Picão Preto

A planta é hospedeira de vários nematoides, fungos, viroses, pulgões e coleópteros.

Nome Científico:

Bidens pilosa L.

Nome Conhecido:

Amor-de-burro, Amor-seco, Carrapicho, Carrapicho-agulha, Carrapicho-cuambu, Carrapicho-de-agulha, Carrapicho-de-duas-pontas, Carrapicho-picão, Coambi, Cuambri, Cuambú, Erva-de-picão, Erva-picão, Erva-pilão, Fura-capa, Furacapa, Goambú, Macela-do-campo, Paconca, Gariofilata, Picão, Picacho, Picacho-negro, Picão-do-campo, Pico-pico, Espinho-de-agulha, Goambu, Macela-do-campo, Carrapicho-de-cavalo, Pirco, Pau-pau, Piolho-de-padre (Português), Beggar ticks (Inglês), Aceitilla (Espanhol).

Nomes botânicos:

Bidens adhaerescens Vell., Bidens alausensis Kunth, Bidens chilensis DC., Bidens hirsuta Nutt., Bidens leucantha (L.) Willd, Bidens montaubani Phil., Bidens reflexa Link, Bidens scandicina Kunth, Bidens sundaica var. Minor Blume, Coreopsis leucantha L., Kerneria pilosa Lowe., Bidens bipinnatus L.

Nomes Farmacêuticos:

Herba Bidentis Pilosa

Família:

Asteraceae.

Partes usadas:

Toda planta.

Sabor:

Amargo e refrescante.

Composição Química:

Acetilenos, ácido-p-cumárico, ácido linólico, ácido linoléico, ácido nicotínico, ácidos orgânicos, ácido salicílico, ácido tânico, aminas, beta-amirina, bioflavonoides, chalconas, cálcio, candineno, esculetina, esteróis, a-felandreno, fenilacetileno (1-fenil-1,3-diin-5-en-7-ol-acetato), fenilheptatriina, flavonoides, fitosterina-B, fitosteróis, fósforo, friedelina, friedelan-3-beta-ol, glicosídeos de aurona, glicosídeos (flavona matoxilado, quercetin-3,3′-dimetoxi-7-0-a-L-ramnopiranosil-(1®6)-b-D-glucopiranose, quercetin-3,3′-dimetoxi-7-0-b-D-glucopiranose); beta-D-glucopiranosiloxi-3-hidroxi-6(E)-tetradeceno-8, 10, 12-triino; hidrocarbonetos, limoneno, lupeol, mucilagem, okanina-3-glicosídeo, óleo essencial, a-pineno, policatilenos, poliacetilenos, quercetina, sais de potássio, sílica, beta-sitosterol, taninos, timol, tridecapentin-1-eno; trideca-2, 12-dieno-4, 6, 8, 10-tetraina-1-ol, trideca-3, 11-dieno-5, 7, 9-triina-1, 2-diol, trideca-5-eno-7, 9, 11-trieno-3-ol; triterpenos, xantofilina.

Propriedades medicinais gerais:

Adstringente, amargo, antiartrítico, antibacteriano, antibiótico, antiblenorrágico, antidisentérico, antiedêmico, antiemético, antiescorbútico, antiespasmódico, anti-hemorroidário, anti-inflamatório, antileucorreico, antimalárico, antimicrobiano, antipirético, antirreumático, antisséptico, aperitivo, carminativo, catártico, cercaricida, cicatrizante, depurativo, diurético, emenagogo, emoliente, estimulante, expectorante, galactagogo, hemostático, hepatoprotetor, hipoglicemiante drástico, hipotensivo, hipotensor, mucilaginoso, sedativo, sialagogo, tranquilizante, vermífugo, vulnerário, anti-fermentativo, antioxidante, antiulcerativo, antitumoral, antiviral.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Raízes – odontálgico.

Flores – antidiarreico.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: disenteria, gastroenterite, hemorroida, inapetência, indigestão, infecção do estômago, intoxicação alimentar, problemas do estômago, úlceras gastroduodenais, vermes, controle da acidez estomacal.

Sistema Urinário e Genital: blenorragia, dismenorreia, distúrbios da menstruação, edemas, infecção urinária e vaginal, leucorreia,

Sistema Hepático: desobstruente do fígado, distúrbios hepáticos, hepatite, icterícia, hepatite alcoólica,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: tônico do sangue, angina, colesterol, hemorragia pós-parto, hipertensão, leucemia,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: ingurgitamento das glândulas mamárias, febre, resfriados,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: dores osteoarticulares,

Sistema Renal: infecção dos rins,

Outros distúrbios: aftas, amigdalite, abscessos, ativa o pâncreas na distribuição de insulina, cefaleia, cólicas, cólica infantil, conjuntivite, diabete, para perda de peso, envenenamento, dores de cabeça, dor de dente, escorbuto, fadiga, faringite, inflamações da boca e da garganta, irritação interna, laringite, odontalgias, oftalgias, otorrinalgias, problemas no pâncreas, tumores,

Indicações para uso interno de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: afecção cutânea, cicatrização, feridas, irritações da pele, micose e em problemas de pele.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Folhas – aftas (mascar as folhas).

Para crianças:

Indicado para cólica infantil e demais indicações para uso em adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações):

A erva apresenta pequena quantidade de cafeína e deve ser evitada por pessoas alérgicas ou sensíveis a essa substância.
Evitar seu uso durante a gravidez.
Pacientes com problemas cardíacos podem ter reações bruscas de pressão, até que seja ajustada a dose de forma individual.

Interações medicamentosas:

A presença de cumarinas em sua composição diminui o efeito de medicamentos como Walfarin. Hipoglicêmicos ou diabéticos só devem fazer uso da planta com prescrição profissional qualificada e realizar acompanhamento dos níveis de glicose.

Toxicidade:

A erva é atóxica para seres humanos, porém é altamente tóxica para alguns insetos e larvas (Martinez, apud 179). Os poliacetilenos existentes na planta, especialmente o fenilheptatriino – o composto mais fotoativo – são fototóxicos para as bactérias, fungos e fibroblastos humanos em presença de luz solar, luzes artificiais ultravioletas e fluorescentes branca. No entanto, o uso em grandes quantidades pode apresentar efeitos colaterais.

Uso culinário e nutritivo:

Na África, é utilizado pelos nativos como salada. Nas Filipinas, é utilizado no preparo de uma bebida denominada “sinitsit“.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

Erva que elimina calor e umidade do Fígado e Vesícula Biliar. Favorece o fortalecimento do Fígado e move a estagnação do sangue (Xue) do fígado. Seu elemento predominante é a madeira e a erva atua nos canais do fígado, baço/pâncreas, estômago, vesícula biliar e bexiga.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 2 – ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 • Ervas para corrigir deficiências • Categoria 18 – ervas para expelir ou destruir parasitas • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Ayurveda:

O picão preto equilibra Vata, Pitta e Kapha. Sua rasa é amarga, sua virya é fria e sua vipaka é picante.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

É considerado uma ótima forragem para coelhos.

Informações em outros sistemas de saúde:

Alguns grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina, diabetes, disenteria, dismenorreia, edema, hepatite, laringite, icterícia e contra vermes distintos (Rutter, 1990). Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes, dores de cabeça e de dentes (De Feo, 1992; Vasquez, 1990; Duke et ai., 1994). Na medicina tradicional peruana, a espécie é usada como anti-inflamatório, diurético e contra hepatite, conjuntivite, micoses, infecções urinárias. No Leste da África, o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite, bem como no combate a dores em geral.

O que diz a ciência:

A fenilheptatriina existente na planta demonstra atividade anti-helmíntica, antiprotozoária e microbiana in vitro, frente às bactérias Gram-positivas, Rhizoctonia solani, leveduras e dermatófitos. Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium falciparum, agentes da malária. Em estudos em animais, o extrato de picão preto reduziu lesões causadas por doenças autoimunes e diminuiu a taxa de glicose em ratos diabéticos. Também preveniu o aparecimento de tumores malignos em modelos animais.

Astrologia:

Planta regida por Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat:

É uma espécie autóctone da América tropical, cosmopolita, que ocorre espontaneamente a beira de estradas, áreas ruderais e em áreas agrícolas como planta infestante de lavouras.

Descrição da planta:

Planta herbácea, anual, ereta, glabra ou algo pubescente, de ramos dicotômicos, com 30 a 80 cm de altura. Caule quadrangular, liso, com ramificação dística. Folhas opostas, as superiores alternas, pecioladas, 3-divididas, com segmentos ovais a lanceolados, com 2 a 7 cm de comprimento, serrados, agudos ou acuminados, as superiores nem sempre divididas. Capítulos de flores tubulares e radiadas, amarelas. Invólucro campanulado com flores do disco perfeitas, perfeitas, com corola tubular, 5-dentadas. Aquênios planos, colunar-fusiformes, pretos, desiguais, os interiores mais compridos que o invólucro, o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a aderência do fruto às roupas e pelos.

Vamos plantar?

É considerada uma erva daninha e, por isso, não é habitualmente cultivada.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel •

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