Ervas Medicinais e os Sabores que podem Curar Tudo

Quando pensamos no sabor de algo, nem sempre nos vem a mente que isto terá um impacto no nosso organismo.

Cada erva, cada planta, tem um, ou mais sabores que lhes confere características medicinais próprias.

Estes sabores têm influência direta na capacidade curativa que uma planta pode apresentar, mas não necessariamente são reconhecidos da mesma forma, pelo nosso paladar.

Mas vamos explicar isso melhor.

Uma erva com sabor doce, pode não ser doce ao paladar.

Ou seja, os sabores das ervas determinam as qualidades energéticas que elas desempenham e não necessariamente, o seu gosto ao serem ingeridas.

Todas as ervas medicinais se apresentam em 6 sabores básicos: doce, amargo, picante, ácido, salgado e adstringente.

Alguns textos também falam sobre a existência do sabor neutro, mas este não existe sem estar associado a outros sabores e sua presença é muto sutil. Dessa forma, vamos deixar este de lado, por hora.

Assim prosseguindo, uma erva pode ser doce ou amarga ou doce e ácida, talvez picante e amarga ou ainda picante, doce e adstringente, etc.

De fato, todas as combinações de sabores são possíveis, mas a presença (ou ausência) de algum destes seis tipos, vai determinar o papel terapêutico que uma erva medicinal pode desempenhar.

Cada sabor representa uma qualidade medicinal.

Assim, sempre é muito importante conhecer qual o sabor, ou os sabores, das ervas medicinais que queremos usar, para confirmar se elas serão capazes de oferecer os recursos medicinais que necessitamos.

Vamos ver agora as propriedades de cada um dos sabores e o que eles promovem em nosso organismo.

DOCE

As ervas de sabor doce têm a mesma natureza do corpo humano e sua ação faz crescer todos os tecidos do corpo. Ativa a longevidade e atua em todos os 5 sentidos, na mente, e da força e melhora a compleição.

Este sabor ajuda a neutralizar envenenamentos e alivia secura e sensações de queimação. Promove a saúde do cabelo e da pele e melhora a qualidade da voz e da energia geral do organismo.

Seu uso em excesso promove a obesidade, flacidez e letargia.

Exemplo de ervas de sabor (predominantemente) doce:

Alcaçuz, Abacate, Pedra Ume Caá, Ginseng e Malva (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

ÁCIDO

Este sabor melhora o paladar dos alimentos, estimula o fogo digestivo, confere resistência ao corpo, revigora, desperta a mente, confere precisão aos 5 sentidos, aumenta a força, elimina gases, dá contentamento ao coração, promove a salivação, melhora a deglutição, hidrata e digere alimentos, além de melhorar a capacidade nutritiva do que é ingerido.

Promove o metabolismo e a circulação.

Seu uso em excesso provoca sensibilidade nos dentes, desidratação, arrepios e eleva as toxinas no sangue.

Exemplo de ervas de sabor ácido:

Limão, Graviola e Crataego (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

SALGADO

Este sabor promove a digestão, a hidratação e ativa o fogo digestivo. Atua como um laxativo, desobstruente e sedativo.

Alivia massas endurecidas, contrações e dissolve acúmulos. Promove a salivação, liquefaz acúmulos de umidade, limpa os vasos, amacia todos os órgãos do corpo e confere sabor aos alimentos.

Seu excesso leva a estagnação do sangue, provoca sede, pode estimular desmaios e sensação de queimação e promover a erosão e perda muscular.

Exemplo de ervas de sabor salgado:

Gergelim, Cálcio de Ostra, Fucus e Chlorella (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

PICANTE

O sabor picante limpa o paladar, incrementa o fogo digestivo, dissolve secreções nasais, clareia os sentimentos e estimula a lacrimejação.

Trata o torpor intestinal, reduz a obesidade, reduz o inchaço abdominal e remove o excesso de líquidos do organismo. Também confere gosto aos alimentos, alivia coceiras, elimina parasitas intestinais, move o sangue e dissolve coágulos, libera obstruções, abre os vasos e dissolve umidades.

Seu uso em excesso pode promover o enfraquecimento da virilidade, desmaios e prostração, perda de consciência e tonturas. Também pode provocar queimação na garganta e sensação de queimação em todo o corpo, aumento da sede e diminuição da força.

Exemplo de ervas de sabor picante:

Gengibre, Pimenta Preta, Agrião, Guaco e Canela (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

AMARGO

Apesar deste sabor agradar a poucas pessoas, quando nos referimos a questões que envolvam o paladar, as ervas amargas são capazes de desintoxicar o organismo, agir como bactericida, eliminar vermes e parasitas intestinais, aliviar sensação de queimação e coceiras, diminuir a sede e alivia inflamações da pele.

O sabor amargo “enxuga a pele e os músculos, diminui a temperatura interna, aliviando febres, promove a digestão e o fortalecimento do fogo digestivo, remove acúmulos de gordura corporal, purifica o organismo e remove acúmulos através da medula, linfas, suor, urina e evacuação.

Seu uso em excesso pode ressecar o organismo.

Exemplo de ervas de sabor amargo:

Carqueja, Alcachofra, Picão Preto, Boldo do Chile e Cardo Mariano (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

ADSTRINGENTE

Este sabor é sedativo, interrompe diarreia, auxilia nas dores das juntas, promove a cicatrização de feridas e machucados, estanca hemorragias e promove a absorção dos fluidos corpóreos.

Este sabor sempre está associado a um outro sabor. Não existe nenhuma erva que seja exclusivamente adstringente.

Em excesso, seu uso pode causar secura na boca, desconforto no coração, constipação, enfraquecimento da voz, escurece a pele, obstrui os canais circulatórios, causa envelhecimento precoce e enfraquecimento geral do corpo.

Exemplo de ervas de sabor adstringente:

Hamamélis (que também é amarga), Hibisco (que também é doce), Sálvia (que também é picante), Pata de Vaca e Tansagem (clique nos nomes para saber mais sobre estas ervas).

Todas ervas tem um sabor de entrada, conhecido no Ayurveda como Rasa.

Mas também contam com um sabor de saída, chamado de efeito pós-digestivo. Esse efeito, conhecido no Ayurveda como Vipaka, é o sabor residual. Ou seja, o sabor final da erva após a sua digestão e este nem sempre é igual ao seu sabor inicial.

Mas meu amigo(a), isso já é assunto para um novo post! 😀

Gosto deste assunto? Deixe seus comentários abaixo para que nós possamos dar continuidade a este tema.

Um grande abraço pra você!

 

 

 

 

 

9 Boas Ervas para quem é Bom de Garfo

Nada melhor do que uma mesa farta, com pessoas queridas reunidas, compartilhando uma refeição feita com cuidado, carinho e ótimos ingredientes, não é mesmo?

A combinação de boas pessoas, bons ingredientes e bons procedimentos só pode ficar melhor se incluirmos também, boas ervas, nesta combinação.

Existem muitas ervas que podem participar do processo de nutrição e assimilação dos alimentos.

Um primeiro grupo é o das ervas condimentares.

Estas são as que serão utilizadas desde o início do processo, seja para marinar, condimentar ou mesmo acrescentar ao final do processo de preparação dos alimentos.

Estas ervas conferem aroma, sabor e também contribuem, desde o início do processo da alimentação, para que a digestão seja adequada e que facilite o trabalho do estômago e demais órgãos.

O segundo grupo de ervas é o que ingerimos após as refeições.

A função destas ervas é de auxiliar o fígado, o estômago, o baço, o pâncreas e os intestinos na tarefa de digerir e assimilar os nutrientes dos alimentos consumidos.

Muitas destas ervas (dos dois grupos) também estão na categoria dos antídotos, ou seja, ervas que são capazes de anular toxinas presentes nos alimentos já no processo de cocção.

Mas neste artigo, vamos nos concentrar nas ervas do segundo grupo: as ervas que auxiliam o processo da digestão.

Existem muitas ervas maravilhosas que podemos (felizmente) escolher e destacar, mas neste texto vamos dar uma atenção especial a um grupo de ervas que atua junto aos principais atores do processo da digestão: Fígado, Estômago, Baço e Intestino Delgado.

Elegemos 9 ervas que tem a propriedade de tornar mais fácil o processo de digerir os alimentos e mover o bolo alimentar, mas que também protegem e regeneram estes importantes órgãos que trabalham duro para nos dar energia e saúde.

Os orientais dizem que toda a saúde começa pelo estômago.

Eles também entendem que este órgão, juntamente com os pulmões, são os responsáveis pela nossa primeira linha de defesa imunológica.

Assim, tratar bem do estômago é mais do que ter uma boa digestão. É cuidar de nossa saúde como um todo.

Selecionamos três ervas maravilhosas para favorecer a digestão e recuperar o estômago: Espinheira Santa, Gengibre e Canela.

1º – Espinheira Santa

A espinheira santa é uma das mais poderosas ervas para recuperar o estômago em qualquer tipo de questão de saúde, mas também tem propriedades que favorecem a digestão e auxiliam na proteção da parede gástrica.

Isso é especialmente importante para pessoas que já apresentam lesões no estômago e que sofrem com dores.

Ao tomar a erva antes das refeições, esta prepara o estômago para receber os sucos gástricos e previne dores ao se alimentar.

Um hábito comum nos estados do Sul e do Centro-Oeste, é o de tomar chimarrão.

A erva-mate é conhecida por sua grande quantidade de xantinas que agridem a parede do estômago, ao longo dos anos. Acrescentar a espinheira santa na mistura com a erva mate pode ajudar (e muito) a manter seu estômago a salvo.

2º – Gengibre

Os orientais dizem que o gengibre é uma das especiarias mais benéficas que existe.

Esta erva pode ser incluída já durante a preparação dos pratos, mas também tem uma função posterior a ingestão de alimentos e deve ser utilizado como um digestivo eficaz após consumir os alimentos.

Para isso, basta tomar 50 ml da decocção de gengibre após se alimentar, para favorecer a digestão e promover o esvaziamento do estômago.

Além disso, se após se alimentar você sentir náuseas, é esta erva que pode lhe ajudar.

Para intoxicações de todo tipo, também prefira a decocção de gengibre, principalmente se a causa forem frutos do mar.

3º – Canela

A canela, a exemplo do gengibre, também tem uma importante função condimentar e é com frequência utilizada na preparação de diversos pratos, principalmente os de sabor doce ou, como na cozinha turca, para preparar carnes vermelhas.

Mas sua função de promotor da atividade gástrica ajudará também no processo digestivo. Uma boa maneira de aproveitar as suas maravilhosas propriedades é através da ingestão de um vinho medicinal de canela. Para fazer este vinho é bem fácil.

VINHO MEDICINAL DE CANELA

Escolha uma garrafa de um vinho que você aprecie e adicione 30g de ramos de canela à bebida e deixe descansar no escuro por 30 dias.

Ao final do prazo, retire a canela e utilize o vinho preparado antes das refeições. A dose indicada é de um cálice de licor, antes de consumir uma refeição. Principalmente se a esta contar com pratos à base de carnes.

As próximas três ervas foram selecionadas por suas propriedades de proteger e estimular as funções hepáticas, que são muito importantes no processo da digestão já que o fígado produz a bile, uma secreção fundamental para a assimilação dos alimentos.

As três ervas selecionadas são: Alcachofra, Carqueja e Boldo do Chile. São as ervas 4, 5 e 6 da nossa indicação.

4º – Alcachofra

A alcachofra é uma erva muito segura que faz o papel de um tônico amargo que estimula a produção abundante de bile.

A bile é a substância que torna possível a absorção das gorduras e de demais substâncias nutritivas no intestino delgado. Além disso, a bile tem propriedades lubrificantes que facilitam o trajeto do bolo alimentar dentro dos intestinos, favorecendo inclusive, a eliminação.

Se você comeu algo e se sentiu pesado, considere tomar uma cápsula de alcachofra de 250 mg.

5º – Carqueja

A carqueja, a exemplo da alcachofra, também é um tônico amargo que estimula a bile. A diferença entre estas duas ervas é que a carqueja tem uma função especial que pode ser desempenhada se for ingerida antes das refeições.

Neste caso, tomada em jejum, os princípios ativos da carqueja irão ser absorvidos nos mesmos receptores intestinais para a gordura. Assim, ao ingerir a carqueja ela irá “ocupar” o lugar onde antes seria absorvida a gordura, que como não consegue ser completamente assimilada, acaba por ser eliminada (em parte), na evacuação.

Isso pode ajudar pessoas que precisam emagrecer ou que tem necessidade de consumir uma dieta pobre em gorduras, por razões de saúde.

É um recurso formidável, mas que deve ser utilizado com muita sabedoria, pois ao contrário do que muitos acreditam, o corpo precisa de gorduras para viver.

6º – Boldo do Chile

Esta erva é muito eficiente em estimular as funções do fígado e da vesícula.

Se você a utilizar com muita moderação, poderá se beneficiar de seus princípios medicinais.

Só não deve exagerar. Tomado com frequência (mais de duas vezes por semana) a erva começa a acumular toxinas que prejudicam a função hepática.

Também se você já sofre com problemas de fígado e vesícula, deverá evitar esta planta. Neste caso, prefira as duas opções acima, que são muito seguras.

A terceira e última parte do nosso artigo fala das ervas que favorecem as funções digestivas do Baço e do Pâncreas.

Estes dois órgãos são responsáveis pelo controle do açúcar no organismo através da produção de insulina.

Algumas pessoas têm problemas em manter seus triglicerídeos e sua glicemia em níveis adequados. Se esse for o seu caso, experimente saber mais sobre as três ervas que selecionamos para você: Pedra Ume Caá, Pata de Vaca e Alcaçuz. Estas são as ervas 7, 8 e 9 da nossa seleção.

7º – Pedra Ume Caá

Esta é uma das mais impressionantes ervas para reduzir a taxa glicêmica do organismo. Após ingerir o chá, seu efeito pode ser percebido em menos de 30 minutos.

Esta erva também é conhecida como “insulina vegetal” e deve ser usada com muita atenção por pessoas que não precisem controlar suas taxas de açúcar.

Mesmo que esse seja o seu caso, use esta erva com atenção se estiver tomando medicamentos para diabete, pois o poder da erva é tão grande que pode potencializar efeitos de outros remédios.

8º – Pata de Vaca

A Pata de Vaca é uma alternativa mais suave ao uso da Pedra Ume Caá.

Suas funções são similares, mas a sua intensidade é menor e pode ser desejável para pessoas que estejam fazendo uso de medicamentos ou que tenham seus níveis glicêmicos apenas levemente fora do padrão ideal.

9º – Alcaçuz

Esta erva é uma das mais benéficas para todo o aparelho digestivo, mas tem a função de favorecer a digestão como um todo e dar energia para o Baço e o Pâncreas em todo o processo.

Além disso, é uma erva que previne envenenamentos e intoxicações alimentares, ajudando os ingredientes de uma refeição a se harmonizar, evitando com isso as indigestões.

Para esse efeito se processar, ingira o chá da erva imediatamente após a refeição.

Então aqui apresentamos 9 ervas medicinais que são amigas do sistema digestivo.

Com estas ervas ao seu alcance, você tem tudo para ter boas refeições e manter a saúde sempre em dia.

5 Ervas Medicinais para Usar com Cuidado

As ervas medicinais, de maneira geral, são divididas em 4 grupos: ervas seguras, ervas levemente tóxicas, ervas tóxicas e ervas mortalmente tóxicas.

Acredito que, por desconhecimento, algumas pessoas ainda utilizam ervas que, apesar de já estarem em uso há muito tempo, não deveriam mais serem utilizadas “in natura”, para consumo interno.

Esse tipo de plantas faz parte da categoria de ervas tóxicas que, com poucas doses pode causar danos que nem sempre serão percebidos no curto prazo, mas que podem comprometer sua saúde no futuro.

Ervas tóxicas não devem ser usadas internamente, mesmo que a vovó já as use a vida toda, pois algumas pessoas têm uma resistência maior a toxinas do que outros indivíduos.

Assim, não é porque alguém está utilizando uma erva perigosa sem que ainda tenha manifestado seus efeitos adversos, que você tenha que arriscar também.
Existem diversas ervas tóxicas em uso, ainda nos dias de hoje, por isso é importante se informar.

Algumas destas ervas tem valor medicinal para uso externo ou mesmo, se forem adequadamente manipuladas e seus princípios ativos tóxicos forem isolados e extraídos.

Mas o risco está em fazer o uso interno sem manipulação competente.

Agora que você já está atento a essas informações, vamos relacionar 5 ervas medicinais, muito conhecidas e populares que devem ser usadas com cuidado.

LOSNA

Esta erva é muito popular e amplamente utilizada ainda nos dias de hoje.
Mas a Losna pode causar sérios danos ao Fígado em razão de seus alcaloides tóxicos.
Algumas pessoas, todos os anos, defendem nas redes sociais que a Losna, em uso interno, pode curar o câncer.
Recomendamos que você não entre nessa, pois a erva sem manipulação só vai agravar a condição. Losna é boa para plantar no jardim porque afasta insetos. E é só isso.

BABOSA

Esta planta, além de ser muito bonita, é um maravilhoso cicatrizante e anti-inflamatório natural para uso externo.

Mas apesar do que muitos apregoam, seu uso interno está longe de ser um consenso, principalmente se a planta for utilizada de forma natural.

Para uso interno é possível utilizar supositórios, feitos em farmácias de manipulação, para agir como laxante ou mesmo na forma de homeopatia. Mas qualquer outro uso interno da babosa é desaconselhado, pois causa lesões no fígado.

EUCALIPTO

Esta grande árvore produz folhas com alto poder expectorante e antisséptico. Mas seu óleo essencial é muito perigoso e apenas uma gota, em alguns casos, pode ser fatal.

Dessa forma, o uso interno da tintura caseira ou do chá de eucalipto pode ser perigoso.

Ainda que se precise uma grande quantidade de folhas para se extrair uma gota de óleo essencial, não convém acumular toxinas no já exigido fígado e no sangue.

O eucalipto é ótimo no uso externo, em pomadas e unguentos par aliviar congestão e liberar a respiração. Mas evite o uso interno.

AVELOZ

Muito tem se falado em pesquisas desta planta para tratamento de câncer e isso é verdade. Mas até o momento, ainda não foi possível isolar seus princípios ativos para produzir algum tipo de medicamento que possa ser utilizado.

Não obstante, algumas pessoas tomam a iniciativa de fazer uso da planta por conta própria, na busca por uma cura desta difícil doença. Mas esta atitude pode agravar seriamente o problema.

A parte usada da planta é o seu látex, que é incrivelmente corrosivo. Se este for utilizado internamente, poderá causar serias lesões internas.

Se for utilizado externamente, sobre tumores, pode causar uma grave irritação e prejudicar ainda mais a pessoa que já se encontra em uma situação delicada.

Evite uso interno e externo do aveloz, sem a devida manipulação ou enquanto ainda não se conseguiu criar algum tipo de fito-medicamento seguro.

CONFREI

Esta é uma erva de uso muito antigo que tem sim suas propriedades medicinais válidas. Porém o uso seguro desta planta deve ser feito apenas externamente.

Seu uso interno é extremamente desaconselhado ainda que se saiba de pessoas que a utilizam para tratamento de asma juvenil.

De fato, este tratamento pode até dar resultado a curto prazo, mas a pessoa tratada tem uma grande probabilidade de desenvolver cirrose medicamentosa na idade adulta.

Um problema bem mais sério do que a asma (que tem outros meios de tratamento) e que pode custar a vida da pessoa.

Dessa forma, esta planta, a exemplo da maioria das ervas citadas neste artigo, deve ser restrita para o uso externo, onde ela tem muito a contribuir para sua saúde.

É importante que nós usemos a riqueza das ervas medicinais com atenção, buscando informação e respeitando os limites que o mundo natural nos impõe.

Quando houver dúvida, busque mais informações e sempre procure consultar um fitoterapeuta qualificado para escolher as melhores ervas para seu tratamento ou da pessoa que você deseja ajudar.

Somente assim poderemos recuperar a saúde e realmente ajudar outras pessoas.

Tenha sempre cuidado com o que você lê, vê ou ouve, quando se trata da sua saúde.

As 4 Grandes Ervas Medicinais para tratar a Diabete

A diabete é uma doença que assola um grande número de pessoas, no Brasil e no mundo.

Mas nem todo mundo sabe que existem mais de um tipo de diabete.

Alguns tipos podem surgir apenas a partir de um determinado momento ou pode ser um problema que acompanha a pessoa desde cedo, pela vida toda.

Os tipos mais comuns de diabete são:

Diabete tipo 1, onde o pâncreas não consegue mais dar conta de produzir insulina suficiente para as necessidades do corpo por conta de um desequilíbrio do sistema imunológico que passa atacar as células produtoras. Este tipo tende a aparecer mais durante a infância e adolescência.

Diabete tipo 2, onde a pessoa sofre a ação de duas causas: a diminuição da produção da insulina e a redução de seu efeito no organismo. Este é o tipo mais comum de diabete e costuma aparecer na idade adulta, em geral, a partir dos 40 anos. Mas também existem pessoas jovens que desenvolvem esta doença.

Existe ainda um passo anterior a instalação da doença, chamado de Pré-Diabete, onde a pessoa demonstra pré-disposição para desenvolver a condição em algum momento da vida. É uma tendência que pode, ou não, se manifestar e todo cuidado é pouco neste caso.

Para evitar que isso aconteça, é necessário evitar levar uma vida muito sedentária e ter atenção com o tipo de alimentação e ingestão de bebidas. Também existem estudos que relacionam o acúmulo de gorduras, principalmente do tipo visceral, como um dos fatores que podem ajudar a desencadear a Diabete.

Também pode se manifestar um tipo chamado de Diabete Gestacional que, como o nome já diz, surge durante o processo da gravidez, onde acontece um aumento da resistência da insulina no organismo. Sua causa exata ainda é desconhecida, mas sua existência é bem real.

Mas como saber se você já está apresentando sinais de diabete?

Alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Aumento da sede
  • Aumento da frequência urinária
  • Aumento do volume da urina (principalmente se a urina for clara como água).

Estes três sintomas, somados, devem representar um sinal de que é necessário buscar ajuda profissional e avaliar se você já necessita de cuidados especiais para tratamento. Não são determinantes, mas são sinais que devem ser levados em conta.

Alguns outros sintomas que também podem estar associados a possibilidade de manifestar Diabetes são:

  • Emagrecimento sem causa aparente
  • Aumento do apetite
  • Fraqueza
  • Cansaço
  • Sonolência
  • Desânimo
  • Tontura

No entanto, pessoas que manifestam Diabete do tipo 2, podem passar muitos anos sem apresentar qualquer sintoma, mas a doença pode já estar entrando em seus estágios iniciais.

Bem, para quaisquer um dos casos acima, é importante saber que a diabete é uma doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento, e algumas pessoas preferem contar com alguns recursos naturais para ajudar a lidar com esta condição.

Algumas das melhores ervas medicinais que ajudam a reduzir as taxas glicêmicas (açúcar no sangue) são:

(Clique nos nomes das ervas para saber mais sobre cada uma delas)

1º – PEDRA UME CAÁ – uma erva incrível que promove a homeostase (equilíbrio) da glucose e é indicada par todos os tipos de diabete. Porém cuidado se você já toma medicamentos par diabete, pois esta erva pode potencializar os seus efeitos. Não é por acaso que esta erva também é conhecida como “insulina vegetal”.

2º – PATA DE VACA – erva que ajuda o pâncreas a produzir mais insulina. Indicada na Diabete tipo 2. Tem função parecida com a PEDRA UME CAÁ, mas com menor potência. Pode ser indicada para pessoas que não se adaptam a esta erva.

3º – CARQUEJA – erva auxiliar ao tratamento por seu poder de diminuir a necessidade de consumo de açúcar, uma vez que a erva é rica em cromo e supre parte da necessidade do organismo.

4º – PICÃO PRETO – erva muito poderosa, que apresenta a capacidade de regenerar e reativar as funções do pâncreas.

De qualquer forma, o uso de ervas medicinais não deve nunca substituir seu tratamento médico. Utilize este conhecimento como uma forma de complementar seus cuidados e sempre estabeleça suas doses e forma de tratamento com um fitoterapeuta qualificado.

Se você conhece pessoas que podem se beneficiar destas informações, eu convido você a compartilhar este artigo nas suas redes, para que um maior número de indivíduos possa ter uma vida melhor.

O remédio amargo cura?

Bom mesmo é o remédio amargo! – diziam os antigos.

Mas porque?

Bem, para entender isso melhor, precisamos primeiramente saber que o sabor das ervas tem sim influência sobre a sua ação sobre determinados órgãos internos.

Por exemplo, as ervas de sabor doce, atuam sobre o baço e o estômago. Já as de sabor picante, agem sobre o pulmão, e assim por diante.

Mas e as ervas de sabor amargo?

Estas agem sobre o fígado, que é um dos principais órgãos do nosso corpo. Tão importante que, inclusive, é um dos únicos órgãos que consegue se regenerar, mesmo quando somos adultos (quando cuidamos bem dele, claro!).

O fígado atua em diversas áreas do organismo como na digestão, excreção, regula algumas funções menstruais, acumula e processa algumas substâncias do sangue, além de ser o senhor do metabolismo e da visão.

Em inglês, o nome para o fígado é Liver, que pode ser traduzido como “vivente” ou “o que vive”.

As ervas amargas tem especial atuação sobre o fígado e por isso que o remédio amargo, muitas vezes, é o bom, por que recupera e regulariza as funções do fígado – o vivente que nos faz viver bem e felizes.

Algumas ervas amargas excelentes para você conhecer mais:

FEL DA TERRA (clique aqui para mais informações)

CARQUEJA (clique aqui)

PICÃO PRETO (clique aqui)

FEDEGOSO (clique aqui)

CARDO MARIANO (clique aqui) 

Se você gostou destas informações, fique a vontade para compartilhar ou adicionar este link a sua página.

Só lembre de creditar a fonte, ok? 😉