Pedra Ume Caá

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Nome Popular: Pedra Ume Caá

Outros nomes: insulina-vegetal, cambuí, pedra-ume-kaa, pedra-hume-caá (Brasil), pedra hume, vegetable insulin (inglês), malagueto (Peru),

Nome científico: Myrcia sphaerocarpa DC.

Nomes botânicos: Aulomyrcia sphaerocarpa (DC.) O. Berg., (Myrcia multifora (Lam.) DC., Eugenia multifora Lam.,

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Myrtaceae.

Partes usadas: folhas, casca, raiz.

Sabor: doce e adstringente.

Constituintes químicos: beta-amirina, eucaliptina, glucosídios flavanóides (myrciacitrinas I e II), mircina, myrceafenonas A e B, sesquiterpenos, terpenos, taninos.

Propriedades medicinais: adstringente; antidiarréico; hipoglicêmico; inibidor de aldose-reductase; inibidor de alpha-glucosidase; anorético; antidiabético; antioxidante; antiradicular; diurético; hemostático; hipouricêmico; neuroprotetor; secretolítico; inibidor de xantina-oxydase; cicatrizante; gastrotônico;

Indicações (Uso interno): colesterol; diabete; diarréia; dieta para emagrecimento; enterite; problemas renais; hemorróidas; inflamação de útero; ovário; hemorragia; cardiopatia; disenteria; enterite; gota; pressão alta; lepra; leucemia; degeneração macular; neuropatia; estomatose; promove a homeostase da glucose;

Indicações (Uso externo): contusões; úlceras bucais.

Indicações pediátricas: não é aconselhado uso pediátrico.

Utilizações na MTC: tonifica o yang do Baço.

Elemento predominante na MTC: Terra.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências.

Atuação nos canais: BP e R.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz kapha e pitta e agrava vata (se em excesso).

Rasa: doce e adstringente.

Virya: fria.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: o povo amazônico a utiliza pra tratar diabete e diarréia. No resto do Brasil é utilizada para tratar leucemia, hemorragias, cardiopatias, diabete, diarréia, disenteria, enterite, pressão alta e úlceras bucais. Peruanos a utilizam para hemorragias, diabete, disenteria e lepra. Índios Taiwanos da Amazônia utilizam as folhas adstringentes para diarréia.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: não deve ser usado por crianças. Pessoas com prisão de ventre podem ter sintomas agravados. Evitar uso na gravidez e em casos de hipoglicemia.

Interações medicamentosas: pode interagir com medicação para controle da diabete podendo potencializar seus efeitos. Pode potencializar a insulina e medicamentos antihipertensivos.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: 4g de folhas frescas ou 2g de folhas secas em infusão ou decocção de 2 a 3X/dia junto das refeições; 2 g ao dia do pó da folha em tabletes ou cápsulas junto das refeições.

Formulações: DIABETE – infusão das folhas ou decocção das raízes e casca. ÚLCERAS BUCAIS e AFTAS – bochechos com a infusão.

Formulações populares: ver acima.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: amazônia em outras regiões secas do Brasil.

Informações clínicas e/ou científicas: cientistas brasileiros documentaram suas propriedades hipoglicêmicas desde 1929. Um estudo em 1990 confirmou estas informações. O extrato também inibe a absorção da glucose no intestino. Estudo em 1993 demonstrou que a planta tem capacidade de reduzir apetite e sede além do volume da urina e da excreção de glucose e uréia em ratos diabéticos. Pesquisadores japoneses anunciaram a descoberta de numerosos e novos fitoquímicos em 1998. Os novos glucosídios flavanone foram denominados myrciacitrins I and II, e os novos glucosídios acetophenone denominados myrciaphenones A and B. Seus estudos mostram que tais elementos químicos apresentam potentes atividades inibitórias sobre a aldose reductase e alpha-glucosidase, sendo pelo menos parcialmente responsáveis pelo efeito da Pedra hume caa no balanceamento do açúcar no sangue.

Descrição botânica: é um arbusto de tamanho médio que cresce em regiões mais secas do Amazonas e em outras partes de Brasil. Tem folhas verdes pequenas e flores grandes laranja-avermelhadas.

Toxicidade: planta segura nas dosagens terapêuticas.

Observações: no século passado, cerca de 50 toneladas de folhas de pedra-hume-caá foram exportadas para a Alemanha e hoje para o Japão. Foram coletadas duas origens de pedra-hume-caá.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.redetec.org.br/inventabrasil/humecaa.htm • http://www.cnpf.embrapa.br/publica/comuntec/edicoes/com_tec50.pdf • http://www.greenlifegroup.jp/materias/index.php?option=com_content&view=article&id=116:pedra-hume&catid=43:saude-geral&Itemid=70 • Dukes Handbook of Medicinal Plants of  Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB •