Nome Popular: Graviola

Outros nomes: araticum-do-grande, guanabano, coração-da-rainha, condessa, jaca-do-pará, jaca-de-pobre, araticum, fruta-do-conde, pinha, cabeça-de-negro, ata; soursop (inglês); guanábana (espanhol), malabar catmint (inglês), sprikkaa (ayurveda), Irattaipeyameratti  (Siddha/Tamil).

Nome científico: Annona muricata L.

Nomes botânicos: Annona bonplandiana Kunth, Annona cerarensis Barb. Rodr., Annona macrocarpa Wercklé, Annona muricata var. borinquensis Morales, Guanabanus muricatus M. Gómez.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Annonaceae.

Partes usadas: folhas, sementes, frutos.

Sabor: doce e ácido.

Constituintes químicos: acetaldeído, acetoginas, ácido cianídrico, ácido cítrico, ácido esteárico, ácido isocítrico, ácido lignocérico, ácido málico, ácido mirístico, amil-caproate, amilóide, anonaína, anomuricina, anomuricinina, anomurina, anonol, aterosoerminina, beta-sitosterol, campesterol, celobiose, citrulina, coclaurina, coreximina, dextrose, estefarina, etanol, folacina, frutose, gaba, galactomanana, geranil-caproate glucose, manganês, mericil-álcool, metanol, metil-hexa-2-enoato, metil-hexanoato, muricina, muricinina, muricapentocina, muricoreacina, p-ácido-cumárico, parafina, procianidina, pectinases, pectinesterase, reticulina, stigmasterol, sucrose, taninos, xylosil-celulose, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas C e B, potássio e fósforo, beta-sitosterol, acido letulinico, ácido ovatodiolide,  ácido anisomelic, citral, acido geranico, terpene hidrocarbon, ácido hidrociânico, annocherine A-B, cherianoine, acetogenin, B, romucosine H.

Propriedades medicinais: adstringente, anticancerígeno, antirreumático, antibacteriano, antiespasmódico, anti-inflamatório (das vias urinárias), antitumoral, atóxico, cardiotônico, diurético, estomáquico, febrífugo, hipotensor, inseticida, peitoral, sedativo, vasodilatador, vermífugo, calmante, analgésico, anti-helmíntico, antidepressivo, antimalária, antimicótico, antiparasítico, antiespasmódico, artemicida, adstringente, cardiodepressor, cardiotônico, cicatrizante, neuro depressor, cianogênico, citotóxico, depurativo, emético, fungicida, hemostático, hipotensivo, inseticida, lactogogo, moluscocida, parasiticida, pediculicida, sedativo, esporofítico, espasmogênico, estomáquico, supurativo, tranquilizante, tricomonicida, uterotônico, vermífugo, vitaminizante (B e C), hipocolesterolêmica, citotóxico (para vários tipos de células tumorais), antiviral, descongestionante, diaforético, estimulante (das funções digestivas), pulmonar, antiofídico, laxante.

Indicações (Uso interno): epilepsia, inflamações gastrintestinais, cefaleias, afta, artrose, asma, bactéria, biliosidade, sangramento, catarro, parto, colecistite, resfriados, tosse, cólicas, depressão, diabetes, diarreia, disenteria, filaria, fungo, febre, gastrite, gastrite, pressão alta, HIV, infecção, inflamação, insônia, lepra, malaria, nefrose, nervosismo, sofrimento, palpitações, pediculose, pelagra, reumatismo, raquitismo, escorbuto, feridas, espasmos, combate Estafilococus e Trichonomas, pedras, síncope, ulceras,  vaginite, estresse, hipertensão arterial, desordens nervosas asma, corrige funções hepáticas, combate a febre, eleva a imunidade.

Indicações (Uso externo): contusões, torções, machucaduras, feridas gangrenosas, úlceras, inflamações da pele, ferimentos por traumatismo, esfoladuras, cortes, micose, dermatose,

Indicações pediátricas: as mesmas de que para adultos.

Utilizações na MTC: elimina umidade calor do Estômago e calor do Fígado e Coração. Alivia o Shen. Acalma vento interno agitado pelas emoções.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores.

Atuação nos canais: E, F, P e C.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Vata e agrava Kapha se excesso.

Rasa: doce e ácido.

Virya: quente.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contraindicações: evitar na gravidez. Pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca devem evitar uso. Se consumidos crus, os frutos podem provocar uma dolorosa acidez estomacal. O uso prolongado causa paralisação do pâncreas e debilidade física. O consumo repetido pode causar disfunção neural, tremores e convulsões. Pessoas com usos de anti-hipertensivos devem passar por avaliação médica antes de seu uso. Uso prolonagado pode destruir a flora bacteriana. Em tratamentos acima de 30 dias necessário uso de próbioticos e enzimas digestivas.

Interações medicamentosas: estudos com cobaias levou ao aumento da atividade da dopamina, nor-epinefrina e da monomioxidase assim como a inibição da liberação da serotonina em stress induzido. Pode potencializar o efeito de drogas hipertensivas e cardio-depressoras. Pode potencializar efeito de drogas antidepressivas e MAO-inibidoras. Um dos mecanismos de ação da graviola impede a chegada da energia da ATP à célula cancerosa. Uso de suplementos naturais que aumentam o ATP inibem a ação da graviola como, por exemplo, CO-enzima Q10.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: Adultos tomam de 6 a 12 ml de tintura divididos em 3 doses diárias, diluídos em água.  Decocção ou infusão: 2g de folhas secas ou 5g de partes duras secas ou 4 g de folhas frescas ou 10g de partes duras frescas, 3x/dia. Cápsulas até 6g ao dia divididas em 3 doses de 2g. Crianças tomam de 1/6 a ½ da dose de acordo com faixa etária.

Formulações: ver abaixo.

Formulações populares: DIABETE, CALMANTE, DOR, EMAGRECIMENTO – infusão das folhas. BRONQUITE E TOSSE – infusão das folhas e brotos. REUMATISMO, ABSCESSOS, EDEMAS – uso tópico do óleo dos frutos. ELIMINAR CATARRO DOS PULMÕES, TOSSE, GRIPE, ASMA, ASTENIA, HIPERTENSÃO, DIABETES, VERMES INTESTINAIS, CORAÇÃO, DIETAS DE EMAGRECIMENTO – decocção das folhas ou raízes. NEVRALGIA, REUMATISMO, ARTRITES – uso tópico do óleo dos frutos misturado ao óleo de oliva. VERMES INTESTINAIS, FEBRE, DIARRÉIA – frutos ou suco dos frutos.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: nativa das áreas tropicais das Américas do Norte e do Sul, principalmente da Amazônia.

Informações clínicas e/ou científicas: a planta tem sido estudada como coadjuvante no combate ao câncer (o princípio ativo acetogenina anonácea, encontrado nas folhas, pecíolo e casca possui comprovada ação contra células cancerígenas).

Descrição botânica: é uma planta arbórea de pequeno porte, a sua altura varia entre os quatro e os seis metros, as suas folhas são verdes e brilhantes e flores são em tons de amarelo, grandes e isoladas, que surgem tanto no tronco e nos ramos. O fruto é ovóide ou em forma de coração, de cor verde, apresentam falsos espinhos carnosos curtos e moles. A sua polpa é branca, doce, mas ligeiramente ácida e produz muitas sementes escuras. 

Toxicidade: apresenta toxicidade, as pesquisas sugerem a necessidade de mais estudos sobre as propriedades farmacológicas e toxicológicas, especialmente de uso crônico. Doses elevadas podem causar podem causar náuseas e vômitos.  Doses em torno de 18g podem causar sonolência e sedação. Segura nas doses recomendadas.

Cultivo: prefere solos com textura leve, profundo, bem drenado e arejado e temperaturas entre 21 ºC e 30 ºC. Pode ser plantada em pomares caseiros e a colheita acontece 12 meses após a enxertia ou de cinco a seis meses depois da abertura floral. Recomendam-se espaçamentos de 4 x 4 metros a 8 x 8 metros, o que depende de uma série de fatores, como solo, nível de tecnologia aplicada (mecanização, condução da planta, poda, por exemplo), topografia, condições climáticas, entre outros. Em geral, o tamanho das covas é de 60 x 60 x 60 centímetros. Elas devem ser feitas, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas.

Observações: a polpa da fruta é consumida em várias partes do mundo. Em Cuba é utilizada no preparo de sorvetes e licores. Nas Filipinas se consome os brotos com arroz. A graviola pode ser consumida naturalmente, mas é muito usada para a fabricação de doces, sucos, sorvetes e geleias. Rica em vitamina A, C e do complexo B, também contém cálcio, ferro, magnésio, potássio e fósforo. 

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ •  http://nplantas.com/graviola-descricao-botanica/• http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/12/como-plantar-graviola.html • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Efecto Citotóxico de Annona Muricata (Guanabana) em cultivo de líneas celulares de Adenocarcinoma Gástrico e Pulmonar- Angel Quispe, David Zavala, Margarita Posso, Jorge Rojas, Abraham Vaisberg – CIMEL Vol.12 – número 001 •

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira. LUCIANA OLIVEIRA – Bióloga formada pela UFRGS, Artista Floral e Fitoterapeuta formada pelo ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/11/luciana-oliveira.