Castanha da Índia

Mais informações abaixo

Nome Popular: Castanha da Índia

Outros nomes: castanheiro-da-índia; baumann horse chestnut, horse chestnut e white chestnut (inglês); castaño de índias (espanhol); châtaignier de cheval (francês); castagno d’india (italiano); t’ien-shih-li (chinês), Castanheiro-de-cavalo.    

Nome científico: Aesculus hippocastanum L.

Nomes botânicos: Hippocastanum vulgare,

Nome farmacêutico: Semen Aesculi.

Família: Hippocastanaceae.

Partes usadas: sementes, folhas, ramos e casca.

Sabor: doce, picante e quente.

Constituintes químicos: aescina, aesculina, fraxina, saponinas triterpenoídicas (aescina e aescigenina), flavonóides (canferol, quercetina, rutina, astragalin e quercetrina), heterosídeos cumarínicos (fraxina, escopolina, aesculetina, aesculosídeo e aesculina), óleos fixos (ácidos oléico, linoléico, palmítico, esteárico, e linolênico), taninos (ácido esculitânico, epicatequina, leucocianidina, leucodelfinina,), fitosteróis, bases nitrogenadas (guanina, adenina, e adenosina), alcalóides imidazólicos (alantoína), aminoácidos (arginina), ácidos orgânicos (cítrico, úrico), resina, vitaminas (B, K1, C, caroteno e pró-vitamina D), proteínas e açúcares.

Propriedades medicinais: tônica circulatória; adstringente; carminativa; aperitiva; febrífuga; antiedêmica; antiinflamatória; anti-hemorroidal; hemostática; vasoconstritora; vasoprotetor; antiulcerativo; anti-séptico; ACTH-gênico; analgésico; antiexudativo; antihialuronidase; anti-irritante; antitumor; antiviral; anti-rugas; circulotônico; corticogênico; citotóxico; hipertensivo; hipotensivo; narcótico; piscicida; venotônico; vulnerário;

Indicações (Uso interno): trata afecções circulatórias; coceira de varizes; cólicas menstruais; dores venosas; flebite; afecções cutâneas; sensação de peso e dor nas pernas; TPM; vermífuga; estanca sangramentos crônicos de sangue escuro; febres crônicas e intermitentes; distensão abdominal por gases; anorexia; malária; fístulas anais; digestão lenta; gases; sangramentos crônicos; febres crônicas; insuficiência venosa crônica; redutor de edemas; inibe a acidez gástrica e secreções pepsinogênicas; melhora a circulação sangüínea; alivia dores no epigástrio; isquemias periféricas; congestão venosa; acrocianose; tromboflebite profunda; estimula o apetite; aumenta os sucos digestivos; fadiga; tosse com expectoração difícil; prisão de ventre; dores de cabeça; fragilidade capilar; artrose; asma; dores nas costas; câncer; fragilidade capilar; celulite; resfriado; congestão; síndrome do túnel carpo; disenteria; diarréia; dismenorréia; dispepsia; enterite; gripe; gastroenterite; gastrite; pressão alta; pressão baixa; endurecimento; hepatite; lupus; mastite; dores em geral; prostatite; reumatismo; trombose; vertigens; edema pós-operatório; úlceras nas pernas; tosse convulsiva (folhas); menopausa; obesidade; apresenta atividade vitamínica P.

Indicações (Uso externo): filtra a radiação UVB; flebites, varizes; dores venosas; edemas; hemorróidas; fístulas anais; acne; machucados; eczema; hematoma; coceira; torções; queimaduras solares; inchaços; cãibra que forma uma bola nos músculos; contusões; rugas; rosácea;

Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: nome chinês – Sha Lou Zi. Vitaliza o Xue e elimina estagnações. Para estagnação do sangue no útero e estagnação do sangue no fígado. Promove a circulação do Qi no Jiao médio; para padrões de acúmulo de frio no estômago; regula o nível Shao Yang, desobstruindo fígado em casos com febre e calafrios alternados, plenitude nos hipocôndrios e gosto amargo na boca; ativa circulação do Qi os canais LO; tonifica o Yin do Fígado e Coração.

Atuação nos canais: F, E, I.G e P

Elemento predominante na MTC: Terra.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 11 – Ervas para regular o Qi Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Vata e aumenta Pitta (se em excesso).

Rasa: doce e picante.

Virya: quente.

Vipaka: doce.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: o óleo essencial é empregado para dar alívio a dores musculares, melhorar a circulação e aliviar o cansaço das pernas e pés. É encontrado comumente em associação ao óleo de Andiroba para as mesmas finalidades.

Floral: FLORAIS DE BACH – White Chestnut – acalma o excesso de atividade mental, trazendo clareza e serenidade à mente. Liberta a mente de preocupações e pensamentos obsessivos. Essência floral que facilita a meditação, a concentração, o foco no momento presente. Ajuda a que ao invés de intelectualizarmos as questões da vida, possamos nos permitir sentir a vida, o que nos leva a um maior entendimento sobre as situações nas quais nos vemos envolvidos. Permite que se tenha acesso à inspiração que vem da Mente Superior. Juntamente com a Gorse, com a Gentian e com a Walnut ajudará a limpar o campo mental das negatividades.

Homeopatia: em sua forma homeopática este fitoterápico exerce ação sobre o ânus e reto, hemorragias sangrentas, varizes e úlceras varicosas. HEMORRÓIDAS – 3 gotas de Aesculum hippocastanum C5 antes das refeições de 6 em 6 horas.

Contra-indicações: evitar na gravidez e lactação, em pessoas com gastrite ou apetite excessivo; em casos de deficiência do Yin com sinais de calor; não usar em crianças; evitar uso concomitante com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico; evitar combinar com Cavalinha, Efedra e Gervão. Pode causar necrose dérmica, dermatite de contato e hemólise. Diabéticos e pessoas com intolerância a glucose devem evitar o uso deste fitoterápico.

Interações medicamentosas: faz interação com anticoagulantes de via oral;

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: de 3 a 9g em decocção; de 500 a 1.500mg em pó/dia; de 100 a 500mg em extrato seco/dia; de 3 a 12ml em tintura/dia.

Formulações: DOENÇAS DE PELE, DERMATITES, ECZEMAS E INFLAMAÇÕES GERAIS – decocção das cascas e sementes a 5 % em lavagens, compressas, aplicar durante 15 minutos sem friccionar.  TRATAMENTO PARA PELE OLEOSA: – sabonete com castanha da índia. CHÁ – adicione 30 g de folhas de castanha da índia em 1 litro de água. Beba dois a três copos por dia.

Formulações populares: PROBLEMAS VENOSOS REFERENTES Á MÁ CIRCULAÇÃO, CÃIMBRAS E PERNAS CANSADAS – adicione 5 colheres de sopa de pó da castanha-da-índia em uma garrafa de álcool etílico a 70% . Feche a garrafa e deixe descansando duas semanas numa janela à luz do sol. Coloque a seguir a preparação em uma garrafa escura, limpa e bem tampada e conserve ao abrigo do sol. Para a utilização dilua 5 colheres de sopa em 1 litro de água.

Planeta regente: utilizada em questões relacionadas com o trânsito da Lua em Aquário, Vênus em Aquário, Júpiter em Aquário; Saturno em Escorpião; Saturno em Aquário; Urano em Peixes; Netuno em Peixes. Regente: Júpiter.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: proveniente dos Balcãs e difundida por toda a Europa e parte da Ásia.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: o castanheiro é uma árvore que pode alcançar a 30 metros de altura, produz flores brancas ou amarelas dispostas. Ele tem vida longa podendo chegar a 200 anos.

Toxicidade: as sementes podem ser tóxicas e necessitam ser preparadas medicinalmente antes de serem usadas. Existem casos de crianças que morreram por terem ingerido sementes não tratadas. Foram registrados casos isolados de intoxicação renal e hepática por ingestão excessiva de sementes de castanha-da-índia. Em casos de envenenamento é recomendada lavagem gástrica e intestinal. Efeitos colaterais de envenenamento incluem perturbação gastrointestinal, disfunção hepática; náusea branda; choque; espasmos; urticária e vômitos. Em caso de ingestão, em doses acima das recomendadas podem também ocorrer diarréia, vômito, sede intensa e vermelhidão da face, midríase, sonolência. Os primeiros socorros consistem em lavagem gástrica e intestinal, administração de sulfato de sódio ou carvão ativado.

Observações: em casos de deficiência do Qi, usar com cuidado (associar com tônicos do Qi e do Xue).

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.drogariacisne.com.br/castanha-da-india-zurita-310mg-c-30-comprimidos.html • http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02560 • 10 dicas para usar melhor as plantas medicinais – Dra. Henriqueta Tereza do Sacramento • Pharmacodynamic basis of herbal medicine- Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Ervas do Sítio –  Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbs for the Heart – C.J Puotinen – NTC Comtemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Psycoactive Herbs in Veterinary Behavior Medicine – Stefanie Schwartz – Blackwell Publishing • Enciclopédia de Medicina Natural – Marcílio Franco da Costa Pereira – Madras •