Aquiléia

Erva utilizada para tratamento de câncer do pulmão, em conjunto com raiz de Cálamo. Conhecida na região da Amazônia como, Novalgina, pelos seus usos medicinais.

Nome Científico:

Achillea millefolium L.

Nomes botânicos:

Achillea borealis subsp. Arenicola (Pollard) D.D. Keck, Achillea borealis subsp. Californica (Pollard) D.D. Keck, Achillea lanulosa Nutt., Achillea lanulosa subsp. Alpicola (Rydb.) D.D. Keck, Achillea laxiflora Pollard & Cockerell, Achillea pecten-veneris Pollard.

Nomes Farmacêuticos:

Herba Achillae.

Partes usadas:

Toda a planta.

Composição Química:

Achileína, achilina, ácido aquilêico, ácido caféico, ácido clorogênico, ácido fórmico, ácidos graxos, ácido isovalérico, ácido mirístico, ácido salicílico, açúcares, alcaloides, aminoácidos, aquineína, azulenos, bataínas, betaína, borneol, pró-camazuleno, canfeno, cânfora, p-cimeno, cineole, cumarinas, derivados terpênicos e sesquirterpênicos, eugenol, fitosterol, flavonoides (apigenina, epigenol, luteolina e seus glicosídeos, artemetina, rutina, tuteolol), formaldeído, furfural, glicosídeos amargos, heterosídeos cianogênicos, inulina, lactonas sesquiterpênicas, limoneno, linalol, milefina, minerais: P e K, mucilagens, óleo essencial (cineol, proazuleno), a-pineno, ß-pineno, quercetina, quercitrina, resina, sabineno, tanino, a-terpineno, trigonelina, a-tujona, vitamina C.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: dores de estômago, febre intestinal intermitente, espasmos gastrointestinais, fissuras anais, flatulências, hemorroidas, inflamações das mucosas da boca, estômago e intestinos, mucosidade intestinal e estomacal, queimação,

Sistema Urinário e Genital: afecções urinárias, amenorreia, cólicas menstruais, enurese em crianças, espasmos uterinos, hemorragias uterinas, regularização do ciclo menstrual, prolapso do útero, inflamações dos ovários, prurido vaginal, incontinência urinária, problemas da próstata,

Sistema Hepático: problemas de vesícula, cirrose, reabilitação de hepatite crônica,

Sistema Respiratório: contusões pulmonares, hemorragias pulmonares, câncer do pulmão.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: estabiliza a circulação sanguínea, depurativa do sangue, gota, epistaxe, trombose cerebral e coronariana, varizes, para espasmos vasculares, angina pectoris, trombose cerebral e coronária, tonifica as veias varicosas, melhora as condições gerais da circulação sanguínea.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: debilidade geral, distúrbios nervosos, resfriados,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: osteomielite,

Sistema Renal: cálculo renal, regulariza o funcionamento dos rins,

Outros distúrbios: para abscessos e acnes, adinamia, adstrição, afecções da pele e eczemas, alopecia, cefaleia, desintoxicante do organismo, escarlatina, insônia, psoríase, transpiração excessiva pelos pés, tumores, vômitos sanguinolentos, catapora, todo tipo de desordens femininas, depressão e ânimo alterado (melhor efeito em mulheres), doenças oculares com lacrimejamento, dores agudas nos olhos, atua sobre a medula para formação de sangue, regula o açúcar no sangue.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: inflamações e rachaduras da pele, poros dilatados, queimaduras, sarna, sardas e manchas da pele, abscessos e acnes, afecções da pele e eczema, como desinfetante em ferimentos externos, tem propriedades que inibem as secreções sebáceas.

Cabeça e face: anticaspa.

Cavidade bucal: dor de dente.

Músculos, ossos e articulações: inflamações das juntas.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

Seu óleo é extraído das folhas secas e capítulos florais por destilação a vapor. Apresenta viscosidade média e é considerado uma nota média (intermediária) com intensidade de média para forte.
O óleo essencial é indicado para tratamento capilar, hemorroidas, hipertensão, indigestão, insônia, enxaqueca, sinais e marcas de expressão, cicatrizes, veias varicosas, ferimentos.
É um antirreumático, anti-inflamatório, antisséptico, antiespasmódico, carminativo, cicatrizante, digestivo, expectorante, hipotensivo e tonificante.
No plano emocional, é útil em casos de desânimo.
Tem boa sinergia com os óleos de bergamota, camomila, esclaréia, junípero, lavanda, limão, néroli e alecrim.
O óleo é neurotóxico e deve-se evitar o uso na gravidez e em casos de febre e epilepsia.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue • Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade • Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Planta considerada tóxica para animais.

Informações em outros sistemas de saúde:

É chamada de planta milagrosa e é utilizada pelos povos índios da América do Norte (tribos Crows e Assiniboine) para dores, picadas e ferroadas no corpo. Para curar contusões, cortes, queimaduras comuns e solares e parar sangramentos. Internamente é usada para doenças do trato urinário e é uma erva boa para o fígado (trata cirroses) que acalma o estômago e ajuda a limpar os rins e a próstata. Para problemas externos colocam-se as folhas diretamente sobre as áreas afetadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nome Conhecido:

Alevante, Anador, Aquiléa, Aquiléia-mil-flores, Aquiléia-mil-folhas, Atroveran, Botão-de-Prata, Erva-Carpinteira, Erva-Carpinteiro, Erva-das-Cortadelas, Erva-das-Damas, Erva-de-Carpinteiro, Erva-de-Cortadura, Erva-de-São-João, Erva-do-Bom-Deus, Erva-do-Carpinteiro, Erva-dos-Carreteiros, Erva-dos-Cortadores, Erva-dos-Golpes, Erva-dos-Militares, Erva-dos-Soldados, Levante, Macelão, Marcelão, Mil-em-rama, Mil-ramas, Milefólia, Milefólio, Mil-em-ramas, Mil folhas, Milfolhada, Mil-folhada, Milfólio, Mil-ramos, Novalgina, Pêlo-de-carneiro, Pestana-de-vênus, Ponta-livre, Prazer-das-Damas, Pronto-alívio, Salvação-do-mundo (Português), Mil en rama (Espanhol), Mille-feuilles (Francês), Yarrow (Inglês), Millefoglio (Italiano).

Família:

Asteraceae.

Sabor:

<p>Amargo, adstringente, frio e neutro.</p>

Propriedades medicinais gerais:

Febrífugo, sudorífico, antitérmico, expectorante, eupeptico, antidiarreico, antirreumático, anti-hipertensivo, antitrombótico, hemostático, anti-inflamatório, emenagogo, analgésico, cicatrizante, antibiótico, anticelulítico, antidispéptico, antiespasmódico, anti-helmíntico, antimicrobiano, aperiente, aromático, carminativo, vulnerário, colagogo, colerético, digestivo, diurético, estimulante, estomáquico, hepático, refrescante, tônico, cicatrizante, anticoagulante, antiartrítico, antipirético, anti-helmíntico, calmante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Utilizada para enurese infantil e como antisséptico tópico.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Evitar uso na gravidez e lactação. Também evitar exposição ao sol com a pele molhada com suco da planta. A erva pode intoxicar animais domésticos se ingerida e deve-se evitar doses altas por períodos prolongados (cerca de 2 meses).
A Aquiléia pode provocar irritação dérmica com coceira e inflamação, podendo formar pequenas vesículas e pode causar inflamação ocular, dores de cabeça e vertigens.
Seu uso durante a gravidez pode provocar sangramentos.
Também é contraindicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer membro da família botânica – Asteraceae. Evitar seu uso em epilépticos e no período menstrual.

Interações medicamentosas:

A erva faz interação com antiácidos, barbitúricos, anticoagulantes e antiplaquetários, drogas hipotensivas e hipertensivas e inibidores da bomba de prótons.

Toxicidade:

A tujona, uma toxina conhecida e um ingrediente menor do óleo essencial, está presente na erva em concentrações muito baixas para ser capaz de causar qualquer risco à saúde. Em geral, não é considerada tóxica.

Uso culinário e nutritivo:

É um condimento e flavorizante de bebidas alcoólicas e aperitivos amargos. Os suecos a adicionam na cerveja para criar um efeito mais estimulante. Na Espanha preparava-se, um vinho com Achillea, tendo por base vinho branco, onde flores da planta se colocavam a macerar por 7 dias, depois coavam e engarrafavam, servindo em pequenas doses como aperitivo.

Sistemas Florais:

Sistema Florais de Minas: Millefolium – indicado para indivíduos que estão atravessando mudanças que lhes podem ser dolorosas; para a personalidades supersensíveis a ideias de terceiros, aos ambientes circundantes e às influências dos outros. Utilizado em casos onde, com frequência, a pessoa se sente desvitalizada, bocejante e fraca num certo ambiente ou após uma conversa, sendo o seu estado de espírito muito dependente do psiquismo alheio. Às vezes, um simples, mas significativo olhar já é suficiente para lhe roubar a paz. A essência ajuda a romper hábitos arraigados e ligações outrora valiosas, dando também proteção àquele que se sente vítima de encantamentos, vampirismos, e toda sorte de irradiações negativas. Deve ser ministrado nos períodos de transições biológicas, psíquicas e espirituais, como dentição, menopausa, andropausa, gravidez, amputações de membros, separações, divórcio, mudança de trabalho, de casa, perda de emprego, etc. A essência também é útil para aqueles que estão tentando se livrar de vícios como tabagismo, alcoolismo, drogas e psicotrópicos, principalmente quando estes são catalisados por influências externas. Millefolium deve ser empregado como uma espécie de âncora nas formulações florais compostas, quando se percebe a necessidade de harmonizar as profundas mudanças que o indivíduo poderá experimentar com o tratamento, principalmente quando as essências catárticas são ministradas.
Sistema Florais das Gerais: Milefólio – para casos de supersensibilidade ao meio e para pessoas que captam facilmente a energia negativa do ambiente. Também em desvitalizações e bocejos.

Medicina Chinesa (MTC):

Sistema Florais de Minas: Millefolium – indicado para indivíduos que estão atravessando mudanças que lhes podem ser dolorosas; para a personalidades supersensíveis a ideias de terceiros, aos ambientes circundantes e às influências dos outros. Utilizado em casos onde, com frequência, a pessoa se sente desvitalizada, bocejante e fraca num certo ambiente ou após uma conversa, sendo o seu estado de espírito muito dependente do psiquismo alheio. Às vezes, um simples, mas significativo olhar já é suficiente para lhe roubar a paz. A essência ajuda a romper hábitos arraigados e ligações outrora valiosas, dando também proteção àquele que se sente vítima de encantamentos, vampirismos, e toda sorte de irradiações negativas. Deve ser ministrado nos períodos de transições biológicas, psíquicas e espirituais, como dentição, menopausa, andropausa, gravidez, amputações de membros, separações, divórcio, mudança de trabalho, de casa, perda de emprego, etc. A essência também é útil para aqueles que estão tentando se livrar de vícios como tabagismo, alcoolismo, drogas e psicotrópicos, principalmente quando estes são catalisados por influências externas. Millefolium deve ser empregado como uma espécie de âncora nas formulações florais compostas, quando se percebe a necessidade de harmonizar as profundas mudanças que o indivíduo poderá experimentar com o tratamento, principalmente quando as essências catárticas são ministradas.
Sistema Florais das Gerais: Milefólio – para casos de supersensibilidade ao meio e para pessoas que captam facilmente a energia negativa do ambiente. Também em desvitalizações e bocejos.

Ayurveda:

Erva que aumenta Vata, reduz Pitta e Kapha. Sua rasa é picante, amargo e adstringente. Sua virya é fria e a vipaka é picante.

O que diz a ciência:

Um estudo suíço indicou que camundongos expostos à extratos etanólicos e hidro alcóolicos de flores de Achillea foi observado que a espermatogênesis apresentou esfoliação de células de germes imaturas, necrose de células de germes e vacuolização do túbulo seminal.
Em camundongos e ratos diabéticos a Aquiléia demonstrou propriedades hipoglicêmicas e propriedades de diminuir a glicose.
Os alcamídeos poli-insaturados da espécie Achillea, demonstraram ter atividade anti-inflamatória onde inibiram a cicloxigenase e 5-lipoxigenase in vitro.
Os sesquiterpenos constituintes dos ácidos achimilicos A, B e C da Aquiléia demonstraram ter ação antitumoral contra as células de leucemia do rato P-388 in vivo.
A volatização do óleo de Aquiléia foi reportado ter uma ação depressiva do sistema nervoso central. O alcaloide constituinte achilleine, foi encontrado na diminuição do tempo de coagulação dos coelhos.
Aquiléia demonstrou ter alguma ação diurética e moderada ação antibacterial.
Pessoas alérgicas a família Asteraceae podem exibir reações alérgicas, como dermatite de contato, quando expostas a Aquiléia. O componente químico Alpha-peroxyachifolio foi identificado como o alérgeno da Aquiléia.
Os alcaloides da Aquiléia foram reportados com propriedades hipotensivas.

Astrologia:

Planta associada ao elemento água som regência do planeta Vênus.

Habitat:

Planta nativa da Europa e Ásia que foi introduzida e naturalizada nas Américas.

Descrição da planta:

É uma erva perene, vivaz, rizomatosa, de 30 a 70 cm de altura, com caule reto, duro, folhoso; folhas pubescentes, compridas, tenras, com segmentos delicadamente divididos.
As flores são brancas ou cor-de-rosa, em corimbos densos; flores centrais tubulosas, entre 4 e 5 lígulas largas e curtas.
Aquênio esbranquiçado.

Vamos plantar?:

Recomenda-se o cultivo em uma região ensolarada e de clima ameno.

O solo de cultivo deverá ser bem drenado, mas apesar de adaptar-se a cultivos sobre rochas como ornamental, a umidade do solo para produção deverá ser controlada, senão diminuirá a quantidade de flores.

Locais bem ensolarados e com temperaturas mais altas aumentam o teor de óleo essencial, a concentração de cânfora e diminui a de 1,8-cineol.

A concentração de canfora diminui conforme a planta cresce, aumenta nas flores desenvolvidas e a taxa de 1,8-cineol aumenta nas folhas.
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A fertirrigação por gotejo em linhas é uma opção de economia de água e melhor controle de adubos e água.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.magnifica.com.br/florais/millefolium.asp • http://oleosessenciais.org/tag/achillea-millefolium/ • https://www.fazfacil.com.br/jardim/aquileia-mil-folhas-achillea/ • Apostila de Fitoterapia Chinesa 2 –Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – Ed. EPUB • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Saúde por meio da farmácia de Deus – Maria Treben – Pensamento • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Editora SENAC • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi – Taylor and Francis • Master your metabolism – the all natural (all – herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks Inc. • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikhenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • A taste of heritage – Crow indian recipes and herbal medicines – Alma Hogan Snell – Bison Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Herbal Manual – Harold Ward – L.N Fowler & Co. Ltd. • Herbal Medicine in Pregnation & Lactation – Edward Mills, Jean-Jaques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey, Ph.D – NTC Contemporary • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Los remedies de la abuela – Jean Michel Pedrazzani • Plantas medicinais na amazônia e na mata atlântica – Luis Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Taiwanese native medicinal plants – Phytopharmacology and therapeutic values – Thomas S. C. li. Ph.D. – Taylor and Francis • Tyler´s Herbs Choice – The therapeutics use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Plantas que curam – Enio Emmmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento •