Moringa

Seu óleo é utilizado em óleos para cabelos e loções bronzeadoras.
Em muitos países, se planta a Moringa como ornamental, pois ela produz flores o ano inteiro, sendo a única planta conhecida com essa capacidade. As suas flores são muito utilizadas para alimentação de abelhas tipo Europa (Apis) ou as nativas sem ferrão e produzem muito néctar, florescendo o ano todo.
De suas folhas, flores ou sementes, se pode extrair um produto, utilizado como decantador no tratamento de água para consumo humano, similar aos produtos químicos utilizados pelas companhias de tratamento de água.
As folhas maceradas em poças de água barrenta, provocam rápida limpeza. Se a água não estiver contaminada, fica própria para o consumo.
No Nordeste brasileiro, esta planta já está sendo utilizada para este fim.
De suas cascas se faz artesanato, pois são muito maleáveis e próprias para moldar e fazer cestos, trançados, etc. Pode ser processada para extrair uma fibra, para produzir tapetes.
Existe uma citação do uso dessa planta na Bíblia, em Exodus 15:20-25.
Para muitos, ela é considerada um milagre da natureza, uma verdadeira farmácia natural.
O mel de moringa é considerado medicinal e alcança elevado valor no mercado europeu. Pela produção intensiva de flores e sementes, estudos recentes recomendam seu plantio para extração de biodiesel de suas sementes.
A principal propriedade da Moringa tem sido a capacidade de suas sementes de atuarem como um coagulante da água para a remoção de partículas, fungos e microrganismos patogênicos e cianobactérias. Estas sementes, após serem trituradas e adicionadas à água, se juntam as bactérias e criam partículas maiores. Estas decantam no fundo do recipiente onde está armazenada a água, sendo facilmente retiradas posteriormente. O processo consegue retirar entre 90 e 99,9% das bactérias, mas é aconselhado um procedimento complementar para o seu uso potável, como a fervura da água. Este método de purificação da água já foi utilizado em países como o Malawi, inclusive em tratamento de água em grande escala, e os principais estudos a esse respeito são do Enviromental Engineering Group (Grupo de Engenharia Ambiental), da Universidade de Leicester, no Reino Unido.
Sua madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis.

 

Nome Científico:

Moringa oleifera Lam.

Nomes botânicos:

Guilandina moringa L., Moringa moringa (L.) Millsp., Moringa pterygosperma Gaertn., Moringa zeylanica Burmann.

Nomes Farmacêuticos:

Semen Moringae oleiferae, folium Moringae oleiferae, radix Moringae oleiferae, cortex Moringae oleiferae, fructus Moringae oleiferae, flos Moringae oleiferae, legumen Moringae oliferae.

Partes usadas:

Todas as partes da planta. Flores, raízes, folhas, casca, vagens e sementes.

Composição Química:

As sementes contêm cerca de 30% de óleo com alto teor de oleína, uma mistura de polissacarídeos complexos e duas substâncias antibióticas, a pterigospermina e o ramnosiloxibenzilisotiocianato. Nas cascas do caule, encontram-se alcaloide, resinas, mucilagem. Contém ácido margarico, benico, moringuico.

Indicações para uso interno:

Sistema Digestivo: acalma biliosidades, queimação, cólica, constipação, disenteria, dispepsia, enterite, combate a bactéria Escherichia coli, gastrite, infecção por salmonela, shigelose (infecção pelo vírus Shigella), esplenomegalia, esplenite, úlceras estomacais e intestinais, dores de estômago, espasmos intestinais.

Sistema Urinário e Genital: dismenorreia, disúria, hematúria, infertilidade, sífilis, retenção de líquidos, renova as células epiteliais dos órgãos sexuais.

Sistema Hepático: cálculo biliar, hepatite, malária, hepatomegalia,

Sistema Respiratório: asma, elimina catarro, resfriado, tosse, faringite, pneumonia, renite, inflamação na garganta, tuberculose, bronquite.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: cardiopatias, erisipela, pressão alta, pressão baixa, tétano, anemia.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: adenopatia, febre, resfriado, convulsão, edemas, epilepsia, alucinação, histeria, imunodepressão, insônia, loucura, debilidade nervosa, neuralgia, sofrimento, paralisia, escrófula, sincope, vertigem, renova as células epiteliais do cérebro, desordens da tireoide.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: artrose, câimbra, hidropisia, ajuda a consolidar fraturas, lumbago, reumatismo, espasmos, artrite, dores nas juntas.

Sistema Renal: cálculo renal, nefrose, retenção de líquidos.

Outros distúrbios: combate amebas, alopecia, elimina bactérias. No câncer de abdômen, câncer de colón, câncer de fígado, câncer naso-faríngeo e câncer de baço.  Na dor de ouvido, combate fungos, dor de cabeça, soluços, infecção, lepra, leucemia, elimina larvas e vermes, oftalmia, Scirrhous carcinoma, inflamações em geral, infecção por bactérias Staphylococcus e Streptococcus, tumores, atua no tratamento de diversos tipos de vírus, febre amarela, combate os efeitos debilitadores do HIV, tratamento de obesidade, combate vírus Epstein-Barr, na fadiga crônica, para inflamações das mucosas em lactantes.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Raízes: cólera, gota (raiz desidratada).

Vagens: diabete (fritar as vagens).

Casca: gota (casca desidratada).

Folhas: desordens do movimento gastrointestinal.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: pé de atleta.

Cabeça: caspa.

Cavidade bucal e garganta: gengivite, rouquidão, dor de dente.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Folhas, sementes, raízes e casca: dermatose, micose, verrugas, feridas, sarna, picada de cobra, abscessos, hemorroidas e fístulas anais.

Aromaterapia:

Seu óleo essencial é rico em vitamina E, uma das principais aliadas da pele. Devido aos seus ácidos graxos essenciais, o óleo nutre, hidrata, umecta e brinda com elasticidade e brilho à pele.
A moringa é um antioxidante notável que ajuda a retardar o envelhecimento e combate os radicais livres, assim evitando o surgimento de rugas. Pode ser aplicado diretamente sobre as regiões afetadas.
Das sementes, extrai-se um óleo fixo, conhecido como óleo de Behen ou Ben, que tem efeito purgativo e aplicações industriais.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 7 – ervas para induzir o vômito • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências • Categoria 18 – ervas para expelir ou destruir parasitas • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Pode ser plantada como forrageira, para alimentar carneiros, cabritos, coelhos, galinhas caipiras, vacas leiteiras.
Para esta finalidade, deve-se plantar as sementes a cada 80 centímetros. Quando a planta atingir 80 centímetros de altura, corta-se os ponteiros. Após nova brotação, vão surgir vários brotos. Quando eles atingirem 30 centímetros, corta-se novamente todos os ponteiros, para que haja uma nova brotação. Assim a planta fica mais encorpada. Após essa segunda quebra de ponteiros, pode-se cortar os brotos e retirar as folhas para servir como alimento.
Pela sua concentração de vitaminas e sais minerais, é um alimento nobre que ajuda a reduzir o custo da criação.

Informações em outros sistemas de saúde:

No Haiti, as vagens novas podem ser cozidas e igualam-se aos aspargos ou as vagens de feijão. Médicos da Índia indicam as raízes nas febres intermitentes, epilepsia, histeria, paralisia, reumatismo, hidropisia, hipertrofia do fígado e do baço e também como emenagogo.

Indicações energéticas ou mágicas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome Conhecido:

Acácia-branca, Cedro, Moringueiro, Árvore-rabanete-de-cavalo, Quiabo-de-quina (português), Akásia-branka (Cabo Verde), Drumstick, Horse-Radish, Clarifier Tree, Indian Horseradish, (inglês), Sahajan (Unani), Murungai (Tamil/Siddha), Árbol de las Perlas, Paraíso Blanco, Perla de la India, (espanhol), Morangue (Timor), Moxingo (Índia), Arango, Behen, Ben Ailé, Ben Nut Tree, Ben Oléifère, Benzolive, Canéficier de l’Inde, Chinto Borrego, Jacinto, Kelor Tree, Malunggay, Marango, Mlonge, Moringe de Ceylan, Mulangay, Murungakai, Narango, Nebeday, Pois Quénique, Sahjna, Saijan, Saijhan, Sajna, San Jacinto, Shagara al Rauwaq, Shigru, Terebinto, Noz-de-ben, Nux-de-ben.

Família:

Moringaceae.

Sabor:

Picante e amargo.

Propriedades medicinais gerais:

Antibiótico, cicatrizante, abortífero, antiedêmico, antisséptico, antiespasmódico, antitumoral, aperitivo, antiviral, afrodisíaco, cardiodepressor, carminativo, colerético, depurativo, embólico, emético, emenagogo, estrogênico, expectorante, hipotensivo, imuno-estimulante, imunossupressor, litolítico, mutagênico, piscicida, protisticida, sedativo, espasmogênico, estomáquico, uterotônico, vasoconstritor, vesicante, vibriocida, antidiarreico, antimicrobiano, antidiabético, lactagogo, contraceptivo, antioxidante, rubefasciente (em uso externo), febrífugo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Raízes – analgésico, anti-inflamatório, cardiotônico e antiepilético (suco), antiparalítico, anti-fertilidade, laxativo, antiviral.

Casca – analgésico, antibacteriano, fungistático, anti-fertilidade, hipoglicemiante, anti-inflamatório, antiviral.

Flores – colagogo, diurético, estimulante, vermífugo, hipoglicemiante (no vapor).

Vagens – antipirético, anti-helmíntico.

Sementes – vermífugo, aglutinante.

Frutos – antiparalítico.

Folhas – alimentício.

Para crianças:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

A planta é contraindicada durante a gestação.
Doses elevadas do suco das folhas podem induzir ao vômito.
As folhas da Moringa não são recomendadas para quem tem problemas na tireoide ou qualquer outro causado pela ingestão de iodo, sem autorização e acompanhamento médico.
O consumo da planta pode causar náusea, diarreia e queimação. Em caso de náusea, diminuir as dosagens.
Algumas pessoas podem sentir desconforto estomacal com queimação, ao tomar a erva com água.
Recomenda-se tomar a erva com bebidas mais densas ou cozinhar junto com a comida. As folhas podem diminuir a viscosidade do sangue. Deve ser consumida com cuidado por pessoas que utilizam medicamentos para tornar o sangue mais fino.
As raízes são consideradas abortivas.

Interações medicamentosas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:

O consumo de 15g de casca de raiz tem efeito abortivo.

Uso culinário e nutritivo:

Tem sete vezes mais vitamina C que a laranja. Quatro vezes mais cálcio que o leite. Duas vezes a proteína do iogurte. Quatro vezes mais vitamina A que a cenoura. Três vezes mais potássio que a banana. Tem 7% de proteína, equivalente à carne do boi. Presenta maior teor de ferro do que o espinafre.
Vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno.
Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.
De sua semente se extrai um óleo similar em qualidade ao azeite de oliva. Por suas propriedades alimentícias, pode ser utilizada em tratamentos de desnutrição, pois é rico em proteína, vitaminas e sais minerais. Seu óleo também pode ser utilizado no combate à obesidade e ao colesterol elevado, substituindo com nutrição equivalente, mas com muito mais vitaminas e sais minerais, a carne e vários outros alimentos que engordam ou que são ricos em gorduras saturadas.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Ayurveda:

Nomes ayurvédicos – Shigru (white var.), Madhu Shigru, Sigra, Shobhaanjana, Haritashaaka. Raktaka, Murangi, Mochaka, Akshiva, Tikshnagandhaa.

O que diz a ciência:

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergipe, vem realizando um estudo preliminar com plantas de M. oleifera, relativo ao seu comportamento nas condições climáticas da região. O plantio de mudas de M. oleifera nas estações experimentais deste Centro também já foi iniciado para que se constituam bancos de semente de futuros de programas de aproveitamento da planta como fonte de alimento e purificador natural de água para as populações das áreas sujeitas a secas.

Astrologia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat:

Planta nativa das áreas sub-Himalaias da Índia, Paquistão, Bangladesh e Afeganistão.

Descrição da planta:

É uma planta perene, com aproximadamente 5m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e florescem o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.

Vamos plantar?:

Sua seiva tem gosto adocicado. Pode-se plantá-la em canteiros, como uma hortaliça, e quando a planta atinge cerca de 30 centímetros, arranca-se o pé e se extrai uma batata para consumo alimentar. Tem gosto de rábano, próximo do rabanete, A seiva e a batata, tem todas as vitaminas das plantas em concentração. Essa batata pode ser comida em saladas ou refogados. Ou mesmo em sucos de frutas ou legumes. Após esse período de 30 dias a batata desaparece e transforma-se na raiz da planta.
Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos.
Os espaçamentos variam de acordo com a finalidade do plantio. Se for para a produção de sementes, a distância entre plantas varia de 3 a 5 metros. Para a produção de forragem ou biomassa, os espaçamentos podem ser de 60 cm entre linhas e de 25 cm entre plantas. Destinada à produção de sementes, a primeira colheita acontece entre seis meses e um ano após o plantio.
Devidamente podada, a planta produz mais ramos e pode render três colheitas anuais, podendo produzir até 3 mil kg de sementes, por hectare.
Seus grãos contêm aproximadamente 42% de óleo.
Quando cultivada para a produção de biomassa, seu crescimento é muito rápido e pode render até 600 toneladas por hectare/ano, em vários cortes.
A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://sempresustentavel.com.br/terrena/moringa-oleifera/moringa-oleifera.htm • http://ideiaweb.org/?p=1462 • http://www.cienciaviva.org.br/artigo/moringa_oleifera_que_planta_e_essa_que_tudo_da • http://belezadacaatinga.blogspot.com.br/2010/12/moringa.html • http://www.webmd.com/vitamins-supplements/ingredientmono-1242-MORINGA.aspx?activeIngredientId=1242&activeIngredientName=MORINGA • http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A1cia-branca • http://www.med-health.net/Moringa-Oleifera.html • http://www.bchicomendes.com/cesamep/moriolei.htm • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Medicinal Plants – utilisation and conservation – 2ª revised and enlarged edition – P. C Trivedi – Aavishkar Publishers, Distributors • Botânica – Introdução à Taxonomia Vegetal – C.E.N – Aylthon Brandão Joly • Dicionário Brasileiro de Plantas Medicinais – Kosmos – Francisco José de Abreu Matos •