Cáscara Sagrada

Mais informações abaixo

Nome Popular: Cáscara Sagrada

Outros nomes: rhamnus (inglês), sacred bark (inglês), cáscara sagrada (espanhol), cascara sagrada (francês), cascara sagrada (italiano); cascara e amerikanische faulbaum (alemão); buckthorn (inglês);

Nome científico: Rhamnus purshiana D.C.

Nomes botânicos: Frangula purshiana D.C

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Rhamnaceae.

Partes usadas: casca e ramos.

Sabor: amarga e fria.

Constituintes químicos: aldemodina-ranol, aloe-emodina, aloínas, barbaloínas, cascarosídeos A, B, C e D, emodina, heterosídeos antraquinônicos.

Propriedades medicinais: laxativo; carminativo; colagogo; catártico; diurético; emenagogo; estimulante; estomacal; febrífugo; tônico; purgativo; adstringente; antibacteriano; antiherpético; antileucêmico; antiséptico; antiespasmódico; antiviral; depurativo; emético; fungicida; hepatônico; hidragogo; peristáltico; prostaglandinogênica; tóxico;

Indicações (Uso interno): aumenta a peristalse e a secreção de líquidos; para prisão de ventre crônica restabelecendo o tônus natural do cólon sem causar hábito; restabelece o fluxo menstrual; hemorróidas; estimula o peristaltismo intestinal; dispepsias; ingurgitamento do fígado e do baço; elimina fecalomas; auxilia na digestão de gorduras em doses baixas; dissolve pedras nos rins; perda de apetite; constipação em idosos; doença diverticular do cólon; estimula todo o sistema digestivo; flatulência; gases; fígado aumentado; problemas de fígado e vesícula biliar; protetor solar; artrose; câncer; catarros; catapora; cólica; duodenose; desinteria; dispepsia; gastrose; fungos; gonorréia; dores de cabeça; hepatose; herpes; infecções; icterícia; leucemia; proctosis; reumatismo; ciática; hespes zoster; retenção de líquídos; vermes; sua ação se concentra no intestino grosso evitando com isso desarranjos no restante do trato digestivo; pode ser utilizada para adquirir e manter o tônus do intestino grosso; estimulante pancreático.

Indicações (Uso externo): limpeza de feridas; micoses; machucados; inchaços; contusões.

Indicações pediátricas: uso contra-indicado em crianças menores de 12 anos.

Utilizações na MTC: para secura e calor dos intestinos; fogo da vesícula biliar; estagnação do Qi do Estômago, do Fígado e do Rim.

Atuação nos canais: F, VB, I.D e I.G

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 8 – Ervas para induzir movimentos intestinais.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha e aumenta Vata.

Rasa: amarga.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: durante a menstruação; na gestação; na lactação; evitar em crianças menores de 12 anos; evitar em casos de obstrução intestinal; doenças inflamatórias intestinais agudas (enterite, apendicite, colite, doença de Crohn, cólon irritável); paralisação fecal; náuseas; vômitos; apendicite; dores abdominais de origem desconhecida; hemorróidas.. Pode causar perda de potássio em caso de uso prolongado; em casos raros de uso prolongado pode levar a arritmia cardíaca, nefropatias, edema e aceleração da degeneração óssea; evitar uso da cáscara sagrada com alcaçuz e outras plantas de efeito laxativo; pode causar anemia. Seu uso deve ser suspenso assim que surtir o efeito desejado, pois se usada por tempo prolongado pode vir a lesar o Qi (energia vital) da pessoa tornando-a mais fraca e reduzindo a absorção de medicamentos. Em crianças e idosos a dose deve ser menor para evitar lesar a energia vital. Erva contra-indicada em nefropatias e hemorróidas, dor abdominal de origem desconhecida. Não utilizar casca que não tenha sido tratada por calor ou com idade de 1 ano. O uso prolongado pode ainda causar albuminúria, hematúria, diminuição do trânsito do intestino e problemas cardíacos. Doses elevadas podem destruir a flora intestinal. Não deve ser usada diariamente.

Interações medicamentosas: seu uso pode fazer decrescera absorção de algumas drogas. Tem interação com digitálicos.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: de 1 a 3g em decocção/dia para efeito laxativo; de 3 a 5g em decocção/dia para efeito purgativo; de 300 a 900mg em pó/dia; de 40 a 180mg de extrato seco/dia; de 2 a 5ml de tintura/dia.

Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Formulações populares: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Planeta regente: Regente – Saturno. Elemento – Água.

Indicações energéticas ou mágicas: espargir chá com erva ao redor do ambiente antes de ir para a corte ajudará a vencer o caso. Utilizada em encantamento para dinheiro, repelir demônios e feitiços.

Habitat: planta nativa do nordeste da América do Norte.

Informações clínicas e/ou científicas: o aloe-emodin encontrado na cáscara sagrada tem sido estudado como possível tratamento para leucemia. Estudos na Alemanha revelam que o uso abusivo laxativos anthraquinônicos oferecem três vezes mais chance de contrair carcinoma de cólon. O uso crônico pode levar a hipocalemia.

Descrição botânica: é uma árvore arbustiva, nativa da região oeste da América do Norte, pode atingir de 5 a 10m de altura. Tronco de tom acinzentado, possui folhas verdes de formato oval, produz pequenos frutos vermelhos de menos de 1 cm e também flores diminutas amarelo-esverdeadas.

Toxicidade: Superdosagem – em doses acima de 8g em pó/dia ou 10g em decocção, causando diarréia, diminuição da pulsação e da temperatura corporal.

Observações: utilizar doses baixas em hemorróidas. Em casos de necessidade de suplementação de ferro tomar a cáscara sagrada com espaço mínimo de duas horas das doses de ferro. A cáscara sagrada diminui o efeito da indometacina devendo-se evitar o uso simultâneo. A planta não deve ser utilizada por mais de uma semana sem pausa. Pode mudar a coloração da urina. Tem utilização terapêutica similar ao Amieiro-negro. O uso da cáscara sagrada não cria a síndrome de dependência do laxante.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.fitoterapicos.info/cascara-sagrada.php •  Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas •