Salsa

Os gregos utilizavam a salsa para coroar seus atletas vencedores. Esta erva tem fama de secar o leite materno. Também foi relatado que o uso da infusão da planta inteira pode induzir o aborto, e por isso, é considerada um abortífero potencial. A miristicina encontrada na parte aérea da salsa é um potente mutagênico. O componente apiole estimula o fluxo menstrual. Suas sementes estimulam o apetite e melhoram a digestão através de seu óleo volátil. A planta possui ainda um estrogênio natural, indicado para ser usado durante a menopausa. A salsa também é usada, em associação a outras ervas, para tratamento de distúrbios menstruais (Juniperus commmunis, Linum ussissitatum, Zingiber officinalis).

Nome científico

Petroselinum crispum (Mill.)

Nome conhecido

Salsinha, Cheiro-Verde, Salsa-Hortense (Português), Common Parsley, Garden Parsley, Hamburg Parsley, Persely, Persil, Petersylinge, Rock Parsley (Inglês), Fitraasaaliyum, Karafs-Ekohi (Unani).

Nomes botânicos

Apium crispum Mill., Apium petroselinum L., Carum petroselinum (L.) Benth. & Hook. f., Petroselinum crispum (Mill.) Mansf. (nome ilegal, pois esta não é a planta Petroselinum crispum (Mill.) Nyman), Petroselinum hortense Hoffm., Petroselinum hortense var. crispum L.H. Bailey; Petroselinum petroselinum (L.) H. Karst. (nome ilegal), Petroselinum sativum Hoffm., Petroselinum vulgare Lag., Selinum petroselinum (L.) E.H.L. Krause. A. petroselinumL., Carum petroselinum(L.) Benth. & Hook. f.,Petroselinum hortenseauct., P. sativumHoffm., P. vulgareLag. Nyman ex A.W. Hill.  Petroselinum hortense Hoffman.

Nomes farmacêuticos

Radix Petroselini. Petroselini herba, Petrosilini radix.

Família

Umbelliferae e Apiaceae.

Partes usadas

Raiz, sementes, caule e folhas.

Sabor

Amarga, picante e neutra.

Composição química

Alcaloide, apiol, vitamina A, vitamina C, vitamina K, cálcio Bergapten, fósforo, manganésio, proteínas e flavonoides, miristicina. Folha e raiz: 1,7 apiole, miristicina, furanocoumarina (psoralens), flavone glycosideos (apiin, apigenin), caroteno, vitamina B1, vitamina B2, vitamina C, and vitamina K. Semente: 1 óleo volatil apiole, miristicina, furanocoumarinas (psoralens). As folhas e raízes contêm furanocumarinas – psoraleno, 5 e 8 -metoxi psoraleno , imperatorin , oxypeucedanin , iso- pimpinelin, flavonóides – apiin , luteolina , apigenina – 7- glicosídeo , luteolina -7 – glicosídeo entre outros, flavonoides, apigenina, ferro, cálcio, manganês, taninos, esteróis, triterpenos, imperatorin.  

Propriedades medicinais gerais

Antirrugas, aquarético, diurético; estimulante gástrico, abortivo, alergênico, antibacteriano, antialitoso, antiasmático, anti-inflamatório, antilactogogo, antiflatulante, antioxidante, antipirético, antirreumático, antisséptico, antiespasmódico, aperiente, afrodisíaco, carminativo, COX-2- inibidor, digestivo, diurético, emenagogo, estrogênico expectorante, fungicida, alucinógeno, hepatotônico, hipotensivo, lactagogo, lipolítico, parasiticida, pediculicida, sedativo, tônico, tônico urinário, uterocontrator, uterotônico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para congestão, constipação, disenteria, dispepsia, enterite, gastrite, halitose, dor de estomago,

Sistema Urinário e Genital: para casos de amenorreia, dismenorreia, inchaço, retenção de líquido, promove a menstruação, beneficia a próstata (prostatite), menorreia, anúria, pedra (cálculo) na bexiga, cólica, cistite, disúria, gonorreia, hiperuricemia, impotência, estrangúria, uretrite, uterite, para dor ao urinar, para excesso de líquido nos tecidos,

Sistema Hepático: na icterícia, cálculos biliares, hepatite, malária,

Sistema Respiratório: para asma, tosse, bronquite, elimina catarro, hidropisia,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: regula a circulação sanguínea, sangramentos, cardiopatia, pressão alta,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para problemas nervosos, reduz infecções, adenopatia, Mal de Alzheimer, combate bactérias, resfriado, febre, fungos, nervosismo, sofrimento, escarlatina, escrófula e para problemas do nervo ciático.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: em espasmos, artrose, dor nas costas, câimbra, mialgia, reumatismo, previne osteoporose,

Sistema Renal: para problemas renais, elimina toxinas, nefrose, prevenção e tratamento de pedra no rim (cálculo renal),

Outros distúrbios: no câncer, em especial no câncer de bexiga, câncer de mama, câncer de olhos, câncer de glândula, câncer de rim, câncer de fígado, câncer de tendão, câncer de baço, câncer de estômago, câncer de garganta, câncer de útero, câncer de úvula, náuseas, parto, dor de ouvido, endurecimentos, inflamações, insônia, mastite, esplenite, dor de dente, tumores, rico em apiole, um constituinte do óleo volátil  que é declaradamente antipirético (baixa a temperatura corporal), inchaço das mamas e glândulas.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Raízes – doenças do fígado e da vesícula biliar.

Sementes – para hipertensão, tem efeito laxativo, inibindo a bomba de sódio e potássio e estimulando NaKCl2 transportador, também estimulam a regeneração hepática.

Folhas – para infecções da bexiga.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: em condilomas, dermatose, exantema, panarício, feridas, fungos, micose, verrugas e para eliminar parasitas da pele.

Cabeça e face: alopecia e pediculose (piolhos).

Músculos, ossos e articulações: nas contusões.

Outros distúrbios: para inchaço.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Raízes – doenças do fígado e da vesícula biliar.

Sementes – para hipertensão, tem efeito laxativo, inibindo a bomba de sódio e potássio e estimulando NaKCl2 transportador, também estimulam a regeneração hepática.

Folhas – para infecções da bexiga.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

É proibido uso medicinal durante a gravidez e na amamentação e também em casos de nefrose. Os perigos e efeitos colaterais são desconhecidos, bem como as dosagens terapêuticas adequadas do apiole, princípio volátil presente no óleo essencial. A sua ingestão excessiva também pode ser abortiva, irritante, e fototóxico, além de causar hepatite. Durante a gestação e na amamentação deve ser evitado, inclusive, o consumo de forma culinária. Outro componente, a myristicina, pode causar surdez, diminuição no pulso, vertigem, hipotensão, paralisia, seguida por degeneração gordurosa do rim e fígado. A myristicina pode cruzar a placenta causando taquicardia fetal. A ingestão de 10g de apiole (equivalente a 200 g de salsa in natura) pode causar anemia aguda hemolítica, disfunção hepática, nefrose e trombocitopenia púrpura. A salsa pode potencializar a atividade IMAO, devido à sua toxicidade. O óleo essencial não deve ser usado isoladamente, pois pode provocar congestão vascular e aumento da contractilidade do músculo liso da bexiga, intestino e, especialmente, do útero. A semente de salsa e o óleo essencial são, portanto, muitas vezes usados para induzir aborto. Seu uso pode danificar o epitélio renal e pode causar arritmias cardíacas em preparações que utilizam as sementes. Grandes doses de apiole podem também levar a esteatose hepática, emagrecimento e uma extensa hemorragia da mucosa, além de infiltração hemorrágica inflamatória do trato gastrintestinal, hemoglobinúria, methaeglobinuria e anúria. Dessa forma, o uso terapêutico não pode ser endossado. O fruto também não é permitido para uso terapêutico. Uma mulher jovem, em 1992, teria morrido ao tentar abortar. No entanto, a intoxicação por esta planta nunca é acidental, mas sempre voluntária, de modo que a planta pode ser usada com segurança na preparação dos alimentos. Evitar em casos onde ocorram inflamações dos rins.

Interações medicamentosas

Partes da erva apresentam interação medicamentosa com as seguintes drogas: Folha e raiz: medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários como aspirina e também com diuréticos e inibidores de monoamina oxidase. Sementes: interage com diuréticos e com inibidores de monoamina oxidase.

Toxicidade

O óleo puro é tóxico e não deve ser utilizado. O apiole que é um constituinte é considerado tóxico (AEH).

Uso culinário e nutritivo

Planta rica em clorofila e tem alto teor de magnésio. Utilizada crua em muitas receitas culinárias. Suas folhas e caule utilizados para enfeitar vários pratos da culinária como sopas, saladas. Na Europa, faz parte de uma clássica combinação de ervas: salsa, cerefólio e estragão, entre outros.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é antisséptico, carminativo, diurético emenagogo e hepatodegenerativo. Além disso, é indicado para casos onde há presença de cálcio do plasma, amenorreia, dismenorreia nevrálgica. É um óleo rico em apiole, um constituinte do óleo volátil que é antipirético, mas considerado tóxico. O óleo essencial não recomendado para uso terapêutico devido aos riscos de seu emprego.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

A raiz aumenta o Qi (energia vital) digestivo e promove a absorção. Indicada para casos de deficiência de Qi (energia vital) do estômago, deficiência de Qi (energia vital) do baço pâncreas, estagnação do Qi (energia vital) do fígado, estagnação do Qi (energia vital) do estômago, deficiência de yin do fígado, deficiência de sangue, deficiência de sangue do útero, estagnação do Qi (energia vital) do rim. É uma erva considerada de natureza morna e temperamento pungente, salgada e amarga. A semente de salsa tem a particularidade de aumentar a energia do aquecedor inferior (Jiao).

Faz circular o Qi (energia vital) da bexiga e harmoniza a diurese. Deve ser utilizada para estagnação do Qi (energia vital) dos intestinos, estagnação do Qi (energia vital) do útero, estagnação do Qi (energia vital) do rim. A semente também atua nos canais do baço/pâncreas, fígado, vaso de concepção e vaso governador. As folhas da salsa atuam nos canais da bexiga e estômago.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 11 – Ervas para regular o Qi • Categoria 18 – Ervas para expelir ou destruir parasitas.

Ayurveda

A salsa reduz Kapha e Vata e agrava Pitta, se utilizada em excesso. Sua rasa é picante e amarga, sua virya é quente e sua vipaka é picante. A erva atua nos tecidos plasmático, sanguíneo e muscular. Tem ação no sistema urinário, digestivo e reprodutivo feminino.

Uso homeopático

Esta é uma erva utilizada para tratamento homeopático de desordens urinárias, vontade súbita de urinar com dor, gonorreia.

Pets e outros animais

Coelhos gostam muito de consumi-la. Papagaios devem evitá-la, pois esta planta é um veneno mortal para estas aves.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

A Miristicina mostrou alta atividade como um indutor de enzima desintoxicante, glutationa S – transferase (GST) no intestino e fígado de fêmea de rato ( acredita-se que este constituinte tem potencial para ser considerado como um agente quimiopreventivo de câncer). Utilizada como diurético em pacientes com hidropisia, expectorante, emenagogo, pedra nos rins, abortífero, estimulante uterino, carminativo, anorexia, estimulante de apetite, anemia e deficiência de ferro. O extrato aquoso das sementes mostrou efeito de redução da absorção de líquidos pelo cólon de ratos, sugerindo que é um inibidor da bomba de sódio e potássio. Deve ser evitado consumo, sob todas as formas, durante a gestação.

Astrologia

Erva regida por Vênus. Outra fonte (The Green Wiccan Herbal) atribui a regência à Mercúrio. Associada ao signo de Libra e para pessoas com planetas na casa de Libra.

Indicações energéticas ou mágicas

Erva associada à Perséfone, deusa da inocência. Seu uso mágico está relacionado ao contato com os mortos, estimulo a fertilidade, limpezas e para estimular que se fale a verdade. Erva associada ao elemento ar. O consumo da planta é indicado para pessoas que não querem cometer erros de comunicação.

Habitat

A salsa é oriunda da zona Mediterrânea e hoje em dia dificilmente é encontrada no seu estado selvagem. É cultivada em todo o mundo pelo seu uso culinário.

Descrição da planta

É uma planta de porte herbáceo, de ciclo anual e que pode atingir até cerca de quarenta a cinquenta centímetros de altura. A sua raiz é grossa, parecida com uma pequena cenoura, mas de cor branca. As suas folhas são alternas, pinadas e pecioladas. Suas flores têm cor amarelo esbranquiçada e estão agrupadas em inflorescências do tipo umbela. As sementes são bem pequenas e de cor marrom escuro ou pretas.

Vamos plantar?

É uma planta que precisa de um clima, no mínimo, temperado ameno, pois não resiste a geadas, mas que também pode ser cultivada em climas frios, com a condicionante de terem um período mais curto de produção. Gosta de muita exposição solar e de água com moderação, mas, se deixar o solo secar demasiado, rapidamente ‘espiga’, ou seja, começa o processo de floração, para preparar as sementes para o ano seguinte, este processo pode ser interrompido, regando a planta devidamente e cortando a ‘espiga’. Gosta de solos com textura areno-argilosa, rico em matéria orgânica, bem drenados e ligeiramente ácidos, com pH 5,5-6,7. A sua propagação faz-se por sementeira em local definitivo. Pode ser semeada em vaso e mantida dentro de casa e assim, poderá ter salsa fresca durante todo o ano.

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://nplantas.com/ • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • Curso de Pós-Graduação Lato sensu em FITOTERAPIA – Módulo: FITOTERAPIA CHINESA – 2 -Prof. Dr. Antônio De Bortoli, N.M.D  • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc• Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer• Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC• Medicinal Plants in Folk Tradition – an ethobothany of Britain and Ireland- David E. Allen and Gabrielle Hatfield – Timber Press• Medicinal Plants – utilisation and conservation – 2ª revised and enlarged edition – P. C Trivedi – Aavishkar Publishers, Distributors• The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone• Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press• Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Plantas Medicinais – François Balmé – Ed. Hemus • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • The Green Wiccan Herbal – Silja – Cico Books •