Castanha da Índia

Suas sementes podem ser tóxicas e necessitam ser preparadas medicinalmente antes de serem usadas. Existem casos de crianças que morreram por terem ingerido sementes não tratadas. Foram registrados casos isolados de intoxicação renal e hepática por ingestão excessiva de sementes de castanha-da-índia. Em casos de envenenamento, é recomendada lavagem gástrica e intestinal. Efeitos colaterais de envenenamento incluem perturbação gastrointestinal, disfunção hepática, náusea branda, choque, espasmos, urticária e vômitos. Em caso de ingestão, em doses acima das recomendadas, podem também ocorrer diarreia, vômito, sede intensa e vermelhidão da face, midríase, sonolência. Os primeiros socorros consistem em lavagem gástrica e intestinal, administração de sulfato de sódio ou carvão ativado.

Nome científico

Aesculus hippocastanum L.

Nome conhecido

Castanheiro-da-Índia, Castanheiro-De-Cavalo (Português), Baumann Horse Chestnut, Horse Chestnut, White Chestnut (Inglês), Castaño de Índias (Espanhol), Châtaignier de Cheval (Francês), Castagno D’india (Italiano), T’ien-Shih-Li (Chinês).

Nomes botânicos

Hippocastanum vulgare.

Nomes farmacêuticos

Semen Aesculi.

Família

Hippocastanaceae.

Partes usadas

Sementes, folhas, ramos e casca.

Sabor

Doce, picante e quente.

Composição química

Aescina, aesculina, fraxina, saponinas triterpenoídicas (aescina e aescigenina), flavonóides (canferol, quercetina, rutina, astragalin e quercetrina), heterosídeos cumarínicos (fraxina, escopolina, aesculetina, aesculosídeo e aesculina), óleos fixos (ácidos oléico, linoléico, palmítico, esteárico, e linolênico), taninos (ácido esculitânico, epicatequina, leucocianidina, leucodelfinina,), fitosteróis, bases nitrogenadas (guanina, adenina, e adenosina), alcaloides imidazólicos (alantoína), aminoácidos (arginina), ácidos orgânicos (cítrico, úrico), resina, vitaminas (B, K1, C, caroteno e pró-vitamina D), proteínas e açúcares.

Propriedades medicinais gerais

Tônico circulatório, adstringente, carminativo, aperitivo, febrífugo, antiedêmico, anti-inflamatório, anti-hemorroidal, hemostático, vasoconstritor, vasoprotetor, antiulcerativo, antisséptico, ACTH-gênico, analgésico, antiexudativo, antihialuronidase, anti-irritante, antitumoral, antiviral, anti-rugas, circulotônico, corticogênico, citotóxico, hipertensivo, hipotensivo, narcótico, piscicida, venotônico, vulnerário e vermífugo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para distensão abdominal por gases, fístulas anais, digestão lenta, gases, inibe a acidez gástrica e secreções pepsinogênicas, alivia dores no epigástrio, estimula o apetite, aumenta os sucos digestivos, prisão de ventre, disenteria, diarreia, dispepsia, enterite, gastroenterite e na gastrite.

Sistema Urinário e Genital: para cólicas menstruais, TPM, redutor de edemas, dismenorreia, prostatite e na menopausa.

Sistema Hepático: para malária e para hepatite.

Sistema Respiratório: na tosse com expectoração difícil, asma e congestão.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: trata afecções circulatórias, coceira de varizes, dores venosas, flebite, sensação de peso e dor nas pernas, estanca sangramentos crônicos de sangue escuro, sangramentos crônicos, insuficiência venosa crônica, melhora a circulação sanguínea, congestão venosa, acrocianose, tromboflebite profunda, pressão alta, pressão baixa e na trombose.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para anorexia, isquemias periféricas, fadiga, resfriado e gripe.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na artrose, dores nas costas, síndrome do túnel carpo e reumatismo.

Outros distúrbios: para febres crônicas e intermitentes, dores de cabeça, câncer, lúpus, mastite, dores em geral, celulite, vertigens, edema pós-operatório, úlceras nas pernas, obesidade e apresenta atividade vitamínica P.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Folhas – para tosse convulsiva.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para afecções cutâneas, acne, machucados, eczema, coceira, queimaduras solares, rugas e rosácea.

Cabeça e face: para fragilidade capilar.

Músculos, ossos e articulações: em edemas (inchaços), hematoma, torções, cãibra que forma uma bola nos músculos e contusões.

Outros distúrbios: para hemorroidas, e fístulas anais.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Folhas – para tosse convulsiva.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Devemos evitar o uso na gravidez e lactação, em pessoas com gastrite ou apetite excessivo, não usar em crianças, evitar uso concomitante com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, Cavalinha, Efedra (Efedrina) e Gervão. Pode causar necrose dérmica, dermatite de contato e hemólise. Diabéticos e pessoas com intolerância a glucose devem evitar o uso deste fitoterápico.

Interações medicamentosas

A Castanha da Índia faz interação com anticoagulantes de via oral. Também deve-se evitar uso concomitante com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, Cavalinha, Efedra (Efedrina) e Gervão.

Toxicidade

As sementes podem ser tóxicas e necessitam ser preparadas medicinalmente antes de serem usadas. Existem casos de crianças que morreram por terem ingerido sementes não tratadas. Foram registrados casos isolados de intoxicação renal e hepática por ingestão excessiva de sementes de castanha-da-índia. Em casos de envenenamento, é recomendada lavagem gástrica e intestinal. Efeitos colaterais de envenenamento incluem perturbação gastrointestinal, disfunção hepática, náusea branda, choque, espasmos, urticária e vômitos. Em caso de ingestão, em doses acima das recomendadas, podem também ocorrer diarreia, vômito, sede intensa e vermelhidão da face, midríase, sonolência. Os primeiros socorros consistem em lavagem gástrica e intestinal, administração de sulfato de sódio ou carvão ativado.

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é empregado para dar alívio a dores musculares, melhorar a circulação e aliviar o cansaço das pernas e pés. É encontrado comumente em associação ao óleo de Andiroba para as mesmas finalidades.

Sistemas Florais

Florais de Bach: White Chestnut acalma o excesso de atividade mental, trazendo clareza e serenidade à mente. Liberta a mente de preocupações e pensamentos obsessivos. Essência floral que facilita a meditação, a concentração, o foco no momento presente. Ajuda a que ao invés de intelectualizarmos as questões da vida, possamos nos permitir sentir a vida, o que nos leva a um maior entendimento sobre as situações nas quais nos vemos envolvidos. Permite que se tenha acesso à inspiração que vem da Mente Superior. Juntamente com a Gorse, Gentian e Walnut, ajudará a limpar o campo mental das negatividades.

Medicina Chinesa (MTC)

Seu nome chinês é Sha Lou Zi. Esta erva vitaliza o Xue e elimina estagnações. Indicada para estagnação do sangue no útero e estagnação do sangue no fígado. Promove a circulação do Qi no Jiao médio, para padrões de acúmulo de frio no estômago. Regula o nível Shao Yang, desobstruindo fígado em casos com febre e calafrios alternados, plenitude nos hipocôndrios e gosto amargo na boca. Ativa circulação do Qi os canais LO, tonifica o Yin do Fígado e Coração. Atua nos canais do Fígado, Estômago, Intestino Grosso e Pulmões. Evitar uso em casos de deficiência do Yin com sinais de calor.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 11 – Ervas para regular o Qi • Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.

Ayurveda

Esta erva reduz Kapha e Vata e aumenta Pitta (se em excesso). Sua rasa é doce e picante, sua virya é quente e sua vipaka é doce.

Uso homeopático

Em sua forma homeopática, este fitoterápico exerce ação sobre o ânus e reto, hemorragias sangrentas, varizes e úlceras varicosas. HEMORRÓIDAS – 3 gotas de Aesculum hippocastanum C5 antes das refeições de 6 em 6 horas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

Erva utilizada em questões relacionadas com o trânsito da Lua em Aquário, Vênus em Aquário, Júpiter em Aquário, Saturno em Escorpião, Saturno em Aquário, Urano em Peixes, Netuno em Peixes. Seu regente é Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Planta proveniente dos Balcãs e difundida por toda a Europa e parte da Ásia.

Descrição da planta

O castanheiro é uma árvore que pode alcançar a 30 metros de altura, produz flores brancas ou amarelas dispostas. Esta árvore tem vida longa podendo chegar a 200 anos.

Vamos plantar?

De rápido crescimento, não é muito exigente em relação ao solo, mas prefere os argilosos, bem drenados e profundos, pois encontrando condições mais favoráveis, seu crescimento será mais próspero. A planta não é exigente quanto a fertilização, mas por ocasião do plantio um pouco de composto orgânico ou esterco de gado bem curtido misturado na terra retirada da cova irá ajudar no desenvolvimento. Sua propagação se dá por sementes, que tem germinação rápida, mas devem ser semeadas logo que colhidas pois perdem sua viabilidade rapidamente. Melhor semear no início da primavera. Esta planta gosta de muito sol.

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.drogariacisne.com.br/castanha-da-india-zurita-310mg-c-30-comprimidos.html • http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02560 • https://www.meucantinhoverde.com/2013/05/castanha-da-india-aesculus-hippocastanum.html • 10 dicas para usar melhor as plantas medicinais – Dra. Henriqueta Tereza do Sacramento • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Ervas do Sítio –  Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Comtemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Psycoactive Herbs in Veterinary Behavior Medicine – Stefanie Schwartz – Blackwell Publishing • Enciclopédia de Medicina Natural – Marcílio Franco da Costa Pereira – Madras •