Crataego

Esta erva tem efeito similar a Digitális, porém sem seus efeitos cumulativos no organismo. Deve ser usada com cuidado, pois diminui a respiração e pulsação cardíaca, podendo causar pulsação irregular ou insuficiência cardíaca e redução das contrações do útero e do intestino. Os frutos, as folhas e as flores do crataego vêm sendo utilizados para tratar doenças cardíacas, há séculos.

Nome Científico:

Crataegus oxyacantha L.

Nomes botânicos:

Crataegus curvisepala Lindm., Crataegus calycina subsp. curvisepala (Lindm.) Franco, Crataegus kyrtostyla auct., Crataegus monogyna subsp. curvisepala (Lindm.) Soo, Crataegus pseudokyrtostyla Klok., Crataegus laevigata, C. monongyna Jacq., Crataegus pinnatifida Bge. Var. Major N. E. Br., Craetagus cuneata Sieb, et. Zucc.

Nomes Farmacêuticos:

Crataegi folium, Crataegi fructus, Crataegi flos, Crataegi folium cum flore.

Partes usadas:

Frutos, folhas, flores e casca.

Composição Química:

Ácido cratególico, flavina, glicosídeo, proantocianidina, purina, saponina, vitexina, ácido cítrico, ácido tartárico, flavona, açúcares, amigdalina, quercetina, ácido ursólico, lipase e vitamina C.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: em diarreias crônicas, indigestão, digestão lenta,

Sistema Urinário e Genital: em miomas e endometriose, afecções uterinas, dismenorreia, retenção de líquido, fluxo menstrual com coágulos e na menopausa.

Sistema Respiratório:  atua como um constritor bronquial e alivia a dispneia.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para angina peitoral, problemas cardíacos, arritmias cardíacas, coração senil, aumenta o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco, tem atuação sobre os músculos cardíacos, hipertensão, arteriosclerose, extra-sístoles, palpitações, anemia, bradicardia, doença de Buerger, insuficiência cardiovascular, eritema, estase sanguínea, insuficiência valvular, reduz a resistência vascular periférica e o consumo de oxigênio, reduz os níveis de lipídios, para sensação de opressão precordial, melhora o suprimento de sangue para o coração e ainda normaliza a pressão arterial.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em transtornos nervosos da idade madura e senil, Mal de Alzheimer, fadiga, hiperatividade, isquemia, nervosismo, estresse, incrementar a condutividade nervosa e também em casos de angústia.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: nos espasmos, artrose e em casos de hipertrofia.

Sistema Renal: para nefrose.

Outros distúrbios: para insônia, úlceras provenientes de estresse, câncer e também para a garganta dolorida.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Frutos – para casos de má absorção.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: suaviza a pele, acne, seborreia e em casos de dermatose.

Cabeça e face: para fragilidade capilar.

Cavidade bucal: para gengivite.

Músculos, ossos e articulações: para inchaço.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 9 – Ervas que promovem a digestão • Categoria 11 – ervas para regular a energia vital (qi) • Categoria 12 – Ervas que regulam o Xue • Categoria 14 – Ervas para reduzir a ansiedade.

Uso homeopático:

O crataego é utilizado para cansaço, afogamento por esforço, palpitações, arritmia, fadiga e também como coadjuvante em anginas, insuficiência cardíaca e como tônico geral, em 6C.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

As folhas são utilizadas para fazer saches de proteção. Também são carregadas por pescadores para garantir uma boa pescaria. Utilizada ainda para repelir feitiços. Acredita-se que trazer galhos da planta para dentro de casa pressagia morte. É utilizada em feitiços e rituais de fertilidade. Acredita-se que a erva protege a casa dos prejuízos de tormentas. Seu nome pagão é Hagthorn. Seu elemento é o fogo. Considerada uma planta sagrada no culto a Cardea, Flora e Hymen. Na antiga Grécia e Roma, era associado à felicidade no casamento. Pode ser queimado como incenso quando você precisar de energia e dinamismo e quando precisar refletir sobre sua vida.

Nome Conhecido:

Escalheiro, Pilriteiro, Pirliteiro, Espinheiro-alvar, Espinheiro-branco (Português), Biancospino (Italiano), Hawthorn, Hawtorn Berries, Hawmay, Mayblossom, Mayflower, Maythorn, Whitethorn (Inglês), Espinillo blanco, Espino mayuelo, Espinera (Espanhol), Sha sha (Chinês).

Família:

Rosaceae.

Sabor:

<p>Doce, ácido e amornante.</p>

Propriedades medicinais gerais:

Digestivo, adstringente, antianginoso, hipotensor, diurético, cardiotônico, analgésico, emenagogo, antitumoral, hipocolesterogênico, emoliente, calmante, antitumoral, sedativo, antiespasmódico, vasodilatador, antiagregante, antianginal, antiarrítmico, antiaterosclerose, anti-inflamatório, antioxidante, antiesclerótico, antiseborréico, inibidor de cAMP-Phosphodieterase, cardioprotetor, depressor do SNC, cianogênico, depurativo, hepatoprotetor, hipertensor, hipoglicemiante, hipotrigleceridêmico, cardiovascular, miocardioprotetor, nervino, pancreaprotetor, inotrópico positivo, antibacteriano, uteroconstritor, estomáquico e também é um tônico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Desaconselhado o uso para crianças abaixo de 12 anos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Evitar uso em pessoas que tem pressão baixa, em casos de gastrite, esofagite e azia. Evitar na gravidez, pois aumenta o movimento uterino e também em cardiopatas. Pode aumentar risco de sangramentos e provocar úlcera e colite. De forma pouco frequente, pode manifestar taquicardia, tontura, dor de cabeça, vertigem, dispneia, queixas gástricas, flatulências e fogachos. Evitar em pessoas com febre ou queimações. O uso prolongado pode levar a necrose hepática, bradicardia e, em doses elevadas, pode provocar depressão respiratória.

Interações medicamentosas:

Deve-se evitar seu uso concomitante com antiarrítmicos da Classe III. Sua utilização deve ser monitorada em pessoas que fazem uso de medicamentos antiplaquetários. O crataego inibe o fluxo interno do potássio e deve ser evitado em uso concomitante com Cisaprida.  Interage com cardiotônicos e benzodiacepinas. Pode potencializar medicamentos à base de digitálicos e outros medicamentos cardíacos. Pode ainda interferir em terapias cardíacas, hipo ou hipertensivas. Interage com depressores do SNC, drogas vasodilatadoras e com a digoxina. O efeito da Digitális é aumentado se utilizada em conjunto com o Crataego.

Toxicidade:

Seu uso pode manifestar sintomas de sedação, dispneia, tremor e pilo-ereção.

Uso culinário e nutritivo:

Por ser excelente fonte de Vitamina C, pode ser consumido in natura ou em geleia e gelatinas ou ingerir chá de folhas e flores.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

A erva tonifica o Yin do Coração e equilibra o Pericárdio. Também tonifica o Intestino Delgado e o Qi do Baço, interrompendo diarreia, principalmente do tipo com fezes pastosas e alimentos mal digeridos. Promove circulação do sangue congelado. Utilizado para padrões de estagnação do sangue nos três aquecedores (Jiao). O fruto é constituinte da fórmula chinesa He Wan, utilizada para regular o trato digestivo, melhorar quadro de distensão abdominal, azia, anorexia, má digestão, vômito e constipação intestinal. Utilizada em casos de estagnação de alimentos no estômago, pois dissolve os alimentos e alivia acúmulos. Também faz parte da fórmula Jian Pi Wan, que melhora a função gástrica, o baço e distúrbios relacionados. Evitar o uso se houver deficiência do Estômago e da Bexiga. Evitar o uso em casos de queimação e pirose. Se houver necessidade de usar em casos deste tipo, associar com ervas refrescantes. A planta atua nos canais do estômago, coração, pericárdio, intestino delgado, fígado e baço/pâncreas.

Ayurveda:

A erva reduz Vata, agrava Pitta e, em excesso, pode agravar Kapha. Mas sua ação sobre Kapha é basicamente neutra, se usada com moderação.

É uma erva úmida e leve com rasa ácida e doce. Sua virya é quente e sua vipaka é ácida. Tem atuação sobre o sistema digestivo, nervoso e reprodutor feminino. Indicada para tratamentos de distúrbios cardíacos e circulatórios de pessoas de constituição Vata, que estejam ligados a senilidade ou fatores emocionais e nervosos e também para equilíbrio do colesterol e tratamento da aterosclerose. Em situações de desequilíbrio de Vata, pode estimular em excesso o tecido nervoso. Se utilizada em excesso pode agravar Kapha por favorecer o ganho de peso corporal. Esta erva pode agravar Pitta por que causa um aumento da temperatura corporal.

O que diz a ciência:

Em um estudo cujo tema era doenças cardíacas estágio I, uma injeção intravenosa de extrato de crataego produziu uma rápida melhoria na maioria dos casos, determinada por um aumento da eficiência mecânica do músculo cardíaco. Em pacientes com doença cardíaca estágio II, o efeito não foi tão bom em relação ao número de casos positivos, mas um significante efeito foi notado nos casos que apresentaram efeitos positivos. A erva também ajudou pacientes que apresentavam problemas cardíacos causados por hepatite e outras doenças de fígado. Uma droga alemã chamada Corguttin, utiliza em sua composição o crataego. Este medicamento tem por finalidade auxiliar na manutenção da rotina diária de pacientes com problemas cardíacos menores. Em 1953, cientistas alemães mensuraram aumento de 83% no fluxo do sangue coronário com administração intravenosa de crataego. Um estudo conduzido em 1984, demonstrou que tabletes de crataego reduzem a dor da angina em 84% em comparação com 37% do placebo administrado. Outro estudo de 1987, demonstrou que o extrato de crataego é efetivo vasodilatador periférico em um grupo cego de duplo controle com placebo em pacientes idosos que sofriam de angina pectoris. Experimentos com coelhos utilizando preparações de Fructus Crataegi, por via venosa, provocaram queda da P.A. Foi demosntrado que este fruto promove vasodilatação periférica e coronariana. O princípio ativo estudado com ações vasodilatadoras e hipotensoras é o ácido cratególico. Outros estudos apontam que o fruto diminui a colesterolemia.

Astrologia:

Seu regente é Marte. Porém, outra fonte consultada (Practical Handbook of Plant Alchemy) aponta o plante Saturno como co-regente.

Habitat:

Erva nativa da Inglaterra e Europa.

Descrição da planta:

O crataego cresce em arbustos e pequenas árvores, geralmente espinhosos, da família das Rosáceas, com folhas comumente estipuladas, ovário inferior e carpelos duros e ósseos com fruto polposo.

Vamos plantar?:

Dentro das condições de climas para a planta, o crataego se adapta em qualquer tipo de solo, não precisando ter um pH específico como acontece geralmente com qualquer espécie. Os solos frescos e soltos conseguem receber melhor a planta e ela se desenvolve muito mais rápido.

 

Nas regiões de baixa altitude é onde vamos encontrar a maior parte destas plantas. O pilreteiro (árvore do crataego) consegue sobreviver à uma temperatura de até -18ºC, então se você mora em uma região muito fria, não precisa temer sobre a temperatura desgastar as folhas da planta, porque ela vai reagir bem a estas quedas bruscas do tempo.

 

Pode ser cultivado sob a luz plena que vai reagir muito bem, mas cresce também com qualquer insolação.

 

O pilreteiro vai exigir um solo com boa capacidade de manter-se úmido, principalmente em locais onde existe uma frequência maior de geadas. Quanto à poluição atmosférica, esta planta também resiste muito bem.

O pilreteiro se propaga por sementes que são retiradas de seus frutos. O ideal é que essas sementes sejam retiradas na época de amadurecimento, que geralmente acontece no mês de outubro e já se realize o plantio. Dessa forma, a árvore germinará com muito mais eficiência durante a primavera.

 

Apesar de acontecer a germinação rápida de algumas sementes, a maior parte do crescimento da planta vai demorar cerca de 1 ano inteiro para acontecer.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.plantasonya.com.br/arvores-e-palmeiras/caracteristicas-e-cultivo-do-pilreteiro-crataegus-monogyna.html • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Enciclopedia de plantas medicinales – PDF • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbologia Chinesa – PDF • Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Comtemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Medicinal Plants in Folk Tradition – an ethobothany of Britain and Ireland- David E. Allen and Gabrielle Hatfield – Timber Press • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • As plantas que curam – enciclopédia de plantas medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propriedades mágicas das ervas – PDF • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Vademecum de Homeopatia 2004 – Dr. Helmuth Goecke Sariego – Knop Laboratórios • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •