Nome Popular: Aquiléia

Outros nomes: alevante, anador, aquiléa, aquiléia-mil-flores, aquiléia-mil-folhas, atroveran, botão-de-prata, erva-carpinteira, erva-carpinteiro, erva-das-cortadelas, erva-das-damas, erva-de-carpinteiro, erva-de-cortadura, erva-de-são-joão, erva-do-bom-deus, erva-do-carpinteiro, erva-dos-carreteiros, erva-dos-cortadores, erva-dos-golpes, erva-dos-militares, erva-dos-soldados, levante, macelão, marcelão, mil-em-rama, mil-ramas, milefólia, milefólio, mil-em-rama, mil-em-ramas, mil folhas, milfolhada, mil-folhada, milfólio, mil-ramas, mil-ramos, novalgina, pêlo-de-carneiro, pestana-de-vênus, ponta-livre, prazer-das-damas, pronto-alívio, salvação-do-mundo; mil en rama (espanhol), mille-feuilles (francês), yarrow (inglês), millefoglio (italiano).

Nome científico: Achillea millefolium L.

Familia: Asteraceae.

Nomes botânicos: Achillea borealis subsp. Arenicola (Pollard) D.D. Keck, Achillea borealis subsp. Californica (Pollard) D.D. Keck, Achillea lanulosa Nutt., Achillea lanulosa subsp. Alpicola (Rydb.) D.D. Keck, Achillea laxiflora Pollard & Cockerell, Achillea pecten-veneris Pollard

Nome farmacêutico: Herba Achillae

Partes usadas: toda a planta.

Sabor: amargo, adstringente, frio e neutro.

Constituintes químicos: achileína, achilina, ácido aquilêico, ácido caféico, ácido clorogênico; ácido fórmico, ácidos graxos; ácido isovalérico, ácido mirístico, ácido salicílico, açúcares; alcalóides; aminoácidos; aquineína, azulenos, bataínas, betaína, borneol, pró-camazuleno, canfeno, cânfora, p-cimeno, cineole, cumarinas, derivados terpênicos e sesquiterpênicos, eugenol, fitosterol; flavonóides (apigenina, epigenol, luteolina e seus glicosídeos, artemetina, rutina, tuteolol); formaldeído, furfural, glicosídeos amargos, heterosídeos cianogênicos; inulina, lactonas sesquiterpênicas; limoneno, linalol, milefina, minerais: P e K; mucilagens; óleo essencial (cineol, proazuleno); a-pineno, ß-pineno, quercetina, quercitrina, resina, sabineno, tanino, a-terpineno, trigonelina, a-tujona, vitamina C.

Propriedades medicinais: febrífuga; sudorífica; antitérmica; expectorante; eupéptica; antidiarréica; anti-reumática; anti-hipertensiva; antitrombótica; hemostática; antiinflamatória; emenagoga; analgésica; cicatrizante; antibiótica; anticelulítica; antidispéptica; antiespasmódica; anti-helmíntica; antimicrobiana; aperiente; aromática; carminativa; vulnerária; colagoga; colerética; digestiva; diurética; estimulante; estomáquica; hepática; refrescante; tônica; cicatrizante; anticoagulante; antiartrítico; antipirético; anti-helmíntica.

Indicações (Uso interno): estabiliza a circulação sangüínea; para abscessos e acnes; adinamia; adstrição; afecções da pele e eczemas; afecções urinárias; alopecia, amenorréia; cálculo renal; calmante; cefaléias; cólicas menstruais; contusões pulmonares e dérmicas; debilidade geral; depurativa do sangue; desintoxicante do organismo; distúrbios nervosos; dores de estômago e de dente; enurese em crianças; escarlatina; febre intestinal intermitente, espasmos gastrointestinais e uterinos; fissuras anais; flatulências; gota; epistaxe; hemorragias uterinas e pulmonares; hemorróidas; inflamações das mucosas da boca; estômago e intestinos; inflamações e rachaduras da pele; insônia; mucosidade intestinal e estomacal; pleuris; poros dilatados; psoríase; queimaduras; regularização do ciclo menstrual; resfriados; transpiração excessiva pelos pés; trombose cerebral e coronariana; tumores; varizes; problemas de vesícula; vômitos sanguinolentos; catapora; todo tipo de desordens femininas; prolapso do útero; inflamações dos ovários; depressão e ânimo alterado (melhor efeito em mulheres); doenças oculares com lacrimejamento; dores agudas nos olhos; atua sobre a medula para formação de sangue; osteomielite; câncer do pulmão; regulariza o funcionamento dos rins; para espasmos vasculares; angina pectoris; prurido vaginal; trombose cerebral e coronária; tonifica as veias varicosas; queimação; incontinência urinária; problemas da próstata; cirrose; reabilitação de hepatite crônica; regula o açúcar no sangue; melhora as condições gerais da circulação sangüínea.

Indicações (Uso externo): anticaspa; sarna; sardas e manchas da pele; abscessos e acnes; afecções da pele e eczema; como desinfetante em ferimentos externos; tem propriedades que inibem as secreções sebáceas; inflamações das juntas.

Indicações pediátricas: antisséptico tópico.

Utilizações na MTC: para estagnação do sangue e estagnação do sangue no útero; estagnação do Qi do útero; vazio do Qi do Rim; estagnação do Qi do Rim; para subida do Yang do Fígado; estagnação do Qi dos Intestinos, do Estômago e do Fígado; para vento-frio externo e vento-calor externo.

Atuação nos canais: F, E, BP, P, B, VC, VG e R.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.

Ayurveda (Ação nos doshas): Aumenta Vata, reduz Pitta e Kapha.

Rasa: picante, amargo e adstringente.

Virya: fria

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: é chamada de planta milagrosa e é utilizada pelos povos índios da América do Norte (tribos Crows e Assiniboine) para dores, picadas e ferroadas no corpo. Para curar contusões, cortes, queimaduras comuns e solares e parar sangramentos. Internamente é usada para doenças do trato urinário e é uma erva boa para o fígado (trata cirroses) que acalma o estômago e ajuda a limpar os rins e a próstata. Para problemas externos colocam-se as folhas diretamente sobre as áreas afetadas.

Aromaterapia: extraído das folhas secas e capítulos florais por destilação a vapor o óleo tem viscosidade média e é uma nota média (intermediária) com intensidade de média para forte. O óleo essencial é indicado para febres, tratamento capilar, hemorróidas, hipertensão, indigestão, insônia, enxaqueca, sinais e marcas de expressão, cicatrizes, veias varicosas, ferimentos. É um antireumático, antiinflamatório, anti-séptico, antiespamódico, carminativo, cicatrizante, digestivo, expectorante, hipotensivo e tonificante. No plano emocional é útil em casos de desânimo. Tem boa sinergia com os óleos de bergamota, camomila, esclaréia, junípero, lavanda, limão, néroli e alecrim. O óleo é neurotóxico. Evitar uso na gravidez e em casos de febre e epilepsia.

Floral: SISTEMA FLORAIS DE MINAS – Para aqueles indivíduos que estão atravessando mudanças que lhes podem ser dolorosas; para a personalidade supersensível a idéias de terceiros, aos ambientes circundantes e às influências dos outros; com freqüência, a pessoa se sente desvitalizada, bocejante e fraca num certo ambiente ou após uma conversa, sendo o seu estado de espírito muito dependente do psiquismo alheio; às vezes, um simples, mas significativo olhar já é suficiente para lhe roubar a paz. A essência ajuda a romper hábitos arraigados e ligações outrora valiosas, dando também proteção àquele que se sente vítima de encantamentos, vampirismos, e toda sorte de irradiações negativas. Deve ser ministrado nos períodos de transições biológicas, psíquicas e espirituais, como dentição, menopausa, andropausa, gravidez, amputações de membros, separações, divórcio, mudança de trabalho, de casa, perda de emprego, etc. A essência é útil para aqueles que estão tentando se livrar de vícios como tabagismo, alcoolismo, drogas e psicotrópicos, principalmente quando estes são catalisados por influências externas. Millefolium deve ser empregado como uma espécie de âncora nas formulações florais compostas, quando se percebe a necessidade de harmonizar as profundas mudanças que o indivíduo poderá experimentar com o tratamento, principalmente quando as essências catárticas são ministradas. SISTEMA FLORAIS DAS GERAIS – Milefólio – supersensibilidade ao meio; captam facilmente a energia negativa do ambiente, desvitalizações e bocejos.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: na gravidez e lactação; evitar exposição ao sol com a pele molhada com suco da planta; pode intoxicar animais domésticos se ingerida; deve-se evitar doses altas por períodos prolongados (cerca de 2 meses) pode provocar irritação dérmica com coceira e inflamação podendo formar pequenas vesículas; pode causar inflamação ocular; dores de cabeça e vertigens; durante a gravidez pode provocar sangramentos. Também é contra-indicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer membro da família botânica Asteraceae. Evitar uso em epilépticos. Evitar uso no período menstrual.

Interações medicamentosas: com antiácidos, barbitúricos, anticoagulantes e antiplaquetários, drogas hipotensivas e hipertensivas e inibidores da bomba de prótons.

Doses: USO INTERNO – de 5 a 10 g de infusão ou decocção/dia; de 1.200 a 2.500 mg de pó/dia; de 60 a 90 gotas/dia em tintura. USO EXTERNO – decoctos de 5% a 10% para banhos e compressas; de 1 a 2g de pó/dia diretamente sobre a pele para queimaduras ou sangramentos. OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE DOSAGEM: TINTURA EM ÁLCOOL – 45%: 2 a 4 ml, três vezes ao dia. EXTRATO FLUIDO em álcool 25% – 2 a 4 ml, três vezes ao dia. XAROPE – 20 a 50 ml por dia.  MACERAÇÃO de 5 g em 100 ml de vinho branco por 10 dias. Tomar um cálice pequeno 2 ou 3 vezes ao dia.

Formulações: USO INTERNO – DESINTOXICA O ORGANISMO, DEPURA O SANGUE E ATIVA AS FUNÇÕES RENAIS – crua e picada, em saladas ou como acompanhamento de pão e manteiga.  PERTURBAÇÕES GÁSTRICAS, DIARRÉIA, GASES INTESTINAIS, HEMOSTÁTICO, DORES DA MENSTRUAÇÃO – Infusão de 10 a 15 g da erva fresca (seca 2 a 4 g) em 1 litro de água, tomar 3 xícaras ao dia. GASTRITE E ÚLCERA GÁSTRICA.  INFUSÃO DAS FLORES. DECOCÇÃO de 2 g da raiz seca em um litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia: nervosismo e esgotamento físico e mental.  USO EXTERNO: DECOCÇÃO OU INFUSÃO – 10 a 15 g de erva em 1 litro de água. Massagear o couro cabeludo contra queda de cabelos e calvície. PARA ALIVIAR CONTUSÕES, PANCADAS, ENTORSES, FERIDAS, TUMORES, ECZEMAS E PSORÍASE – Decocção ou infusão: 25 a 30 g da planta por litro de água. FERIMENTOS E ULCERAÇÕES – Sumo – lavar a planta, retirar o sumo e aplicar sobre as áreas também Compressas ou Cataplasmas – aplicar a planta fresca sobre o local afetado.  ANTI-REUMÁTICO – em forma de pomada. HEMORROIDAS – Supositórios e/ou Ablução – macerar 100 g de flores e 100 g de folhas durante um dia em 2 litros de água. Após, aquecer, sem ferver, e aplicar na área afetada por 15 minutos para tratamento de hemorroida ou fazer banho de assento por 7 dias e tomar o chá fraco.

AFECÇÕES DÉRMICAS E MACHUCADURAS – Loções, Fomentações e Cataplasmas.  FERIDAS RECALCITRANTES  – Pó – folhas e flores secas e pulverizadas aplicadas no local. PELES OLEOSAS ACNÉICAS – Massagens e Banhos relaxantes e descongestionantes. PRODUTOS INFANTIS: cremes, xampus e loções – 1 a 5%.  TÔNICOS CAPILARES, XAMPUS E PRODUTOS PARA BANHO DE ESPUMA – Extrato Glicólico – 2 a 5%.  USOS ESPECÍFICOS: VARIZES – decocção de 10 g de flores em ½ litro de água. Esquentar em fogo brando por 30 minutos. Tomar 2 xícaras pela manhã, em jejum, e outra à noite. Aplicar compressas mornas no local afetado, 2 vezes ao dia. FERIMENTOS – aplicar infusão com gaze ou aplicar as próprias folhas e flores frescas, limpas e esmagadas sobre as lesões. XAMPU – para fortificar cabelos.

Formulações populares: mesmas acima.

Planeta regente: planta associada ao elemento água. Regente: Vênus.

Uso Veterinário: planta considerada tóxica para animais.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: planta nativa da Europa e Ásia que foi introduzida e naturalizada nas Américas.

Informações clínicas e/ou científicas: estudo suíço indicou que camundongos expostos à extratos etanólicos e hidroalcóolicos de flores de Achillea foi observado que a espermatogênesis apresentou esfoliação de células de germes imaturas, necrose de células de germes e vacuolização do túbulo seminal. • Em camundongos e ratos diabéticos a Aquiléia demonstrou propriedades hipoglicemicas e propriedades de diminuir a glicose. • Os alcamídeos poliinsaturados da espécie Achillea demonstraram ter atividade antiinflamatória onde inibiram a cicloxigenase e 5-lipoxigenase in vitro. • Os sesquiterpenos constituintes dos ácidos achimilicos A, B e C da Aquiléia demonstraram ter ação anti-tumoral contra as células de leucemia do rato P-388 in vivo. • A volatização do óleo de Aquiléia foi reportado ter uma ação depressiva do sistema nervoso central. O alcalóide constituinte achilleine foi encontrado na diminuição do tempo de coagulação dos coelhos. • Aquiléia demonstrou ter alguma ação diurética. • Aquiléia tem moderada ação anti-bacterial. • Pessoas alérgicas a família Asteraceae podem exibir reações alérgicas como dermatite de contato quando expostas a Aquiléia. Alpha-peroxyachifolio foi identificado como o alérgeno da Aquiléia. • Os alcalólides da Aquiléia foram reportados com propriedades hipotensivas.

Descrição botânica: erva perene, vivaz, rizomatosa, de 30 a 70 cm de altura, com caule reto, duro, folhoso; folhas pubescentes, compridas, tenras, com segmentos delicadamente divididos. As flores são brancas ou cor-de-rosa, em corimbos densos; flores centrais tubulosas, entre 4 e 5 lígulas largas e curtas. Aquênio esbranquiçado.

Toxicidade: a tujona, uma toxina conhecida e um ingrediente menor do óleo, esta presente em concentrações muito baixas para causar qualquer risco à saúde. Em geral não é considerada tóxica.

Observações: utilizada para tratamento de câncer do pulmão em conjunto com raiz de Cálamo. É um condimento e flavorizante de bebidas alcoólicas e aperitivos amargos. Os suecos a adicionam na cerveja para criar um efeito mais estimulante. Conhecida na região da Amazônia como Novalgina pelos seus usos medicinais.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.magnifica.com.br/florais/millefolium.asp • http://oleosessenciais.org/tag/achillea-millefolium/ • Apostila de Fitoterapia Chinesa 2 –Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – Ed. EPUB • Medicina ayurvédica para a mulher – Atreya – Ed. Pensamento • Saúde por meio da farmácia de Deus – Maria Treben – Pensamento • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Editora SENAC • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi – Taylor and Francis • Master your metabolism – the all natural (all – herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks Inc. • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikhenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • A taste of heritage – Crow indian recipes and herbal medicines – Alma Hogan Snell – Bison Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Herbal Manual – Harold Ward – L.N Fowler & Co. Ltd. • Herbal Medicine in Pregnation & Lactation – Edward Mills, Jean-Jaques Dugoua, Dan Perri, Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey, Ph.D – NTC Contemporary • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Los remedies de la abuela – Jean Michel Pedrazzani • Plantas medicinais na amazônia e na mata atlântica – Luis Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Taiwanese native medicinal plants – Phytopharmacology and therapeutic values – Thomas S. C. li. Ph.D. – Taylor and Francis • Tyler´s Herbs Choice – The therapeutics use of phytomedicinals – Dennis V. C. Awang – CRC Press • Plantas que curam – Enio Emmmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento •