Gengibre

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O gengibre foi uma das primeiras plantas medicinais orientais a chegar no Ocidente. A principal diferença de uso entre o gengibre fresco e o gengibre seco está na riqueza de óleos essenciais (gingeróis e sesquiterpenos) da erva fresca. Estes têm grande atividade no tubo digestivo e no SNC. No trato digestivo, o tipo fresco causa aumento da secreção gástrica sem reduzir o pH e acelera o esvaziamento gástrico. No SNC, estimula o sistema vasomotor que eleva a pressão e inibe o centro de equilíbrio, reduzindo náuseas e tonturas e ainda influencia na redução da temperatura corporal. Em casos de intoxicação alimentar, ferver 3 rodelas de 1 cm de gengibre fresco durante 15 min em ½ litro de água. Tomar ½ xícara e repetir a operação após 45 min. Mais informações abaixo.

O gengibre é uma das plantas medicinais do oriente, mais usada no ocidente.

Nome científico

Zingiber officinale [Willd.] Roscoe.

Nome conhecido

Gengivre, Gingibre, Magaratáia, Mangaratá, Mangarataia, Mangaratiá (Português), Jengibre (Espanhol), Gingembre (Francês), Ginger (Inglês), Sunthi (Sânscrito), Gan jian (seco) e Shen jiang (fresco) (Chinês), Bca’ega (Tibetano).

Nomes botânicos

Amomum zingiber L., Curcuma longifolia Wall, Zingiber aromaticum Noronha, Zingiber majus Ramphius, Zingiber missionis Wall, Zingiber sichuanense Z.Y. Zhu et al., Zingiber zingiber H. Karst.

Nomes farmacêuticos

Radix zingiberis officinalis.

Família

Zingiberiaceae.

Partes usadas

Rizomas e óleo essencial.

Sabor

Picante e quente.

Composição química

Ácido ascórbico, ácido aspártico, ácido glutâmico, ácido piperólico, amido 40-60%, arginina, asparagina, carboidratos, óleo volátil (1 a 3%) (1,8-cineol, acetado de geranila, acetados de zingiberol, b-bisaboleno, beta-felandreno, borneol, canfeno, caprilatos de zingiberol, chugaóis, citral, d-canfeno, falandreno, farsenol, fenilalanina, geraniol, glicina, gingediol, gingeróis, gingerona, linalol, sulforafane, zingerona, zingiberol, zingibereno), proteínas 10%, gorduras 10%, princípios amargos, sais minerais, resinas, saponinas.

Propriedades medicinais gerais

Afrodisíaco, antiálgico, antiasmático, anticancerígeno, antibiótico, antinevrálgico, antidepressivo, antidiarreico, antiemético, antigripal, anti-hemorrágico, anti-inflamatório, antimicrobiano, antioxidante, antirreumático (uso externo), antisséptico, antitrombótico, antiulcerogênico, aperiente, aromático, bactericida, rubefasciente, carminativo, colagogo, conservante, digestivo, estomáquico, eupeptico, excitante, expectorante, hepatoprotetor, hipocolesterologênico, lipolítico, odontálgico, revulsivo, sialagogo, tônico, vitaminizante, cardiotônico, nervino, imuno-estimulante, sudorífico, hipertensor, antitóxico, tônico, antitrombótico, antidepressivo, béquico, antiescorbútico, analgésico, diaforético, febrífugo, desinfetante, cefálico, antitérmico,  fototóxico e também é um excitante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: na aerofagia, cólicas do estômago e intestino, dispepsia atônita, flatulência, halitose, meteorismo, reduz triglicerídeos, para diarreia bacilar (erva fresca), elimina gordura, aumenta o tônus da musculatura intestinal e o peristaltismo, estimula a salivação, diarreia crônica, intoxicações (principalmente por frutos do mar), estimulante geral do sistema gastrointestinal, inapetência e em casos de digestão pesada.

 Sistema Urinário e Genital: para impotência sexual, menorragia e também nos casos de aborto espontâneo.

Sistema Hepático: nas afecções do fígado.

Sistema Respiratório: na asma brônquica, broncorreia pulmonar, catarros crônicos, rouquidão, tosse, congestão nasal, bronquite crônica, tosse com muco branco e abundante e também para fortalecimento do sistema respiratório,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: em casos de pés e mãos frios, gota, saturnismo e ainda é um estimulante da circulação periférica.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em casos de anorexia, ciatalgia, paralisia, resfriado, pequeno mal epilético, gripes de repetição, miastenia gravis, e também age como estimulante cerebral.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: nas dores musculares, edemas artríticos e reumáticos, em traumatismos e nas dores da coluna.

Sistema Renal: na insuficiência renal.

Outros distúrbios: para tonsilite, beribéri, cólera morbus, enjoo e cinetose (erva fresca), enxaqueca, ressaca, eleva glicose, nas reações idiossincráticas como sensibilidade a medicamentos, na sensibilidade ao frio, reações idiossincráticas a drogas, dor de garganta, dor de cabeça, dores pelo corpo e ainda em casos de enjôo matinal gestacional.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: em feridas, impurezas da pele, frieiras em queimaduras.

Músculos, ossos e articulações: na cervicalgia e na lombalgia.

Outros distúrbios: age como inseticida e também utilizado em casos de orquite.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

A erva tem as mesmas indicações que para adultos. Além disso, o gengibre tem efeito sobre as dores abdominais de crianças pela ingestão excessiva de alimentos. Neste caso, deve-se fazer suco de gengibre associado a 40 g de pó de gengibre. Fazer a mistura dos dois e colocar sobre o umbigo por alguns minutos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Evitar seu uso na gravidez e na lactação, em pessoas com úlceras e em casos de sudorese excessiva. Se a erva for utilizada seca, deve ser evitado o uso em hipertensos, em diarreias agudas, na presença de catarro amarelo. Usar com atenção na litíase biliar. Evitar também em gastrites com capa da língua amarela, em hipertensão arterial ou na diarreia aguda. Em doses elevadas, pode provocar gastrite. Também pode causar sangramentos, doenças inflamatórias da pele, úlceras e febre alta, em alguns casos.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Seu uso externo, de forma indevida ou abusiva, pode provocar queimaduras. Seu uso moderado é seguro nas doses terapêuticas ou no uso condimentar.

Uso culinário e nutritivo

O pó é usado como condimento no preparo de biscoitos, bolos e bolachas. Utilizado na fabricação de bebidas (gengibeer, conhaque), preparo do quentão, pé-de-moleque e cocada nordestina. Especiaria muito utilizada em toda a cozinha asiática e, é um antídoto poderoso para pratos à base de frutos do mar. Os rizomas são usados frescos, secos, em pó, cristalizados ou em conserva, em pratos doces e salgados. Seu chá é popular como bebida na China, Coreia e alguns outros países. No oriente médio é popular como especiaria, no leite ou no café.

Aromaterapia

Sua extração se dá através de destilação à vapor que produz um óleo de viscosidade fina e de cor amarelo- vivo. Considerado uma nota perfumística de meio com intensidade médio/forte. O óleo essencial de gengibre é recomendado para distúrbios digestivos, como a flatulência, a dispepsia, a perda de apetite e a diarreia. O gengibre funciona bem na ocorrência de náuseas e é comumente ingerido antes do início de viagens aéreas, para combater o enjoo. Também é usado como gargarejo nas infecções da garganta e na tonsilite e é aplicado externamente (diluído em óleo carreador) em casos de artrite reumatoide. Indicado ainda para exaustão nervos e confusão. Descrito como uma essência de aroma quente, temperado, terral, canforado, aromático e amadeirado. O óleo essencial é levemente fototóxico e não deve ser aplicado em áreas sujeitas a exposição solar nas 24 horas seguintes. Também deve ser evitado seu uso na gravidez. Seu óleo tem boa sinergia com os óleos de sândalo, vetiver, eucalipto, gerânio, patchuli, pau rosa, coentro, rosa, néroli, limão-tahiti e outros óleos cítricos. O óleo é seguro em baixas concentrações, sempre diluído em um óleo carreador, para uso apenas externo.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Seus nomes chineses são: Gan jian (seco) e Shen jiang (fresco). Quando utilizada a raiz (rizoma) fresca, sua ação aquece e liberta ao exterior e é recomendado para invasão de frio externo, frio no Estômago, frio no Pulmão, umidade-frio no Pulmão e também para harmonizar uso conjunto com outras ervas e por sua desintoxicante.

O uso da raiz seca sua indicação é para casos de frio interno, vazio do yang do Baço, frio do Estômago, vazio do yang, fleuma-umidade do Pulmão, frio do Pulmão e para direcionar o Qi para baixo e regular o Wei Qi. Sua atuação se dá nos canais do Estômago, Baço/Pâncreas e Pulmões.

Evitar seu uso em casos de calor do pulmão, calor do estômago com vômito. A erva seca deve ser evitada em casos de deficiência do yin do rim e em vômitos por calor no estômago.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 1 – ervas para induzir transpiração •  Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 – ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 11 – ervas para regular a energia vital (qi) • Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências (energia vital, função dos órgãos) • Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Ayurveda

Seu nome em sânscrito é sunthi, sendo chamado de nagara quando seco e andrak quando fresco. O gengibre seco obtido no ocidente não é comparável ao sunthi, pois no Ayurveda existe um método especial para secá-lo. O gengibre reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. Sua rasa é picante e doce, sua virya é quente e sua vipaka é doce. O gengibre fresco tem virya fria. Utilizado para controlar Vata quando muito desequilibrado. Considerado uma das ervas mais sátvicas. Chamado de Vishwabesaj, o “remédio universal”. Tomado com uma pedra de sal, reduz Vata; com uma pedra de açúcar candy, reduz Pitta e com mel, reduz Kapha. Trata obesidade e possui ação na asma, resfriados, slipada (elefantíase) e rinite crônica. Poderoso anticoagulante que funciona de forma bastante semelhante à aspirina, bloqueando a síntese de prostaglandinas e levando à redução da inflamação e da dor. Também é utilizado como tratamento de doenças reumáticas. A erva atua em todos os tecidos corpóreos (dhatus) e nos sistemas digestivo e respiratório.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Utilizado na ração de aves, pois estimula à postura de ovos.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Pesquisadores da universidade G.B. Pant, na Índia, documentaram sua eficácia, após estudarem a ação anti-flatulência do gengibre.

Astrologia

Seu regente é Marte. Utilizado para tratar distúrbios relacionados com o trânsito da Lua em Virgem, Lua em Peixes, Mercúrio em Touro, Mercúrio em Gêmeos, Vênus em Leão, Vênus em Capricórnio, Vênus em Peixes, Marte em Touro, Marte em Virgem, Marte em Peixes, Júpiter em Touro, Júpiter em Gêmeos, Júpiter em Câncer, Saturno em Touro, Saturno em Gêmeos, Saturno em Câncer, Netuno em Touro, Netuno em Câncer, Netuno em Libra, Plutão em Câncer, Plutão em Virgem, Plutão em Libra, Plutão em Sagitário, Plutão em Aquário. Outra fonte dá como regente desta planta, a Lua (Ervas do Sítio).

Indicações energéticas ou mágicas

Considerado pelos sábios chineses como um alimento espiritual, capaz de ligar o homem aos deuses. Utilizado em feitiços para paixão e para dar uma levanta nos relacionamentos. Se usado em feitiços, garante que estes sejam bem-sucedidos.

Habitat

Oriundo da Índia e dos países tropicais do Extremo Oriente, muito abundante no México e nas Antilhas, especialmente na Jamaica. Planta aclimatada ao Brasil.

Descrição da planta

Planta herbácea, rizomatosa, de folhagem anual e rizomas multianuais e raízes adventícias. Os rizomas são vigorosos, irregularmente ramificados, articulados, reptantes, carnosos, com as extremidades algumas vezes guarnecidas de brotações meristemáticas. A superfície do rizoma é esverdeada-creme, rugosa com vários anéis castanho-claro.  A textura é quebradiça, sendo que externamente é mais fibrosa. As raízes são brancacentas, carnosas e cilíndricas. O caule é foliáceo e ereto, medindo 0,3 a 1,0m de altura. As folhas são dísticas, estreitas, linear-lanceoladas, com apex agudo, subsésseis na bainha, glabras, medindo 20 a 25 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura.  Inflorescência em espiga terminal elipsoide, guarnecida de escamas imbricadas, obtusas e invaginantes, com brácteas persistentes. Flores zigomorfas, hermafroditas, irregulares, amarelo-esverdeadas, lábio púrpura com manchas amarelas.  O florescimento é um fenômeno raro. Fruto tipo capsular, com três lóculos, contendo sementes azuladas.

Vamos plantar?

O gengibre é uma planta de climas subtropicais e tropicais, podendo ser cultivado na faixa de temperatura indo de 17°C a 35°C. A planta prefere alta umidade relativa do ar. Em climas um pouco mais frios, o gengibre pode ser cultivado nos meses quentes do ano, precisando de proteção nos meses em que houverem temperaturas mais baixas. Cultivar em sombra parcial ou com luz solar direta. O solo deve ser bem drenado, leve, fértil e rico em matéria orgânica. O pH ideal está entre 5,5 e 7, mas a planta tolera um pH entre 4,3 e 7,5. Enquanto a planta está crescendo, irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, mas nunca encharcado. Quando as folhas começam a amarelar, diminua a frequência das irrigações. Se não for feita a colheita, quando a planta estiver dormente, suspenda totalmente a irrigação, voltando a irrigar quando os brotos surgirem. O plantio é feito com pedaços de rizomas (chamados de gomos) de 3 a 5 cm de comprimento. Os gomos ou pedaços de rizoma, com uma ou duas gemas cada, são plantados no local definitivo da plantação a até 5 cm de profundidade, ou em canteiros e vasos, sendo então transplantados depois de um mês, quando as mudas têm aproximadamente 3 cm de altura. O espaçamento entre as plantas pode ser de 70 a 90 cm entre as linhas de plantio e de 30 a 50 cm entre as plantas, mas muitos usam outros espaçamentos. Diminuir o espaçamento entre as plantas aumenta a produção, mas dificulta a colheita, que geralmente acaba danificando os rizomas. Por outro lado, em lavouras mecanizadas, o espaçamento normalmente é maior, e o plantio é feito com linhas duplas no espaçamento de 1,3 m x 50 cm x 20 ou 30 cm. O gengibre também pode ser cultivado em vasos grandes. Em regiões de inverno frio, o plantio em vasos é o ideal em plantações domésticas, deixando o vaso dentro de casa durante os meses frios do ano.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/raiz-queima-gordura-485858.shtmlhttp://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A36gengibre.htmhttp://terapiafloralon-line.blogspot.com/2008/08/47-os-benefcios-do-gengibre.htmlhttps://hortas.info/como-plantar-gengibre • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • O Livro Completo das Ervas – Editora Seleções Readers Digest • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • Manual de Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Mary Lannes Salles Leite – Ícone Editora • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era •
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email