Nome Popular: Tomilho

Outros nomes: timo; arçã; arçanha; poejo; segurelha; tomilho-ordinário; tomilho-vulgar; tomilho-de-inverno; erva-urso. Tomillo (espanhol); thym (francês); thyme (inglês); timo maggiore (italiano).

Nome científico: Thymus vulgaris L.

Nomes botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Lamiaceae.

Partes usadas: sementes, flores, folhas, óleo essencial.

Sabor: picante e amornante.

Constituintes químicos: acetato de bornila; álcool borneol; borneol; carvacrol; cimeno; cineol; citral; esterpineol; fenol; fitosteróis; flavonóides; galactosídeo; geraniol; glicosídeos; hidrocarbonetos; limoneno; linalol; mentol; metnona; pectina; pineno; princípios amargos; resina; sais minerais; saposídeos; taninos; terpineno; timol; triterpenos; vitaminas B1 e C.

Propriedades medicinais: antidiarréico; antiespasmódico; antigripal; anti-helmíntico; antileucorréico; antimicrobiano; antioxidante; anti-reumático; anti-séptico; antivirótico; aperiente; aromático; béquico; broncoespasmódico; carminativo; cicatrizante; colerético; desinfetante; desodorante; desodorizante; digestivo; diurético; emenagogo; estimulante; estomáquico; excitante (das funções circulatórias e cerebrais); expectorante; hemolítico; preservativo (de alimentos); refrescante; retardante (da senilidade); revulsivo; sudorífico; tônico; antitussígeno; sedativo (em crises de coqueluche);

Indicações (Uso interno): afecções da garganta; amenorréia; anemia; angina; astenia; atonia do tubo digestivo; azia; bronquite crônica; catarro nas vias respiratórias; catarros crônicos; chagas; clorose (anemia microcítica; própria das moças na puberdade e adolescência); cólicas; convalescença; coqueluche; corrimento vaginal; debilidade infantil; depressão nervosa; desobstrução das vias aéreas; diarréia; excitar as funções circulatórias e cerebrais; fastio; gases intestinais; gota; gripes; halitose; infecções gerais; inflamações da boca e garganta; lumbago; má circulação periférica; má digestão; mau hálito; meteorismo; nervosismo; parasitoses; problemas respiratórios; resfriados; reumatismo (juntas doloridas); sinusite; tosse; tosse convulsa e severa; úlceras dérmicas; verminose (inclusive a oxiuríase); asma; febre do feno; síndrome do intestino irritável.

Indicações (Uso externo): tônico capilar; desodorante corporal; fortalece a raiz; diminui a queda; combate fungos dos cabelos; clareia manchas de acne; assepsia da pele; queimaduras; feridas; sarna; espinhas; cravos; aftas; amigdalite; dermatites; espasmos musculares; combate envelhecimento; picada de inseto; micoses; leucorréia; piolhos.

Indicações pediátricas: debilidade infantil (use com moderação).

Utilizações na MTC: invasão de vento-frio nos pulmões.

Elemento predominante na MTC: Metal.

Classificação da Erva na MTC:

Atuação nos canais: P, I.G e E.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e agrava Pitta.

Rasa: picante.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: óleo de alta intensidade de nota alta. Utilizado em tratamento de Candida albicans; cansaço; doenças infecciosas; doenças respiratórias; dor de garganta; estimulante genérico; exaustão mental; monilíase; estimular a inteligência; aromaterapia: congestão nasal; gengivite; afta; verruga; como bactericida e estimulante).

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: enterocolite, insuficiência cardíaca e gestação. O óleo essencial por via interna deve ser evitado: na menstruação, lactação, crianças (até seis anos), pacientes com gastrite, úlcera gastroduodenal, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatia, epilepsia, Parkinson ou outras enfermidades neurológicas, pessoas com alergias respiratórias ou hipersensibilidade a qualquer óleo essencial. A essência pode causar reações alérgicas. Doses elevadas podem causar convulsões, toxicidade hepática, albuminúria e hematúria. A utilização prolongada pode provocar tireotoxicosis.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: USO INTERNO: uma pitada da erva seca em infusão por 5 minutos. USO EXTERNO: uma pitada da erva em uma xícara de água fervente. Deixar descansar e lavar as regiões afetadas.

Formulações: TOSSE VIOLENTA, GRIPE FORTE ou GARGANTA INFLAMADA – 10 g de folhas e flores por litro de água, deixar abafado por 10 minutos e coe. Tomar 1 xícara de 2 a 3 vezes ao dia. LOMBRIGAS, OXIÚROS E OUTROS VERMES – 3 a 5 g da erva em 100 ml de água fervente por 10 minutos; depois tomar um laxante. ESCARAS DE DECÚBITO E REUMATISMO – cataplasma de 50 g por litro de água – deixar agir sobre o local por 10 min. 2X/dia. AFASTAR INSETOS – saches com tomilho, sálvia e alecrim. DESINFETANTE DOMÉSTICO – macerar por 30 dias em álcool de cereais com arruda, citronela, manjericão e losna. ESTÍMULO A INTELIGÊNCIA – realizar inalação da infusão ou óleo essencial. FERIDAS DIFÍCEIS DE CURAR, ANGINAS, CLAREAR MANCHAS DE ACNES E INFECÇÕES CUTÂNEAS – creme a 3%. QUEDA DE CABELOS – infusão – massagear o couro cabeludo por cerca de 15 minutos. REUMATISMO E GOTA (em fricções), CRIANÇAS RAQUÍTICAS e DEBILITADAS e PESSOAS NERVOSAS – banho com decocção de 100 g de tomilho em 2 litros de água.

Formulações populares: ver acima.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: América do Sul, na região andina, e foi levada para a Europa pelos invasores.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta perene, que atinge até 30 centímetros de altura, sempre verde, de caule tortuoso e lenhoso rasteiro, do qual partem os numerosos ramos eretos compactos, formando touceiras. As folhas são opostas, pequenas, sésseis ou com pecíolo curto, lineares, lanceoladas, oblongas ou ovais, com bordos enrolados para baixo, de cor verde na parte superior e verde acinzentada na parte inferior, com penugem em ambas as partes, porém mais inferior. As flores são pequenas, de coloração rosada ou branca, às vezes com tons lilases ou avermelhados, e nascem em forma de espigas nas axilas das folhas superiores, apresentando um cálice tubuloso, bilabiado. A planta toda possui um odor aromático, e sabor algo picante e levemente amargo, assemelhando-se ao serpilho, que também é uma espécie de timo. Também conhecida como timo.

Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Observações: excelente desodorante corporal e do hálito.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/tomilho.html • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Plantas Medicinais – François Balmé – Ed. Hemus • The Way of Herbs – Michael Tierra C.A, N.D – Pocket Books • Ervas Medicinais – Guia natural para cuidar de sua saúde – Andrew Chevallier – Publifolha •