Noz Moscada

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Para mantê-la protegida do ataque de insetos, a noz moscada é coberta com uma pasta a base de limão. A parte que envolve sua semente é chamada de Mace, que tem a propriedade de ativar o processo de desintoxicação hepática.

Noz Moscada, uma das plantas medicinais de uso culinário.

Nome científico

Myristica fragans Houtt.

Nome conhecido

Nutmeg, Mace (Inglês), Jaiphal (Hindi) Jatı-phala (Sanksrito), Mada-saunda, Jauzbuwaa, Bisbaasaa, Jaathikkai,Saadikai (Unani), Jauzbuwaa (semente), Jaathikkai, Saadikai (noz), Bisbaasaa,  Saadippatthiri, Jaadippatiri (mace) (Siddha/Tamil).

Nomes botânicos

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes farmacêuticos

Semen Myristicae.

Família

Myristicaceae.

Partes usadas

Semente e a casca ou camada que envolve a semente chamada de Mace.

Sabor

Picante, amargo, aromático, adstringente e amornante.

Composição química

Borneol, Canfeno, Cimol, Dipenteno, Eugenol, Geraniol, Linalol, Pineno, Sapol, Terpineol, Safrol.

Propriedades medicinais gerais

Carminativo, digestivo, nervino, sedativo suave, tônico, afrodisíaco, estimulante, estimula circulação, adstringente, antidiarreico, hepático, analgésico, antiemético, psicotrópico, expectorante, anti-helmíntico, abortivo, alergênico, analgésico, antibacteriano, anticancerígeno, antiedematoso, anti-inflamatório, antioxidante, antiperistáltico, antisséptico, antitumoral, fungicida, alucinógeno, hepatotóxico, herbicida, hipocolesterolêmico, larvicida, narcótico, venenoso, psicotrópico, sedativo, soporífico e depressor do sistema nervoso central.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: em distúrbios digestivos, flatulência, dores e distensões abdominais, diarreias, disenterias, má absorção intestinal, doença de Crohn, dores de origem visceral, anorexia, náuseas, vômitos, dispepsias, síndrome do cólon irritável, melhoria da absorção do intestino delgado, eliminar gases, na falta de apetite, cólicas, dispepsia, azia, hemorroida, dor de estomago, estomatose e na xerostomia.

Sistema Urinário e Genital: na impotência sexual, ejaculação precoce, incontinência urinária, ativa fertilidade masculina, na disfunção erétil, para urinação excessiva, em doenças da próstata, na infertilidade feminina com menstruação dolorosa, dismenorreia, cólicas, cistite, leucorreia, endometriose, menopausa e em casos de TPM.

Sistema Hepático: na hepatite.

Sistema Respiratório: para eliminação de muco pulmonar, asma, pneumonia e tuberculose.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para dores de angina, para baixar o colesterol elevado, hipercalcemia e como normalizador da pressão arterial.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para distúrbios do sistema nervoso, insônia, tensões, depressão, ansiedade, nervosismo crônico, mente agitada com falta de concentração, sono interrompido, histeria, gripes, hipocondria, em casos de infecção, insanidade, em paralisias, para alívio de sofrimento, Mal de Parkinson, tônico neural e neuralgia.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na fibromialgia e artrite, para relaxar os músculos, artrose, cãibra, reumatismo, dor ciática, osteoartrite e osteoporose.

Sistema Renal: para nefrite.

Outros distúrbios:  para cefaleias, câncer de gengiva, câncer de articulação, câncer de fígado, câncer de boca, câncer de baço, cólera, febre, em problemas com fungos, esplenite e em tumores.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: no tratamento de micoses, em escaras e eczemas.

Cabeça e face: para oftalmia.

Cavidade bucal: na dor de dente.

Músculos, ossos e articulações: para torções e inchaços.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Não foram encontrados efeitos colaterais em dosagens terapêuticas. Desaconselhado o uso durante a gravidez. Tem efeito depressor sobre o SNC se utilizada em doses elevadas (ver campo – toxicidade).

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Em doses elevadas, pode ser tóxico, podendo levar ao aborto. Os principais ingredientes do óleo essencial são terpenos e também as substancias myristicina e elemicina, ambas farmalogicamente inativas, porém no corpo humano, elas são transformadas (em parte) em derivados de anfetamina, os quais tem ação alucinógena. Nunca administrar doses a partir de 5g, pois acima dessa dosagem a noz moscada tem efeito semelhante ao da tropina que pode causar alucinações, dores de cabeça, taquicardia, tonturas, confusão mental, falta de coordenação, pânico, dor de estomago, visão embaralhada, coma, tremores, alucinações de perda de membros, medo terrível de morte eminente e sonolência. Também pode apresentar sintomas de perda da noção de tempo e espaço, sensação de estar flutuando e boca seca. A overdose pode causar morte e já foi relatado que uma dosagem de duas unidades inteiras causou morte em um menino. O efeito alucinógeno aparece aproximadamente após 2 horas da ingestão e pode durar de 12 a 14 horas. Planta notoriamente suscetível a aflatoxinas carcinogênicas. Importante assegurar-se da procedência do produto.

Uso culinário e nutritivo

A noz moscada é importada e vendida como tempero no comércio, em todo o mundo. É um dos ingredientes do Curry. É um condimento popular que faz parte de diversas receitas doces e salgadas.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é utilizado em sopas, perfumes, adicionado ao óleo de massagem para acalmar os músculos doloridos, também utilizado em loções pós-barba. O óleo essencial de noz moscada, em nível psicológico, estimula e coloca a pessoa em contato com a vida, transmite segurança, melhora a concentração e ajuda a conter a compulsividade. Também trabalha a carência, o vazio. Em nível físico, promove a irrigação e fluxo dos líquidos corporais (sistema linfático) e desintoxica o organismo ajudando a eliminação. Utilizado de forma externa, diluído em óleo carreador, traz alívio para as tensões das camadas externas da pele, do córtex, dos nervos, mãos, boca e dos sentidos. A extração do óleo é feita a vapor e este é obtido a partir das frutas produzidas na Índia, Sumatra e Indonésia. Apresenta aroma apimentado e sua fragrância é considerada uma nota média. O óleo deve ser usado em pequenas quantidades, pois pode ser tóxico quando em dosagens elevadas. Seu aroma também facilita a meditação e a introspecção.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Esta erva amorna o Jiao Médio e movimenta o Chi. Utilizada em deficiências do Yin e do Yang e é indicada para interromper diarreia por frio, quando em associação com fruto da Chebula (Hezi), Atractylodes blanco (Baizhu) e raiz de ginseng de Shangtang (Dangshen). Seu nome chinês é Roudoukou e é utilizada com raiz de costo (Muxiang), gengibre fresco (Shengjiang) e tubérculo de pinelia (Banxia) para casos de paralisação do Chi, causado pela deficiência e frio do baço e do estômago, que se manifesta com dor epigástrica e abdominal, vômitos e náuseas. Atua nos canais do Intestino Grosso, Estômago e Baço/Pâncreas.

Esta erva é contraindicada nos casos de disenteria e de diarreia do tipo umidade-calor.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 4 – Ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 5 – Ervas para reduzir a umidade do corpo.

Ayurveda

Seus nomes ayurvédicos são Jatiphala Jaatiphala, Jaatishasya, Maalatiphala (seed kernel) Jaatipatri, Jaatipatra, Jaatipatraka e Jaatikosha (mace).  A Noz Moscada reduz Kapha e Vata e agrava Pitta. Sua rasa é picante, amarga e adstringente. Sua virya é quente e sua vipaka é picante. Considerada uma das melhores ervas para estimular a absorção dos nutrientes pelo intestino delgado. Tem natureza tamásica, que ajuda a reduzir o torpor mental. Tem ação no sistema digestivo, nervoso e reprodutivo. A sua guna é leve, oleosa e penetrante. Atua nos tecidos (dhatus) plasmático, ósseo, muscular, nervoso e reprodutivo. Atua nos canais (srotas) digestivo, nervoso e reprodutivo. É uma erva que ajuda a digerir toxinas, melhorar o apetite, eliminar vermes e parasitas, parar espasmos intestinais, interromper diarreias, aliviar dores, conter a ejaculação e interromper sangramentos. É considerada afrodisíaca e rejuvenescedora dos tecidos reprodutivos e intestinais. Deve ser usada em doses leves e por curtos períodos, principalmente em casos de distúrbio de Pitta. Elimina excesso da Kapha dos pulmões. Combinar com ervas amargas para inflamações. Com ervas aromáticas para gases e espasmos. Com Ashwagandha, Brahmi e Jatamansi para nervosismo e insônia. Com Amalaki, Haritaki, Kutki, Funcho e Cardamomo para melhorar a digestão. Com Haritaki, Kushtha e Bakuchi para diarreia por frio. Com Ashwagandha, Gokshura e sementes de Lótus para impotência e ejaculação precoce. Deve ser usada com muito cuidado em casos de Pitta elevado. Recomenda-se a utilização da parte interna da semente (mace), no tratamento de espermatorreia.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

O uso de extratos de noz moscada foi capaz de corrigir diarreia em porcos da Nova Guine, sem efeitos adversos sobre a pressão sanguínea.

Informações em outros sistemas de saúde

Os haitianos utilizam uma composição feita com partes iguais de annato, cacau, canela, gengibre, alho, noz moscada e açúcar. Javaneses utilizam casca de árvore com areca, noz moscada e açúcar como diurético ou para pedras na bexiga.

O que diz a ciência

Extratos de noz moscada reduziram os níveis de prostaglandina em ratos. A ação anti-inflamatória foi observada em edema induzido em ratos, e em camundongos foi observado um aumento na permeabilidade vascular, ambas atribuídas a myristicina, presente na casca da noz moscada. Esta erva possui um alucinógeno não nitrogenado encontrado também em Cannabis. As drogas do tipo “ecstasy” contêm methylenedioxy, presente na myristicina, encontrada na flor da noz moscada. Isto provavelmente explica os efeitos alucinógenos que acontecem quando é ingerida em grande quantidade. É considerado um antibacteriano efetivo matando de 72 a 50% das bactérias. Monomérico e dimericos phenil propanoides, ministrados em camundongos produziram a supressão da peroxidação no fígado. As sementes contêm aproximadamente 0,24% de myristicina, enquanto que o óleo volátil 3,12%. Os resorcinóis, malabaricones B e C, isolados a partir da cobertura da semente exibiram uma poderosa ação antibacteriana e antifúngica. Inibidores de neoplasma, e derivados do fenilpropil foram isolados na flor de noz moscada pulverizadas.

Astrologia

Esta é uma erva utilizada para tratar distúrbios associados ao trânsito do planeta Netuno em Câncer. Seu planeta regente é Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas

Acredita-se que levar a semente com a pessoa ajuda no desenvolvimento da clarividência. É considerada uma especiaria utilizada em misturas para obter prosperidade. Utilizada para fazer amuletos de boa sorte, e quando carregada no bolso, protege do reumatismo. Sonhar com noz-moscada é indicação de um futuro próspero e de jornadas seguras e prazerosas.  Andreas Libavius relatou uma receita de elixir da vida na qual um dos ingredientes é a noz moscada. Seu elemento é o fogo.

Habitat

É nativa das Ilhas Molucas, na Indonésia e foi introduzida na Índia onde é comumente usada. A noz-moscada é cultivada na Índia, Ceilão, Malaysia e Granada e foi introduzida no ocidente pelos árabes, onde logo se tornou uma especiaria procurada e cara.

Descrição da planta

É uma das especiarias obtidas do fruto da moscadeira (Myristica fragans), uma planta da família das Myristicaceae, de porte alto, atingindo cerca de 10 a 15 metros de altura, com várias ramas dispostas ao longo do tronco principal. Sua madeira é muito boa para confecção de móveis.

Vamos plantar?

A espécie se adaptada ao clima quente e úmido, com temperatura média anual de 25· C, precipitação pluviométrica de 1.500 a 3.000 ao ano, com chuvas bem distribuídas, sem período de estiagem prolongado. Prefere as baixas altitudes, inferiores a 500 metros. Os solos mais recomendados devem ter um bom teor de matéria orgânica, profundos e bem drenados. A propagação se faz geralmente por sementes, devendo-se escolher as maiores e mais pesadas, sem manchas e deformações ou outro qualquer defeito, provenientes de plantas matrizes sadias vigorosas e produtivas. A semeadura deve ser feita com a semente em posição horizontal, em canteiros com intervalos de cerca de 3 a 5 cm. Rega diária e exposição de luz a 50%, em média. A germinação ocorre entre 30 a 40 dias e o índice de germinação médio de 50%. Mudas com 5 cm de altura, é hora de mudá-las para sacos com 2 a 3 kg de terra rica em matéria orgânica, permanecendo no viveiro por cerca de 12 meses para receber tratos culturais adequados. Com 20 a 30 cm de altura, 3 pares de folhas e caule com 1 cm de diâmetro as mudas já estão prontas para o plantio. As covas com as dimensões de 40 cm em todas as direções no espaçamento de 8 a 8m, proporcionando uma densidade de 156 plantas por hectare.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/noz-moscada.html#.Uml_unAQ1U1http://www.jacarandamimoso.com.br/2012/08/noz-moscada-para-plantar-e-colher.html • http://www.toqueativo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=305&Itemid=153 • http://www.viessence.com.br/noz-moscada-10-ml.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Noz-moscada •Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia – Anônimo – PDF • Ayurvedic medicine – the principles of tradicional practice – Sebastian Pole – Churchill Livingstone • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Chinese Herbal Medicine – modern aplication of traditional formulas – Chongyun Liu and Angela Tseng with Sue Yang – CRC Press • Dukes Handbook of Medicinal Plants of  Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Encyclopedia of Homeopathy – the definitive home guide to homeopathic remedies and treatments  for commons ailments – Dr. Andrew Lockie, MRCGP, FFHom – DK Delhi • andbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal Antibiotics – natural alternatives for treatings drug-resistants bacteria – Stephen Harrod Buhner – Storey Books • Herbal Home Remedy Book – simple recipes for tinctures, teas, salves, tonics and syrups – Joyce A. Wardwell – Storey Books • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing• Inc Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Contemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Natural Remedies – their origins and uses – Finn Sandberg & Desmond Corrigan – Taylor and Francis • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propiedades y funciones de las plantas en la medicina china. pdf • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Superalimentos – a alimentação e os remédios do futuro – David Wolfe – Editora Alaúde •Taiwanese Native Medicinal Plants – Phytopharmacology and Therapeutics Values – Thomas S.C. Li, Ph.D. – CRC Press • The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone • The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone • The Psycopharmacology of Herbal Medicine – plants, drugs that alter mind, brain and behavior – Marcello Spinella – MIT Press • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier •
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