Garra do Diabo

Atribui-se à esta erva a capacidade de substituir o tramadol, um forte analgésico opiode. Seu efeito anti-inflamatório completo só aparece depois de uso por tempo prolongado. Acredita-se que seu funcionamento é similar ao da cortisona, sem seus efeitos colaterais. Após 3 meses de uso, a erva manifesta efeito remineralizante. A garra do diabo tem melhor efeito em decocção, do que em cápsulas. As raízes devem ser preparadas sempre em decocção. Evitar uso em cápsulas devido baixo resultado. A infusão da erva pode perder até 25% de suas propriedades medicinais e tem gosto extremamente desagradável. Veja mais informações abaixo.

Nome científico

Harpagophytum procumbens DC.

Nome conhecido

Harpago, Unha-do-Diabo (Português), Artiglio del Diavolo (Italiano), Harpagophytum (Latim), Devil’s Claw (Inglês), Harpagofito, Garra Del Diablo (Espanhol), Griffe Du Diable (Francês).

Nomes botânicos

Harpagophytum procumbens (Burch.) DC. ex Meissn. f. sublobatum Engl., Harpagophytum procumbens subsp. procumbens (Burch.) DC. ex Meisn., Harpagophytum procumbens subsp. transvaalense Ihlenf. & H. Hartmann.

Nomes farmacêuticos

Radix Harpagophyti.

Família

Pedaliaceae.

Partes usadas

Tubérculos.

Sabor

Picante, amargo e amornante.

Composição química

Ácido oleanólico, ácido ursólico, ácidos fenólicos, ácido clorogênico, ácido cinâmico, arpagídeo, ácido cinâmico livre, açúcares, aminoácidos, steroli, óleo, resina, glucosídeos iridóides, harpagosídeo, procumbídeo, fitoesteróis, triterpernos, flavonoides, lutoelina, kaempferol, harpagoquinona, glicose, sacarose e rafinose.

Propriedades medicinais gerais

Analgésico, anti-inflamatório, espasmolítico, antirreumático, colagogo, sedativo, antiartrítico, cicatrizante, colerético, depurativo, febrífugo, hepatoprotetor, hipocolesterolêmico, colecistite, colelitíase e anticancerígena,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: tônico digestivo, dispepsia, falta de apetite, suave efeito laxante, diarreia e na azia.

Sistema Urinário e Genital: levemente diurético, sífilis e gonorreia.

Sistema Hepático: como desintoxicante do fígado, melhora funções hepáticas, estimulante da vesícula biliar e também relaxa espasmos na colecistite.

Sistema Respiratório: para tuberculose, asma e febre do feno.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para ácido úrico, gota, hiperlipidemia, efeito hipotensor, na aterosclerose, melhora a flexibilidade das artérias, antiarrítmico e também utilizado para doenças do sangue.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: tônico linfático, fortalece a imunidade, anorexia, neuralgia e alergias.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na fibromiosite, periartrite, artrite reumatoide, osteoartrite, tendinite, para dores na coluna, artralgia, fibromialgia, bursite, alivia cansaço nos músculos, gonartrose, descalcificação óssea (tratamento por no mínimo 6 meses), cervicoartrose, lombociatalgia, artrose coxofemoral, sacroíleite, dor coccígea, distensão muscular, artrose dos joelhos e em traumatismos.

Outros distúrbios: para dores em geral, obesidade, insuficiência pancreática, na diabete, para cefaleias em geral e na pancreatite crônica.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para bolhas, úlceras e lesões da pele.

Cavidade bucal: para gengivite.

Músculos, ossos e articulações: para contusões, distensão muscular e tendinites.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

Utilizado em dores da artrite reumatoide juvenil, febre reumática e dores nas cartilagens de conjugação. Deve ser evitado por crianças menores de 2 anos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A erva deve ser evitada na gravidez e na lactação, em casos de úlcera gástrica ou do duodeno. Seu uso prolongado pode causar gastrite e úlcera péptica. Pessoas com cálculos biliares, problemas renais ou hepáticos graves e síndrome do cólon irritável devem evitar seu uso. Pode causar alergia em pessoas sensíveis e deve ser evitado por diabéticos. Em doses elevadas, pode afetar tratamentos para o coração e causar aborto. Não utilizar com crianças de menos de dois anos.

Interações medicamentosas

Pode fazer interação com medicamentos arrítmicos. Interage com medicamento que contenham varfarina. Pode ser associada ao sulfato de condroitin e a glucosamina, no tratamento à doenças reumáticas e artríticas.

Toxicidade

Considerada erva sem toxicidade, nas doses recomendas.

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Medicina Chinesa (MTC)

Esta erva age sobre síndromes Bi, elimina vento-frio-umidade das articulações, eleva o Wei Qi e movimenta o sangue do Fígado. Atua no canal do fígado.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 3 – Ervas para agir contra reumatismos.

Ayurveda

A garra do diabo reduz vata e kapha e agrava pitta. Sua rasa é picante, sua virya é quente e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

O que diz a ciência

A ação da garra do diabo foi avaliada em estudos clínicos com extratos titulados e unificados em arpagosídeo a 80%, para a dosagem de 350-700mg, 3 vezes ao dia.

Astrologia

Erva utilizada em distúrbios causados pelo trânsito de Mercúrio em Gêmeos, Mercúrio em Aquário, Vênus em Capricórnio, Marte em Sagitário, Marte em Capricórnio, Júpiter em Sagitário, Júpiter em Capricórnio, Saturno em Touro, Saturno em Sagitário, Saturno em Capricórnio, Urano em Peixes, Netuno em Capricórnio, Netuno em Aquário e Plutão em Capricórnio.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.

Habitat

Planta de origem africana, encontrada especialmente no deserto do Kalihari e nas estepes da Namíbia.

Descrição da planta

Planta robusta e perene. Suas raízes medem 6 cm de diâmetro e 2 metros de comprimento, possuem uma irregular trama de tubérculos secundários. Apresenta folhas largas com 3 a 5 lóbulos cobertas por mucilagem branca, flores em forma de trompetes que podem ser rosas, roxas ou vermelhas, com um centro amarelo ou branco. Florescem, principalmente, no verão.

Vamos plantar?

O cultivo de garra do diabo só é possível em áreas locais, com condições desérticas. O plantio será possível principalmente com sementes, mas mesmo quando semeadas, a taxa de sucesso é geralmente apenas de 20 por cento. Uma das coisas importantes no momento do plantio é a temperatura que deve estar entre 23 e 25 graus Celsius. O solo de cultivo precisa de componentes importantes, para que a planta germine. O substrato precisa de um alto teor mineral e a adição da vermiculita mineral é recomendada. Além disso, o solo de cultivo também deve ser capaz de mostrar uma alta proporção de areia em grãos finos ou médios. A garra do diabo é um germe de luz. Portanto, as sementes não plantadas profundamente. Semear em alguns centímetros é suficiente. Os vasos são ideais e devem ter um diâmetro entre seis e dez centímetros. Eles devem também ser embrulhados em um saco plástico. Depois de plantar faça uma única rega. Não é necessário adicionar mais água. Após a germinação, a garra do diabo precisa de temperaturas mais altas durante o dia e 27 a 35 graus Celsius são ideais. Devemos lembrar que esta é uma planta do deserto que adora clima seco e quente, mas também pode ser bom que a temperatura seja entre o dia e a noite.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • www.farmaverde.com.br • https://pt.anedulhome.com/african-devils-claw-or-trample/ • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Apostila – A Acupuntura das Ervas Medicinais – Rodrigo Silveira – Ervanarium •