Cravo-da-Índia

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O cravo-da-índia é uma planta medicinal e uma especiaria rica em manganês, sódio e potássio, além de vitamina A e C. Seu óleo essencial é utilizado na odontologia. Seus botões podem ser colocados na boca para aliviar dores de dente. Saiba mais no texto abaixo.

Planta medicinal de uso odontológico.

Nome científico

Caryophyllus aromaticus L.

Nome conhecido

Cravo-aromático, Girofleiro, Cravo-de cabecinha, Cravinhos, Cravo-de-especiaria (Português), Lavanga (Sânscrito), Ding xiang (Chinês), Clove (Inglês).

Nomes botânicos

Eugenia caryophyllata Thumb; Syzigium aromaticum L.

Nomes farmacêuticos

Flos Caryophylli.

Família

Myrtaceae.

Partes usadas

Botões florais secos e óleo essencial.

Sabor

Picante, amornante e aromático.

Composição química

Cariofilina (princípio amargo), tanino, amido, oxalato de cálcio, matérias mucilaginosas e resinosas e óleo essencial constituído por uma mistura de eugenol, furforol, vanilina.

Propriedades medicinais gerais

Digestivo, estomáquico, repelente, sudorífico, aperiente, carminativo, aromático, rubefasciente, tônico, estimulante geral, circulatório, antibacteriano, antifúngico, antinevrálgico, antioxidante, antiparasitário, antiviral, hepatoprotetor, expectorante, antifúngico, antiespasmódico, diurético, antineuralgico, cicatrizante, parasiticida.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Flores – antiemético, afrodisíaco, antidiarreico.

Óleo essencial – antisséptico, analgésico, vermífugo.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: dispepsias, náuseas (inclusive durante a gravidez), vômitos, cólicas e espasmos gastrointestinais, vermes, tônico estomacal, diarreia, dor de estômago, fermentações, flatulência, aumenta a eficiência das enzimas digestivas, falta de apetite, perturbações gástricas, infecção intestinal por cândida albicans, úlcera e em distensão abdominal.

Sistema Urinário e Genital: tônico do sistema reprodutor masculino, candidíase, ejaculação precoce e na emissão vaginal.

Sistema Respiratório: bronquites, asmas, resfriados, tosses, gripes, faringites, laringites, amidalites, tônico pulmonar, estimulante respiratório,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: estimulante da pressão sanguínea, estimula a circulação, anemia, aumenta circulação do sangue nas mucosas e em casos de extremidades frias.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: descongestionante dos vasos linfáticos, estimulante do sistema imunológico e para falta de memória.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: relaxante da musculatura lisa visceral.

Outros distúrbios: soluços, astenia (falta de energia), dá sensação de conforto e na depressão.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Flores – vômitos por frio no estômago, borborigmos, anorexia, digestão difícil, impotência, baixa libido, auxilia na digestão de alimentos pesados quando adicionada à comida.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: contusões, micoses de unha, acnes, feridas.

Cabeça e face: tratamento capilar em cabelos castanhos.

Cavidade bucal: higieniza a boca, inflamação das mucosas da boca e em casos de mau hálito.

Músculos, ossos e articulações: entorses, dores musculares e articulares e nas cãibras das panturrilhas.

Outros distúrbios: leucorreia e candidíase.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Flores – vômitos por frio no estômago, borborigmos, anorexia, digestão difícil, impotência, baixa libido, auxilia na digestão de alimentos pesados quando adicionada à comida.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Evitar o uso na hipertensão arterial e em casos de inflamações aguda. O óleo essencial não é indicado para massagens, pois sua ação irrita a membrana mucosa e dermal. Evitar o uso na gravidez, pois pode causar contrações uterinas. Também evitar em casos de alcoolismo, hemofilia, câncer de próstata, em problemas nos rins e do fígado e quando estiver fazendo uso de anticoagulantes. Como é um fitoterápico muito poderoso, deve ser usado com cuidado.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso culinário e nutritivo

Na culinária, a baunilha, canela e cravo-da-índia são especialmente indicados para pratos doces, podendo ser, algumas vezes, empregados com cuidado em pratos salgados. Combina bem em pratos com frutas, principalmente em compotas. Seu uso favorece a digestão de alimentos pesados.

Aromaterapia

O óleo essencial atua como analgésico para cáries dentárias e pulpite e como antisséptico em feridas infectadas. Também age como anti-helmíntico, eliminando vermes intestinais. Utilizado em conjunto com hortelã e rosa para afastar a melancolia e estimular o sono saudável. A aplicação local do óleo essencial, diminui dores de dente, alivia dores de cabeça, dores artríticas, estimula a circulação sanguínea em determinadas partes do corpo e dores nas costas. Seu óleo essencial é extraído através de destilação a vapor. E tem coloração amarelo-pálido e viscosidade média. Considerada uma nota olfativa de meio de média intensidade. Descrito como uma essência herbal, doce, temperada, amadeirada, levemente frutal, almiscarada e aromática.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

O cravo-da-índia é uma planta medicinal que aquece o interior, expele o frio, elimina o frio no Aquecedor Médio, equilibra a deficiência do yang do Rim e elimina o frio no estômago. Erva quente e estimulante que deve ser usada em fórmulas que visam tonificar o organismo. Atua nos canais do Pulmão e Estômago. Seu elemento predominante é o fogo. A utilização contínua desta planta pode levar a deficiência d Yin ou condição de plenitude calor.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 – Ervas para reduzir a s sensações de frio de dentro do corpo • Categoria 5 – Ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 10 – Ervas para suprimir tosse e catarro • Categoria 20 – Ervas para aplicações externas.

Ayurveda

Seu nome ayurvédico é Lavanga (ou Lavang). O cravo-da-índia é uma planta medicinal que equilibra Vata e Kapha e agrava Pitta. Como apresenta alta potência energizante, pode irritar o tipo de constituição Pitta. Deve ser usado com cautela nos desequilíbrios de Pitta e nos processos inflamatórios agudos. Evitar uso em casos de hipertensão arterial. Erva leve, oleosa e penetrante com rasa picante e amarga, virya quente e vipaka picante. Atua sobre os tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo, muscular, nervoso e reprodutor. Atua nos canais (srotas) circulatório, respiratório, digestivo e reprodutivo. Estimula o apetite, a digestão, beneficia a garganta, combate a asma, clareia os orifícios da cabeça, previne náuseas, interrompe soluços, alivia espasmos intestinais, alivia dores, combate a falta de apetite, reduz Ama e alivia febres. Remove o excesso de Kapha dos artava e sukravara srotas. Combinar o uso com cardamomo e gengibre para alívio de náuseas. Associar com pippali, vasa, vamsa lochana para desordens pulmonares resultantes de um Kapha muito agravado. Associar com ashwagandha, shatavari e noz moscada em desordens sexuais. Utilizar com óleo de gengibre e de narayan para dores artríticas, ciática e dores.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

O cravo-da-índia é uma planta medicinal cujo seu regente é Vênus. Erva utilizada para harmonizar dificuldades decorrentes do trânsito de Vênus em Virgem, Vênus em Capricórnio; Vênus em Peixes; Plutão em Touro. Outra fonte (Ervas do sítio) notifica o Cravo-da-Índia como regido pelo Sol e associado ao signo de Leão. Outra fonte ainda (The Green Wiccan Herbal) informa que seu regente é o planeta Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas

Paracelso diz: “Colhe-se o cravo quando o sol está em peixes ou quando a lua está em câncer. A essência dos cravinhos se usa em vários trabalhos de magia negra. Associada ao fósforo atrai as larvas, pois deles se nutrem consideravelmente. Se um hipnotizador, durante o seu trabalho, conserva na boca um cravo de especiaria, aumentará sobremodo sua força nêurica. A essência dos cravinhos se emprega em determinados trabalhos de magia sexual”. Outra fonte diz que: “O cravo utilizado na forma amuleto afasta a negatividade e a hostilidade e acaba com fofocas. Também é carregado junto ao corpo para estimular a memória e pode ser adicionado em saches para atrair o sexo oposto”. Erva associada à nota musical Si e ao Deus Apolo. Associado às ervas – canela, erva-doce e a casca de limão desidratado e ao carvão vegetal – é utilizado em banhos de limpeza energética. Dá vigor físico, prosperidade e coragem, além de proporcionar um bom relacionamento social. Erva associada a Morrigan, deidade do destino e da morte. Conhecido uso mágico para proporcionar proteção, quebrar feitiços e remover maldições.

Habitat

O cravo-da-índia é uma planta medicinal originária da Ásia, tendo sido trazida para o Brasil pelos portugueses, há mais de três séculos.

Descrição da planta

É uma árvore de grande porte, que pode chegar a atingir 12 a 15m de altura e o seu ciclo vegetativo alcança mais de cem anos.

Vamos plantar?

O cravo-da-índia para o seu pleno desenvolvimento e boa produção exigem temperatura média em torno a 25° C, umidade relativa não muito elevada e índice pluviométrico acima de 1.500 mm bem distribuídos. A planta se desenvolve bem em áreas próximas ao litoral, até a altitude de 200 metros sobre o nível do mar. Os solos mais recomendados são os argilo-silicosos, profundos, de boa fertilidade, permeáveis e bem drenados. Evitar solos de baixada e sujeita a alagamento. A multiplicação do cravo-da-índia até o momento é feita unicamente através de sementes. As sementes conhecidas como dentão, são colocadas em recipiente com água, por um período de 24 horas, para facilitar a retirada da casca externa ou mucilagem. Após a retirada da casca, distribui-se as sementes em fileiras no canteiro separadas uma da outra em média 2 cm. A semente deve ser colocada na posição deitada e coberta com 1 cm de terra, tendo-se o cuidado de irrigar diariamente. O canteiro deve ser coberto com folhas de palmeira com luminosidade de 50%. A germinação ocorre com 15 a 20 dias após a semeadura e as mesmas devem ser transplantadas quando as mudinhas alcançarem a altura de 10 cm. Outro método é o plantio direto das sementes nos sacos plásticos. As mudas estarão prontas para o plantio definitivo com 10 meses da semeadura. A melhor época para o plantio no local definitivo é no período chuvoso da sua região. As mudas devem ser selecionadas e planta-se as que estão mais vigorosas e bem formadas, com aproximadamente 30 a 40 cm de altura. Os espaçamentos utilizados são 8 x 8 m, ou 10 x 10 m, dependendo da fertilidade do solo; covas de 40 x 40 x 40 cm, abertas e adubadas 30 a 45 dias antes do plantio. Imediatamente após o plantio, as mudas devem ser sombreadas, utilizando material disponível, como folhas de palmeiras, por exemplo, a fim de protege-las da ação direta dos raios solares. A planta inicia a produção com quatro anos de plantio, tornando-se econômica a partir do sexto ano. O período de colheita varia de acordo as condições climáticas. A época de colheita estende-se de setembro a fevereiro. Utilizam-se dois métodos de colheita: o manual e o químico. A colheita manual é a mais comum e utilizada pela maior parte dos produtores. O botão floral, que é o produto comercial, é colhido quando atinge o ponto de maturação que antecede a abertura da flor.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/http://www.ceplac.gov.br/radar/cravo.htmhttp://emedix.uol.com.br/fit/cravodaindia.php • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • As plantas mágicas – Botânica oculta – Paracelso • Big Herbal Encyclopedia • Ayurvedic medicine – the principles of tradicional practice – Sebastian Pole – Churchill Livingstone • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • The Way of Herbs – Michael Tierra C.A, N.D – Pocket Books • The Green Wiccan Herbal – Silja – Cico Books •
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