Nome Popular: Melaleuca

Outros nomes: árvore de chá, tea tree, narrow -leaved paperbark (inglês).

Nome científico: Melaleuca alternifolia Cheel.

Nomes botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Myrtaceae.

Partes usadas: óleo essencial, folhas e ramos.

Sabor: picante.

Constituintes químicos: folha: 1,4-cineol 0,001 ppm; 1,8-cineol 260 – 16.000 ppm; alfa-terpineol 180-902 ppm; Alil-hexanoato 0,001 ppm; ALLOAROMADENDRENE 45-112 ppm; ALPHA-BULNESENE 36 ppm; ALPHA-CADININE 143-358 ppm; ALPHA-copaeno 10 – 25 ppm; ALPHA-CUBEBENE 4 – 11 ppm; ALPHA-felandreno 10 – 50 ppm; ALPHA-GURJUNENE 23-58 ppm; ALPHA-MUUROLENE 0,001-30 ppm; ALPHA-P-dimetilestireno 7-18 ppm; ALPHA-terpineno 190 – 4375 ppm; ALPHA-terpinoleno 364 ppm; ALPHA-THUJENE 76 ppm; Aromadendreno 235-675 ppm; BETA-elemeno 0,001 ppm; BETA-felandreno 75 ppm; BETA-pineno 59-950 ppm; CALAMENENE 10 – 25 ppm; CAMPHOR 0,001 ppm; Canfeno 0,001 ppm; Cariofileno,001-154 ppm; CYMENENE 12 ppm; EO 10.000 – 25.000 ppm; GAMMA-terpineno 1.154 – 3.000 ppm; HEXANOL 0,001 ppm;Humuleno 0,001-12 ppm; LIMONENE 100-250 ppm; linalol 10 – 25 ppm; MENTHATRIENES 0,001 ppm; Mirceno 52-130 ppm; Nerol 0,001 ppm; P-cimeno 300 – 2855 ppm; P-Cymen -8- OL 13-32 ppm; -pineno 200-700 ppm; Piperitol 7-18 ppm; PIPERITONE 8-20 ppm; Sabineno 12-30 ppm; terpinen -1- OL 40-100 ppm; terpinen -4-ol 2941 – 11.225 ppm; Terpinoleno 236 – 6125 ppm; VIRIDIFLORENE 103-257 ppm.

Propriedades medicinais: antisséptico, antibiótico, bactericida, fungicida, antivirótico, repelente, expectorante, inseticida, estimulante, sudorífico, anti-infeccioso, imuno-estimulante, cicatrizante, vulnerário, parasiticida,

Indicações (Uso interno): não recomendado uso interno.

Indicações (Uso externo): infecção e problemas de pele em geral, acne, dermatite, eczema, psoríase, gripe, HIV, candidíase, herpes, tinha, queimadura, cortes, prurido, coceira, furúnculo, ferida inflamada, mordida, afta, odor dos pés, regiões necrosadas e infectadas, usado para evitar a proliferação de infecções, reumatismo, sífilis, infecções por fungos que afetem os cabelos, unhas e a pele, infecções do ouvido, infecções vaginais, eleva a imunidade, micoses, catarro e gripes (cataplasma das folhas), picadas de insetos, repelente de insetos, alivia a tensão do diafragma (massagem com óleo essencial diluído), bolhas, artrite, constipação, febre, cólicas, pelo oleosa, caspa, piolho, sinusite, asma, bronquite e tosse podem ser tratadas através de inalação do vapor, infecções urinárias e cistite, catapora, parasitas intestinais,

Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde: na medicina aborígene da Oceania, as folhas são esmagadas e inaladas ou infusionadas com finalidade de tratar todos os tipos de inflamações.

Aromaterapia: o óleo essencial é obtido a partir da destilação a vapor ou por água, das folhas. A produção comercial de óleo de melaleuca (tea tree) começou na Austrália durante a década de 1920, após a publicação de relatórios dos estudiosos, Penfold e Grant, sobre o seu efeito antimicrobiano. Esses estudos sugeriram que o óleo de melaleuca era um agente antibacteriano mais eficaz do que o fenol, um agente antimicrobiano muito utilizado nesta época. Por várias décadas, o óleo de melaleuca foi produzido pelo corte manual do material vegetal seguido de destilação em alambiques de madeira queimada. A produção de óleo de melaleuca (tea tree) diminuiu durante a década de 1940, quando antibióticos sintéticos eficazes se tornaram disponíveis no mercado. Sua aparência varia do transparente ao amarelo pálido e é solúvel em solventes não-polares. Alguns aromaterapeutas acreditam que pode ter a capacidade energética de ajudar pessoas que se sentem sujas por dentro ou que tenham mania de limpeza ou algum tipo de obsessão. Planta rica em óleos voláteis. É reconhecido por sua forte característica medicinal e ação contra bactérias, vírus e fungos. É uma nota olfativa de frente com intensidade de odor alta. Sua fragrância é forte, canforada, balsâmica e pungente. Tem boa sinergia olfativa com óleos essenciais de cipreste, eucalipto, gerânio, gengibre, junípero, lavanda, limão, mandarina, laranja, alecrim e tomilho. Seu odor é muito intenso e pode dominar a mistura. Em associação com óleo de lavanda é muito eficaz no tratamento de espinhas e acnes. Nesse caso, deve-se aplicar a mistura com cotonetes sobre as áreas afetadas. Seu melhor emprego geral é através de diluição com óleo carreador de calêndula ou gérmen de trigo na proporção de 1:10. Duas gotas em um algodão são utilizadas para tratar infecções do ouvido. O óleo diluído também é empregado para tratar infecções vaginais. Nesse caso, é recomendado uso como supositório. O óleo essencial não deve ser utilizado internamente.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contraindicações: pode causar eczemas alérgicos em algumas pessoas sensíveis aos seus constituintes químicos. O óleo essencial não deve ser utilizado internamente. Devido ao potencial de depressão do sistema nervoso central associada a ingestão de óleo de melaleuca, os pacientes devem ser observados de perto para a possibilidade de evidências de insuficiência respiratória durante as primeiras horas após a ingestão.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: casos de intoxicação foram reportados por veterinários ao National Animal Poison Control Center quando o óleo essencial de melaleuca foi aplicado sobre a pele de cães e gatos (Villar D, Knight MJ, Hanen SR, et al. Toxicity of melaleuca oil and related essential oils applied topically on dogs and cats. Vet Hum Toxicol 1994; 36:139–142).

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: natural da Austrália e das ilhas próximas ao continente da Oceania e na China.

Informações clínicas e/ou científicas: um estudo recente relatou que sessenta e quatro isolados de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina eram suscetíveis ao óleo de melaleuca.

Descrição botânica: pequena árvore ou arbusto com folhas parecidas com agulhas e flores amarelas ou arroxeadas.

Toxicidade: o uso externo é considerado seguro nas doses recomendadas. Acredita-se que a melaleuca não é uma fonte significativa de aeroalérgenos. A ingestão de um volume estimado de 10 ml de óleo de melaleuca puro foi associada a sintomas de desorientação e ataxia que se resolveram espontaneamente 5 horas após a ingestão.

A ingestão de cerca de 10 ml de óleo puro de melaleuca por uma criança de 4 anos produziu ataxia e depressão respiratória que exigiu intubação. O paciente recebeu alta 24 horas após a ingestão sem sequelas. A ingestão de um valor estimado de 0,5 – 1 ml/kg peso corporal de um adulto foi associado ao coma por 12 horas seguidas de alucinações e persistentes e diarreia com cólica.

Cultivo: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Observações: populações indígenas na Austrália usaram extratos da Melaleuca australiana (Melaleuca alternifolia) para o tratamento de infecções da pele, muitos séculos antes da chegada dos europeus. Durante o final de 1800, o capitão James

Cook documentou o uso das folhas desta árvore para preparar chá. Todas as espécies de melaleuca tem alto poder antimicrobiano.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Herbs for Chronic Fadigue – Kathi Keville – NTC Contemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Medical Toxicology of Natural Substances – Foods, Fungi, Medicinal Herbs, Plants and Venomus Animals – Donald G. Barceloux MD, FAACT, FACMT, FACEP – Wiley – a Jonh Wiley & Sons, INC., Publication • Natural Remedies – their origins and uses – Finn Sandberg & Desmond Corrigan – Taylor and Francis • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era •

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta, Consultor em Física do Comportamento Humano, Escritor, Palestrante e Professor, criador do ERVANARIUM.