo da digestão já que o fígado produz a bile, uma secreção fundamental para a assimilação dos alimentos.

As três ervas selecionadas são: Alcachofra, Carqueja e Boldo do Chile. São as ervas 4, 5 e 6 da nossa indicação.

4º – Alcachofra

A alcachofra é uma erva muito segura que faz o papel de um tônico amargo que estimula a produção abundante de bile.

A bile é a substância que torna possível a absorção das gorduras e de demais substâncias nutritivas no intestino delgado. Além disso, a bile tem propriedades lubrificantes que facilitam o trajeto do bolo alimentar dentro dos intestinos, favorecendo inclusive, a eliminação.

Se você comeu algo e se sentiu pesado, considere tomar uma cápsula de alcachofra de 250 mg.

5º – Carqueja

A carqueja, a exemplo da alcachofra, também é um tônico amargo que estimula a bile. A diferença entre estas duas ervas é que a carqueja tem uma função especial que pode ser desempenhada se for ingerida antes das refeições.

Neste caso, tomada em jejum, os princípios ativos da carqueja irão ser absorvidos nos mesmos receptores intestinais para a gordura. Assim, ao ingerir a carqueja ela irá “ocupar” o lugar onde antes seria absorvida a gordura, que como não consegue ser completamente assimilada, acaba por ser eliminada (em parte), na evacuação.

Isso pode ajudar pessoas que precisam emagrecer ou que tem necessidade de consumir uma dieta pobre em gorduras, por razões de saúde.

É um recurso formidável, mas que deve ser utilizado com muita sabedoria, pois ao contrário do que muitos acreditam, o corpo precisa de gorduras para viver.

6º – Boldo do Chile

Esta erva é muito eficiente em estimular as funções do fígado e da vesícula.

Se você a utilizar com muita moderação, poderá se beneficiar de seus princípios medicinais.

Só não deve exagerar. Tomado com frequência (mais de duas vezes por semana) a erva começa a acumular toxinas que prejudicam a função hepática.

Também se você já sofre com problemas de fígado e vesícula, deverá evitar esta planta. Neste caso, prefira as duas opções acima, que são muito seguras.

A terceira e última parte do nosso artigo fala das ervas que favorecem as funções digestivas do Baço e do Pâncreas.

Estes dois órgãos são responsáveis pelo controle do açúcar no organismo através da produção de insulina.

Algumas pessoas têm problemas em manter seus triglicerídeos e sua glicemia em níveis adequados. Se esse for o seu caso, experimente saber mais sobre as três ervas que selecionamos para você: Pedra Ume Caá, Pata de Vaca e Alcaçuz. Estas são as ervas 7, 8 e 9 da nossa seleção.

7º – Pedra Ume Caá

Esta é uma das mais impressionantes ervas para reduzir a taxa glicêmica do organismo. Após ingerir o chá, seu efeito pode ser percebido em menos de 30 minutos.

Esta erva também é conhecida como “insulina vegetal” e deve ser usada com muita atenção por pessoas que não precisem controlar suas taxas de açúcar.

Mesmo que esse seja o seu caso, use esta erva com atenção se estiver tomando medicamentos para diabete, pois o poder da erva é tão grande que pode potencializar efeitos de outros remédios.

8º – Pata de Vaca

A Pata de Vaca é uma alternativa mais suave ao uso da Pedra Ume Caá.

Suas funções são similares, mas a sua intensidade é menor e pode ser desejável para pessoas que estejam fazendo uso de medicamentos ou que tenham seus níveis glicêmicos apenas levemente fora do padrão ideal.

9º – Alcaçuz

Esta erva é uma das mais benéficas para todo o aparelho digestivo, mas tem a função de favorecer a digestão como um todo e dar energia para o Baço e o Pâncreas em todo o processo.

Além disso, é uma erva que previne envenenamentos e intoxicações alimentares, ajudando os ingredientes de uma refeição a se harmonizar, evitando com isso as indigestões.

Para esse efeito se processar, ingira o chá da erva imediatamente após a refeição.

Então aqui apresentamos 9 ervas medicinais que são amigas do sistema digestivo.

Com estas ervas ao seu alcance, você tem tudo para ter boas refeições e manter a saúde sempre em dia.