Mulungu

O gênero Erythrina L., compreende cerca de 115 espécies, distribuídas em todas as regiões tropicais do mundo. Esta erva é indicada como um possível substituto a Kawa-kawa, planta que apresenta grau considerável de toxicidade. O tronco desta árvore tem como destaque o fato de ser revestido por farta camada de cortiça.

 

Nome Científico:

Erythrina mulungu Mart. ex Benth.

Nomes botânicos:

Erythrina verna Vell., Corallodendron mulungu (Mart. ex Benth.) Kuntze, Erythrina flammea Herzog., Erythroxylum mulungu Mart. ex Benth., Erythrina velutina (espécie correlata),

Nomes Farmacêuticos:

Cortex Erythinae

Partes usadas:

Casca, folhas e inflorescências.

Composição Química:

Erisopina, erisodina, eritramina, eritrina, eritrocoraloidina, eritratina, esteroides, glucosídeos, hipaforina.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: inflamação do baço, nas dores de estômago, trata hemorroidas, combate a verminoses, diarreia, gases, gastrite, hemorroidas, esplenite,

Sistema Urinário e Genital: cistite, disúria, menopausa, oliguria,

Sistema Hepático: inflamação do fígado, para hepatite,

Sistema Respiratório: na bronquite asmática, tosse nervosa, catarro,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: palpitação, regula o batimento cardíaco, arritmia, pressão alta,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: alivia agitação, em crises nervosas, trata histeria, insônia, neurose, distúrbios nervosos variados, ansiedade, para a neuralgia do nervo trigêmeo e outras neuralgias, bloqueador dos estímulos da dor, epilepsia, em traumas e choque, na neurastenia, convulsões, mialgias,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na dor reumática, em dores musculares, é um regenerador de tecidos, espasmos musculares, artrite, em hérnias,

Outros distúrbios: coqueluche, cefaleia por estresse, febres intermitentes, epilepsia, para auxílio da retirada de nicotina ou outras drogas, câncer do estômago, depressão, edemas, febre, dor de cabeça, infecções e inflamações, malária, dor de garganta, tratamento de staphylococus, estresse, enxaqueca,

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: lesões cutâneas, picadas de lacraia e escorpião, feridas.

Cavidade bucal: na dor de garganta, nos abscessos da gengiva, nas odontalgias, nas afecções bucais e na cárie dentária em bochechos.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade • Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários • Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

As cascas de E. mulungu são utilizadas por afro-brasileiros como tranquilizante para os nervos e hipnótico. Indígenas brasileiros utilizam esta erva para tratar insônia e distúrbios nervosos.

Indicações energéticas ou mágicas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome Conhecido:

Amansa-senhor, Bico-de-papagaio, Canivete, Capa-homem, Corticeira, Eritrina, Sapatinho-de-judeu, Sinanduva, Pau Imortal. Mulungu-ceral, Árvore-de-coral, Mulungu-coral, Suína, Suína-suína, Suina-suinã, Suinã, Tiriceiro, Flor-de-coral, Murunguú, Sananduva (Português), Mulungu (Alemão) Mulungu (Espanhol), Mulungu (Francês), Mulungu, murungu e Muchoc, Coral Flower (Inglês), San Hu Ci Tong (Chinês),

Família:

Fabaceae.

Sabor:

Picante, amargo e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:

Analgésico, sedativo, diurético, hipnótico, resolutivo, expectorante, antitussígeno, antirreumático, antiasmático, calmante, hepatoprotetor, hipotensivo, narcótico, tranquilizante, antioxidante, bactericida, anticonvulsivo, galactagogo, cardiodepressor, antifúngica, hipoglicemiante, hepático, emoliente, peitoral, odontálgico, antiarrítmico, antidepressivo, antiedêmico, antinicotínico, antisséptico, antiespasmódico, carminativo, depressor do SNC, lactagogo, nervino, anti-helmíntico, antissifilítico, laxativo, antitérmico, antinociceptivo, anticonvulsivante, ansiolítico,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Não é recomendado seu uso.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Não utilizar esta erva com pessoas que apresentem hipersensibilidade aos componentes químicos da planta.
Evitar também em pessoas com hipotensão arterial e sonolência, pois podem ocorrer acentuação destes sintomas.
Não utilizar nos 3 primeiros meses de gravidez e em pessoas com deficiência cardíaca ou portadores de arritmia no coração ou com quadro de anemia.

Interações medicamentosas:

Os extratos da planta podem potencializar os efeitos dos sedativos, hipnóticos, álcool, anti-histamínicos e dos analgésicos derivados de morfina. Panizza e colaboradores (2012) também relatam a necessidade de monitorar o uso concomitante do decocto das cascas de E. mulungu com psicotrópicos, anti-histamínicos, betabloqueadores e hipoglicemiantes.

Toxicidade:

As sementes do mulungu são tóxicas. Evitar o uso.

Uso culinário e nutritivo:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais:

Florais do Oriente – Mulungu Compound – indicado para ansiedade e deficiência do Yin do Shen.
Florais de Minas – Mulungu integra a fórmula floral Serenium que é indicada para trazer calma, serenidade, clareza, paz de espírito e tranquilidade para a mente e as emoções, principalmente em momentos difíceis da vida ou em situações de estresse. Para a harmonização e equilíbrio das pessoas de índole nervosa, agitadas, muito preocupadas, que convivem com ansiedade, tensão, irritabilidade, insônia, enxaquecas, dificuldades digestivas, em razão do desequilíbrio emocional. Útil também para crianças nervosas, birrentas, pouco sociáveis, choronas, briguentas, histéricas e excessivamente inquietas.

Medicina Chinesa (MTC):

A planta faz parte do suplemento alimentar Tabellae Suan Zao Ren Tang, usado em tratamentos de neurastenia, insônia, palpitações de origem neurológica e agitações. Possui ação sedativa e demulcente. Sua ação combate calor, alivia congestão e fortalece o coração. Acalma distúrbios do Shen e trata invasão de vento-calor e vento-frio.
Nome chinês: San Hu Ci Tong.

Ayurveda:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência:

O extrato hidro alcoólico tem sido comparado em efeito ao medicamento diazepam.

Astrologia:

Erva utilizada para tratar distúrbios relacionados com o trânsito de Urano em sagitário e
Urano em capricórnio.

Habitat:

Comum em várias regiões do Brasil, estendendo-se nas áreas quente-temperadas, como no Sul da África, na Cordilheira do Himalaia e no sudeste dos Estados Unidos. As espécies de Erythrina ocorrem numa ampla variedade de habitats, desde o bosque tropical chuvoso de terras baixas a desertos subtropicais muito áridos até bosques montanos de coníferas acima de 3.000 m de altitude.
A espécie Erythrina mulungu é nativa do Brasil, está distribuída pelas regiões norte (Acre e Tocantins), nordeste (Bahia e Maranhão), centro-oeste (Distrito Federal, Goiás e Mato Grossso) e sudeste (Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). É descrita como uma espécie endêmica do Brasil, mas há também descrição de distribuição desta espécie na Bolívia e Peru. Patocka (2009) descreve que esta planta é nativa do sudeste do Brasil.

Descrição da planta:

É uma árvore aculeada ou espinhenta, de comportamento decíduo de mudança foliar. As árvores maiores atingem dimensões próximas a 15 m de altura e 80 cm de DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30 m do solo) na idade adulta.
Tronco: é reto a levemente tortuoso. O tronco e os ramos são pouco aculeados. O fuste é geralmente curto, medindo até 5 m de comprimento. Ramificação: é dicotômica, com a copa ampla, aberta e arredondada. Casca: mede até 25 mm de espessura. A casca externa ou ritidoma é lisa a levemente áspera. Folhas: são compostas trifoliadas, sustentadas por pecíolo de 6 cm a 14 cm de comprimento, os folíolos são orbiculares, oval-rômbeos ou triangulares, de consistência cartácea, com a face ventral apenas pulverulenta e dorsal, de cor verde mais clara revestida por densa pilosidade feltrosa, medindo de 6 cm a 12 cm de comprimento por 5 cm a 14 cm de largura. Inflorescências: ocorrem em fascículos axilares, medindo de 12 cm a 20 cm de comprimento e com três flores. Flores: o vexilo é alaranjado ou vermelho-rutilante, com lâmina quase orbicular e cálice espatáceo. Fruto: legume um tanto curvo, de ápices e bases agudas, internamente não-septado, com 1 a 3 sementes. Sementes: são bicolores, denominadas miméticas, de coloração vermelho-escura e vermelho-alaranjada. São também subquadrangulares ou oblongas, com um hilo curto de posição mediana.

Vamos plantar?:

A planta se reproduz tanto por sementes, como por estacas.
As mudas crescem rapidamente e estão prontas para o plantio em menos de 4 meses.
Já o seu desenvolvimento no campo pode ser considerado moderado (alcança 2,5 metros em dois anos).

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.brasiloriente.com.br/osc/loja/product_info.php?products_id=832&osCsid=9914412ab6480f159af14b30a7dbd799 • http://intervox.nce.ufrj.br/~claraluz/banhos.htm • http://www.floressencia.com/fitoflorais_de_minas/fitofloral_serenium • http://pt.azarius.net/smartshop/relaxing/herbs/mulungu/ • http://www.rain-tree.com/mulungu.htm • http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/flora/noticia/2015/02/mulungu.html • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Circular Técnica 160 – Paulo Ernani Ramalho Carvalho – Embrapa • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • Manual de Fitoterápia Chinesa e Plantas Brasileiras – Mary Lannes Salles Leite – Icone Editora • As plantas curam – A. Balbach – Ed. Vida Plena • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Chinese and related North American Herbs – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Monografia da espécie Erythrina mulungu (Mulungu) – Organização do Ministério da Saúde e Anvisa – Fonte do Recurso: Ação 20K5 (DAF/ SCTIE/ MS)/2013 (http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/setembro/11/Monografia-Erythrina.pdf) •