Cáscara Sagrada

Sempre utilizar esta planta medicinal em doses baixas, em casos de hemorroidas. O uso da cáscara sagrada pode mudar a coloração da urina. Tem utilização terapêutica similar ao Amieiro-negro. O uso da cáscara sagrada não cria a síndrome de dependência do laxante. Esta planta muitas vezes é utilizada como ornamental. Esta erva também provê alimento para animais silvestres e ajuda a controlar a erosão do solo. Seu efeito laxativo ou purgativo dependerá da dose empregada.

A Cáscara Sagrada é uma planta medicinal laxativa.

Nome científico

Rhamnus purshiana D.C.

Nome conhecido

Rhamnus, Buckthorn, Sacred Bark, Cascara, Cascara Sagrada, Bayberry, Bearberry, Alder Buckthorn, Bearwood, Bitterbark, Cascara Buckthorn, Californian Buckthorn, Holybark, Persian Bark. (Inglês), Cáscara Sagrada (Espanhol), Cascara Sagrada, Écorce Sacrée, Cascara, Nerprun Cascara, Nerprun de Pursh (Francês), Cascara Sagrada (Italiano), Cascara, Amerikanische Faulbaum (Alemão).

Nomes botânicos

Frangula purshiana D.C., Rhamnus purshiana De Candolle., Rhamnus crocea, Rhamnus ilicifolia.

Nomes farmacêuticos

Rhamni purshianae cortex.

Família

Rhamnaceae.

Partes usadas

Casca, frutos e ramos.

Sabor

Amargo, adstringente e frio.

Composição química

Aldemodina-ranol, aloe-emodina, aloínas, heterosídeos antraquinônicos, antracênicos (emodina), cascarosídeos A e B (glicosídeos da aloína, barbaloína, desoxibarbaloína), cascarosídeos C e D (glicosídeos da crisaloína), princípios amargos, albuminoide, ramnotoxina, taninos, óleos essenciais e resinas. Normalmente, após 8 horas da ingestão oral, ocorre a liberação de heterosídeos através da hidrólise enzimática pela flora bacteriana.

Propriedades medicinais gerais

Laxativo, carminativo, colagogo, catártico, diurético, emenagogo, estimulante, alterativo, febrífugo, nervino, antibilioso, antidiabético, estomacal, febrífugo, tônico, purgativo, adstringente, antibacteriano, anti-herpético, antileucêmico, antisséptico, antiespasmódico, antiviral, depurativo, emético, fungicida, protetor solar, hepatônico, hidragogo, peristáltico, prostaglandinogênico e tóxico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: hemorroidas, estimula o peristaltismo intestinal, para prisão de ventre crônica restabelecendo o tônus natural do cólon sem causar hábito, elimina fecalomas, auxilia na digestão de gorduras em doses baixas, dispepsias, ingurgitamento do baço, perda de apetite, constipação em idosos, doença diverticular do cólon, em  casos de fissuras anais, estimula todo o sistema digestivo, flatulência, gases, cólica, duodenite, disenteria, gastrite, sua ação se concentra no intestino grosso evitando com isso desarranjos no restante do trato digestivo, pode ser utilizada para adquirir e manter o tônus do intestino grosso e estimulante pancreático.

Sistema Urinário e Genital: aumenta a secreção de líquidos, restabelece o fluxo menstrual, gonorreia e retenção de líquidos.

Sistema Hepático: ingurgitamento do fígado, fígado aumentado, problemas de fígado e vesícula biliar, hepatite e icterícia.

Sistema Respiratório: para catarros.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para herpes, infecções, leucemia e herpes zoster.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para artrose, reumatismo, ciática,

Sistema Renal: dissolve pedras nos rins.

Outros distúrbios: para câncer, catapora, fungos, dores de cabeça e vermes.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: na limpeza de feridas, micoses, machucados e contusões.

Músculos, ossos e articulações: para inchaços.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

O uso desta planta medicinal, é contraindicado em crianças menores de 12 anos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Deve ser evitado uso durante a menstruação, na gestação e na lactação. Evitar ainda em crianças menores de 12 anos, em casos de obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais agudas (enterite, apendicite, colite, doença de Crohn, cólon irritável), paralisação fecal, náuseas, vômitos, apendicite, dores abdominais de origem desconhecida e hemorroidas. Pode causar perda de potássio em caso de uso prolongado. Em casos raros, de uso prolongado, pode ainda levar a arritmia cardíaca, nefropatias, edema e aceleração da degeneração óssea. Evitar uso da cáscara sagrada com alcaçuz e outras plantas de efeito laxativo. Sua utilização pode causar anemia. Seu uso deve ser suspenso assim que surtir o efeito desejado, pois se usada por tempo prolongado pode vir enfraquecer o indivíduo, reduzindo a absorção de medicamentos. Em crianças e idosos a dose deve ser menor para evitar lesar a energia vital. Erva contraindicada em nefropatias e na dor abdominal de origem desconhecida. Não utilizar a casca que não tenha sido tratada por calor ou com idade menor que 1 ano. O uso prolongado pode ainda causar albuminúria, hematúria, diminuição do trânsito do intestino e problemas cardíacos. Doses elevadas podem destruir a flora intestinal. Não deve ser usada diariamente e a planta não deve ser utilizada por mais de uma semana consecutiva, sem pausa. A cáscara sagrada é uma planta medicinal que não deve ser usada em casos de deficiências físicas.

Interações medicamentosas

A cáscara sagrada é uma planta medicinal que diminui o efeito da indometacina, devendo-se evitar o uso simultâneo. Evitar uso da cáscara sagrada com alcaçuz e outras plantas de efeito laxativo. Seu uso pode ainda fazer decrescer a absorção de algumas drogas. Faz interação com digitálicos. Uso de longo termo desta planta medicinal tem potencial de oferecer mudanças eletrolíticas. Concorre com uso de antiarrítmicos, corticosteroides e diuréticos.

Toxicidade

Superdosagem – em doses acima de 8g em pó/dia ou 10g em decocção, causando diarreia, diminuição da pulsação e da temperatura corporal.

Uso culinário e nutritivo

Em casos de necessidade de suplementação de ferro, tomar a cáscara sagrada com espaço mínimo de duas horas, das doses de ferro. O mel de cáscara sagrada é considerado muito gostoso, ainda que seja levemente laxativo. Suas frutas podem ser ingeridas por seres humanos. Extratos de cáscara sagrada são utilizados para confecção de licores, drinkes leves, sorvetes e delicias assadas.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

A cáscara sagrada é uma planta medicinal indicada para tratar secura calor dos intestinos, fogo da vesícula biliar, estagnação do Qi do estômago, estagnação do Qi do fígado, estagnação do Qi do rim. Seu uso deve ser suspenso assim que surtir o efeito desejado, pois se usada por tempo prolongado pode vir a lesar o Qi (energia vital) da pessoa tornando-a mais fraca e reduzindo a absorção de medicamentos. Atua nos canais do fígado, vesícula biliar, intestino delgado e intestino grosso.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 8 – Ervas para induzir movimentos intestinais.

Ayurveda

A cáscara sagrada reduz Pitta e Kapha e aumenta Vata. Sua rasa é amarga e sua virya é fria e a vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Utilizada para tratamento de constipação. Deve ser utilizada por uma ou duas semanas, no máximo. Pode ser utilizada em animais domésticos ou de grande porte, respeitadas as doses para o porte de cada animal.

Informações em outros sistemas de saúde

Nativos norte-americanos usavam a casca como laxante e emético (vomitório) e também para tratar cortes e machucados.

O que diz a ciência

O aloe-emodin, encontrado na cáscara sagrada, tem sido estudado como possível tratamento para leucemia. Estudos na Alemanha revelam que o uso abusivo de laxativos anthraquinônicos oferecem três vezes mais chance de contrair carcinoma de cólon. O uso crônico pode levar a hipocalemia.

Astrologia

A cáscara sagrada é uma planta medicinal regida por Saturno.

Indicações energéticas ou mágicas

Erva do elemento água. Deve-se espargir o chá com erva ao redor do ambiente antes de ir para a corte para ajudar a vencer uma disputa jurídica. Utilizada em encantamentos para dinheiro e para repelir demônios e feitiços. Também era utilizada como amuleto contra feitiços e forças negativas.

Habitat

É uma planta nativa do nordeste da América do Norte.

Descrição da planta

É uma árvore arbustiva, nativa da região oeste da América do Norte, pode atingir de 5 a 10m de altura. Tem tronco de tom acinzentado, possui folhas verdes de formato oval, produz pequenos frutos vermelhos de menos de 1 cm e também flores diminutas amarelo-esverdeadas.

Vamos plantar?

Erva obtida através de extrativismo vegetal. A casca deve ser colhida na primavera e deve ser deixada para secar de um a seis anos.

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Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/http://www.fitoterapicos.info/cascara-sagrada.php •  https://www.oficinadeervas.com.br/conteudo/cascara-sagrada-para-regular-o-intestino-e-auxiliar-no-emagrecimento • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas • Canadian Medicinal Crops – Ernest Small e Paul M. Catling – NRC Research Press • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary •