Pedra Ume Caá

No século passado, cerca de 50 toneladas de folhas de pedra-ume-caá foram exportadas para a Alemanha e hoje, para o Japão. Foram coletadas duas origens desta planta.

Nome Científico:

Myrcia sphaerocarpa DC.

Nomes botânicos:

Aulomyrcia sphaerocarpa (DC.) O. Berg., (Myrcia multifora (Lam.) DC., Eugenia multifora Lam.,

Nomes Farmacêuticos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:

Folhas, casca, raiz.

Composição Química:

Beta-amirina, eucaliptina, glucosídios flavanóides (myrciacitrinas I e II), mircina, myrceafenonas A e B, sesquiterpenos, terpenos, taninos.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: diarreia, enterite, hemorroidas, disenteria, estomatite,

Sistema Urinário e Genital: inflamação de útero e ovário,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: reduz colesterol, hemorragia, cardiopatia, gota, pressão alta, leucemia,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: neuropatia,

Sistema Renal: problemas renais,

Outros distúrbios: diabete, dietas para emagrecimento, lepra, degeneração macular, promove a homeostase da glucose.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Cavidade bucal: úlceras bucais.

Músculos, ossos e articulações: contusões.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências •

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

O povo amazônico a utiliza para tratar diabete e diarreia. Índios Taiwanos da Amazônia utilizam as folhas adstringentes para diarreia.
No resto do Brasil, é utilizada para tratar leucemia, hemorragias, cardiopatias, diabete, diarreia, disenteria, enterite, pressão alta e úlceras bucais.
Peruanos a utilizam para hemorragias, diabete, disenteria e lepra.

Indicações energéticas ou mágicas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome Conhecido:

Insulina-vegetal, Cambuí, Pedra-ume-kaa, Pedra-hume-caá (Português)), Pedra hume, Vegetable insulin (Inglês), Malagueto (Espanhol – Peru).

Família:

Myrtaceae.

Sabor:

<p>Doce e adstringente.</p>

Propriedades medicinais gerais:

Adstringente, antidiarreico, hipoglicêmico, inibidor de aldose-reductase, inibidor de alpha-glucosidase, anorético, antidiabético, antioxidante, antiradicular, diurético, hemostático, hipouricêmico, neuroprotetor, secretolítico, inibidor de xantina-oxydase, cicatrizante, gastrotônico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Não é aconselhado uso pediátrico.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

A planta não deve ser usada por crianças. Pessoas com prisão de ventre podem ter sintomas agravados. Evitar uso na gravidez e em casos de hipoglicemia.

Interações medicamentosas:

Pode interagir com medicação para controle da diabete podendo potencializar seus efeitos. Pode potencializar a insulina e medicamentos anti-hipertensivos.

Toxicidade:

Planta segura nas dosagens terapêuticas.

Uso culinário e nutritivo:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

Tonifica o yang do Baço/Pâncreas. Seu elemento é Terra. Atua nos canais do Baço/Pâncreas e Estômago.

Ayurveda:

A ação da erva reduz kapha e pitta e agrava vata (se em excesso). Sua rasa é doce e adstringente, sua virya é fria e sua vipaka é doce.

O que diz a ciência:

Cientistas brasileiros documentaram suas propriedades hipoglicêmicas desde 1929. Um estudo em 1990 confirmou estas informações. O extrato também inibe a absorção da glucose no intestino. Estudo em 1993, demonstrou que a planta tem capacidade de reduzir apetite e sede, além do volume da urina e da excreção de glucose e ureia em ratos diabéticos. Pesquisadores japoneses anunciaram a descoberta de numerosos e novos fitoquímicos em 1998. Os novos glucosídios flavanone foram denominados myrciacitrins I and II, e os novos glucosídios acetophenone denominados myrciaphenones A and B. Seus estudos mostram que tais elementos químicos apresentam potentes atividades inibitórias sobre a aldose reductase e alpha-glucosidase, sendo pelo menos parcialmente responsáveis pelo efeito da Pedra Ume Caá no balanceamento do açúcar no sangue.

Astrologia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat:

Amazônia e em outras regiões secas do Brasil.

Descrição da planta:

É um arbusto de tamanho médio, que cresce em regiões mais secas do Amazonas e em outras partes de Brasil. Tem folhas verdes pequenas e flores grandes laranja-avermelhadas.

Vamos plantar?:

Esta é uma planta nativa que é encontrada na natureza.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.redetec.org.br/inventabrasil/humecaa.htm • http://www.cnpf.embrapa.br/publica/comuntec/edicoes/com_tec50.pdf • http://www.greenlifegroup.jp/materias/index.php?option=com_content&view=article&id=116:pedra-hume&catid=43:saude-geral&Itemid=70 • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB •