Anis Estrelado

O nome de Illicium vem do radical latino illicere, que quer dizer “atrair e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. Este nome lhe foi dado devido ao seu aroma forte e agradável que seduz as pessoas. A árvore do anis-estrelado faz lembrar o loureiro, por conta de seu porte, e a magnólia, por suas flores decorativas. Toda a planta exala um agradável aroma semelhante ao anis-verde, ainda que mais intenso. A planta foi introduzida na Europa no final do século XVII, quando o uso das especiarias orientais se achava em seu auge. Suas sementes devem ser guardadas em lugar fresco e seco, dentro de um frasco escuro para melhor conservação. Mais informações abaixo.

Nome científico

Illicium verum Hook. f.

Nome conhecido

Anis-verdadeiro, Anis-da-sibéria, Badiana, Badiana-de-cheiro, Funcho-da-china, badiana-da-china (português), Anise star, Star anise (inglês), Badiane-anis, Étoilé (francês), Anís estrellado (espanhol), Ba jiao hui xiang (chinês).

Nomes botânicos

Illicium san-ki Perr.

Nomes farmacêuticos

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família

Magnoliacea.

Partes usadas

Frutos e sementes.

Sabor

Quente e picante.

Composição química

Óleo essencial: anetol, trans-anetol, monoterpenos (felandreno, limoneno, alfa-piuneno e linalol), aldeídos e cetonas anísicas, cineol, estragol e safrol, mucilagens, saponinas, açúcares, ácido orgânico siquímico e ácido orgânico protocatéquico.

Propriedades medicinais gerais

Carminativo, estomáquico, expectorante, antiespasmódico, calmante, vaso dilatador, antidiarreico, alergênico, analgésico, antibacterial, eupeptico, broncosecretolítico, estrogênico, fungicida, inseticida, pediculicida, mutagênico, galactagogo, aperiente.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Óleo essencial: antisséptico, anti-inflamatório, aromático, calmante, digestivo, diurético e estimulante.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: favorece a digestão, elimina gases, náuseas, eructações, dores abdominais, diarreias com dor abdominal espástica, fermentação intestinal, cólica estomacal e intestinal, desconforto pós-prandial (após as refeições), azia, halitose, dispepsia, flatulência, congestão, prisão de ventre, disenteria, enterite, aflição estomacal,
Sistema Urinário e Genital: em doenças da bexiga, cólica uterina, regula a menstruação, retenção de líquidos,
Sistema Hepático: náusea, cólica biliar,
Sistema Respiratório: bronquite, tosse, resfriado, gripe, rico em anetol que combate H1N1, dores de garganta.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: estimulante circulatório, mãos frias, anemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: insônia, anorexia, paralisia,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: hérnia, lumbago, reumatismo, dores nas costas, artrose,
Sistema Renal: retenção de líquidos,
Outros distúrbios: cansaço, inflamação, previne desmaios, frigidez, enjoo matinal, dores,

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: abscessos, micoses, escabiose.
Cabeça e face: pediculose (piolhos).
Cavidade bucal: dor de dente,
Outros distúrbios: dores de garganta.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

A erva pode ser utilizada em quase todas as indicações para adultos. Esta erva deve ser usada com muito cuidado em crianças pequenas, sempre em baixas dosagens e por muito pouco tempo. Não existem evidências científicas de efeitos adversos em crianças, porém foram observados casos que o uso da erva apresentou efeitos adversos no uso infantil

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Em doses elevadas ou no uso prolongado, a erva pode ser tóxica. Os óleos essenciais, em dose elevada, podem ser tóxicos, narcóticos, levar ao delírio, convulsão e ter efeito anestésico. Evitar uso na gravidez, na lactação e no hiperestrogenismo. Pode causar náuseas, vômitos, convulsões, dermatites de contato, delírio e anestesia. Desaconselhado o uso infantil que pode causar (se consumido em excesso) choro contínuo, irritabilidade, hipertonia, movimentos oculares atípicos, cianose, agitação e, em alguns casos, vômitos e recusa em se alimentar. Evitar o uso em casos de azia.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Seu uso é considerado seguro nas doses recomendadas, porém em doses elevadas, pode ter efeito tóxico.

Uso culinário e nutritivo

O Anis Estrelado é famoso na composição de licores, porém bebidas alcoólicas preparadas com essência de Anis Estrelado podem provocar envenenamento. Seu uso é comum para condimentar pratos à base de carnes.

Aromaterapia

É comum haver falsificação do óleo essencial que é substituído por de outras espécies que carregam alcaloides tóxicos e drogas cardiotóxicas. É extraído por destilação a vapor das sementes e o óleo tem coloração clara, levemente amarelada e viscosidade fina. É considerado uma nota olfativa baixa e um aroma de intensidade média que tem odor característico de alcaçuz, rico e doce. Sua aplicação como óleo é como antisséptico, anti-inflamatório, aromático, calmante, digestivo, diurético e estimulante.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

A erva tem predominância do elemento terra. É utilizado para tratar frio no estômago, deficiência do Yang do Rim e estagnação do Qi do Fígado. É uma erva que aquece interiormente e elimina o frio. Deve ser evitada em tratamento de deficiência do yin ou calor no estômago. Seu uso prolongado provoca deficiência do yin. Atua nos canais do Baço/Pâncreas, Estomago e Rins.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 4 – ervas para reduzir sensação de frio de dentro do corpo • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro.

Ayurveda

O Anis Estrelado reduz kapha e vata e agrava pitta. Sua rasa é picante e sua virya é quente. A vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Os japoneses queimavam anis estrelado para aromatizar os ambientes como incenso.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

Erva utilizada em tratamentos para distúrbios provocados pelo trânsito de Vênus em Capricórnio.

Indicações energéticas ou mágicas

A erva deve ser utilizada em situações onde há necessidade de aprender a demonstrar o afeto. Esta condição também está associada a artralgias migratórias, edema do joelho e artrose dos joelhos. É uma planta de aura azul-clara e rosa que ajuda na entrega dos sentimentos e no desprendimento das emoções. Estimula a clarividência e a mente. Usada em banho harmonizador juntamente com louro, erva-doce, cravo, canela e lavanda. Este banho deve ser tomado no dia seguinte a um banho de sal.

Habitat

Natural do sul da China, Coréia, Japão e norte do Vietnã. Cultiva-se também no sudeste dos Estados Unidos e em outras zonas quentes e úmidas do continente americano.

Descrição da planta

O Anis Estrelado é um arbusto de 4 a 5 metros de altura com casca branca, folhas resistentes, alongadas, inteiras, lisas e brilhantes. Foi introduzido na Europa em cerca de 1694. Seu porte lembra o da magnólia, e as suas flores, grandes e solitárias, são muito decorativas. Os oito carpelos de cada ovário formam em conjunto um fruto, uma estrela cujas oito pontas se abrem para libertar cada uma a sua semente. Os frutos colhidos verdes, são secos ao sol, onde adquirem cor castanho-avermelhada. O invólucro contém uma essência rica em anetol que lhes confere um forte aroma de anis.

Vamos plantar?

A planta gosta de exposição solar máxima e tem preferência por solos leves, com boa drenagem e de textura areno-argilosa. As suas necessidades de água são medianas. A propagação se faz por sementes e o espaçamento entre plantas dever ser de três a quatro metros com cerca de cinco metros entre as linhas.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://ervaseinsumos.blogspot.com/2009/03/anis-estrelado.html • http://www.kampodeervas.com.br/detalhes-1064-anis-estrelado-30g • http://www.soniaparucker.com.br/content/tips_banhos • https://nplantas.com/anis-estrelado-como-plantar/ • Os planetas e as plantas – A utilização das plantas medicinais na astrologia médica – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Del Rio Pedro – Vademecum de Fitoterapia • Enciclopedia de Plantas Medicinales • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bei Comunicação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz and Judy duCellier and Peggy Ann K. Duke – CRC Press • Segredos e virtudes das plantas medicinais – Seleções Readers Digest • O Livro Completo das Ervas – Seleções Readers Digest • Indian Medicinal Plants – C. P. Khare – Springer • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – SENAC Editora • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Anastácia Bem-Vinda – Plantas Medicinais • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Chinese and related North American Herbs – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger •