Nome Popular: Salsaparrilha

Outros nomes: esporão-de-galo, inhapecanga, inhapicanga, japecanga, japecanga-verdadeira, japicanga, jupicanga, salsaparrilha-da-jamaica, nhupicanga, raiz-da-china, salsa-americana, salsa-cerca-onça, salsa-de-espinho, salsa-do-campo, salsa-japecanga, sarsaparrilha (português), sarza, zarza, zarzaparrilha, uva de perro (espanhol), sarsaparilla, gray sarsaparilla, mexican sarsaparilla, veracruz  sarsaparilla, wild licorice (inglês),

Nome científico: Smilax ssp.

Nomes botânicos: Smilax longifolia Rich., Smilax ornata, Smilax Campestris Gr, Smilax papyracea Poir., Smilax glabra Roxb., Smilax japecanga Griseb., Smilax spinosa, Smilax aspera L., Smilax aristolochiifolia Mil, Smilax medica Schltdl. & Cham., Smilax officinalis syn.,

Nome farmacêutico: Radix Smilacis officinalis.

Família: Smilacaceae.

Partes usadas: raízes (rizomas).

Sabor: doce, amargo e neutro.

Constituintes químicos: glicídeos, esteróides, colina, saponosídeos, tanino, sais   minerais, amido, resina acre, essência, sitosterol, estigmasterol.  Ocasionalmente são   encontrados flavonoides. Recentemente tem sido descrita a existência de derivados do ácido glutâmico, colina e acetilcolina.  Em geral, contém três saponinas: salsaponina, perilina e esmilasaponina, além disso féculas e uma essência.

Propriedades medicinais: depurativo, diurético, estimulante, sudorífero, tônico do sangue, tonificante da pele, diaforético, refrescante, antirreumático, antissifilítica, antibacteriana, antitóxica, antigotosa, digestiva, expectorante, antileprosa, antiartrítica, antimicótico, laxante suave, alterativo, anabólico, anti-inflamatório, antisséptico, cardiosedativo, emético, fungicida, hepatoprotetor, imunomodulador, memorigênico, orexigênico, hipoglicemiante, anti-infeccioso, rejuvenescedor, adaptógeno, antiespasmódico,

Indicações (Uso interno): ácido úrico, arteriosclerose, artrite, câncer dos seios, cistite, colesterol, doenças venéreas, para escurecer o cabelo, gota, gripe, herpes, má circulação com pés frios, resfriado, reumatismo, sífilis e sífilis terciária, uremia, febres, equilíbrio glandular, menopausa, menstruação irregular, artralgias, psoríase, leptospirose, infecções urinárias, dispepsias, síndrome de Reiter, nefrite, flatulência, linfadenopatia, impotência, edemas, Mal de Alzheimer, anorexia, asma, câncer, cardiopatias, cólicas, constipação, catarro, debilidade física, disenteria, pedras na vesícula, dores de cabeça e enxaqueca, hematúria, hepatite, pressão alta, infecções, pedras nos rins, leucorreia, lúpus, incrementa a memória, esplenite, tuberculose, uretrite, retenção de líquidos, para pessoas com depressão e ansiedade que se queixam do seu estado mental e de dor emocional, para pessoas com constante urgência em urinar, fadiga, dores musculares, falta de apetite, fezes moles, anemia, TPM, sede frequente, nas intoxicações por mercúrio, inflamações renais, dissolve massas patológicas, digestão pesada, tosse, epilepsia, insanidade, doenças nervosas crônicas, distensão abdominal, elimina umidade da urina (urina turva),

Indicações (Uso externo): problemas de pele, colírio, furúnculos, lesões cutâneas, exantemas, abscessos, eczemas, queimaduras, dermatite, coceiras, rosáceas, escrófula, dor de garganta (gargarejos), contusões, sarna, verrugas, sinais, psoríase, acne, dores articulares,

Indicações pediátricas: desaconselhado uso infantil.

Utilizações na MTC: nome chinês – Tu Fu Ling. Estimula a circulação sanguínea e dispersa vento, umidade e frio. Elimina umidade-mucosidades-frio, nas invasões de vento-frio externo, na estagnação do qi (energia) do rim, no vazio de qi (energia) do estômago, no vazio do sangue, no vazio de yang do rim. Dispersa calor-umidade (anti-infeccioso). Deve ser evitada em pessoas com deficiência do Yin do Rim e do Fígado.

Elemento predominante na MTC: Água.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 12 – Ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências.

Atuação nos canais: Fígado, Baço-Pâncreas, Bexiga e Estômago.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Pitta e neutra para Kapha. Atua nos tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo, medular, nervoso e reprodutivo. Também tem ação nos sistemas circulatório, urinário, reprodutivo e nervoso. A salsaparrilha purifica o trato urogenital e dispersa inflamações e infecções. Purifica o sangue e incrementa o agni. Elimina vata (ventosidades) dos intestinos e acalma o sistema nervoso acalmando a mente das emoções negativas. Estimula a produção de hormônios reprodutivos.

Rasa: doce e amargo.

Virya: fria.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: argentinos utilizam a erva como afrodisíaco, antirreumático e diaforético. Mexicanos utilizam a erva para artrites, queimaduras, câncer, dermatite, dispepsias, eczema, febre, gonorreia, inflamações, lepra, nefrite, oliguria, irritações cutâneas, reumatismo, escrófula e sífilis. Muito utilizada pelas tribos indígenas da América do Sul.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: utilizada para tratamentos de cistite e demais problemas do trato urinário, além de transtornos emocionais e depressão.

Contraindicações: seu uso é contraindicado para crianças e gestantes.

Interações medicamentosas: tem potencial interação com drogas hipnóticas, com glicosídeos cardíacos e bismuto. Tem boa sinergia com Bardana em sua função de purificador do sangue.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Planeta regente: planta regida por Júpiter. Outra fonte informa que a planta é regida por Marte (Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius). Outra fonte ainda dá a regência da planta como sendo de Marte e Mercúrio (Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich). A erva é associada ao signo de Capricórnio. Utilizada em distúrbio relacionados ao trânsito de Mercúrio em Escorpião, Vênus em Escorpião, Marte em Escorpião, Marte em Aquário, Júpiter em Capricórnio, Netuno em Escorpião, Netuno em Capricórnio, Plutão em Escorpião,

Indicações energéticas ou mágicas: planta relacionada ao elemento fogo.

Habitat: nativa da América Central, América do Sul e Jamaica. É uma espécie autóctone, tropical, nativa da Mata Atlântica, encontrada com certa   frequência no Litoral Catarinense. Encontrada também em toda península ibérica e nas Ilhas Baleares. Cresce espontaneamente em áreas umbrosas, em solos úmidos ou próximo de cursos de água. Também encontrada em matas   secundárias, desde que haja boa cobertura de copa de árvores.

Informações clínicas e/ou científicas: a erva tem a propriedade de se ligar a diversas endotoxinas e apresenta ação antibiótica (Hobbs, 1988).

Descrição botânica: planta   trepadeira   ou   prostrada, perene, de   caule   cilíndrico   e   com   poucos   espinhos. A planta   atinge   cerca   de   1,5m   de   altura. Caule cilíndrico   glabro, ornado   de   espinhos recurvados e   geminados, localizados nas articulações.  As raízes são brancas internamente e avermelhadas externamente, formando tubérculos. O rizoma ramifica-se copiosamente e forma   hastes   subterrâneas   prolongadas, de   cor   marfim, muito   duras, flexíveis, que atingem   alguns   metros.   As   folhas   são   coriáceas, alternas, acuminadas, cordiformes   na base, glabras, polimórficas, bi-seriadas, com nervuras longitudinais ligadas   entre   si   por uma rede secundária de nervuras reticuladas.  As flores são dioicas, dispostas em umbelas, localizadas nas axilas   das folhas ou brácteas.  Fruto tipo baga contendo três sementes com forma um pouco achatada. O sabor das raízes é amargo, mucilaginoso e acre.

Toxicidade: doses excessivas podem causar irritação no tubo digestivo e diarreia. É considerada irritante para as mucosas. Porém, a erva é considerada segura nas dosagens recomendadas.

Cultivo: espaçamento: 2 x 2m. A propagação se dá por sementes, mergulhia, estaquia ou rebento. Semear em saquinhos plásticos perfurados contendo substrato organo-mineral.   Tanto o rebento como as estacas obtidas de mergulhia ou da cepa, devem ser aclimatados em viveiros com sombrite com 70% de sombra e enraizados em substrato organo-mineral. O plantio deve ser na primavera. A adubação deve ser de 1,0kg/planta de composto orgânico, adicionado de 100g de fosfato natural. Para   melhor   condução   da   planta, faz-se necessário um tutoramento vertical ou horizontal. Poderão ser utilizados tutores vivos, tais como árvores de raízes axiais e tronco fino e não muito liso. A colheita ocorre após 2 a 3 anos de   cultivo.   As raízes atingem cerca de 2m de comprimento, com um diâmetro de 3 a 5mm.  As raízes são colhidas sem que ocorra danos ao rizoma. É planta que gosta de sombra para se desenvolver.

Observações: sua raiz contém quantidades significativas de cálcio. Utilizada no chimarrão no verão para refrescar. As raízes desidratadas apresentam um aroma   agradável pouco pronunciado e sabor amargo. Natural das Américas, foi introduzida na Europa no século 17. Utilizada para aromatizar cervejas. As raízes devem ser guardadas em local fresco e seco dentro de um frasco escuro. A tintura deve ser guardada dentro de um frasco de vidro escuro e longe do calor. As salsaparrilhas americanas passaram a ser muito populares na Europa a partir do século XVII, pois se pensava que eram capazes de curar a sífilis. Erva rica em saponinas, substâncias que promovem formação de espuma.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Dukes Handbook of Medicinal Plants of  Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Enciclopedia de plantas medicinales – Anônimo – PDF • Encyclopedia of Homeopathy – the definitive home guide to homeopathic remedies and treatments  for commons ailments – Dr. Andrew Lockie, MRCGP, FFHom – DK Delhi • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbologia Chinesa – Anônimo – PDF • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Plants, Algae and Fungi – Britannica Illustrated Library • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Consultor em Física do Comportamento Humano, Escritor, Palestrante e Professor, criador do ERVANARIUM.