Canela

A canela é uma erva que já vem sendo comercializada entre países como China, Egito e Índia, há mais de 4.000 anos. Em 2.700 a.C o imperador Shen Nung chamou-a de “kwei” em sua farmacopeia. É uma erva que é mais eficiente quando está fresca. O aldeído cinâmico, presente na canela, apresenta ações sedativas no nível do SNC e propriedades antitrombóticas. Também se tem reportado que o óleo essencial apresenta propriedades anti-hipertensivas, ao inibir a enzima convertase, a qual converte a angiotensina. A canela é também um excelente repelente de morcegos. Mais informações abaixo.

Nome científico

Cinnamomum zeylanicum Blume.

Nome conhecido

Cenela, Canela do Ceilão, Canela da Índia, Canela de Cheiro, Canela da Rainha, Canela Fina, Caneleira do Ceilão, Caneleira da Índia, Caneleira Verdadeira e Pau Canela (Português), Zimmt e Zimmtebaum (Alemão), Canela, Canelo, Canelero de Ceilán, Canela de Ceilán, Cinamomo, Laurel e Canelero (Espanhol), Canelle, Canellier e Canellier de Ceylan (Francês), Kaneelboom (Holandês), Cinnamon, Cinnamon Bark e Cinnamon-Tree, (Inglês), Albero Della Cannella, Cannella, Canella, Cenamo e Lauro Aromatico, (Italiano), Cynamon (Polonês).

Nomes botânicos

Cinnamomum zeylanicum Nees. Sinonímia: Canella zeilanica Bauh., Cinnamomum aromaticum J.Grah., Cinnamomum iners Wight, Cinnamomum verum J.Presl., Laurus cassia Burm.f., Laurus cassia L., Laurus cinnamifera Stokes, Laurus cinnamomea Salisb., Laurus cinnamomum L., Laurus culitlaban Buch.-Ham. ex Nees, Laurus montana Link ex Meisner, Laurus rigida Wall., Persea cinnamomum Spreng.

Nomes farmacêuticos

Cortex Cinnamomi.

Família

Lauraceae.

Partes usadas

Casca, folhas e óleo essencial.

Sabor

Doce, picante e amornante.

Composição química

Acetato de eugenol, ácido cinâmico, açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico, benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno, furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio, pineno, resina, sacarose, tanino e vanilina.

Propriedades medicinais gerais

Adstringente, antiescorbútico, antileucorreico, antirreumático, aperiente, aromático, cardiotônico, carminativo, catamenial, digestivo, estimulante, galactagogo, hipertensor suave, piolhicida, sedativo, tônico, vasodilatador, antiasmático, hemostático, emenagogo, insulina-análogo, anti-inflamatório, antioxidante, antidiarreico, diaforético, expectorante, antimicrobiano, antifúngico, alterativo, demulcente, imuno-estimulante, estomáquico, eupeptico, vitalizador cardíaco, antibiótico, adipogênico, alergênico, analgésico, anti-helmíntico, antiagregante, antiemético, antileucêmico, antilinfomico, antimicobacterial, antioxidante, antiprostaglandino, antipirético, antisialagogo, antitubercular, antitussígeno, antiulcerativo, antiviral, afrodisíaco, bactericida, canditicida, colerético, cordial, COX-2 inibidor, inibidor de ciclooxigenase, citotóxico, depurativo, emenagogo, emoliente, estrogênico, expectorante, febrífugo, germicida, Gram(+)icida, Gram(-)icida, hepatotônico, inibidor de redução de HMG-CoA , hipocolesterolêmico, hipoglicemiante, hipotensor, hipotérmico, hipotrigleceridêmico, hipouricêmico, inseticida, potencializador de insulina, lactagogo, larvicida, lipolítico, inibidor de lipooxygenase, mutagênico, miorrelaxante, narcótico, nematicida, nervino, neurotônico, orexigênico, refrigerante, secretagogo, sialagogo, teratogênico, tranquilizante, uterorelaxante, uterotônico, vibriocida, vulnerário, inibidor de xantina-oxydase, poderoso anti-hemorrágico, antiputrefascente e também, antidisentérico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Óleo essencial – antisséptico, antiprurido, diurético, antiespasmódico, circuloestimulante, estimulante cardíaco e pulmonar, afrodisíaco, parasiticida e também, irritante (em doses elevadas).

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: nos distúrbios gastrointestinais, desconforto abdominal, digestão lenta, diarreia, dor de estômago, gases, úlceras estomacais por estresse, equilíbrio dos triglicerídeos, disenteria, cólicas, age no Baço e no Pâncreas, cólicas intestinais, intestino irritado, diverticulose e ainda previne problemas estomacais.

Sistema Urinário e Genital: na dismenorreia, indicado para perda de libido e impotência, amenorreia, hemorragia de parto, metrorragia, espermatorreia, candidíase, cólicas, auxilia a contração do útero no parto, inchaços e em casos de baixa libido.

Sistema Hepático: indicado em problemas hepáticos.

Sistema Respiratório: para asma sem secreção, congestões nasais, bronquite, afecções respiratórias e ainda alivia a congestão.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: nas hemorragias, extremidades frias, hipotensão arterial leve, estimula a circulação, palpitações, acrocianose, anemia e é um purificador do sangue.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em casos de anorexia, cansaço, escrófula, gripe, vômitos nervosos, síndrome de fadiga pós viral, melancolia, ansiedade e insônia em idosos, neuralgia do trigêmeo, depressão, demência, miastenia gravis, síncopes, eleva as funções cognitivas e também previne infecções.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: nas dores articulares, tensões musculares, epilepsia, espasmos da musculatura lisa, tonifica e faz a constrição dos tecidos corpóreos.

Sistema Renal: promove a melhoria do funcionamento dos rins.

Outros distúrbios: para calafrios, choques, dores de cabeça, espasmos, inflamações do rosto, paralisia da língua, queimaduras por frio, respiração ofegante, enxaqueca, soluços, náusea, sensibilidade ao frio, complicações da Diabete Mellitus, para emoções fortes, melhora a vitalidade, traz cor ao rosto, é ativo frente a Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhi e paratyphi, Escherichia coli, Mycobacterium tuberculosis, Candida albicans e Aspergillus spp., estimula a função de outras ervas medicinais no organismo e também é indicado para congestão dos seios da face.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para tratamento de tinha.

Cabeça e face: para germes do couro cabeludo.

Cavidade bucal: para ulcerações da gengiva e mucosa da boca e em dor de dente.

Músculos, ossos e articulações: para dores do joelho, dores nas costas, no torcicolo, artrose cervical, lombalgia crônica e em cãibras nas panturrilhas.

Outros distúrbios: para polineuropatias agudas e na flebite superficial.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

As mesmas indicações dadas para adultos, nas doses adequadas a cada faixa etária.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A canela não deve ser usada na gravidez, na lactação, em pessoas com distúrbios gastrointestinais, neurológicos ou em crianças menores de seis anos. Evitar em pessoas com hipersensibilidade à erva ou ao Bálsamo do Peru. Doses excessivas podem causar aumento da frequência cardíaca, da mobilidade intestinal, da respiração e da perspiração, através da estimulação química do vasomotor. Também pode causar dermatite de contato. Chicletes e balas de canela podem causar lesões na mucosa da boca. A exposição ao óleo de Canela é associada ao risco de câncer. Evitar ainda seu uso em quadros hemorrágicos, na hemofilia, em casos de alcoolismo, câncer de próstata e em enfermidades febris por calor.

Interações medicamentosas

O Rou Gui (casca de canela) antagoniza com a erva Chi Shi Zhi (Halloysitum rubrum).

Toxicidade

Não há relatos de toxicidade nas doses terapêuticas recomendadas.

Uso culinário e nutritivo

Seu uso como alimento é considerado seguro. É uma das ervas constituintes do curry indiano. Utilizada para aromatizar chás, bolos e quebrar cheiros.

Aromaterapia

Ao óleo essencial de canela são atribuídos poderes afrodisíacos, principalmente sobre os homens. O óleo também tem propriedades corrosivas e pode ser utilizado para eliminar verrugas. É um óleo aromático de fragrância enaltecedora que acalma náusea, estimula a digestão e a circulação. Não se deve ingerir o óleo essencial de canela sob nenhuma circunstância. Sua extração se dá por destilação da casca a vapor que produz um óleo com variação de coloração que pode ir do marrom, amarelo-dourado ou avermelhado. Sua viscosidade produz uma sensação oleosa. É considerada uma nota perfumística de meio com forte intensidade. Seu aroma pode ser descrito como rico, picante, terral, temperado, radiante e levemente amadeirado.

Sistemas Florais

Florais de Minas: Cassia – vergonha e autocondenação por atitudes públicas e sociais.

Medicina Chinesa (MTC)

Seus nomes chineses são Rou Gui (Cinnamomi cassiae córtex) e Gui Zhi (Cinnamomi casssiae ramulus).

A erva movimenta o Yang e transforma o Qi. Indicada em casos de retenção de água onde estimula o metabolismo e acelera a transformação dos líquidos em Qi, aliviando edemas e a dificuldade de urinar por deficiência do Yang. Também aquece e abre os meridianos e dispersa o frio. Ainda indicada em doenças reumáticas, principalmente dos ombros. Fortalece o Yang do Coração, reforça o Wei Qi, tonifica a deficiência do Qi do Pulmão e Coração, indicada na invasão de vento frio externo, deficiência do Yang dos Rins, Bexiga e Baço, na presença de umidade-fleuma no Jiao inferior. A canela circula o Qi no tórax, direciona ervas para os canais e para o exterior, aquece o Jiao inferior, aquece e promove a circulação do Xue, reduz dor e enrijecimento por ação do frio e fortalece o portão vital (Ming Men). Utilizado também quando a deficiência do Yang do Rim apresenta fraqueza nas pernas, respiração curta e voz fraca.

Esta erva é particularmente utilizada em síndromes onde há adormecimento e formigamento nos membros, frio e dor nas extremidades. Junto com a erva Ba Ji Tian (Moridae radix), substitui o naturopático Lu Rong (Cervi cornu). É utilizada como erva principal em fórmula que tratam invasão de vento-frio. Penetra primariamente no meridiano do coração e secundariamente nos meridianos do pulmão e bexiga. É utilizada conjuntamente com Bai Shao Yao (Paeoniaradix lactiflora) para expelir vento-frio e promover a circulação do Qi harmonizando o Wei Qi e o Qi Nutritivo na região superficial, estabilizando o exterior. É um dos componentes da fórmula chinesa Ma Huang Tang (decocção de Efedra) utilizada para fazer suar e expelir invasão de vento-frio, regular o Qi do Pulmão e aliviar sibilos de respiração. É usada quando há febre, calafrios intensos sem suor, dor de cabeça, dores generalizadas e respiração curta. O paciente pode apresentar língua com saburra branca e espessa e pulso superficial. Utilizada também na fórmula Gui Zhi Tang (Decocção de Ramo de Canela) para tratamento de condições de invasão de vento-frio. Esta fórmula expele o vento-frio e alivia o exterior regulando o Yin Nutritivo (Ying Yin) e o Wei Qi.  Também utilizada nas síndromes que manifestam febre com suor irregular e aversão ao vento, nariz obstruído e dor de cabeça. Utilizada em pacientes que não sentem sede e apresentam língua com saburra branca e pulso superficial, lento e fraco. Também aparece na fórmula Shao Yao Tang (Decocção de Peônia) que é utilizada para regular o Qi e o Xue, limpar calor-tóxico e eliminar umidade dos intestinos. É basicamente utilizada para tratar umidade-calor e toxinas acumuladas nos intestinos. As manifestações desta síndrome incluem dor abdominal, tenesmo, dificuldade para defecar, diarreia com muco e sangue em partes iguais e sensação de queimação ao redor do ânus. Os pacientes apresentam língua vermelha com saburra amarela suja e pulso rápido. Nesta fórmula, a função do Rou Gui é de prevenir que as ervas amargas e frias possam injuriar o Yang, o que ocorre quando o Qi e o sangue se encontram enfraquecidos por longos períodos. Também dá assistência a erva Dang Gui (Angelicae sinensis radix) para reforçar a função de circulação do sangue. Tem boa sinergia com Xi Xin (Asari herba) para estimular e tonificar o Yang e aquecer os meridianos e órgãos internos expelindo o frio. Rou Gui também tem penetração no meridiano do Rim e Jiao inferior tratando síndromes de frio e estimulando o Yang do Rim. Tem valor especial por se tratar de uma erva doce, o que a faz mais lenta e pode tratar síndromes de frio que não podem ser tratadas em tempo curto como impotência, micção frequente, amenorreia e infertilidade. Também é útil para tratar a síndrome de Yang flutuante, pois é capaz de tonificar o fogo do portão vital (Ming Men) e guiar o fogo flutuante de volta para baixo na fonte. Alivia dores especialmente quando se encontram no baixo-ventre, costas e joelhos. Participa da fórmula Xiao Jiang Zhong Tang (Minor Construct the Middle Decoction) que trata a deficiência do Qi e do Yang do Baço e a deficiência crônica do Yang, Qi, Yin e Xue no Jiao médio. Gui Zhi é utilizada nesta fórmula para tonificar o Yang do Baço e estimular sua função, aquecer o Jiao médio, acalmar o Qi do Estômago, dispersar o frio e acúmulo de água e melhorar a digestão. Também usada na fórmula Hui Yang Jiu Ji Tang (Decocção de restauro e avivamento do Yang) utilizada para recuperar o Yang em colapso e tonificar o Qi. Nesta fórmula, Rou Gui é usado para recuperar o Yang, penetrar nos Rins e aquecer o Yang dos Rins e incrementar a função da erva Fu Zi. Outra fórmula é Dang Gui Si Ni Tang (Decocção de língua e extremidades frígidas) que tem finalidade de aquecer os meridianos e expelir o frio, tonificar o sangue e promover sua circulação. Utilizada para tratar frio e dor em juntas e músculos em deficiência do Yang e do Xue com invasão externa de frio. Sua função nesta fórmula é penetrar no coração e incrementar a função da erva Dan Gui de estimular o Yang e aquecer o sangue. Também penetra nos pulmões e expulsa o frio e expande o Yang e o Qi em todo o corpo. Gui Zhi também pode ser utilizada quando o Qi do coração está muito enfraquecido para estimular o sangue e a estagnação de sangue aparece causando palpitações e inquietude. Tem melhor efeito nesta função se utilizada com um pouco de álcool. Como a erva e o álcool são picantes e consomem o Qi, devem ser usadas em conjunto com ervas que tonifiquem o Qi e o Xue do Coração e sua dosagem deve ser pequena. Outra fórmula é a Zhi Gan Cao Tang (Decocção de Alcaçuz) – que tem função de tratar palpitações crônicas e pulso irregular causada por deficiência do Qi do Coração. Gui Zhi é utilizada aqui como erva assistente estimulando o Yang do Coração e promovendo a circulação do Qi e do Xue que é a causa parcial das palpitações. A fórmula Yang Xin Tang (Decocção para nutrição do coração) trata as desordens mentais causadas pela deficiência do Qi do Baço, do Coração e do Xue que se manifestam com palpitações e inquietude, confusão mental, insônia, sono perturbado cansaço e depressão. A língua se apresenta pálida como uma camada de saburra branca fina e pulso fraco. A função de Rou Gui nesta fórmula é de promover a circulação do sangue. Na fórmula chinesa You Gui Wan (Pílula restaurativa do Rim Direito), Rou Gui é uma das ervas principais com a função de tonificar diretamente o Yang e a Essência dos Rins. Na fórmula Shen Qi Wan (Pílula do Qi do Rim do Gabinete Dourado), Gui Zhi é uma erva assistente. Esta fórmula tem a propriedade de estimular, de forma suave, o Yang do Rim e como erva assistente tem a função de fazer crescer o Yang no organismo. Também constitui a fórmula Gui Zhi Gan Cao Long Gu Mu Li Tang (Decocção de Ramo de Canela, Licorice, Osso de Dragão e Concha de Ostra) utilizada para tratar deficiência do Yang do Coração e frio no Jiao superior. Gui Zhi é uma das duas ervas principais tratando a deficiência do Yang do Coração diretamente. A fórmula Ling Gui Zhu Gan Tang (Decocção de Poria, Cinnamomum, Atractylodes macrocephalae e Licorice) é utilizada para tratar a síndrome de água fria atacando o coração e pulmão. Gui Zhi tem a função de aquecer a água e acelerar o processo onde a água se evapora e torna-se Qi e estimulando diretamente o processo de dissolução dos fluidos e drenando água. A canela também se faz presente na composição das seguintes fórmulas chinesas: Su Zi Jiang Qi Tang, Shao Fu Zhu Yu Tang, Du Huo Ji Sheng Tang, Gui Zhi Tang, Xiao Jian Zhong Tang e Yang He Tang.

A erva tem atuação nos canais do estômago, baço/pâncreas, pulmões, coração, rins e bexiga. Evitar o uso da canela em casos de insuficiência do Yin.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 1 – Ervas que induzem transpiração • Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 – Ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo •  Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 9 – Ervas que promovem a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 11 – ervas para regular a energia vital (qi) •  Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências (energia vital, função dos órgãos internos e sangue) • Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Ayurveda

Seu nome ayurvédico é Tvak e Daalchini. A canela reduz Kapha, equilibra Vata e agrava Pitta. No entanto, as partes mais doces da planta podem pacificar Pitta. É uma planta satvica que fortalece o agni digestivo. Sua rasa é picante, doce e adstringente, sua virya é quente e sua vipaka é doce. A canela é especialmente benéfica para os tipos Vata por ser uma erva do tipo doce com suas propriedades carminativas, calmantes e que despertam o agni digestivo. A planta atua sobre Vyana vayu (fluxo circulatório). Também tem ação sobre os tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo, muscular, nervoso e medula óssea e com mais intensidade nos sistemas urinário, respiratório, digestivo e circulatório. Deve ser evitada em distúrbios de Pitta.

Uso homeopático

É uma erva utilizada como remédio para hemorragias em T.M. à 3.ª.

Pets e outros animais

A canela é utilizada para afastar morcegos.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Um estudo da Universidade Queen Margaret, em Edimburgo, acredita que a canela e o cravo-da-índia promovem o decréscimo da produção da enterotoxina A e enterotoxina B. Uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Agricultura dos E.U.A concluiu que a canela ajuda no controle da glicose em pacientes com diabete tipo 2, incrementando a produção natural de insulina. Além disso, demonstrou ainda baixar os níveis dos triglicerídeos e colesterol, prevenindo doenças cardíacas.

Astrologia

A canela é indicada para distúrbios de saúde relacionados ao trânsito da Lua em Câncer, Mercúrio em Gêmeos, Mercúrio em Escorpião, Mercúrio em Capricórnio, Mercúrio em Peixes, Vênus em Capricórnio, Vênus em Peixes, Saturno em Áries, Saturno em Touro, Saturno em Câncer, Saturno em Escorpião, Urano em Virgem, Urano em Capricórnio, Urano em Aquário, Netuno em Libra, Plutão em Áries. Seu regente é o Sol.

Indicações energéticas ou mágicas

Erva do elemento fogo. No plano espiritual, o óleo da canela estimula a proteção. Paracelso indica em sua Botânica Oculta que a planta é empregada nos perfumes mágicos do Sol e em certos filtros do amor, cujo uso o mago branco deve repelir. Erva sagrada nos cultos à Afrodite e Vênus. Queimar incenso de canela promove um ambiente altamente espiritual. Sua fragrância estimula a paixão nos homens. O incenso também é queimado em sessões para promover a cura. Existem lendas que dizem que a Rainha de Sabá entregou canela (entre outras ervas) ao Rei Salomão para ungir a Arca da Aliança. Jeová ordenou a Moisés que a usasse na confecção do santo óleo.

Habitat

Planta natural do Oriente cresce espontaneamente a dois mil metros de altitude. Está adaptada ao Brasil.

Descrição da planta

Árvore de porte médio, atingindo de 8 a 15 metros de altura por 40 cm de diâmetro. Casca pálida e sem pelos, com folhas simples, opostas, ovado lanceolada, contendo três nervuras salientes, apresentam consistência coriácea, e aspecto luzidio na página superior, flores pequenas, branco-amareladas, formando pequenas panículas (Carriconde et al, 1995 in Silva, É. B da, 1997).

Vamos plantar?

Sua propagação é feita por sementes ou estaquia de ramos, colocados em ambiente protegido. Semear em sementeiras próprias ou tubetes, com substrato de casca de arroz ou vermiculita, mantendo úmido até a emergência. Quando a muda estiver com 10 folhinhas, transplantar para sacos e manter em cultivo de sombra a 50% até a hora de levar para o campo ou comercializar. Para culturas, as mudas muito novas necessitam de sombreamento, recomendando-se a consorciação com frutíferas. No plantio, abrir uma cova com o dobro do tamanho do torrão, colocar areia no fundo e cerca de 2 a 3 litros de adubo animal de curral bem curtido, misturado com composto orgânico. Em regiões quentes, regar o fundo da cova antes de colocar o torrão. Preencher ao redor da muda com mistura de composto orgânico e adubo animal misturados, regando a seguir. Fazer uma bacia com a terra que sobrou do buraco, para ajudar nas regas iniciais. Regar diariamente por um mês. Depois, espaçar as regas ou usar rega por gotejamento.

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ •  https://www.fazfacil.com.br/jardim/canela/ • http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191826033It009#Canela • http://ervaseinsumos.blogspot.com/2009/03/canela.html • http://fitomedicinapopular.blogspot.com/search/label/Canela%20-%20Cinnamomum%20zeylanicum-Breye • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Ayurveda – saúde e longevidade na tradição milenar da Índia – Dr. Danilo Maciel Carneiro – Pensamento • 100 receitas de sáude – Ervas medicinais – Anne McIntyre – Publifolha • Fitoterapia Chinesa – Guia prático – Eve Rogans – Avatar • Plantas que curam – Enio Emmmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Guia Prático para Auto-cura – Tonusterapia. A cura pelas plantas – Munir Sabá – Editora Traço • Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Ayurveda- A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • As plantas curam  – A. Balbach – Ed. Vida Plena • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • Manual de Fitoterápia Chinesa e Plantas Brasileiras – Mary Lannes Salles Leite – Icone Editora • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hacehtte • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • As plantas mágicas – Botânica oculta – Paracelso • Brochure Super Germs and Oils • Chinese Herbal Medicines – comparison and characteristics – Yifan Yang – Churchill Livingstone • Chinese Herbal Medicine – modern aplication of traditional formulas – Chongyun Liu and Angela Tseng with Sue Yang – CRC Press • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies  Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  anda enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Los Remedios de la Abuela – Jean Michel Pedrazzani • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propiedades y funciones de las plantas en la medicina china. pdf • Psycoactive Herbs in Veterinary Behavior Medicine – Stefanie Schwartz – Blackwell Publishing • Taiwanese Native Medicinal Plants – Phytopharmacology and Therapeutics Values – Thomas S.C. Li, Ph.D. – CRC Press • Tylers Herbs of Choice – the terapheutic use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Timeless Secrets of Health and Rejuvenation – Andreas Moritz – Ener-Chi Wellness Center • The Big Herbal Encyclopedia. pdf • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era •