Nome Popular: Malva

Outros nomes: malva-cheirosa, gerâneo-aromático, malva-grande, malva-das-boticas, malva-silvestre, malva-de-casa, malva-rosa, rosa-chinesa, malva-maior, malva-selvagem.

Nome científico: Malva sylvestris L.

Nomes botânicos: Malva grossheimii Iljin.; Malva parviflora L.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Malvaceae.

Partes usadas: raízes e folhas (sem pecíolo).

Sabor: doce e refrescante.

Constituintes químicos: ácidos graxos insaturados, ácido malválico e estercúlico.

Propriedades medicinais: diurético; depurativo; laxativo; antiinflamatório; expectorante; antitussivo; calmante; demulcente; adstringente; emoliente; mucilaginoso; hidratante; suavizante; béquico; oftálmico; odontálgico; peitoral;

Indicações (Uso interno): prisão de ventre com fezes ressecadas; infecção urinária; edemas; tosse; catarro amarelo; bronquite; gastrites; úlceras; promove a micção; hemorróidas; artrite; gota; obesidade; inflamações; tonsilite;

Indicações (Uso externo): calmante da pele em acnes, furúnculos e erupções da pele; laringe e faringe (bochechos com infusão); dermatoses e picadas de insetos; hidratante suave da pele; irritação dos olhos; hemorróidas; inflamações da boca e garganta; artrite; inflamação das mucosas; limpeza bucal; inflamações; tonsilite;

Indicações pediátricas: as mesmas indicações para adultos.

Utilizações na MTC: clareia calor-umidade do Pulmão. Tonifica o yang e o Qi do Baço e tonifica o Qi do Pulmão. Auxilia na recuperação do Jie. Elimina invasão de vento-calor. Elimina umidade.

Atuação nos canais: BP, E, P e I.G.

Elemento predominante na MTC: Terra

Classificação da Erva na MTC: Categoria 6 – Ervas para lubrificar sintomas secos Categoria 19 – Ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Vata e aumenta Kapha.

Rasa: adstringente e doce.

Virya: fria.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: FLORAIS DAS GERAIS – Malva-real – personalidades com forte sentimento de rejeição social, fugindo de qualquer contato com outras pessoas por sensação de inferioridade.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: em pessoas com diarréia crônica, pois em doses elevadas pode causar diarréia e desconforto abdominal.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: aves que ingerem as sementes e folhas põem ovos com a clara em tom rosado, devido à liberação de ferro da gema, causada por ácidos graxos insaturados, malválico e estercúlico.

Doses: de 5 a 12 g em infusão ou decocção/dia; de 500 a 2.000 mg em pó/dia; de 20 a 40 ml de tintura/dia.

Formulações: AFECÇÕES DAS MUCOSAS, HALITOSES e ÚLCERAS – gargarejo com a infusão.

Formulações populares: INFLAMAÇÃO DA BEXIGA – ferver lentamente, por 20 minutos, 1 litro de água e 150 gramas de folhas de malva. Filtre, adoce com mel e beba 3 ou 4 xícaras por dia. OBESIDADE – ferver 25 gramas de folhas frescas de malva em meio litro de água por cinco minutos. Filtrar e beber repetindo a operação por 40 dias.

Planeta regente: Regente – Marte.  Planta associada aos signos de Áries e Escorpião (Ervas do sítio). Outra fonte (Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos) indica que a planta é regida por Vênus e é associada ao signo de sagitário.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: originária da África, Europa e Ásia.  Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta herbácea anual, bianual ou perene (conforme as condições ambientais), subereta, dotada de pêlos macios, estrelados e bifurcados, pouco abundantes. Cresce cerca de 40 cm de altura.    O caule é cilíndrico, fibroso e bastante ramificado.  Folhas alternas, simples, pilosas, verde-claras, orbiculares, superficialmente lobadas, creneladas e medindo até 9 cm de diâmetro. Pecíolo canaliculado, com o dobro do comprimento do limbo. Inflorescência axilar, com flores solitárias ou agrupadas. Flores pentâmeras, alvas ou lilacinas, pequenas, com pétalas mais compridas que as sépalas. Fruto do tipo esquizocarpo, com 5 a 6 cm de diâmetro, discóide, formado por 10 mericarpos reniformes, reticulados, glabros, foscos, de coloração cinza-amarelada ou ocre.   Semente reniforme, lateralmente comprimida, castanho-avermelhado, com tegumento ceroso, prateado e glabro.

Toxicidade: a planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos.

Observações: na Grécia é consumida como hortaliça. As folhas e ramos prestam-se como forragem.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • Perfeccionamiento en acupuntura, oligoelementos y fitoterapia – Yves Requena • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Florais das Gerais – Catálogo • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF •