Hortelã-Pimenta

Existem muitas outras espécies de Menta cujo valor terapêutico é similar. Pode ser recomendável o uso concomitante com ervas amargas para suavizar seu gosto destas ervas. Já era conhecido dos antigos egípcios e muito empregado por médicos gregos na antiguidade. Mais informações abaixo.

Nome Científico:

Mentha sp.

Nome Conhecido:

Mentha-piperita, Mentha-arvensis, Mentha-rotundifolia, Mentha-spicata, Vick-vaporrube, Erva-boa, Hortelã-cheirosa, Hortelã-chinesa, Hortelã-comum, Hortelã-cultivada, Hortelã-da-horta, Hortelã-de-cavalo, Hortelã-de-folha, Hortelã-de-folha-miúda, Hortelã-de-panela, Hortelã-rasteira, Mentrasto, Hortelã-hortense, Hortelã-das-cozinhas, Mmenta, ortelã (português), Peppermint (inglês).

Nomes botânicos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes Farmacêuticos:

Folium Menthae Piperitae.

Família:

Lamiaceae.

Partes usadas:

Partes aéreas e óleo essencial.

Sabor:

Picante, aromático, amargo e refrescante.

Composição Química:

Piperitone, Alfa – mentona (8 – 10%), Mento – furano (1 – 2%), Metilacelato, Pulegona, Cineol (6 – 8%), Limoneno, Jasmone, Princípio amargo, Vitaminas C e D, Nicotinamida – traços, Cetonas, Taninos, sesquirterpenos: cariofileno, bisabolol, flavonóides: mentosie isoroifilina, leiteolina, óleo essencial 0,7 a 3% que contém mentol (40 – 60%), Ácidos: p-cumarínico, ferrúlico, caféico, clorogênico, rosmarínico e outros constituintes incluindo carotenóides, colina, betaína e minerais.

Propriedades medicinais gerais:

Sudorífico, antigripal, depurativo, anti-inflamatório, carminativo, eupeptico, colagogo, antiespasmódico, vermífugo, peitoral, expectorante, febrífugo, vasoconstritor, afrodisíaco, analgésico, antisséptico, cardiotônico, galactagogo, sedativo, ansiolítico, amebicida, giardicida, tricomonicida, digestivo, estimulante, tônico, antirreumático, antiulcerogênico, bactericida, diurético, estomáquico, antiemético, nervino, broncodilatador, antifúngico, anestésico, saporífero, colerético, odontálgico, descongestionante, antiviral (na presença do vírus da Hepatite A), cefálico, antitérmico, hepático,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: cólicas intestinais, tônico e estimulante do aparelho digestivo, vermicida para giardíase e amebíase, diarreia, mau hálito, hemorroidas, laxante suave, azia, doença de Crohn, promove sedação do estômago, fortalece os intestinos, diarreia sanguinolenta, atonia digestiva, vômito, intoxicações intestinais, para dores no baixo ventre, atonia das vias digestivas, gastrite, enterite, elimina gases, alivia cólicas.
Sistema Urinário e Genital: frigidez, impotência, cólica uterina, dismenorreia, tricomoníase urogenital, amenorreia,
Sistema Hepático: intolerância à gordura e boca amarga, reduz a congestão hepática, Icterícia, colecistite,
Sistema Respiratório: sinusite, usado em tosse com expectoração amarela, asma, elimina mucosidades, escarro sanguinolento.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: palpitação,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: neuralgias, resfriados, tônico do sistema nervoso e dos centros vitais, vertigens, estados de choque, estafa e cansaço mental, exaustão, herpes, tremedeiras, vômito de origem nervosa, agitação nervosa, neuralgia por frio, timpanite de origem nervosa, tremores, dispepsia nervosa, mialgias, dor ciática.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: reumatismo,
Outros distúrbios: na esfera emocional é indicado para pessoas tímidas e sensíveis, relaxante da musculatura lisa, depressão ao cair da noite, distúrbios metabólicos, doenças exantemáticas, dores de cabeça e enxaquecas, inflamação dos olhos e da garganta, tonsilite, sarampo, soluços, catapora, auxiliar para tratar obesidade, limpa e fortalece o corpo, odontalgias, enjoos matinais,

Indicações para uso interno de partes específicas da planta:

Óleo essencial: em síndrome do cólon irritável, melhoria de problemas respiratórios,

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: sarna, para enrijecimento da pele, picadas de inseto.
Cabeça e face: clareador do cabelo, excelente pós-barba,
Cavidade bucal: dor de dente,
Músculos, ossos e articulações: dores musculares e articulares, cãibras, analgésico muscular.
Outros distúrbios: combate excesso de pelos em mulheres, efeito anestésico local, repele insetos, celulite, estimulação da circulação periférica, gorduras localizadas,

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Óleo essencial: coceiras, irritações da pele (diluição de 1%).

Para crianças:

Utilizada para tratamentos de gripes e resfriados e demais indicações para adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações):

Evitar seu uso durante a gestação e lactação. Não deve ser usado em crianças pequenas.Seu uso prolongado, e em doses elevadas ou mesmo a ingestão antes de dormir, pode resultar em insônia.
Também evitar uso se estiver tomando remédios homeopáticos, em pessoas epilépticas e com histórico de cardiopatia.

Interações medicamentosas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:

Sem toxicidade nas doses recomendadas, mas o mentol de sua composição pode causar irritações e sensibilidades.

Uso culinário e nutritivo:

Erva rica em vitamina A. Condimento indicado para acompanhar presuntos, frutas frescas ou em compotas e ervilhas.

Aromaterapia:

O óleo de hortelã-pimenta, inalado pela boca e pelo nariz, desobstrui as narinas. É um dos óleos mais usados como aromático em confeitos comerciais e em dentifrícios. É refrescante e relaxante, libera energias retidas por inibição, provoca alegria e desprendimento. Tem propriedade descongestionante e estimulante, sendo usado no tratamento de enxaqueca e diversos problemas digestivos, como indigestão e gases. O óleo essencial é extraído através de destilação à vapor. Sua coloração é clara, levemente amarelada e tem viscosidade fina. Considerada uma nota olfativa de frente e de intensidade média-alta. A descrição aromática do óleo essencial é fresca, mentolado, balsâmico, agradável, com aroma mais concentrado e picante do que outras mentas.
Tem excelente sinergia com óleos de manjericão, benjoim, cipreste, limão, lavanda, manjerona, pinheiro e alecrim.
Alivia coceiras e irritação cutâneas, mas precisa ser usado na diluição de 1%.

Sistemas Florais:

Florais das Gerais: necessidade de assimilar impressões sensoriais; lentidão psíquica; falta concentração.
Florais de Minas: seu nome é Piperita. Indicada para lentidão e dificuldade de “assimilação” psíquica e sensorial; falta de concentração.

Medicina Chinesa (MTC):

A erva promove sudação e dispersa vento-frio e vento-calor externo. Indicada para vento-frio no pulmão, fleuma-umidade no Pulmão e Baço, para rebelião do Qi do Estômago, estagnação do Qi do Fígado, dos Intestinos e do Útero. Também para ascensão do yang do Fígado, deficiência do Jing do Rim, regula o Qi, remove estagnação do Xue e clareia calor da cabeça. Planta não recomendada para pessoas com deficiência do yin do Pulmão, na deficiência do Pulmão e do Baço/Pâncreas por ataque de frio. Evitar uso se houver deficiência do Wei Qi com sudorese excessiva ou noturna, no excesso de fogo do Fígado com cefaleia, olhos vermelhos e agitação psicomotora. Tem atuação nos canais do fígado, estômago, baço/pâncreas e pulmão. Seu elemento predominante é a madeira.

 

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 4 – ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 15 – Ervas para cessar movimentos involuntários ● Categoria 18 – Ervas para expelir e destruir parasitas.

Ayurveda:

Seu nome ayurvédico é Phudina. Reduz Pitta e Kapha e é neutra para Vata.
Tem atuação no sistema digestivo, circulatório, nervoso e respiratório.
Planta de natureza sátvica que auxilia no alívio das tensões e congestões mentais e emocionais. Pode ser administrada na forma de leite medicado e ghee medicado. Pessoas com desequilíbrio de Vata, que apresentem calafrios ou neurastenia intensa, devem utilizar a erva com atendimento qualificado.
Sua rasa é picante, sua virya é fria e sua vipaka é picante.

Uso homeopático:

Erva habitualmente contraindicada se estiver fazendo uso de qualquer medicamento homeopático.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:

Erva associada ao signo de Gêmeos. Várias fontes atribuem sua regência aos planetas Vênus, Urano e Mercúrio (distintamente).

Indicações energéticas ou mágicas:

Planta utilizada em encantamentos para curar doenças, bem como em incensos e aromatizadores em locais onde jazem enfermos. Considerada uma erva do elemento ar. É queimada para limpar a casa e utilizada em travesseiros para ajudar a dormir. Colocada próximo ao travesseiro trará sonhos que darão um vislumbre do futuro.
O óleo essencial é utilizado em encantamentos para produzir uma virada positiva na vida. Tem aura verde, rosa e violeta.
Libera as energias presas promovendo o desprendimento destas. Sua nota musical é Si. Associada ao culto à Afrodite. Utilizada também em encantamentos para atrair sucesso e obter promoção na carreira, para proteger contra magia negra e negatividade, proteção contra perigos. Entre seus usos mágicos atribui-se a capacidade de curar relacionamentos, acalmar situações difíceis e dissolver o ciúme.
Na mitologia grega, Minthe era um amante de Plutão. A esposa de Plutão, com ciúmes, transformou Minthe na planta Hortelã.

Habitat:

Planta que é perene em terrenos frescos e sombrios de toda a Europa e América do Sul. Cultivada por sua essência, especialmente em Inglaterra.

Descrição da planta:

Planta herbácea, rizomatosa, vivaz. Caule arroxeado, ramificado. Folhas opostas, oval-lanceoladas, serreadas, verde-escuras e crespas. Flores lilases ou azuladas, dispostas em espigas terminais. Fruto tipo aquênio.

Vamos plantar?

A planta é vegetativa por meio de pedaços do caule (estacas dos ramos) acomodados em bandejas contendo substrato orgânico, que pode ser comprado em casas de produtos agropecuários. Uma alternativa é colocar os ramos recém-cortados em um copo com água para o surgimento de novas raízes. Indica-se realizar o procedimento durante as primeiras semanas da primavera, o início da estação das chuvas.

Seu plantio deve ocorrer em canteiros de hortas com solo fértil e rico em matéria orgânica ou diretamente no local definitivo. Se em vasos, certifique-se de que tenham furos de drenagem no fundo.

A hortelã não exige muito espaço, mas precisa ser instalada em local com bastante incidência de luz. Posicione o plantio para o leste. A erva tolera diferentes condições climáticas, exceto o congelamento total do solo. Espécies como a hortelã-japonesa e a regional, que se destacam no Estado do Amazonas, suportam temperaturas altas. A preferência, no entanto, é pelo clima ameno e temperado. Recomenda-se proteger a área de cultivo da ocorrência de ventos.

As medidas indicadas para espaçamento são 0,4 metro entre fileiras e 0,2 metro entre plantas.

A adubação deve ser orgânica, à base de esterco de bovino, aplicada no momento do plantio de hortelã. No caso de substituição, pode ser de aves, porém, em quantidade menor. Adote uma rotina de adubações mensais nas fases de crescimento da planta ou efetue sempre que houver sinais de falta de nutrientes, como folhas amareladas e estagnação no desenvolvimento da cultura.

É importante fazer as regas no primeiro horário da manhã e/ou no fim do dia. Repita mais vezes durante o dia quando a temperatura estiver quente. O solo deve ser mantido sempre úmido e alcançando as raízes, sobretudo ao longo do ciclo de crescimento das plantas. Há espécies que são cultivadas em solo encharcado, em beira de rios, ribeirões e lagos.

A produção inicia-se cerca de 40 dias após a realização do plantio, quando, em geral, a hortelã apresenta-se bem desenvolvida e está para florescer, período em que o sabor e o aroma são mais intensos e o óleo essencial atingiu seu máximo de concentração. Com uma tesoura afiada, faça um corte a 5 centímetros do nível do solo, descartando ramos velhos e folhas escuras. Há possibilidade de colher todas as hastes três vezes por ano, por quatro a seis anos sem necessidade de replantio.

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Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2017/03/como-plantar-hortela.html • http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/hortela/hortela-2.php • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • The Big Herbal Encyclopedia – Anônimo – PDF • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Florais das Gerais – Catálogo • Florais de Minas – Catálogo • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • Fitogeografia Amazônica- Fernando Castro da Cruz – Ed. Palpite • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • The Green Wiccan Herbal – Silja – Cico Books • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •

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