Quina

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

A Quina é uma planta medicinal rica em quinino que já é utilizado para tratamentos de malária há mais de 350 anos. Todas as espécies desta planta medicinal têm as mesmas propriedades, com exceção da Quina Vermelha. A variação que ocorre é na concentração do princípio ativo, quinina. Esta árvore, quando transplantada para climas temperados, deixa de produzir princípios medicinais. A Quina também é utilizada em uso profilático (preventivo).

Quina planta medicinal

Nome científico

Cinchona calisaya Wedd.

Nome conhecido

Cinchona, Cinchona-Amarela, Pó-dos-Jesuítas, China, Quina-Amarela, Quina-Amarela-Real, Raiz-dos-Jesuítas, Pó do Cardeal de Lugo, Pó da Condessa, Quinquina, Quinina, Quinino, Casca do Peru, Casca dos Jesuítas (Português), Calisaya, Jesuit’s Powder, Yellow Cinchona, Cinchona, Peruvian Bark, Crown, Loxa Bark (Inglês), Quina, Quino, Árbol de la Quina, Calisaya, Corteza do Peru (Espanhol), Quinquina Jaune (Francês), Gialla (Italiano), Chinarinden-Baum (Alemão), Al-keenaa, Kanakanaa (Unani).

Nomes botânicos

Cinchona boliviana Wedd., Cinchona calisaya var. boliviana Wedd., Cinchona calisaya var. josephiana Wedd., Quinquina calisaya (Wedd.) Kuntze., China officinalis.

Nomes farmacêuticos

Cortex cinchonae, Cortex china.

Família

Rubiaceae.

Partes usadas

Folhas, casca da raiz, casca dos ramos, casca do tronco.

Sabor

Amargo e adstringente.

Composição química

Ácido quínico, ácido quinotânico, ácido quinonico, alcaloides, amido, quinina, princípios amargos, quininidina, cinconina, cinconidina, glucosídeos, hidrocinchonidina, quinoleína, homoquinchonidina, hidroquinina, oxalato de cálcio, quinamina e taninos caléquicos. As folhas contêm quercetina, canferol e avicularina.

Propriedades medicinais gerais

Adstringente, antimalárico, aperiente, bactericida, cicatrizante, digestivo, estomáquico, febrífugo, fungicida, tônico, vulnerário, amargo, antisséptico, antipalúdico, antifibrilante, reconstituinte, antiprotozoário, cordial, eupeptico, neurotônico, abortifaciente, analgésico, anestésico, anti-helmíntico, antiarrítmico, anti-inflamatório, antiperiodico, antipirético, antitumoral, cardiodepressor, cardiotônico, depressor do SNC, dentrifício, gastro-estimulante, hipoglicêmico, hipotensor, inseticida, sialagogo, teratogênico, bacteriostático, relaxante muscular, orexigênico, espasmolítico, uterotônico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Casca – aperitivo, febrífugo, tonificante (infusão), antipalúdico (maceração da casca).

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para diarreia, disenteria, estimulante do apetite, gastrite, hemorroidas internas, prisão e dores de ventre, náuseas, inapetência (principalmente a variedade quina-vermelha), catarro estomacal com fermentação ácida, catarros intestinais crônicos com atonia muscular, nas dispepsias, anorexia, diabete, estomatite, inibe a fermentação da levedura, esplenite e esplenomegalia.

Sistema Urinário e Genital: em problemas urinários, cólicas menstruais, gonorreia,

Sistema Hepático: para malária (inclusive na fase aguda), paludismo, hepatite,

Sistema Respiratório: na escrófula, no catarro, resfriados e gripes, tosse, difteria, renite e tratamento das cavidades pleurais após a toracoplastia.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: palpitações do coração, fibrilação auricular, eretismo cardíaco, anginas precordiais, afecções circulatórias, espasmo vascular, esclerose de origem hemorroidal, taquicardia, mialgias, hiperglicemia, pressão alta, trombocitopenia, clorose e anemia.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: na convalescência, caquexia, fadiga geral, miotonia, neuralgia, neurose, hidrocefalia, aneurisma, hemicrania, prevenção de gripe e resfriado, combate o protozoário do gênero plasmodium, adenopatia e astenia.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: no raquitismo, nas artroses, lumbago, cãibra noturna das pernas, reumatismo e dor ciática.

Outros distúrbios: adstringente para a garganta, dor de dente, dor de garganta, febre, elefantíase, erisipela, sarampo, dores de cabeça com febre de sudação intensa, ressaca, septicemia, piemia, oxiúros, acompanhadas de sonolência, câncer de mama, câncer glandular, câncer de fígado, câncer de mesentério, câncer de baço, alcoolismo, alergias, tabagismo, cólica noturna, amebíase, náusea e anemia, infecções, inflamações, para alterações visuais e auditivas.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Casca – (em infusão) febre, dor de dente, sarampo, malária, adstringente para a garganta, estimulante do apetite, fadiga geral, diarreia, desinteira, dor de garganta, prevenção de gripe e resfriado, palpitações do coração, funções cardíacas, hemorroidas, fermentações intestinais e na convalescênça. Elimina toxinas do sangue pelo suor e pela urina.

Folhas – (em infusão) para problemas urinários, febre, dor de dente, sarampo, malária, adstringente para a garganta, estimulante do apetite, fadiga geral, diarreia, desinteira, dor de garganta, prevenção de gripe e resfriado, palpitações do coração, funções cardíacas, hemorroidas. Folhas maceradas em esfregação são usadas para tratar sarna.

Sumo – para dores abdominais e prisão de ventre.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: na sarna, feridas em geral, ulcerações, tumores, erupções cutâneas.

Cabeça e face: tônico capilar, efetiva em certos tipos de alopecia, conjuntivite, caspa e seborreia.

Cavidade bucal: aftas, faringite, inflamações da mucosa da boca, piorreia, tonsilite e dor de garganta.

Outros distúrbios: para varizes.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Casca – (em infusão) febre, dor de dente, sarampo, malária, adstringente para a garganta, estimulante do apetite, fadiga geral, diarreia, desinteira, dor de garganta, prevenção de gripe e resfriado, palpitações do coração, funções cardíacas, hemorroidas, fermentações intestinais e na convalescênça. Elimina toxinas do sangue pelo suor e pela urina.

Folhas – (em infusão) para problemas urinários, febre, dor de dente, sarampo, malária, adstringente para a garganta, estimulante do apetite, fadiga geral, diarreia, desinteira, dor de garganta, prevenção de gripe e resfriado, palpitações do coração, funções cardíacas, hemorroidas. Folhas maceradas em esfregação são usadas para tratar sarna.

Sumo – para dores abdominais e prisão de ventre.

Para crianças

Desaconselhado uso infantil.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A Comissão E da Alemanha relata contraindicação de uso para gestantes e a pessoas com hipersensibilidade aos componentes da planta, pois pode causar reações alérgicas e, mais raramente, trombocitopenia. Recomendado ainda evitar uso em nutrizes e crianças. Doses elevadas, podem provocar dores de cabeça, tontura, irritação gástrica, estimulação uterina em mulheres grávidas, surdez, depressão cardíaca e hipoplasia do nervo ótico em crianças.

Interações medicamentosas

Faz interação com a ação de medicamentos digitálicos e anticoagulantes. Associa-se a Quina ao Carvão Vegetal para fazer compressas para tratar ulcerações e pústulas. Associe ao Jaborandi para tratar problemas do couro cabeludo. Associe-se a compostos de ferro e cálcio para tratamento de raquitismo e convalescença. Seu uso é incompatível com a Nogueira. Potencializa o efeito de medicamentos cumarínicos. A planta faz interação com Digoxina, Mefloquina e agentes bloqueadores neuromusculares. Também faz interação com as seguintes drogas: Amantadina, Carbamazepina e Fenobarbital. Associada a vitamina B, é utilizada para tratamento de tabagismo e cãibras.

Toxicidade

Mostra uma ação tóxica local a nível do local onde se injeta a substância, produzindo anestesia prolongada. No entanto, alguns sais da Quinina que têm ligeira reação ácida, irritando o tecido celular subcutâneo e produzem abcessos. Doses elevadas ou uso prolongado pode produzir efeitos tóxicos. Doses de 8 à 20 g podem ser fatais para humanos.

Uso culinário e nutritivo

A quinina é usada como aditivo amargo nos alimentos e bebidas. Esta planta medicinal é uma fonte de quinino, que é ingrediente fundamental da água tônica. Esta contém cerca de 15 mg de quinino por garrafa.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Florais do Cerradodissolve a cristalização de críticas, medos, desapontamentos e fracassos. Aumenta a capacidade de se desprender, eliminar fatos desagradáveis da vida, emoções, sentimentos, comportamentos do passado, crença nas dificuldades e falta de fé. Promove curas kármicas. Poderosa para cura física, psíquica e espiritual. Trabalha no plexo solar, traz empoderamento, merecimento, promovendo abundância. Deixa fluir a energia dourada. Novas leituras de velhas ações, mais integrada a uma oitava luminosa do ser, trazendo outros pontos de vistas e reconhecendo novas possibilidades que estão presentes. Promove estado de ser mais livre e iluminado, mais presente e consciente.

Medicina Chinesa (MTC)

A fórmula chinesa Gui Fu Di Huang Wan é utilizada para recuperar o Ming Men e as funções sexuais e pode ser substituída por uma combinação de Quina, Pau-Tenente, Nó de Cachorro e Pau-Amargo. Requena define a polaridade e os elementos desta planta como terra yin, água yin e fogo yin.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências • Categoria 18 – ervas para expelir ou destruir parasitas • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Ayurveda

Nome ayurvédico: quinine. Esta planta medicinal reduz Pitta e Kapha e pode agravar Vata. Seu uso prolongado pode agravar Pitta. Sua rasa é amarga, sua virya é fria e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

A preparação homeopática faz-se com a casca seca, segundo a Quarta regra. Para prepará-la utiliza-se a variedade Quina callisaya ou a Quina de Loja. Acredita-se que esta foi a primeira planta a ser testada pelo Dr. Hahnemann, criador da homeopatia. Tem ação sobre o sangue e os órgãos formadores do sangue, também sobre o sistema nervoso cérebro-espinhal, sobre o fígado e o aparelho digestivo.

Pets e outros animais

Em textos veterinários antigos, seu uso era recomendado para animais.

Informações em outros sistemas de saúde

Indígenas e Incas já utilizavam esta planta desde tempos remotos para curar febres.

O que diz a ciência

A quinina, mostra uma ação tóxica geral sobre todos os protoplasmas celulares, inibindo o crescimento das células, suspendendo a atividade das enzimas (oxidadas), paralisando o movimento Browniano, interrompendo a permeabilidade das membranas   celulares e em algumas células migratórias, como os leucócitos, paralisando os seus   movimentos. Em todas estas ações se funde o seu efeito específico e eficaz sobre organismos unicelulares como o plasmódio do paludismo. Em 1920, os farmacêuticos franceses, Pelletier e Caventou, conseguiram isolar os princípios ativos da quina: os alcaloides quinina e cinconina, entre outros. A cloroquina é uma substância sintética que foi desenvolvida a partir da quinina. A casca demonstra ainda atividade inibidora potente contra leucócitos polimorfonucleares. A quinina foi usada para reverter a resistência a múltiplas drogas em pacientes com leucemia aguda que mostram incidência maior na expressão da glicoproteína P nas células blastos. Uma taxa de sobrevivência maior foi encontrada em pacientes tratados com quinina e quimioterapia do que naqueles tratados somente com quimioterapia. Os alcaloides quinolínicos apresentam atividade contra o vírus da batata e os indólicos do tipo – cincofilinas – contra as bactérias gram-positivas

Astrologia

Planta medicinal utilizada em distúrbios associados ao trânsito de Marte em Aquário.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Cresce espontaneamente em regiões montanhosas do Equador, Peru, Bolívia e norte da Colômbia, entre os 1500 e os 2.500 m de altitude. A província de Loja, no Equador, é onde se criam os melhores exemplares de quina. Atualmente cultiva-se também nas Antilhas, na Indonésia (ilha de Java), na Austrália e em regiões tropicais da África.

Descrição da planta

Árvore da família das Rubiáceas, que se encontra nas regiões tropicais da América do Sul, no sopé de ambas as vertentes da cordilheira dos Andes, muito especialmente no Peru. Há muitas espécies desta árvore, cada uma delas com diferentes efeitos.

Vamos plantar?

Esta planta é alvo de extrativismo vegetal. Não há relatos nas fontes de pesquisa sobre métodos de cultivo.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/https://floraisdocerrado.com.br/produto/quina-10-ml/http://scielo.iec.gov.br/pdf/bmpegcn/v1n1/v1n1a01.pdfhttps://pixabay.com/photos/cinchona-quinine-countess-powder-231298/#_=_• Farmacodinâmica Homeopática – João Miguel Novaes – pdf • Plantas que curam – Hugo de Caravaca – Virtual Books • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais – Moacyr Pezati Rigueiro – Paulus • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Medicinal Plants – utilisation and conservation – 2ª revised and enlarged edition – P. C Trivedi – Aavishkar Publishers, Distributors • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Turmeric – the genus curcuma – P.N Ravindran, K. Nirmal Babu & K. Sivaradam – CRC Press • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Perfeccionamiento en acupuntura, oligoelementos y fitoterapia – Yves Requena • Apostila de Fitoterapia Ayurvédica com Plantas Brasileiras – Rodrigo Silveira – Ervanarium • Cinchona amazonica Standl. • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email