Cana do Brejo

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Os índios da América Central costumam usar esta planta medicinal como fonte de água para refrescar, pois ela tem a característica de guardar água, mas também de curar doenças.  O gênero Costus, descrito por Carl Linnaeus, do qual esta planta medicinal faz parte, inclui 42 espécies tropicais.

Cana do Brejo Planta Medicinal

Nome científico

Costus spicatus Rosc.,

Nome conhecido

Cana-de-macaco, Canarana-do-Brejo, Caatinga, Cana-Branca, Jacuanga, Jacuacanga, Sagitária Tuberosa, Pobre Velha, Paco Caatinga, Peninaa, Pacová, Flor-da-Paixão, Jacuanga, Cana-do-Mato, Jacuacanga, Paco-Caatinga, Periná, Ubacaia, Ubacayá, Ubacaia Caatinga, Cana-Roxa, Cana  Roxa  do  Brejo, Cana do Mansa (Português), Spiked Spiral Flag, Indian-Head Ginger, Spiked Alpina (Inglês), Amome Velu Pétiolé, Canne d’Eau, Canne Marron, Amome en Épi (Francês), Caña de Arroyo, Costos, Cana Amarga, Cana Agria, Cana Cimarrona, Costo da Arábia (Espanhol), Canne Congo, Petit Dégonflé (Creole), Ninya Pucchucu Pango, Sangapilla (dialeto Peruano).

Nomes botânicos

Alpinia spiralis Jacq., Costus spiralis (Jacq.) Roscoe., Alpinia spicata Jacq.  (basionym); Amomum petiolatum Lam.; Costus conicus Stokes; C. cylindricus Jacq.; C. micranthus Gagnep.; C. quartus Roem. & Schult, Costus Anachiri Jacq.

Nomes farmacêuticos

Folium et Caulis Costus.

Família

Zingiberaceae/ Costaceae.

Partes usadas

Ramos novos e folhas frescas.

Sabor

Doce, suave, refrescante.

Composição química

Ácido oxálico, inulina, taninos, matérias pécticas, flavonoides, compostos fenólicos, saponinas (em toda família), polissacarídeos, mucilagem, heterosídeos cianogênicos, alcaloides (principalmente nas folhas, caule e rizoma).

Propriedades medicinais gerais

Anti-inflamatório para rins e bexiga, antilítico, antidiabético, antirreumático, aperitivo, peitoral, calmante para excitações nervosas e do coração, depurativo, diurético, diaforético, depurativo, resolutivo, emenagogo, estomáquico, febrífugo, resolvente de tumores, emoliente, sudorífero, tônico, anti-helmíntico, antisséptico, carminativo e estimulante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Raízes – antimicrobiano (extrato alcoólico).

Folhas – antimicrobiano (extrato alcoólico), emoliente (cataplasma das folhas frescas).

Indicações para uso interno

Sistema Urinário e Genital: albuminúria, pedras na bexiga, afecções da bexiga, cistite com dores e dificuldade de urinar, disúria, falta de regras, gonorreia, leucorreia, sífilis, gases, faz circular a energia na pelve, promove a menstruação, problemas na uretra como uretrite.

Sistema Respiratório: para tosse com catarro amarelo, coqueluche, gripe,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: na arteriosclerose, insuficiência cardíaca, micção sanguinolenta,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: febre, infecção.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para reumatismo,

Sistema Renal: nas afecções renais, inflamação dos rins, cálculos renais, nefrite,

Outros distúrbios: para diabete, hidropisia, câncer, vermes.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Sumo do caule – aterosclerose, excitação nervosa e cardíaca.

Sumo dos ramos – disúria, hidropsia, aterosclerose, albuminúria, insuficiência cardíaca, dores nefríticas, sífilis, gonorreia e catarro.

Ramos – leucorreia e nas afecções renais.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: tumores cutâneos.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Folhas – tumores (cataplasma das folhas frescas).

Ramos – hérnia (cataplasma do pó), leucorreia (lavagem com a infusão),

Sumo do caule – limpeza de feridas.

Sumo dos ramos – picada de inseto.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Evitar o uso prolongado, pois pode resultar no surgimento de urólitos (por ser rica em oxalato de cálcio). Não deve ser usada na gravidez e em pessoas com cálculos renais.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

A base de dados de plantas tóxicas do FDA lista a cana-do-brejo. No entanto, acredita-se que a planta é segura, nas doses recomendadas e em uso não prolongado.

Uso culinário e nutritivo

Uma bebida refrigerante feita com o suco desta planta é muito usada em épocas de calor intenso.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro •

Ayurveda

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Populares brasileiros sugerem polvilhar a planta sobre tumores. Populares da América Central bebem o suco da planta como diurético, emenagogo e estimulante. Costarriquenhos fervem esta planta com cavalinha e passiflora (maracujá) para fins diuréticos. Dominicanos e Indianos ocidentais franceses sugerem que a decocção das folhas seja usada para tratar gases e reumatismo. Povo de Trinidad Tobago utilizam a decocção para problemas do trato urinário. Na Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. A decocção de suas folhas, contra diarreias graves, e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga.

O que diz a ciência

Apesar de muito utilizada, ainda não há confirmação experimental da eficácia e segurança do seu uso terapêutico (Embrapa). Os flavonoides diglicosídeos foram estudados quanto a atividade inibitória da produção de óxido nítrico pela avaliação de macrófagos.

Astrologia

Planta medicinal associada a condições de saúde relacionadas ao trânsito de Mercúrio em Libra.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Planta proveniente do Oriente, estando bem aclimatada ao Brasil, onde se propaga e medra quase espontaneamente.

Descrição da planta

É uma planta perene, rizomatosa, ereta, não ramificada com um a dois metros de altura. Possui folhas alternas, membranáceas e espiraladas em relação ao ramo. As flores, brancas, amarelas ou róseas, são reunidas em inflorescências terminais, vistosas e densas.

Vamos plantar?

O cultivo requer material propagativo de qualidade, obtido de plantas com identificação botânica correta e sem sintomas de doenças e infestação por pragas. Por se tratar de plantas utilizadas no tratamento de pessoas com saúde debilitada, recomenda-se que não se utilize no cultivo insumos (adubos e defensivos) quimio-sintéticos. A multiplicação da cana-do-brejo por meio de estaquia é um processo simples, de baixo custo, que possibilita a multiplicação de genótipos selecionados em um curto período de tempo (Embrapa). Mudas de qualidade de cana-do-brejo podem ser obtidas a partir de estacas apicais com cerca de 20 cm de caule e com 2-3 folhas, inteiras ou seccionadas ao meio. A razão para a manutenção de algumas folhas refere-se a maior possibilidade de sobrevivência de estacas de muitas espécies, tanto devido à síntese de carboidratos nas folhas, por meio da fotossíntese, quanto devido ao fornecimento de auxinas e outras substâncias reguladoras do crescimento, importantes no processo de formação de raízes, estimulando a atividade cambial e a diferenciação celular. No entanto, quando muitas folhas são mantidas na planta, a taxa de sobrevivência da estaca é reduzida em função da perda excessiva de água por transpiração. Recomenda-se que a produção de mudas seja feita com substrato que ofereça boa drenagem para facilitar o enraizamento e posterior plantio. A mistura de húmus de minhoca com terra preta e pó de coco (1:1:1) dá bons resultados. A planta desenvolve-se melhor em ambiente parcialmente sombreado, mas com iluminação solar direta e requer irrigação diária.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/https://www.queplantaeessa.com.br/cana-do-brejo-vias-urinarias-pedra-nos-rins/http://www.aplantadavez.com.br/2019/11/cana-do-brejo-costus-spiralis-jacq.html • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Plantas Medicinais- Coletâneas de Saberes – Schirlei da Silva Alves Jorge • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Dukes Handbook of Medicinal Plants of  Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Cana do Brejo – Luciana Marques de Carvalho e Roberta Santana de Andrade – Embrapa • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB •
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