Graviola

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

A graviola é uma planta medicinal que requer mais estudos antes de ser considerada como de uso seguro pelo público em geral.

A graviola é uma planta medicinal que requer mais estudos.

Nome científico

Annona muricata L.

Nome conhecido

Araticum-do-Grande, Guanabano, Coração-da-Rainha, Condessa, Jaca-do-Pará, Jaca-de-Pobre, Araticum, Fruta-do-Conde, Pinha, Cabeça-de-Negro, Ata (Português), Soursop, Malabar, Catmint (Inglês), Guanábana (Espanhol), Sprikkaa (Ayurveda), Irattaipeyameratti (Siddha/Tamil).

Nomes botânicos

Annona bonplandiana Kunth, Annona cerarensis Barb. Rodr., Annona macrocarpa Wercklé, Annona muricata var. borinquensis Morales, Guanabanus muricatus M. Gómez.

Nomes farmacêuticos

Annona muricata fructus, folium et semen.

Família

Annonaceae.

Partes usadas

Folhas, sementes, frutos.

Sabor

Doce e ácido.

Composição química

Acetaldeído, acetoginas, ácido cianídrico, ácido cítrico, ácido esteárico, ácido isocítrico, ácido lignocérico, ácido málico, ácido mirístico, amil-caproate, amilóide, anonaína, anomuricina, anomuricinina, anomurina, anonol, aterosoerminina, beta-sitosterol, campesterol, celobiose, citrulina, coclaurina, coreximina, dextrose, estefarina, etanol, folacina, frutose, gaba, galactomanana, geranil-caproate glucose, manganês, mericil-álcool, metanol, metil-hexa-2-enoato, metil-hexanoato, muricina, muricinina, muricapentocina, muricoreacina, p-ácido-cumárico, parafina, procianidina, pectinases, pectinesterase, reticulina, stigmasterol, sucrose, taninos, xylosil-celulose, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas C e B, potássio e fósforo, beta-sitosterol, ácido letulinico, ácido ovatodiolide,  ácido anisomelic, citral, ácido gerânico, terpeno hidrocarboneto, ácido hidrociânico, annocherine A-B, cherianoine, romucosine H.

Propriedades medicinais gerais

Adstringente, anticancerígeno, antirreumático, antibacteriano, antiespasmódico, anti-inflamatório (das vias urinárias), antitumoral, atóxico, cardiotônico, diurético, estomáquico, febrífugo, hipotensor, inseticida, peitoral, sedativo, vasodilatador, vermífugo, calmante, analgésico, anti-helmíntico, antidepressivo, antimalárico, antimicótico, antiparasítico, antiespasmódico, adstringente, cardiodepressor, cardiotônico, cicatrizante, neurodepressor, cianogênico, citotóxico, depurativo, emético, fungicida, hemostático, hipotensivo, inseticida, lactagogo, moluscocida, parasiticida, pediculicida, sedativo, esporofítico, espasmogênico, estomáquico, supurativo, tranquilizante, trichomonicida, uterotônico, vermífugo, vitaminizante (B e C), hipocolesterolêmica, citotóxico (para vários tipos de células tumorais), antiviral, descongestionante, diaforético, estimulante (das funções digestivas), pulmonar, antiofídico e laxante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para inflamações gastrintestinais, afta, cólicas, diarreia, disenteria, gastrite e em caso de ulceras.

Sistema Urinário e Genital: para vaginite.

Sistema Hepático: para biliosidade, colecistite, malária e ainda corrige funções hepáticas.

Sistema Respiratório: na asma, catarro e tosse.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: em sangramentos, palpitações e em casos de hipertensão arterial (pressão alta).

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: na epilepsia, na incidência de bactérias, resfriados, depressão, filaríase, fungo, febre, HIV, infecção, inflamação, insônia, lepra, nervosismo, sofrimento, síncope, estresse, desordens nervosas e eleva a imunidade.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na artrose, reumatismo e nos espasmos.

Sistema Renal:  na nefrose.

Outros distúrbios:  na cefaleia, diabetes, raquitismo, escorbuto, combate Estafilococus e Trichonomas e para combate à febre.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: na pelagra, feridas, machucaduras, feridas gangrenosas, úlceras, inflamações da pele, esfoladuras, cortes, micose e na dermatose.

Cabeça e face: na pediculose.

Músculos, ossos e articulações: nas contusões, torções e em ferimentos por traumatismo.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

As mesmas indicações recomendadas para adultos, nas doses adequadas a faixa etária.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A graviola é uma planta medicinal que deve ser evitado o uso na gravidez, em pessoas com caxumba, em aftas ou em ferimentos na boca. Se consumidos crus, os frutos podem provocar uma dolorosa acidez estomacal. O uso prolongado desta planta pode causar paralisação do pâncreas e debilidade física. O consumo repetido pode causar disfunção neural, tremores e convulsões. Pessoas com usos de anti-hipertensivos devem passar por avaliação médica antes de seu uso. O uso prolongado pode destruir a flora bacteriana. Em tratamentos acima de 30 dias, será necessário uso de probióticos e enzimas digestivas.

Interações medicamentosas

Estudos com cobaias contataram um aumento da atividade da dopamina, nor-epinefrina e da monomioxidase, assim como a inibição da liberação da serotonina em stress induzido. A erva pode potencializar o efeito de drogas hipertensivas e cardiodepressoras. Pode ainda potencializar o efeito de drogas antidepressivas e MAO-inibidoras. Um dos mecanismos de ação da graviola impede a chegada da energia da ATP à célula cancerosa. Uso de suplementos naturais que aumentam o ATP inibem a ação da graviola como, por exemplo, CO-enzima Q10.

Toxicidade

Esta planta apresenta toxicidade. Pesquisas sugerem a necessidade de mais estudos sobre as propriedades farmacológicas e toxicológicas, especialmente de uso crônico. Doses elevadas podem causar náuseas e vômitos.  Doses em torno de 18 g, podem causar sonolência e sedação. A graviola é considerada uma planta medicinal segura, nas doses recomendadas, por tempo limitado e com orientação especializada.

Uso culinário e nutritivo

A polpa da fruta é consumida em várias partes do mundo. Em Cuba, é utilizada no preparo de sorvetes e licores. Nas Filipinas, se consomem os brotos com arroz. A graviola é uma planta medicinal que produz frutos que podem ser consumidos naturalmente e é muito usada para a fabricação de doces, sucos, sorvetes e geleias. Rica em vitamina A, C e do complexo B, também contém cálcio, ferro, magnésio, potássio e fósforo.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores.

Ayurveda

A graviola é uma planta medicinal que reduz Pitta e Vata e agrava Kapha se excesso. Sua rasa é doce e ácida, sua virya é fria e sua vipaka é doce.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

A planta tem sido estudada como coadjuvante no combate ao câncer (o princípio ativo acetogenina anonácea, encontrado nas folhas, pecíolo e casca possui comprovada ação contra células cancerígenas).

Astrologia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Planta nativa das áreas tropicais das Américas do Norte e do Sul, principalmente da Amazônia.

Descrição da planta

É uma planta arbórea de pequeno porte, a sua altura varia entre os quatro e os seis metros, as suas folhas são verdes e brilhantes e flores são em tons de amarelo, grandes e isoladas, que surgem tanto no tronco e nos ramos. O fruto é ovoide ou em forma de coração, de cor verde, apresentam falsos espinhos carnosos curtos e moles. A sua polpa é branca, doce, mas ligeiramente ácida e produz muitas sementes escuras.

Vamos plantar?

A graviola prefere solos com textura leve, profundo, bem drenado e arejado e temperaturas entre 21 ºC e 30 ºC. Pode ser plantada em pomares caseiros e a colheita acontece 12 meses após a enxertia ou de cinco a seis meses depois da abertura floral. Recomendam-se espaçamentos de 4 a 4 metros a 8 a 8 metros, o que depende de uma série de fatores, como solo, nível de tecnologia aplicada (mecanização, condução da planta, poda, por exemplo), topografia, condições climáticas, entre outros. Em geral, o tamanho das covas é de 60 a 60 centímetros. Elas devem ser feitas, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

 http://www.plantamed.com.br/ •  http://nplantas.com/graviola-descricao-botanica/http://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2013/12/como-plantar-graviola.html • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Efecto Citotóxico de Annona Muricata (Guanabana) em cultivo de líneas celulares de Adenocarcinoma Gástrico e Pulmonar- Angel Quispe, David Zavala, Margarita Posso, Jorge Rojas, Abraham Vaisberg – CIMEL Vol.12 – número 001 •
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email