Nome Popular: Hamamélis

Outros nomes: aveleira-de-bruxa, aveleira-da-feiticeira, amieiro-mosqueado, vassoura-de-bruxa, hamamélia-da-virgínia, hamamélide; virginische zaubernuss (alemão), hamamélis (francês), witch hazel, common witchhazel (inglês), amamelide (italiano), hamamelides (latim).

Nome científico: Hamamelis virginiana L.

Nomes botânicos: H. androgyna Walt, H caroliniana Walt, H. coryofolia Moench, H. dentada Raf., H. dioica Walt, H. hyemalis Rafin, H. macrophylla Pursh, H. nigra Rafin, H. parvifolia Rafin, H riparia Rafin, H. rotundifolia Rafin, H virginica L, Trilopus dentada, hyemails, nigra, parvifolia, riparia, rotundifolia e virginica Rafin

Nome farmacêutico: Folium Hamamelis.

Família: Hamamelidaceae.

Partes usadas: folhas e casca do caule

Sabor: amargo, adstringente e amornante.

Constituintes químicos: ácido gálico, ácidos graxos, canferol, catecol, ésteres, eugenol, flavonóides, flobafenos, hamamelitanino, hamamelose livre, isopreno, mucilagens, oxalato de cálcio, quercetol, resinas, saponinas, sesquiterpenos isopreno.

Propriedades medicinais: adstringente; hemostático; antiinflamatório; cicatrizante; antioxidante; venotrópico; antioxidante; descongestionante; higienizante; rejuvenescedor; tônico;

Indicações (Uso interno): pára sangramentos; conjuntivites (compressas); faringites (gargarejos); reconstrutor dos tecidos; congestão venosa ou pélvica; menstruação prolongada; traumas; reconstrutor de tecidos em hemorróidas e em prolapso do reto e do útero; úlceras venosas; varizes; hemorróidas; transtornos da menopausa; hemorragias uterinas; flebite; ativa a circulação; dores nos pés; diarréia; impurezas da pele; edemas nas pernas; previne contra infecções; cãibras nas panturrilhas; rinite alérgica; sinusite; fadiga; prolapso intestinal; dores nas costas e de origem muscular; mastites; disfunções menstruais; leucorréia; disenteria; colite; tratamento de sangramento de hemorróidas internas através de enema;

Indicações (Uso externo): feridas infectadas; fragilidade capilar; queimaduras; flebite; afecções da mucosa da boca; caspa; ferimentos; seborréia; irritações da pele pós-barba; oleosidade excessiva no couro cabeludo; sinais de envelhecimento; leucorréia; equimoses; descongestiona pele irritada por vento ou sol; sedativo ocular; dermatites; eczemas; pele seca; rugas; retira cansaço dos olhos (compressas);

Indicações pediátricas: as mesmas indicações de adultos.

Utilizações na MTC: utilizado em casos de madeira e fogo com excesso de yang. Para estagnação do sangue (xue) e estagnação de sangue no útero. Vitaliza o sangue (xue).

Elemento predominante na MTC: Terra.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 12 – Ervas para regular o sangue.

Atuação nos canais: F, BP e Du Mai.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha e agrava Vata.

Rasa: picante, amargo e adstringente.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: os índios norte-americanos a empregavam no tratamento de úlceras e varizes.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: ACNE – 5 gotas de Hamamelis D1 antes das refeições. FIBROMA – quando não apresentar hemorragia tomar 3 glóbulos de Hamamelis D3 4X dia. FLEBITE – de 12 em 12 horas tomar 20 gotas de Hamamelis D3. ÚLCERA VARICOSA- 20 gotas de Hamamelis D4 antes das refeições. URTICÁRIA – 15 gotas de Urtica urens antes das refeições. VARIZES – 4 glóbulos de Hamamelis C3 de meia em meia hora quando houverem dores. CONTUSÕES e FERIMENTOS – Hamamelis C6 a cada 3 a 4 horas.

Contra-indicações: na amamentação. Pode causar salivação, sedação ou constipação intestinal. Doses elevadas podem causar aumento de pressão arterial. Deve-se evitar uso prolongado por seu efeito adstringente.

Interações medicamentosas: pode alterar a absorção de outras drogas.

Uso Veterinário: utilizada em supositórios vaginais e retais para diarréia e corrimentos. Utilizado como hemostático, antimicrobiano, antiinflamatório e para diarréias não específicas. Utilizado como pó em edemas dolorosos, tumores e inflamações externas. Também é utilizada a decocção para tratamento de ulcerações e inflamações bucais. Produtos a base de Hamamélis que forem conservados em álcool podem causar irritações. A erva associada ao hidrastis e misturada a glicerina é utilizada para tratamentos de otite externa.

Doses: USO INTERNO – de 5 a 10 g ao dia em infusão ou decocto; de 1.500 a 3.000 mg ao dia em pó; de 20 a 50 ml  de tintura/dia; de 2 a 8 ml de extrato fluido/dia; de 500 à 1500 mg de extrato seco/dia. USO EXTERNO – de 10 a 60 gotas de tintura diluídas em água; de 2 a 4 ml de tintura da casca três vezes ao dia, para realização de  bochechos; de 2-5% de extrato glicólico para xampus. Crianças recebem metade da dosagem dos adultos.

Formulações: LOÇÕES TÔNICAS, APÓS BARBA, GÉIS REFRESCANTES, CREMES E LOÇÕES PARA PELES OLEOSAS – diluição da tintura a 5 – 10%. LAVAGENS OCULARES – emprega-se a mesma infusão que para o uso interno, deixando-a ferver alguns minutos, e muito bem filtrada, para que não fique nenhuma impureza; ou então, a água destilada de hamamélis. AFECÇÕES CUTÂNEAS – compressas – utilizar infusão.

Formulações populares: ver acima.

Planeta regente: erva utilizada em distúrbios relacionados ao trânsito da Lua em Aquário, Vênus em Aquário, Saturno em Escorpião, Saturno em Aquário, Netuno em Peixes. Segundo Paracelso seu regente é Mercúrio.

Indicações energéticas ou mágicas: a varinha-de-condão é feita de aveleira silvestre, cortando um ramo ao nascer do sol, em qualquer dia, no mês de junho. Existem tratados de magia adivinha-tória que recomendam seja cortada na lua cheia, mas também dentro do mês de junho.   A maneira de servir-se desta varinha é a seguinte: colhe-se um ramo aforquilhado de aveleira, medindo cinco centímetros de comprimento e da grossura de um dedo e que não tenha mais de um ano. Se pega o ramo pelas pontas, uma em cada mão, sem apertar, de modo que o dorso olhe para o chão e o vértice da varinha olhe para frente. Então se anda lentamente pelos lugares onde se supõe haja água, metais ou dinheiro escondido. Há outro modo de usar a varinha, que consiste em levá-la em equilíbrio sobre o dorso da mão e andar lentamente; quando passar por cima de um manancial, ela começará a dar voltas. O PE. Kircher se expressa de maneira bem clara: colhe-se um rebento de aveleira (não exige que seja silvestre), bem reto e sem nós, corta-se em dois pedaços iguais, fura-se a ponta de um deles, formando um pequeno buraco;  corta-se a extremidade do outro em  forma de ponta,  de modo que a extremidade de um penetre na do outro. Avança-se nesta posição, segurando-o entre os dedos indicadores. Quando se passa por cima de fios de água ou de veias metálicas, a varinha oscila acentuadamente (Botânica Oculta).

Habitat: planta natural das florestas dos Estados Unidos e Canadá.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: árvore da família das Hamamelidáceas, que pode atingir até 5 metros de altura. Tem folhas alternas e ovaladas e flores com 4 pétalas amarelas em forma de tingueta.

Toxicidade: a toxicidade pelos taninos presentes nos extratos não foi bem definida. Assim sugere-se cuidado no uso interno da erva. Foi constatada superdosagem a partir de 1g em uso interno podendo causar náuseas, vômito e constipação.

Observações: erva rica em procianidinas, taninos, derivados de ácido gálico e polifenóis (atividade venotrópica).

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • Enciclopédia de Medicina Natural – Marcílio Franco da Costa Pereira – Madras • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Perfeccionamiento en acupuntura, oligoelementos y fitoterapia – Yves Requena • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Botânica Oculta – Paracelso • Family Homeopathy – a practical guide for home treatment – Paul Calinnan – NTC Contemporary • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Plantas Medicinais – François Balmé – Ed. Hemus • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • As plantas que curam – enciclopédia de plantas medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger •