Melaleuca (Tea Tree)

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A melaleuca (tea tree) é uma planta medicinal de grande poder antimicrobiano. Durante o final de 1800, o capitão inglês, James Cook, documentou o uso das folhas desta árvore para preparar chá. Daí seu nome popular de Tea Tree. Mais informações abaixo.

Melaleuca Tea Tree planta medicinal

Nome científico

Melaleuca alternifolia Cheel.

Nome conhecido

Árvore de Chá (Português), Tea Tree, Narrow-Leaved Paperbark (Inglês).

Nomes botânicos

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes farmacêuticos

Melaleucae alternifoliae folium, flos et ramulus.

Família

Myrtaceae.

Partes usadas

Óleo essencial, folhas e ramos.

Sabor

Picante.

Composição química

Folhas: 1,4-cineol 0,001 ppm; 1,8-cineol 260 – 16.000 ppm; alfa-terpineol 180-902 ppm; alil-hexanoato 0,001 ppm; alloaromadendrene 45-112 ppm; alpha-bulnesene 36 ppm; alpha-cadinine 143-358 ppm; alpha-copaeno 10 – 25 ppm; alpha-cubebene 4 – 11 ppm; alpha-felandreno 10 – 50 ppm; alpha-gurjunene 23-58 ppm; alpha-muurolene 0,001-30 ppm; alpha-p-dimetilestireno 7-18 ppm; alpha-terpineno 190 – 4375 ppm; alpha-terpinoleno 364 ppm; alpha-thujene 76 ppm; aromadendreno 235-675 ppm; beta-elemeno 0,001 ppm; beta-felandreno 75 ppm; beta-pineno 59-950 ppm; calamenene 10 – 25 ppm; camphor 0,001 ppm; canfeno 0,001 ppm; cariofileno,001-154 ppm; cymenene 12 ppm; eo 10.000 – 25.000 ppm; gamma-terpineno 1.154 – 3.000 ppm; hexanol 0,001 ppm; humuleno 0,001-12 ppm; limonene 100-250 ppm; linalol 10 – 25 ppm; menthatrienes 0,001 ppm; mirceno 52-130 ppm; nerol 0,001 ppm; p-cimeno 300 – 2855 ppm; p-cymen -8- ol 13-32 ppm; -pineno 200-700 ppm; piperitol 7-18 ppm; piperitone 8-20 ppm; sabineno 12-30 ppm; terpinen -1- ol 40-100 ppm; terpinen -4-ol 2941 – 11.225 ppm; terpinoleno 236 – 6125 ppm; viridiflorene 103-257 ppm.

Propriedades medicinais gerais

Antisséptico, antibiótico, bactericida, fungicida, antivirótico, repelente, expectorante, inseticida, estimulante, sudorífico, anti-infeccioso, imuno-estimulante, cicatrizante, vulnerário e parasiticida.Não

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Não recomendado uso interno.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não recomendado uso interno.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: infecção e problemas de pele em geral, acne, dermatite, eczema, psoríase, tinha, queimadura, cortes, prurido, coceira, furúnculo, ferida inflamada, mordida, odor dos pés, regiões necrosadas e infectadas, usado para evitar a proliferação de infecções, infecções por fungos que afetem unhas e pele, micoses, picadas de insetos, bolhas e pele oleosa.

Cabeça e face: infecções por fungos que afetem os cabelos, infecções do ouvido, caspa e piolho.

Cavidade bucal: afta.

Músculos, ossos e articulações: reumatismo e artrite.

Outros distúrbios: gripe, HIV, candidíase, herpes, sífilis, infecções vaginais, eleva a imunidade, repelente de insetos, constipação, febre, cólicas, infecções urinárias e cistite, catapora e parasitas intestinais.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não recomendado uso interno.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A melaleuca é uma planta medicinal que pode causar eczemas alérgicos em algumas pessoas sensíveis aos seus constituintes químicos. O óleo essencial não deve ser utilizado internamente. Devido ao potencial de depressão do sistema nervoso central associada a ingestão de óleo de melaleuca, os pacientes devem ser observados de perto para a possibilidade de evidências de insuficiência respiratória durante as primeiras horas, em caso de ingestão.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

O uso externo é considerado seguro, nas doses recomendadas. Acredita-se que a melaleuca não é uma fonte significativa de aeroalérgenos. A ingestão de um volume estimado de 10 ml de óleo de melaleuca puro foi associada a sintomas de desorientação e ataxia que se resolveram espontaneamente 5 horas após a ingestão. A ingestão de cerca de 10 ml de óleo puro de melaleuca por uma criança de 4 anos produziu ataxia e depressão respiratória que exigiu intubação. O paciente recebeu alta 24 horas após a ingestão, sem sequelas. A ingestão de um valor estimado de 0,5 – 1 ml/kg peso corporal de um adulto foi associado ao coma por 12 horas seguidas de alucinações e persistentes e diarreia com cólica.

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é obtido a partir da destilação a vapor ou por água, das folhas. A produção comercial de óleo de melaleuca (tea tree) começou na Austrália durante a década de 1920, após a publicação de relatórios dos estudiosos, Penfold e Grant, sobre o seu efeito antimicrobiano. Esses estudos sugeriram que o óleo de melaleuca era um agente antibacteriano mais eficaz do que o fenol, um agente antimicrobiano muito utilizado nesta época. Por várias décadas, o óleo de melaleuca foi produzido pelo corte manual do material vegetal seguido de destilação em alambiques de madeira queimada. A produção de óleo de melaleuca (tea tree) diminuiu durante a década de 1940, quando antibióticos sintéticos eficazes se tornaram disponíveis no mercado. Sua aparência varia do transparente, ao amarelo pálido, e é solúvel em solventes não-polares. Alguns aromaterapeutas acreditam que este óleo essencial pode ter a capacidade energética de ajudar pessoas que se sentem sujas por dentro ou que tenham mania de limpeza ou algum tipo de obsessão. A melaleuca é uma planta rica em óleos voláteis reconhecida por sua forte característica medicinal e ação contra bactérias, vírus e fungos. É uma nota olfativa de frente com intensidade de odor alta. Sua fragrância é forte, canforada, balsâmica e pungente. Tem boa sinergia olfativa com óleos essenciais de cipreste, eucalipto, gerânio, gengibre, junípero, lavanda, limão, mandarina, laranja, alecrim e tomilho. Seu odor é muito intenso e pode dominar a mistura. Em associação com óleo de lavanda, é muito eficaz no tratamento de espinhas e acnes. Nesse caso, deve-se aplicar a mistura com cotonetes sobre as áreas afetadas. Seu melhor emprego geral é através de diluição com óleo carreador de calêndula ou gérmen de trigo, na proporção de 1:10. Duas gotas em um algodão são utilizadas para tratar infecções do ouvido. O óleo diluído também é empregado para tratar infecções vaginais. Nesse caso, é recomendado uso como supositório. O óleo essencial não deve ser utilizado internamente, por via oral.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 20 – Ervas para aplicações externas.

Ayurveda

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Alguns casos de intoxicação foram reportados por veterinários ao National Animal Poison Control Center quando o óleo essencial de melaleuca foi aplicado sobre a pele de cães e gatos (fonte: Villar D, Knight MJ, Hanen SR, et al. Toxicity of melaleuca oil and related essential oils applied topically on dogs and cats. Vet Hum Toxicol 1994; 36:139–142).

Informações em outros sistemas de saúde

As populações indígenas na Austrália usaram extratos da Melaleuca australiana (Melaleuca alternifolia) para o tratamento de infecções da pele, muitos séculos antes da chegada dos europeus. Na medicina aborígene da Oceania, as folhas são esmagadas e inaladas ou infusionadas com finalidade de tratar todos os tipos de inflamações.

O que diz a ciência

Em um estudo recente, relatou-se que sessenta e quatro isolados de Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, eram suscetíveis ao óleo de melaleuca.

Astrologia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Planta natural da Austrália e das ilhas próximas ao continente da Oceania e na China.

Descrição da planta

A melaleuca é uma pequena árvore ou arbusto com folhas parecidas com agulhas e flores amarelas ou arroxeadas.

Vamos plantar?

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Herbs for Chronic Fadigue – Kathi Keville – NTC Contemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Medical Toxicology of Natural Substances – Foods, Fungi, Medicinal Herbs, Plants and Venomus Animals – Donald G. Barceloux MD, FAACT, FACMT, FACEP – Wiley – a Jonh Wiley & Sons, INC., Publication • Natural Remedies – their origins and uses – Finn Sandberg & Desmond Corrigan – Taylor and Francis • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era •
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