Equinácea

Uma das melhores ervas medicinais para promover o bom funcionamento das defesas imunológicas do corpo. Também apresenta propriedades desintoxicantes. Mais informações abaixo.

A equinácea é uma das plantas medicinais que promovem as defesas do corpo.

Nome científico

Echinacea angustifolia DC.

Nome conhecido

Flor-de-Cone, Púrpura, Margarida-de-Cone, Flor-Roxa-Cônica (Português), Rudbéquia, Igelkopf (Alemão), Echinacea (Francês), Echinacea, Black Root, Snake Root, Purple Conefower (Inglês).

Nomes botânicos

Echinacea pallida Nutt, e a Echinacea purpurea Moench.

Nomes farmacêuticos

Echinaceae purpureae radix et flos.

Família

Asteraceae.

Partes usadas

Raiz e flor.

Sabor

Picante, amargo e refrescante.

Composição química

Acetato de bornil, ácido caféico, ácido chicórico, ácidos graxos, alcamídeos, betaina, borneol, cariofileno, cinarina, echinacina, equinacosídeo, inulina, isotussilagina, resina, polialcanos, polissacarídeos, saccarosídeos, tusselagina.

Propriedades medicinais gerais

Sudorífico, febrífugo, tônico, imuno-estimulante, antitóxico, antibacteriano, antiviral, antialérgico, antisséptico, antibiótico, cicatrizante, desinfetante, antimicrobiano, desintoxicante, refrescante, inibidor de ciclooxygenase, antifúngico, inibidor de hialaronidase, sialogogo, alterativo, antiedêmico, antiexudativo, antiintegrase, antiespasmódico, bifidogênico, antitumoral, canditicida, interferogênico, inibidor de 5-Lipoxygenase, fagocitogênico, prébiótico, prostiticida, tricomonicida, vasodilatador e vulnerário.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Raízes – analgésico (em pó).

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: tem ação antitóxica para intoxicação alimentar, hemorroidas, odinofagia, estomatite, doença de Crohn, disenteria, cólicas e na gastrite.

Sistema Urinário e Genital: para infecção urinária, candidíase, gonorreia, herpes, sífilis, vaginite,

Sistema Hepático: na colescistite.

Sistema Respiratório: na faringite, pneumonia, difteria, rinite, sinusite, bronquite, problemas respiratórios em geral, tuberculose, tratamento e prevenção de infecções do trato respiratório, infecções rino-virais e no catarro nasofaringeal.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para impurezas do sangue, envenenamento do sangue, toxemia, aterosclerose, gota, purpura e é um vasodilatador da circulação periférica.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para gripes, resfriados, AIDS, infecções de qualquer tipo (graves ou leves), mononucleose, é um tônico linfático, para pessoas que fazem quimioterapia, escarlatina, doenças infecciosas febris de evolução curta (bacteriana), encefalite, imunodeficiência, febre de origem obscura, infecções oportunistas, aumenta a produção de leucócitos, estimula as glândulas linfáticas, colagenopatias, esclerose múltipla, adenopatia, alergias, leishmaniose, leucopenia, listeriose, doença de Lyme, meningite, piorreia, alivia depressão, estimula a produção e a atividade das células linfáticas.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para artrose, tem ação protetora sobre o sistema músculo-esquelético, reconstrói o tecido conjuntivo e ainda lubrifica juntas doloridas.

Sistema Renal: na nefrorragia.

Outros distúrbios: é um antídoto para veneno de cobra, no câncer de gengiva, câncer de pele, câncer de cólon, câncer de fígado, para erisipela, furúnculos, gangrena, manchas na pele, pele inflamada ou irritada, rashes, dor de dente, febre tifoide, psoríase, cancro bucal, escassez de colágeno, abscessos, diabete, mastite, sarampo, enxaqueca, caxumba, mialgias, otite, oftalmia, septicemia, radioterapia, varíola, varicela, tonsilite, picada de aranha, garganta inflamada, tifo, atua como normalizador celular, combate moderadamente estafilococos e estreptococos, combate mycobateria (tuberculose) e células de crescimento anormal, displasia estágio III, incrementa a produção de fagócitos no baço e medula óssea, promove a aderência do PMN nas células endoteliais, cólera, tétano, impetigo, raiva, vírus de Epstein-Barr, nutre o corpo e a mente e aumenta a energia vital.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para sardas, psoríase, acne e espinhas (tintura, em uso tópico), erisipela, furúnculos, gangrena, rashes, machucados, bolhas, picadas de insetos, queimaduras, eczema, fungos, micoses e picada de aranha.

Cabeça e face: para conjuntivite.

Cavidade bucal: para estomatite, cancro bucal, câncer de gengiva e na gengivite.

Músculos, ossos e articulações: nas contusões e lubrifica juntas doloridas.

Outros distúrbios: nas micoses vaginais e para hemorroidas.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

É contraindicado o uso pediátrico.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Evitar o uso na gravidez e lactação (apesar de ser considerado de baixo risco). Em doses elevadas, pode causar náuseas, vertigem e irritação da faringe. Deve ser evitada por quem tem problemas renais e não deve ser ministrada durante a infância. Evitar ainda em tratamentos a doenças crônicas como diabetes, alergias, asma brônquica, deficiência autoimune, tuberculose, leucemia, doença colagenosa, esclerose múltipla, poliartrite, infecção por HIV, transplante de órgãos, pneumonia, infecções fungosas, além de em outras infecções que não envolvam o trato respiratório. Evitar também em casos de doença inflamatória gastrointestinal, conhecida ou com reabsorção limitada, na gripe aguda, nas doenças crônicas do trato respiratório, para pessoas em terapia imunossupressora incluindo corticoides, antibióticos e terapia citostática, em casos de febre e para pessoas com hipersensibilidade as plantas da família Asteraceae/Compositae. Não deve ser feito uso da Equinácea em qualquer tipo de casos de infecção aguda e na hepatite. Esta erva não deve ser utilizada por período maior que dois meses, sem pausa. Seu uso pode ainda causar hipersalivação.

Interações medicamentosas

Esta erva pode realizar interação com drogas para tratamento de câncer, drogas imunossupressoras e drogas metabolizadas pelas enzimas cytochrome P450 (CYP) 3A4 (CYP3A4).

Toxicidade

Planta atóxica nas dosagens terapêuticas. Algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas ao uso. Atentar as contraindicações.

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é constituído por mais de 20 componentes, entre os quais se destaca o geranil-isobutirato (61%). Contém também terpenos (pineno, tuiona e outros) e cis-l,8-pentadecadieno, substância que, in vitro, tem propriedades oncolíticas (que destrói as células dos tumores). Seu óleo essencial parece ser o principal responsável do estímulo imunitário (aumento das defesas).

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

A equinácea tonifica o Qi e o Wei Qi. Indicada para casos de deficiência do Yin do Pulmão. A erva elimina toxinas do Xue, elimina umidade-calor do Jiao Inferior e atua em problemas do Jiao superior. Sua atuação principal é no canal do Pulmão.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências.

Ayurveda

Esta erva atua reduzindo Pitta e Kapha e pode agravar Vata, se usada por períodos longos. Sua rasa é picante e amarga, sua virya é fria e sua vipaka é picante. É considerada uma erva desintoxicante que atua no tecido (dhatus) plasmático e sanguíneo e nos sistemas circulatório, linfático e respiratório. Deve ser usada com cuidado em pessoas anêmicas e com vertigens. Sua ação destrói Ama e sua atuação é similar ao Hidraste (Hydrastis canadenses), porém sem desvitalizar o organismo.

Uso homeopático

Utiliza-se esta erva na forma de glóbulos na dosagem C-200, em tratamentos de infecções crônicas, herpes, resfriados de repetição e para aumentar a imunidade.

Pets e outros animais

Os indígenas norte-americanos utilizam a planta para aliviar dores de cabeça e inquietude em cavalos.

Informações em outros sistemas de saúde

Os índios Crow (E.U.A) utilizam a fumaça de um incenso de raízes de Equinácea para soprar dentro do ouvido com dor. O ouvido precisa ser tampado para manter a fumaça dentro, para melhor efeito. Corredores nos tempos antigos, que não podiam carregar água consigo, ao ficarem com a garganta e boca seca, utilizavam uma pétala de equinácea, descansando dentro da boca para remediar esta situação. Os índios Cheyennes utilizam a planta para tratar machucados na boca e gengivas. Os Choctaw usam-na para tosse e dispepsia. Os Comaches, para garganta dolorida e dor de dente. Os Dakota usam-na para inflamações, problemas intestinais, septicemia, tonsilites, hidrofobia, dores de dente, picada de cobra, dor de cabeça e inquietude em cavalos. Os Delaware usam para gonorreia. Os Hidatsa usam-na como estimulante. Os Kiowa usam-na para tosse e dor de garganta. Os Meskwaki a usam para dores de estômago e convulsões. Os Omaha, para doenças sépticas e tinitus. Os Omaha-Ponca usam-na para lavagem oculares e para pentear os cabelos. Os Pawnees, usam-na para mordidas de cascavel. Os Winnebagos usam-na como anestésico.

O que diz a ciência

Resultado: 14 estudos clínicos concluíram que o uso da Equinácea é capaz de diminuir em 58% o risco de se contrair um resfriado. No entanto, os extratos produzidos com a erva têm a tendência de serem apenas unidirecionais, aumentando ou suprimindo a imunidade. Para o efeito bidirecional, a planta deve ser consumida in natura e preparada com todas as suas partes. Existem cerca de 400 estudos que sustentam que o uso desta planta tem ação no sistema imunológico. Outros pesquisadores descobriram que a planta se comporta de forma similar ao Interferon, seja estimulando sua produção ou adquirindo algumas de suas características.

Astrologia

Esta planta é utilizada em transtornos relacionados ao trânsito da Lua em Câncer, Lua em Sagitário, Marte em Áries, Marte em Touro, Marte em Leão, Marte em Peixes, Júpiter em Touro, Júpiter em Aquário, Saturno em Touro, Netuno em Áries, Netuno em Touro, Netuno em Leão, Netuno em Virgem, Netuno em Capricórnio, Plutão em Leão e Plutão em Peixes.

Indicações energéticas ou mágicas

A equinácea é oferecida aos deuses e deusas como forma de fortalecer os encantamentos ou rituais.

Habitat

Planta originária do norte dos Estados Unidos e Canadá onde os índios americanos a utilizavam para tratar úlceras.

Descrição da planta

Uma erva perene, com altura média de meio metro. Raiz axonomorfa, talo delgado, aveludado, folhas ásperas, lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20 cm.

Vamos plantar?

O local deve ser ensolarado, embora em regiões de clima mais quente, sombras à tarde propiciam cor mais intensa nas flores. Não é uma planta exigente em fertilidade, mas solos bem drenados e com pH em torno de 6 a 7,5 serão os mais indicados. Prepare o espaço do canteiro, retirando plantas fenecidas e pedras, revolvendo até 25 cm de profundidade. Adicione cerca de 500 g/m2 de adubo animal de curral bem curtido ou 100 g/m2 de adubo granulado NPK formulação 4-14-8, incorporando ao solo do canteiro. Em lugares muito argilosos, a adição de composto orgânico e areia será conveniente. Plante as mudas com espaçamento de 0,50 m entre linhas e entre plantas, pois produz touceira de grande diâmetro. Regar após o plantio. Abonos anuais no inverno ou durante a estação das chuvas, serão benéficos para as mudas. Usar o mesmo tipo de nutriente recomendado para o plantio, incorporando ao solo ao redor da muda, regando a seguir. A propagação da equinácea pode ser feita por sementes, pois sua produção é abundante, embora nem sempre com boa germinação. Após a colheita dos capítulos secos, abrir sobre um jornal, separando as sementes melhores formadas. O uso de estratificação é muito usado em locais de produção. Preparar o substrato, peneirando e colocando em um recipiente e semear, cobrindo com areia peneirada. Regar de leve, cobrir e levar ao refrigerador por dois dias. Após este tempo, colocar o recipiente em lugar quente e iluminado para germinação, o que ocorrerá entre 10 a 20 dias. Repicar para potes ou canteiros quando estiver desenvolvida, por volta de 8 até 20 semanas após a semeadura. A época melhor para esta prática é a partir da metade da primavera até o verão. Produz sementação natural, quando então poderão ser aproveitadas as mudinhas para aumentar o canteiro ou substituir plantas muito antigas que não já não tem a mesma quantidade de flores. A propagação vegetativa de mudas já desenvolvidas e de boa produção de flores também é outra forma de aumentar seu cultivo. Abrir a terra ao redor da muda, cortar parte do rizoma, levando com ele as raízes e parte dos ramos, colocando onde desejar. A melhor época para esta tarefa é após a floração, no outono ou no início da primavera.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • https://www.fazfacil.com.br/jardim/equinacea-echinacea-purpurea/ • http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080626054250AA7uEPT • A taste of heritage – crow indian recipes and herbal medicine – Alma Hogan Snell – Lincoln and London • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • Current Rewiew of Chinese Medicine – quality control of herbs and herbal material – annals of Tradicional Chinese Medicine – Vol 2 – Ping-Chueng Leung, Harry Fong and Charlie Changli Xue – World Cientific • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal Antibiotics – natural alternatives for treatings drug-resistants bacteria – Stephen Harrod Buhner – Storey Books • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbs for Chronic Fadigue – Kathi Keville – NTC Contemporary • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • As plantas que curam – enciclopédia de plantas medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Vademecum de Homeopatia 2004 – Dr. Helmuth Goecke Sariego – Knop Laboratórios • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •