Nome Popular: Erva de Bicho

Outros nomes: apetiçoba, catária, pimenta-do-brejo, pimenta-d’água, catala, capiçoba, percicária-do-brasil, petincobe, potincoba, erva-pulgueira, water smartweed (inglês), acataia, capetiçoba, caataiá, cataia, capetiçoba, capitiçoba, catala, erva-pulgueira, pensicária-urente, persicária, persicária-do-brasil, persicária-mordaz, petincobe, pimenta-aquática, pimenta-do-brejo, potincoba.

Nome científico: Polygonum punctatum Elliott.

Nomes botânicos: Persicaria punctata (Elliott) Small, Persicaria punctata var. eciliata Small, Persicaria punctata var. robustior (Small) Small, Persicaria punctata var. tacubayana Nieuwl., Persicaria robustior (Small) E.P. Bicknell, Polygonum acre Kunth, Polygonum acre var. aquatile Meisner in Martius, Polygonum acre var. brachystachyum Meisn., Polygonum acre var. confertiflorum Meisn., Polygonum acre var. leptostachyum Meisn., Polygonum acre var. majus Meisn., Polygonum acre var. riparium Meisn., Polygonum antihaemorrhoidale fo. aquatile Mart., Polygonum antihaemorrhoidale fo. riparium Mart., Polygonum antihaemorrhoidale var. aquatile Mart., Polygonum antihaemorrhoidale var. riparium Mart., Polygonum epilobioides Wedd., Polygonum hydropiperoides Pursh, Polygonum punctatum fo. longicollum Fassett, Polygonum punctatum fo. stipitatum Fassett, Polygonum punctatum var. aquatile (Mart.) Fassett, Polygonum punctatum var. confertiflorum (Meisn.) Fassett, Polygonum punctatum var. eciliatum Small, Polygonum punctatum var. ellipticum Fassett, Polygonum punctatum var. littorale Fassett, Polygonum punctatum var. majus (Meisn.) Fassett, Polygonum punctatum var. mexicanum Fassett, Polygonum punctatum var. parviflorum Fassett, Polygonum punctatum var. parvum Vict. & Rouss., Polygonum punctatum var. riparium (Meisn.) Fassett, Polygonum punctatum var. robustior Small, Polygonum punctatum var. tacubayanum (Nieuwl.) Fassett, Polygonum punctatum var. typicum Fassett, Polygonum robustius (Small) Fernald, Polygonum hydropiper Michaux.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Polygonaceae.

Partes usadas: partes aéreas.

Sabor: amargo, picante e refrescante.

Constituintes químicos: quercitina, persicarina, persicariol, compostos fenólicos, iso-hametina, luteolina, antocianinas, taninos, ácidos gálico, acético, butírico (257), malônico e poligônico, antraquinonas, saponinas, rutina, glicosídeo, cumarina (145) e nitrato de potássio.

Propriedades medicinais: adstringente; anti-reumático; antiinflamatório; cicatrizante externo; diurético; estimulante; hemostático; sedativo; tônico; vasoconstritor; anti-helmíntico; vermicida; revulsiva; antidisentérico; antiblenorrágico; antihemorroidario; antitérmico; estimulante; anti-séptico; colerética; homeotensor vascular; antiartrítico; antialérgico; emenagogo; depurativo; antiinflamatório; resolutivo;

Indicações (Uso interno): hemorragias internas; varizes; úlceras varicosas; hemorróidas, fístulas anais; úlceras; diarréia aguda com sangue; infecções urinárias com ardência a micção; para amebíases; ascaridíases; giardíases; enterobíase; vaginites causadas por trichomonas; congestão cerebral e febres malignas e perniciosas; distúrbios de memória; dificuldade de raciocínio; senilidade mental; amenorréia; favorece a coagulação do sangue; infecções intestinais; flebite; bromas uterinos; estimulante da circulação; retenção urinária; estrangúria; sífilis; litíase; edemas; menopausa; enterite; indigestão.

Indicações (Uso externo): fragilidade capilar; erisipelas; pruridos; crescimento capilar; varizes; sarna; eczemas;

Indicações pediátricas: desaconselhado uso pediátrico.

Utilizações na MTC: tonifica o Jing do Rim; tonifica o Xue; elimina vermes; regula o Yang e o Yin do Rim; atua no Xue do Fígado; controla o Xue do Baço.

Atuação nos canais: R, B, BP e F.

Elemento predominante na MTC: Metal e Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas corrigir deficiências Categoria 17 – Ervas para contrair e obstruir movimentos.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Pitta e equilibra Kapha.

Rasa: amargo e picante.

Virya: fria

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: no uso pediátrico; na gestação, na lactação; pode ser emenagoga e abortiva; evitar no período menstrual; evitar fazer uso externo em pruridos e eczemas.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: se consumida pelo gado confere sabor desagradável ao leite.

Doses: USO INTERNO: Infusão – 10 g da erva seca em 1 litro de água tomar de1 a 2 xícaras ao dia; Tintura: 1 colher de sobremesa de 8 em 8 horas;  1 a 2 gotas/ dia de extrato fluido; de 500 à 1.500mg de extrato seco/dia. USO EXTERNO: Cataplasmas de folhas frescas para estancar hemorragias; Banhos de assento: 30 minutos, 3X/dia.

Formulações: HEMORRÓIDAS – clister – 20 g em 1 litro de água. ERISIPELA – banho – 30 g em 1 litro de água, 2X/dia. FEBRE PERNICIOSA – 3 gotas suco das folhas frescas diluídas em 1 colher de água, de 2 em 2 horas.

Formulações populares: GARRAFADA PARA HEMORRÓIDA – 1 garrafa de cachaça de alambique mais 3 pedaços médios de nó de pinho picados; ¾  1 colher (sopa) de folhas picadas de erva de bicho, outra de eucalipto, outra de rubim; ¾  Juntar todas as ervas, colocar na cachaça e deixar por 2 dias, coar e tomar uma colher (sopa) em jejum. POMADA PARA HEMORRÓIDA – ½ kg. de banha sem sal mais 150 g. de cera de abelha mais 300 ml de azeite de oliva.  Um punhado das ervas: tansagem, macaé (rubim) e erva de bicho. Cortar ou triturar as ervas, fritar bem, tomando o cuidado para não torrar. Coar e acrescentar o azeite de oliva. Agitar continuamente. Colocar no pote ainda quente. Aplicar  no local após um banho de assento frio.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: planta é originária da Ásia, mas está adaptada ao clima brasileiro há muito tempo. Encontrada em todos os estados.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta herbácea perene, de caule ascendente, ramificado, fistuloso, delgado (3 a 4 mm de espessura), radicante nos nós, de coloração verde-avermelhado e glabro. Cresce até 1m de altura. Possui ócreas de 12 a 16 mm de altura, cerdosas na parte superior e glabrascentes quando velhas.  Folhas alternas, com 8 a 12 cm de comprimento, subsésseis, estreito-lanceoladas, peninervadas, atenuadas nas duas extremidades, adpresso-pilósulas, inicialmente, e depois glabrascentes, com pecíolo invaginante, pecíolo com 3 a 5 mm.  A folha apresenta um forte sabor apimentado. Inflorescência terminal e axilar, tipo espigas gêmeas ou subracemosas, lineares ou subfiliformes, eretas, com flores pequenas (2 a 3 mm de comprimento), hermafroditas, com perigônio 5-partido formado por tépalas branco-esverdeadas.  O fruto é uma núcula triangular-globosa, apiculada, negra, brilhante, revestida pelo perigônio.

Toxicidade: planta segura para o homem e para o gado.

Observações: planta melífera. É utilizada na indústria da cana  para refinar e condensar o açúcar.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 • Enciclopedia de plantas medicinales – PDF • Apostila DEC – Plantas com ação cardiovascular-imunológico – Luciana Kist – Delta Educação •