Guaraná

Erva que pode ser tomada na forma de bebida com adição de mel, para tornar mais palatável. Esta é uma das 12 plantas mais vendidas na Amazônia Oriental. Colares com suas sementes são vendidos como adereços nos Estados Unidos. Seu nome deriva da tribo que descobriu seu uso, os Guaranis. O guaraná contém o maior teor de cafeína, dentre as plantas que contém esta substância. Cerca de 67% de seu peso consiste de cafeína. Uma única cápsula pode prover tanta cafeína quanto uma xícara de café.

Nome Científico:

Paulinia cupana H.B.K var. sorbilis Ducke.

Nomes botânicos:

Paullinia crysan, Paullinia sorbilis Mart.

Nomes Farmacêuticos:

Paulliniae semen.

Partes usadas:

Sementes tostadas, convertidas em pó.

Composição Química:

Alcaloides (teobromina (flor, folha e caule), teofilina e guaranina), ácido cafeotônico, ácido málico, amido, adenina, ácido tânico, cafeína, catequina, colina, dextrina, guaranatina, glicose, hipoxantina, mucilagem, óleo fixo, pectina, pigmento vermelho, reponina, resina, saponina, tanino, teofilina, timbonina, xantina.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: prisão de ventre, fermentação vesicosa, desinfetante intestinal, regulador intestinal, distúrbios gástricos, gases, colite, diarreia, gastrite, úlceras, enterite, plenitude estomacal após as refeições,

Sistema Urinário e Genital: impotência sexual, blenorragia, cólica, leucorreia, oliguria, vaginite, diminuição da libido,

Sistema Hepático: malária, cirrose,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: aterosclerose, excita os movimentos do coração e das artérias, hemorragia, embolismo, hipotensão, trombose, estimula aumento do HDL (bom colesterol).

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: nervosismo, anorexia, em casos de estresse associados a ansiedade e depressão, infecções, fadiga motora e psíquica, prevenção da esclerose, amnésia, astenia, encefalite, neuralgia, neurastenia, senilidade, drenagem linfática, eleva a concentração.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: mialgia, atonia, lumbago, dor, reumatismo,

Sistema Renal: insuficiência renal.

Outros distúrbios: cefaleia, enxaqueca, retardador da fadiga, dificuldade de raciocínio, hemicrania, febre, prevenção de insolação, câncer de mama, celulite, ressaca, mastite, obesidade, sede, estimula a atividade adrenal sem produzir adrenalina, eleva os níveis de estamina, para reverter sinais de envelhecimento.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Sementes – todas as aplicações medicinais.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: dermatite.

Músculos, ossos e articulações: dores musculares.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Sementes – todas as aplicações medicinais.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 16 – Ervas que corrigem deficiências.

Uso homeopático:

Conhecido como Paulinia sorbilis. Sua aplicação se dá em casos de disenteria, diarreia, hemorroidas, enxaqueca, aterosclerose e nevralgias. Uso em T.M a 1ª.

Pets e outros animais:

Por seu teor de cafeína, não é recomendada administração em cavalos, cães e gatos. Sua ingestão pode até mesmo ser fatal, em algumas dosagens.

Informações em outros sistemas de saúde:

Os bolivianos indicam a planta para diarreia, dismenorreia, lumbago, enxaqueca, neuralgia e neurastenia. Os peruanos indicam a planta para aterosclerose, blenorragia, cardiopatias, celulite, convalescença, diarreia, disenteria, fadiga, febre, hemorragia, hipotensão, impotência, leucorreia, enxaqueca, neuralgia, obesidade, paralisia e reumatismo. Sua ação diurética pode levar à hipocalemia (deficiência de potássio) e com isso, acentuar os efeitos tóxicos da digoxina. Utilizada pelos índios guaranis para elevar a estamina e a resistência física durante as caçadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

Considerada planta sagrada pelos indígenas da selva amazônica.

Nome Conhecido:

Cupana, Uabano, Cupania, Guaraná-cipi, Guaranaúva, Guaraná-uva, Guaranazeiro, Naranazeiro, Uaraná, Uaranazeiro, Guanazeiro, Guaranaína (Português), Quarane (Francês), Guaraná, Brazilian cocoa (Inglês), Guaraná (Espanhol), Guaraná, Quarana (Italiano), Guaranastrauch, Guarana kletterstrauch (Alemão), Guaranastruik (Holandês).

Família:

Sapindaceae.

Sabor:

<p>Doce, amargo, amornante e adstringente.</p>

Propriedades medicinais gerais:

Afrodisíaco, tônico, eupeptico, adstringente, antidiarreico, antidisentérico, anti-hemorrágico, antidispéptico, fortificante, diurético, estimulante, tônico cardíaco, estomacal, antiespasmódico, antiflatulento, aperiente, antifebril, diaforético, antinevrálgico, excitante, antiesclerótico, analgésico, desinfetante, revigorante, sudorífico, antitérmico, vasodilatador, adaptógeno, anorético, antiamnésico, antiagregante, antioxidante, antiplaquetário, anticoagulante, antiradicular, antiulcerativo, bactericida, catabólico, amargo, catecholaminogênico, cianogênico, bronco relaxante, cerebrotônico, citotóxico, digestivo, CNS-estimulante, cAMP-gênio, gastroprotetor, febrífugo, hipertensivo, memorigênico, mutagênico, genotóxico, miorrelaxante, inibidor-hyaluronidase, piscicida, laxativo, narcótico, cronotrópico positivo, resorptivo, sedativo, termogênico, trombolítico, nervino, narcótico, refrigerante, protetor solar, restaurador energético, amargo, estimulante purinérgico, estimulante adrenal.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Sementes – todas as aplicações medicinais.

Para crianças:

Por ser um poderoso excitante, deve ser evitado o uso pediátrico.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Evitar o uso em crianças, gestantes, lactantes, cardíacos e hipertensos. Não tomar à noite, pois pode tirar o sono. Pessoas com ansiedade, arritmia, gastrite, hipertireoidismo, síndrome do intestino irritável, síndrome do pânico, distúrbios psíquicos e taquicardia também devem evitar uso. Seu uso prolongado pode causar decréscimo da fertilidade, doença cardíaca e várias formas de câncer.

Interações medicamentosas:

Devido à teobromina, teofilina e guaranina (análogas à cafeína), pode causar dependência física e psicológica. Essas substâncias agem nos receptores do sistema nervoso central (SNC) como as anfetaminas e a cocaína, entretanto, seus efeitos são bem mais fracos. Usado em longo prazo ou em doses excessivas, pode causar insônia. Evitar consumo concomitante com café, chá verde e noz de cola, pois pode causar insônia, tremores, ansiedade, palpitações, vontade de urinar frequente e hiperatividade. Muitas preparações que contem a erva Ma Huang (Efedra), também contém ervas estimulantes como o guaraná por conterem cafeína. Também por seus teores de cafeína, a erva interage sinergicamente com drogas como Teofilina e Teobromina.

Toxicidade:

Não há efeitos colaterais ou risco conhecido na administração apropriada da planta em dosagens terapêuticas. Não recomendado o uso prolongado por conter cafeína. Superdosagem pode causar disúria, vômitos e espasmos abdominais.

Uso culinário e nutritivo:

Atletas costumam incluir o xarope de guaraná juntamente com a polpa batida de açaí, para ter mais energia em suas atividades.

Sistemas Florais:

Compõe a fórmula da Terra, do Sistema Florais da Terra Vermelha.

Medicina Chinesa (MTC):

Esta erva estimula o yang. É utilizada para casos de deficiência do yang do Rim, Coração, Intestino Delgado e Baço/Pâncreas. Atua nos canais do Coração, Intestino Delgado, Baço/Pâncreas e Rins.

Ayurveda:

O guaraná é neutro para Vata, reduz Kapha e agrava Pitta. Sua rasa é doce e amarga, sua virya é quente e sua vipaka é doce.

O que diz a ciência:

O efeito do extrato de Guaraná foi estudado para tratamento de lesões gástricas agudas induzidas por etanol e indometacina em ratos, apresentando função gastroprotetora.

Astrologia:

Seu regente é o planeta Marte.

Habitat:

Encontrada no Brasil e Venezuela. Planta natural da selva amazônica.

Descrição da planta:

É um arbusto trepador que sobe até 10 m de altura e tem folhas compostas de 5 folíolos ovoide lanceolados, glabros, coriáceos, com numerosas glândulas e grandes flores aromáticas. O fruto é uma cápsula piriforme, trilocular, septícida, vermelha na maturação, com urna a duas sementes ovoides, duras, revestidas por invólucros acessórios os arilos.

Vamos plantar?:

Os solos onde normalmente são plantados os guaranazeiros são de terra firme, profundos, bem drenados, porém quimicamente pobres. Plantios comerciais em solos férteis têm apresentado índices maiores de desenvolvimento vegetativo e de produtividade.

A propagação do guaranazeiro por sementes é dificultada devido às suas características de perda rápida da viabilidade, não suportando desidratação acentuada nem baixa temperatura, enquadrando-se no grupo de sementes recalcitrantes. Além disso, a constituição genética altamente heterozigótica do guaranazeiro faz com que as características desejáveis sejam perdidas imediatamente, se forem propagadas por sementes, devido à segregação dos genes.

A semente de guaraná perde o seu poder germinativo com cerca de 7 dias, daí a necessidade da urgência em realizar a semeadura, para a obtenção das mudas bem formadas. O período de formação das mudas é em média 18 meses após a semeadura.
O plantio do guaranazeiro está melhor adaptado ao Sul da Bahia e pode ser feito durante o ano inteiro, recomendando-se, entretanto, o aproveitamento dos dias chuvosos para realização do mesmo. As covas devem ser abertas com as dimensões de 40cm em todas as direções e previamente adubadas com matéria orgânica com pelo menos 30 dias antes do plantio das mudas. Para o plantio definitivo faz-se uma seleção das mudas no viveiro, aproveitando as mais vigorosas. Os espaçamentos mais recomendados são de 4 x 4m e 5 x 4m.

As mudas de guaraná recém-plantadas devem ser mantidas livre do mato, evitando a concorrência em água, luz e nutrientes. Para tanto recomendam-se duas limpezas e quatro coroamentos no ano. O coroamento deve ser feito em círculo, a uma distância de 1,50m em volta da planta, nos dois primeiros anos e 2,0 m nos anos subsequentes.

A poda de formação é utilizada nos três anos iniciais após o plantio. Devem ser mantidos apenas três lançamentos emitidos a partir de uma altura de 30 cm do solo. O caule principal deve ter o seu broto terminal podado com cerca de 1,70 m a fim de formar uma copa mais densa e evitar o seu tombamento por excesso de altura.

A adubação é indispensável. Para tanto, convém realizar a análise química do solo. A primeira adubação básica é feita 3 meses após o plantio. A quantidade de fertilizante pode variar com a idade da planta.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.ftvflorais.com.br/elementos_4.html • https://www.ema.europa.eu/en/medicines/herbal/paulliniae-semen • http://www.ceplac.gov.br/radar/guarana.htm • Fitogeografia Amazônica- Fernando Castro da Cruz – Ed. Palpite • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais – Moacyr Pezati Rigueiro – Paulus • Segredos e virtudes das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Higiene e Tratamento Homeopático das Doenças Domésticas – Dr. Alberto Seabra – Associação Brasileira de Homeopatia • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica – Patricia Shanley, Gabriel Medina, Silvia Cordeiro e Miguel Imbiriba – edição dos autores • Medical Toxicology of Natural Substances – Foods, Fungi, Medicinal Herbs, Plants and Venomus Animals – Donald G. Barceloux MD, FAACT, FACMT, FACEP – Wiley – a Jonh Wiley & Sons, INC., Publication • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • The Psycopharmacology of Herbal Medicine – plants, drugs that alter mind, brain and behavior – Marcello Spinella – MIT Press • Timeless Secrets of Health and Rejuvenation – Andreas Moritz – Ener-Chi Wellness Center • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Natural Remedies – their origins and uses – Finn Sandberg & Desmond Corrigan – Taylor and Francis •