Nome Popular: Oliva

Outros nomes: azeitona, oliveira, olive (inglês, francês), oliva (espanhol), olivo (italiano), ölbaum (alemão), Zaitoon (Unani).

Nome científico: Olea europaea L.

Nomes botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Oleaceae.

Partes usadas: casca, frutos, folhas, óleo.

Sabor: amargo, amornante.

Constituintes químicos: apigenina, arabinose, catequina, cinchonina, colina, elenolida, esculina, escutelina, estrona, glicerol, kaempferol, luteolina, l-olivil, olivina, pectina, quercetina, quinona, saponina, ß-sitosterol, triterpenos, taninos, uvaol, verbascosídeo, iridoid monoterpenos, europaeagave, oleuropeina, oleuroside, oleanolic, acido maslinic, flavonoides, derivados de apigenine, glicerídeos, luteolin, linoleico, palmítico, glicerídeos acido glicerides, olivamarina, ácidos graxos, resinas.

Propriedades medicinais: adstringente, antirreumático, antisséptico, antiálgico, antiasmático, anti-inflamatório, antilítico, broncodilatador, colagogo, depurativo, diurético, emoliente, espasmolítico, febrífugo, hipocolesterogênico, hipoglicemiante, hipotensor, laxante, aromático, nutritivo, restaurador, vermífugo, vulnerário, digestivo,

Indicações (Uso interno): asma, algias, colite, constipação, enterite, erupções cutâneas, estomatite, gastrite, gota, hipertensão arterial, pedras nos rins, queimaduras, toxinas no sangue, reumatismo, vermes intestinais, colecistite, colelitíase, icterícia, flatulência, meteorismo, falta de bactéria no intestino, demulcente, laxativo suave, aumenta o nível de cholecystokinina no plasma, colagogo, emoliente, regulador do colesterol, estimula a eliminação da bile, dilata os vasos sanguíneos, inclusive as coronárias, evitando a angina, combate o diabetes,

Indicações (Uso externo): o óleo pode ser usado também para aliviar queimaduras e como curativo, para psoríase, hemorroidas, úlceras, eritemas solares, chagas, prurido.

Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha. É neutro para Vata e pode agravar Pitta se em excesso.

Rasa: amargo.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: o óleo de oliva de primeira prensagem a frio pode ser usado como óleo carreador para outros óleos essenciais. Pode-se reduzir sua viscosidade acrescentando óleo de gergelim.

Floral: Olive é o floral revitalizante. É a essência que traz energia. Para esgotamento total, mental e físico. Indicado às pessoas que estão cansadas e se sentindo exaustas. Quando as pessoas chegam em seu esgotamento total e não têm força nem para levantar o braço. É útil nos casos de grande fadiga física e mental, quando não há mais reserva de energia. Olive é recomendado depois de um dia cansativo, ou quando se tem que estudar por muitas horas para uma prova e também quando se está realizando um trabalho cansativo e estressante.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contraindicações: não fazer uso medicinal durante a gravidez.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: anti-hipertensivo, insulina, agente hipoglicêmico. Efeito de arritmia e espasmódico em animais. Utilizado para tratamento de artrite em bois e cavalos. Para tanto misturar 600 g de azeite com 30g de tintura de ópio e 30 g de ácido salicílico. Pincelar com a mistura as partes doloridas, as juntas ósseas e articulações dos animais. Também é possível utilizar o azeite para tratar sarna em cavalos. Para tanto, misture 200g de azeite com 200g de óleo de terebintina. Isso vai gerar um unguento que deve ser friccionado suavemente nas partes afetadas pela sarna.

Doses: decocção com uma ou duas colheres de chá de folha por xícara de água ou em tintura em álcool. Para melhores resultados ingerir o chá após as refeições. Outra maneira: Infuso-5g de folhas em 100 ml de água. Ferver rapidamente e deixar em infusão por 10 minutos. Tomar 3 vezes por dia, antes das refeições.

Óleo – tomar uma colher pequena antes das refeições.

Formulações: INFLAMAÇÕES DE BEXIGA E ESTÔMAGO – tomar algumas colheres de azeite todos os dias, antes das refeições. FEBRE – Decocção – ferver 10g da casca em meio litro de água. Quando estiver morno filtrar e adicionar mel e beber ao longo do dia. Segunda decocção – ferver um litro de água com 70g de folhas de oliveira por 20 minutos. Filtrar quando estiver morno e adicionar mel. Beber ao longo do dia. FERIDAS – Bálsamo do Samaritano – misturar em partes iguais azeite, vinho branco, clara de ovo e bater um pouco com a mão para emulsionar. Colocar sobre as feridas. CÓLICAS HEPÁTICAS – beber algumas colheres de azeite 100% puro em jejum pela manhã. Se for difícil deglutir adicionar algumas gotas de limão ao azeite. Tomar cerca de 50ml ao longo do dia. GOTA e REUMATISMO – Decocção – cozinhar por 10 minutos 50g de folhas de oliveira em um litro de água. Deixar amornar, filtrar e beber ao longo do dia. HEMORRÓIDAS – Banho de Assento ou Lavagem – ferver 20 g de folhas de oliveira em um litro de água. Deixar esfriar e utilizar para banhos de assento ou lavagens no local afetado. Emulsão – misturar água e azeite em partes iguais e bater os dois com um garfo até obter um líquido denso e acinzentado. Aplicar na região afetada. HIPERTENSÃO – ferver por 5 minutos 40g de folhas de oliveira em um litro de água. Filtrar e adoçar levemente e beber em um pequeno cálice durante o dia, cerca de uma ou duas doses por vez. PRISÃO DE VENTRE – Clister – preparar uma decocção com uma colherada de malva em um litro de água. Filtrar e adicionar duas colheres de azeite e utilizar a mistura enquanto estiver morna. Preventivo – tomar uma colher de sopa de azeite diariamente em jejum. INSETO NA ORELHA – para retirar um inseto que venha a entrar na orelha virar a cabeça da pessoa de lado e colocar uma gota de azeite na orelha invadida. O inseto afogado será expulso juntamente com o óleo. ERITEMAS SOLARES, QUEIMADURAS, CHAGAS e ÚLCERAS – adquirir água de cal em farmácia e misturá-la em partes iguais com azeite. Untar as partes doloridas. Também pode usar a o Bálsamo do Samaritano, descrito mais acima no texto na parte que fala sobre feridas. INFLAMAÇÃO DOS RINS – tomar algumas colheres de azeite puro antes das refeições.

Formulações populares: ver acima

Planeta regente: regência do Sol e de Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas: elemento fogo, sagrada para Apollo, Athena, Irene, Minerva, Ra, símbolo paz e prosperidade,

Habitat: nativa da região do Mediterrâneo, cultivada em Jammu, Kashmir e Himachal Pradesh. Também pode ser cultivada no sul do Brasil. Desenvolveu-se em todos os países de clima temperado.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta arbustiva, sempre-verde que pode atingir de 2 a 10 metros de altura. Possui folhas persistentes, opostas, oblongas, lanceoladas, inteiras, coriáceas, de bordos revolutos, com a superfície superior de cor verde-acidentado e a inferior de branco argêntea e pubescente. As flores, em racemos axilares e levemente perfumados, são de cor branco-leite e os frutos carnosos são drupas ovais, contendo uma semente, que de acordo com a espécie, durante a maturação, tornam-se avermelhados, negros ou verde acinzentados.

Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Cultivo: por volta dos 8 anos começa a produzir frutos em abundância e sua primeira fase de crescimento encerra-se por volta dos 30 anos. Sua consolidação como árvore vai até os 100 anos. Após este período começa a entrar em declínio, mas que pode levar séculos para se concretizar.

Observações: a azeitona verde é adstringente e a azeitona preta é laxativa.  Tem efeito irritante sobre a mucosa gástrica podendo causar sintomas gástricos quando ingerida de estômago vazio. Duas variedades Ascotrinia e Ascolina que crescem na região de Jammu tem demonstrado que as características dos frutos e dos óleos são similares às variedades Europeias. Os frutos em conserva são as azeitonas. O óleo é muito utilizado na culinária. Tem poder vasodilatador, sendo que o uso regular e prolongado pode diminuir o risco de angina e infartos do coração. É uma das plantas de maior longevidade.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.ahau.org/florais-de-bach/• http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2012/07/26/1104-ayurveda • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Contemporary Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais – Moacyr Pezati Rigueiro – Paulus • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propriedades mágicas das ervas – Anônimo – PDF • Psycoactive Herbs in Veterinary Behavior Medicine – Stefanie Schwartz – Blackwell Publishing • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Plantas Medicinais – François Balmé – Ed. Hemus •

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta e Professor, criador do ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira. LUCIANA OLIVEIRA – Bióloga formada pela UFRGS, Artista Floral e Fitoterapeuta formada pelo ERVANARIUM: http://www.ervanarium.com.br/profissional/11/luciana-oliveira.