Cavalinha

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Considera-se que a cavalinha tem mais de 300 milhões de anos e é uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo. Sua melhor forma de consumo interno é através de manipulação. A planta in natura é mais recomendada para uso externo. Deve ser acompanhada de dieta rica em Vitamina B, pois seu uso interno elimina esta vitamina. Devido ao seu alto teor de sílica, que tem efeitos abrasivos e irritantes no organismo, não é indicado seu consumo na forma de chá por períodos prolongados (mais de 10 dias) ou exceder 5g de pó/dia. As propriedades desta planta se devem aos seus múltiplos componentes, especialmente a sílica ­ cuja importância é fundamental na consolidação do nosso esqueleto; e a cavalinha é uma das plantas mais ricas neste componente. Era utilizada na Idade Média para clarear potes e vasilhas devido a sua ação abrasiva. Devido ao alto teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos de cobre e metais em geral. Planta utilizada com fins cosméticos por suas propriedades nutritivas. Usada em máscaras faciais, tonificantes, loções e banhos herbais. Esta erva contém de 10 a 20% de minerais dos quais 66% são ácidos silícicos ou silicatos. Também é um popular corante da cor verde. Rica em ácido acetilsalicílico. Mais informações abaixo.

A cavalinha é uma planta medicinal diurética

Nome científico

Equisetum arvense L.

Nome conhecido

Cola-de-cavalo, Erva-canudo, Lixa-vegetal, Milho-de-cobra, Rabo-de-cavalo, Rabo-de-rato, Cavalinha-do-campo, Pinheirinha, Equiseto-dos-campos, Erva-carnuda, Rabo-de-asno, Rabo-de-touro (Português), Horsetail (Inglês), Cola de caballo (Espanhol), Mo Ja Chao, Mu Zei (Chinês),

Nomes botânicos

Equisetum boreale Bong., Equisetum calderi B. Boivin, Equisetum saxicola Suksd.

Nomes farmacêuticos

Herba Equiseti

Família

Equisetaceae.

Partes usadas

Raiz e partes aéreas.

Sabor

Amargo, neutro, adstringente, dispersante e fria.

Composição química

Silício, taninos, saponinas (equisetonina), flavonóides (isoquercetina, equisetrina e canferol), alcalóides (nicotina, palustrina e outros), vitamina C e minerais (Ca, Mg, Na, F, Mn, S, P, Cl, K, etc.), ácido acetilsalicílico.

Propriedades medicinais gerais

Diurético, hemostático, remineralizante, depurativo, sudorífico, anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante externo, antibiótico, sebostático, hipoglicemiante, antiblenorrágico, adstringente, anódino, carminativo, diaforético, antibacteriano, aquarético, refrescante, emenagogo, hemolítico, imuno-estimulante, leucocitogênico, nefrotônico, tônico, vulnerário.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: úlceras estomacais, inflamação dos intestinos, pólipos do baixo-ventre e do esfíncter, cólica estomacal, beneficia o estômago, pâncreas e o baço, flatulência, disenteria, gastrite, aerofagia.

Sistema Urinário e Genital: atua no trato urinário e sistema reprodutor masculino, incontinência em crianças, hemorragia uterina, blenorragia, depurativa das vias urinárias, enurese noturna, prostatismo, orquite, distúrbios geniturinários, beneficia a bexiga, metrorragia, febre puerperal, hematúria, afecções da próstata, oliguria, urolitíase, hiperuricemia, incontinência urinária noturna, cistite, disúria, gonorreia, leucorreia branca, prostatite, estrangúria, retenção de líquidos, inflamação uterina, inchaço pré-menstrual, adenoma da próstata,

Sistema Hepático: cálculos biliares, inflamação do fígado, congestão do fígado, beneficia o fígado, colecistite.

Sistema Respiratório: faringites, afecções dos brônquios e dos pulmões, tuberculose pulmonar, distúrbios respiratórios, afecções pulmonares, hemoptise.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: hipotensão, ácido úrico, gota, desintoxicação do sangue, hemorragia nasal e hemorroidal, anemia, hidromiocardia, arteriosclerose, auxilia a coagulação do sangue, epistaxe, hemorragias em geral, doenças do sangue.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: gripes, herpes, tônico nervoso, estresse, problemas de memória, imunodepressão, lúpus.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: artrites, artroses, flacidez da pele e dos músculos, osteoporose, osteomielite, elimina cãibras, esporão do calcanhar, dores intervertebrais e vertebrais, aceleração da recuperação de ossos fraturados, dores nos ossos, osteoartrose, mau desenvolvimento dos ossos, rupturas, reparação de tecidos, raquitismo, descalcificação dentária,

Sistema Renal: tuberculose renal, cálculos renais (pedra nos rins), bursite, beneficia os rins, nefrose, albuminúria.

Outros distúrbios: remove resíduos do corpo, diabetes, obesidade, edemas, bócio, unhas quebradiças, olhos irritados, exaustão, afecções do ouvido e da garganta, hidropisia, vômito sanguinolento, úlceras cancerosas, fístulas, hiperidrose dos pés, tumores malignos, acessos de raiva e manias, suplemento remineralizante, beneficia a tireoide e o apêndice, síndrome de olhos vermelhos, patologias dos órgãos dos sentidos, inflamação dos dutos lacrimais, pterígio, câncer de ossos, câncer de abdômen, câncer de mama, câncer de intestino, câncer de rim, câncer de cólon, câncer de lábios, câncer oral, câncer de fígado, câncer de estômago, câncer de língua, fortalece a dentição, dores de cabeça, combate micobacteria, para intoxicação por hera venenosa, pólipos em geral, cabelo fraco, infecções por estafilococcus e estreptococcus, corrige e mantém o equilíbrio do cálcio no organismo,

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: feridas necrosadas, prurido e erupções cutâneas, benéfica para a pele, eczemas e acnes, sicose, espinhas, evita estrias, pé-de-atleta, unhas quebradiças, queimaduras, dermatose, frieiras, machucados, contusões, reparação de tecidos, pele oleosa, poros dilatados.

Cabeça e face: alopecia, caspa, olhos irritados, conjuntivite (em compressas), afecções do ouvido, olheiras, tônico capilar, inflamação dos dutos lacrimais,

Cavidade bucal: estomatite ulcerosa, pólipos do palato e da garganta (gargarejos e bochechos), afecções da garganta, aftas,

Músculos, ossos e articulações: inflamação ou supuração da pélvis renal (banho de assento), torções,

Outros distúrbios: hiperidrose plantar,

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

Seu uso não é recomendado em crianças.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A erva pode causar náuseas e dermatite de contato em pessoas sensíveis. Em doses elevadas, é considerada tóxica. Evitar seu uso na gravidez e em pessoas com úlcera duodenal e gástrica, refluxo esofágico, colite ulcerosa, colite espasmódica, diverticulite e diverticulose. Não deve ser usada em casos de irritação urinária. Evitar consumo da erva após as 17 horas. O uso excessivo pode causar irritação nos rins e intestinos. Também é contraindicada em nefroses e cardiopatias. Evitar utilizar em pessoas que apresentem deficiência do Qi. A planta pode dificultar a absorção da Vitamina B1 e deve ser evitada em pessoas sensíveis ao ácido acetilsalicílico.

Interações medicamentosas

Deve-se evitar uso em conjunto com Aesculus hippocastanum (Castanha-da Índia).

Toxicidade

Não se tem informação de efeitos adversos se utilizada nas dosagens recomendadas. O uso em excesso pode resultar em deficiência de vitamina B1 em razão das tiaminas.No entanto, as inflorescências são tóxicas. Em crianças, a toxicidade é similar ao envenenamento por nicotina, para aqueles que mascarem o caule da erva.

Uso culinário e nutritivo

Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos como aspargos.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Seu nome chinês é Mo Ja Chao e Mu Zei. Indicada para deficiência do yin do Fígado, deficiência do Qi do BP, deficiência do Yin do Rim, nas mucosidades e umidade-calor da Bexiga, do Intestino Delgado e do Intestino Grosso, nas mucosidades e umidade-frio do Jiao Inferior, na estagnação do Qi do Rim, na deficiência do Qi do Rim. Elimina fogo no corpo, em especial, do fígado e na vesícula. Elimina toxinas do sangue. Dispersa vento-calor e vento-calor do canal do Fígado que se manifesta como olhos vermelhos, lacrimejação excessiva, visão borrada e opacidade da córnea. Na MTC, é utilizada em conjunto com Chantui (pele de cigarra), Gujingcao (Eurocalion), Xiakucao (espigas de feno), Baijili (fruto do cardo). Recomendada para parar fluxo de sangue hemorroidal. Utilizada em conjunto com Huangqi (raiz de escutelária) e Diyu (raiz de pimpinela mayor). Atua nos canais do fígado, vesícula biliar, rins, bexiga, intestino grosso e pulmão. Tem predominância do elemento fogo.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo • Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências • Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos • Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Ayurveda

Seu nome ayurvédico é Ashwa-puchha. A cavalinha reduz Pitta e Kapha e aumenta Vata. Deve ser consumida com cuidado, pois agrava Vata rapidamente, gerando constipação e pele seca. Atua nos tecidos (dhatus) sanguíneo, plasmático, adiposo e ósseo. Tem ação sobre o sistema respiratório e urinário. Excelente erva para acalmar o Pitta agravado e para clarear Pitta e as emoções ardentes dos nervos e da mente. Têm propriedades similares as sementes de Bardana. Sua rasa é doce e amarga. Sua virya é fria e a vipaka é picante.

Uso homeopático

A cavalinha é uma planta medicinal utilizada em homeopatia para tratamento de dor profunda na região renal, principalmente à direita. Também em casos de violenta necessidade de urinar, grande sensibilidade na região vesical, sensação de peso não melhorada pela micção, necessidade imperiosa de urinar com micções frequentes e abundantes, incontinência urinária diurna e noturna em crianças, urina na cama, cistite, cólicas nefríticas e tuberculose vesical – nas doses T.M a 3ª.

Pets e outros animais

A cavalinha é uma planta medicinal tóxica para os cavalos.

Informações em outros sistemas de saúde

Corredores da tribo Crow (E.U.A) colocam os brotos novos em seus mocassins para prevenir cãibras nas pernas. Os antigos indígenas Crow utilizavam a cavalinha para ajudar as pessoas a respirar melhor e estabilizar a pressão sanguínea. Demais tribos indígenas da América do Norte utilizavam a planta para parar hemorragias e acelerar a recuperação de contusões e fraturas.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

A cavalinha é uma planta medicinal regida por Júpiter. Esta planta é associada ao signo de Sagitário e tem ação benéfica em pessoas com Sol, Lua ou Ascendente neste signo (fonte: A astrologia da Mãe-Terra). Indicada para distúrbios provenientes do trânsito de Vênus em Áries, Saturno em Leão. Outra fonte (Ervas do Sítio, Wicca, Practical Handbook of Plant Alchemy) afirma que o regente desta planta é o planeta Saturno e associa a erva com os signos de Libra e Capricórnio.

Indicações energéticas ou mágicas

Apitos feitos das hastes da cavalinha eram utilizados para chamar os espíritos. Joel Aleixo atribui que no Tarot, a planta representa o coringa e a roda da vida. Indica que a situação analisada dependerá de fatores externos ao consulente para se resolver.

Habitat

Esta planta gosta de solos arenosos e úmidos. A cavalinha é uma planta medicinal encontrada na Europa, América do Norte e na Ásia. Atualmente já está adaptada ao Brasil.

Descrição da planta

A cavalinha é uma planta medicinal herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fístuloso, ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60 cm, mas sob meia-sombra o pseudo-caule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas são escamosas e se formam na bainha. O caule é fístuloso, ereto, grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples, sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e não produzem esporângios.

Vamos plantar?

A cavalinha é uma planta medicinal considerada uma planta invasora, de grande propagação. Quando plantada em canteiros comuns ou vasos, regue regularmente, e mantenha o solo sempre úmido, sem medo de manter encharcado. A erva se multiplica com grande facilidade, por divisão de touceira e por pedaços de rizomas, efetuada em qualquer época do ano.

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Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/https://www.cultivando.com.br/cavalinha-equisetum-giganteum/http://www.jardineiro.net/br/banco/equisetum_giganteum.phphttp://praticascomplementaresasaude.blogspot.com/2011/01/virtude-da-erva-cavalinha-equisetum.html • Curso de Fitoterapia – Da planta a aplicação terapêutica – Delta Educação Continuada • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • A taste of heritage – crow indian recipes and herbal medicine – Alma Hogan Snell – Lincoln and London • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Cultivo de plantas medicinais – conhecendo corretamente as plantas medicinais – Furlan • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 • Chinese and related North American Herbs – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Mery Elizabeth Oliveira Couto – Embrapa • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Enciclopedia de plantas medicinales – PDF • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Projeto Sementinha – Nossos chás – 2000 – Organização e pesquisa – Vânia Coutinho • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbolária – Wicca Feitiçaria Moderna – PDF • Herbologia Chinesa – PDF • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc • Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Comtemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Los Remedios de la Abuela – Jean Michel Pedrazzani • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais – Moacyr Pezati Rigueiro – Paulus • Medicinal Plants in Folk Tradition – an ethobothany of Britain and Ireland- David E. Allen and Gabrielle Hatfield – Timber Press • Plantas Brasileiras na MTC – PDF • Plantas Medicinais- Coletâneas de Saberes – Schirlei da Silva Alves Jorge • Plantas populares – Anastácia Benvinda – Biblioteca Virtual • As plantas que curam – enciclopédia de plantas medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Propiedades y funciones de las plantas en la medicina china. pdf • Segredos e virtudes das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich • Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • Higiene e Tratamento Homeopático das Doenças Domésticas – Dr. Alberto Seabra – Associação Brasileira de Homeopatia • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas •
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