Sálvia

O gênero Salvia possui cerca de 800 espécies de ampla dispersão, principalmente na região do Mediterrâneo e no Oriente e também nas regiões montanhosas subtropicais. É uma erva ativa contra bactérias Gram-positivas e negativas. As cinzas da planta ajudam a clarear os dentes. Utilizada ainda para afugentar insetos da casa. Suas flores são melíferas. Mais informações abaixo.

Nome Científico:

Salvia officinalis L.

Nome Conhecido:

Salva, Salva-das-boticas, Salva-dos-jardins, Salva-ordinária, Salveta, Erva-santa, Salva-menor, Chá-da-europa, Chá-da-frança, Chá-da-grécia, Grande-salva, Sábia, Salva, Salva-da-Catalunha, Salva-das-farmácias, Salva-mansa, Salvi, Salva-verdadeira (Português), Sage (Inglês), Sauge (Francês).

Nomes botânicos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes Farmacêuticos:

Folium Salviae.

Família:

Lamiaceae.

Partes usadas:

Folhas, sumidades recém floridas e óleo essencial.

Sabor:

Amargo, picante, adstringente e refrescante.

Composição Química:

Princípio amargo (picrosalvina), tanino (2 a 8%), mucilagens, resinas (5 a 6%). Óleo essencial: 1,8-cineol, cânfora, borneol, a-tujona e outros terpenos, ácido ursólico, taninos, flavonoides, saponina, esteróis, ácido rosmarínico, cariofileno, a-humuleno, a e b-pineno.

Propriedades medicinais gerais:

Digestivo, carminativo, anti-sudorífico, antisséptico bucal, resolutivo, sedativo, anti-inflamatório, colagogo, antiespasmódico, anticaspa, antiperspirante, antioxidante, antirreumático, balsâmica, cicatrizante das mucosas, desodorante, diaforético, emenagogo, eupeptico, germicida, hipoglicemiante, tônico, estimulante, antidiarreico, antialérgico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: diarreia, estomatite, problemas gastrointestinais, vômito, glossite, inflamações intestinais, gases, má digestão, afecções digestivas.

Sistema Urinário e Genital: TPM, menopausa, melhora o trabalho de parto, melhora o nível hormonal feminino, dores ovarianas, impotência sexual, albuminúria, elimina excesso de ácido úrico, dismenorreia,

Sistema Hepático: icterícia, colecistite,

Sistema Respiratório: catarro, bronquite, tosse, rinites, sinusites, asma, amigdalite, tuberculose,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: protetora do coração, angina,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: eleva imunidade, resfriado, tremores, vertigem, psicoses, diminuição da memória, ansiedade, Mal de Parkinson, amnésia senil, atenua déficit funcional cerebral em idosos, previne apoplexia, doenças da medula e das glândulas, tremores e paralisias dos membros, herpes, tonificante do sistema nervoso.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: reumatismo, descalcificação óssea, artroses em geral,

Outros distúrbios: diabete, enxaqueca, depressão, hipoestrogenismo, reduz o crescimento de placas bacterianas, insônia, alivia o sentimento de luto, sudorese noturna, fogachos, psoríase, suor excessivo, cefaleia, ajuda a reduzir a dose de medicamento na diabete (com supervisão médica), na forma de chá ajuda a secar o leite nas mamães que não podem amamentar.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: fecha poros dilatados, auxiliar no tratamento de rugas, picadas de insetos,

Cabeça e face: redução da oleosidade do cabelo, caspa, inflamações do couro cabeludo,

Cavidade bucal: piorreia, aftas, gengivite,

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

O mesmo tipo de indicações dos adultos, porém em doses indicadas para faixa etária.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações):

Esta erva deve evitada na gravidez, na lactação, em portadores de epilepsia. Seu uso pode causar olhos e boca seca. Evitar uso em pessoas que estejam tomando medicamento para o coração, pessoas com irritabilidade acentuada, pessoas com grande excitabilidade nervosa. Em doses elevadas, pode ser tóxica e causar agitação, alucinação e convulsões. O uso crônico pode causar danos cerebrais. Não deve ser usada em pessoas com insuficiência renal. Pode causar súbita elevação da pressão arterial.

Interações medicamentosas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:

Embora o óleo essencial contenha o composto tujona, este não possui reputação tóxica. Foi observado não ser irritante ou sensibilizante na aplicação tópica, à pele humana, em concentrações diluídas.

Uso culinário e nutritivo:

Muito utilizada como tempero de carnes, peixes, pães, patês de queijo e molhos e para aromatizar vinagres.

Aromaterapia:

O óleo essencial da planta apresenta atividade contra Bacillus subtilus, Micrococcus luteus, Escherischia coli e Serratia marcescens. O óleo essencial pode ser usado como ingrediente de cosméticos, desinfetantes e higienizadores bucais. Considerado um fixador na confecção de perfumes.
Salvia officinalis – o óleo é produzido na Espanha, Iugoslávia e França por destilação das folhas e florações. Tem fragrância acre, aromática e a planta é considerada uma das mais versáteis e eficazes. Atua sobre o fígado, vesícula biliar e rins. Tem propriedade medicinal tônica, estimulante (glândulas adrenocorticais e nervos), anti-sudorífico, anti-séptico, diurético, emenagogo, hipertensor, aperitivo, estomáquico, depurativo, adstringente e vulnerário. Indicado para casos de fraqueza, anemia, astenia e neurastenia, hipotensão, esterilidade, menopausa, regulagem da menstruação, preparação para o parto, perspiração, febre, disfunções hepatobiliares e renais, problemas dos nervos, bronquite, asma, úlceras na boca, estomatite, amigdalite, dermatite, queda de cabelo, lesões e úlceras. Não deve ser feito uso interno durante muito tempo. Não deve ser recomendado a pessoas com epilepsia.
Salvia sclarea – o óleo essencial é extraído a partir das florações e folhas por destilação a vapor. Também é feita extração com solvente que produz pequenas quantidades de absoluto. Este óleo é de intensidade média e nota intermediária para alta. Tem boa sinergia com Bergamota, Cipreste, Olíbano, Gerânio, Grapefruit, Junípero (Zimbro), Jasmim, Lavanda e Sândalo. Têm propriedades antidepressivas, antiespasmódicas, carminativas, emenagogas, hipotensivas, nervinas, sedativas, estomáquicas, tonificantes e uterinas. O óleo beneficia os sistemas circulatório, muscular, articular, respiratório, digestivo, geniturinário, endócrino e nervoso. Empregado para problemas de cabelo e de pele. Não deve ser usado em gestantes e pessoas que tenham ingerido álcool. Tem efeito “eufórico”, alivia inflamações, aquece e relaxa.

Sistemas Florais:

Florais de Minas – Salvia – dificuldades de compreensão e aprendizado, tendência a repetir erros na vida.
Florais da California (FES) – Sage – para eliminar a distração e melhorar a capacidade de percepção.
Florais da França – Sauge – para eliminar a distração e melhorar a capacidade de percepção.

Medicina Chinesa (MTC):

A sálvia elimina fleuma-umidade do Baço e umidade e mucosidades do Jiao inferior. Indicada para deficiência do Qi, deficiência do Jing do Rim, deficiência do sangue do Útero, estagnação do Qi dos Intestinos, do Rim e do Útero, remove vento do Fígado, vazio do Yin do Rim com descalcificação óssea, fortalece o Qi do Pulmão, harmoniza o Shen e o Coração e tonifica o sangue. Erva que metaboliza as umidades, mucosidades e elimina estagnações. Atua nos canais do estômago, fígado, baço/pâncreas, pulmões, rins, bexiga, coração, vaso concepção e vaso governador. Seu elemento predominante é o metal.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo • Categoria 9 – Ervas que promovem a digestão • Categoria 10 – Ervas para suprimir a tosse e eliminar catarro • Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue • Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências (sangue e fluidos corpóreos) •

Ayurveda:

A sálvia reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. Suavemente seca e leve. Sua rasa é picante, amarga e adstringente. Sua virya é quente e sua vipaka é picante.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:

Seu regente é o planeta Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas:

A planta é usada fisicamente para defumar e purificar ambientes. Utilizada em amuletos de cura, amuletos e saches utilizados para trazer prosperidade. Se for queimada em um altar ou local sagrado consagra a área. Queimada em casa remove as impurezas e afasta o Mal, providenciando proteção. Erva associada à Quíron – deidade da Sabedoria e ao Oráculo de Delfos. Favorece a sabedoria e os poderes dos animais mágicos. Erva associada ao elemento terra.

Habitat:

É uma planta originária do Sul da Europa. É muito difundida no Mediterrâneo, África e Américas Central e do Sul.

Descrição da planta:

São plantas herbáceas ou arbustivas com folhas opostas cruzadas, inteiras. As flores são pequenas ou grandes, na maioria vistosas, reunidas em densas inflorescências, quase sempre axilares. As flores são diclamídeas, hermafroditas, pentâmeras, fortemente zigomorfas e bilabiadas. O androceu é formado por dois ou quatro estames e as flores que possuem dois estames, apresentam dois estaminódios. O ovário, na família, é súpero, envolto num disco glandular unilateralmente expandido e saliente; este ovário é também bicarpelar, bilocular, com dois óvulos por lóculo e falsamente tetralocular por invaginação dos carpelos; seu estilete é ginobásico. O fruto é seco constituído por quatro núculas. As sementes raramente possuem endosperma e quando este aparece, é escasso e o embrião é reto. Desenvolve-se bem em regiões de clima ameno como o sul do Brasil e quando cultivada em locais que recebam luz solar e cujo clima seja quente, sem excesso de calor. Em climas tropicais só se conserva viva em vasos, protegidos do excesso de radiação solar. Prefere solos de terrenos bem drenados, permeáveis, argilo-arenoso, leves, ricos em matéria orgânica e nutriente, com bom suprimento inicial e periódico de nitrogênio e com uma boa exposição à luz solar, podendo sofrer em terrenos úmido.
O gênero Salvia possui cerca de 800 espécies de ampla dispersão, principalmente no Mediterrâneo e Oriente, e nas regiões montanhosas subtropicais.

Vamos plantar?

A sálvia é uma planta que prefere clima subtropical, sendo adequadas para seu cultivo temperaturas entre 3°C e 29°C, embora cresça melhor em temperatura amena.
A sálvia precisa de luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente.

O solo deve ser bem drenado, leve, fértil e rico em nitrogênio. A planta é bastante tolerante quanto ao pH e o tipo de solo, desde que este não retenha muita água. A sálvia pode crescer bem mesmo em solos pedregosos.

Irrigue com frequência para que o solo seja mantido levemente úmido. O excesso de água prejudica as plantas, principalmente quando a temperatura está baixa. Plantas adultas são moderadamente resistentes a curtos períodos de seca, mas a sálvia cresce melhor se não faltar água.

A sálvia ou salva pode ser cultivada a partir de sementes, por estaquia, por alporquia ou por divisão de touceiras. As sementes podem ser semeadas em canteiros, sementeiras, pequenos vasos e outros recipientes, sendo transplantadas quando ficam grandes o suficiente para serem manuseadas sem causar danos as mudas. Plante as sementes a 1 cm de profundidade ou menos. A germinação das sementes leva duas ou três semanas.

Os outros métodos são recomendados para quem quer obter plantas com as mesmas características da planta mãe (clones). O plantio por estaquia é feito cortando ramos lenhosos e plantando estes em solo bem úmido, até que enraízem.

Como nem sempre é fácil conseguir que os ramos enraízem para formar as mudas, muitas vezes é preferível usar a alporquia, que consiste em estimular o surgimento de raízes em ramos da planta antes que estes sejam cortados. Isto é feito geralmente curvando um ramo até o solo, e enterrando um trecho deste para que enraíze neste local.

Após o enraizamento, o ramo é cortado antes do trecho que enraizou, e a muda é então cuidadosamente desenterrada e transplantada. Outro método consiste em amontoar terra em torno de uma planta adulta, de forma que seus ramos enraízem. Então a planta é cuidadosamente desenterrada e os ramos enraizados são cortados e plantados em um novo local. Em todos estes casos, o tempo necessário para que ocorra o enraizamento dos ramos é de aproximadamente um mês.

O espaçamento pode ser geralmente de 60 a 80 cm entre as linhas de plantio e de 40 a 50 cm entre as plantas.

A sálvia também pode ser cultivada em jardineiras e vasos. Ela pode sobreviver em vasos menores, mas estes devem ser de tamanho grande se o objetivo for atingir um bom desenvolvimento da planta.

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.

Para manter a produtividade e a qualidade, as plantas precisam ser substituídas depois de três a cinco anos, quando se tornam muito lenhosas.

A colheita das folhas da sálvia ou salva pode ser iniciada quando as plantas estão bem desenvolvidas. No primeiro ano é possível fazer uma colheita leve. Nos anos seguintes, duas colheitas por ano. Para uso doméstico, colha folhas ou ramos quando necessário. A colheita pode ser feita de 90 a 120 dias após o plantio.

Os ramos ou folhas devem ser colhidos antes que a floração comece, o que ocorre geralmente somente a partir do segundo ano. Os ramos e folhas podem ser usados frescos ou secos, sendo que a secagem dos ramos deve ser feita em local fresco e bem ventilado, sem ficarem expostos à luz solar direta.

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Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • https://hortas.info/como-plantar-salvia • www.ibb.unesp.br/…/teses/botanica_me_2007_daniela_zigiotto.pdf •Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Saúde por meio da farmácia de Deus – Maria Treben – Ed. Pensamento • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Sage – the genus salvia – Edited by Spiridon E. Kintzios – Hardwood Academy Publishers • Florais de Minas – Catálogo • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • The Big Herbal Encyclopedia – Anônimo – PDF • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Florais do Mundo – Nei Naiff – Nova Era • The Green Wiccan Herbal – Silja – Cico Books •

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