Abacate

Esta fruta é uma das melhores fontes de ácido oléico monosaturado.

Nome Científico:

Persea americana Mill.

Nomes botânicos:

Laurus persea L., Persea americana var. angustifolia Miranda, Persea americana var. drymifolia (Schltdl. & Cham.) S.F. Blake, Persea americana var. nubigena (L.O. Williams) L.E. Kopp, Persea drymifolia Schltdl. & Cham., Persea edulis Raf. (nome ilegal), Persea floccosa Mez, Persea gigantea L.O. Williams, Persea gratissima Gaertn. (nome ilegal), Persea gratissima var. drimyfolia (Schltdl. & Cham.) Mez, Persea gratissima var. macrophylla Meisn., Persea gratissima var. oblonga Meisn., Persea gratissima var. praecox Nees, Persea gratissima var. vulgaris Meisn., Persea leiogyna Blake, Persea nubigena L.O. Williams, Persea paucitriplinervia Lundell, Persea persea (L.) Cockerell (nome inválido), Persea steyermarkii C.K. Allen.

Nomes Farmacêuticos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:

Folha, fruto, semente, óleo, botões florais.

Composição Química:

Tanino, metil-eugenol, abacatina (princípio amargo), dopamina, quercitna, perseitol, proteínas, mucilagens, óleo essencial, flavonóides, estragol, anetol, possui quantidades variáveis de matéria insaponificável (máx. 2%), hidrocarbonetos, ácidos voláteis, esteróis (sitosterol, campesterol), aminoácidos, vitaminas (A, B, D, E, G) e lecitina.
É rico em potássio, cálcio, fósforo e ferro. As sementes contêm abscisina e o fruto apresenta de 20 a 25% de óleo, além de ácidos graxos, hidratos de carbono, substâncias minerais, proteínas, ácido acético, ácido málico, carboidratos, dopamina, esparagina, metil-eugenol, d-perseitol, taninos e vitamina E.

Indicações para uso interno:

Sistema Digestivo: em distúrbios da digestão como diarreia, indigestão, disenteria, amigdalite, dispepsia, dor de barriga, eructações, estomatite, flatulência, gases intestinais, na cólica histérica, enterite, gastrite, salmonela, combate os males produzidos por ingestão excessiva de carnes.
Sistema Urinário e Genital: cistites, elimina ácido úrico, nas infecções da bexiga, sífilis, uremia, uretrites, libera as vias urinárias, regulariza o fluxo menstrual e estimula a menstruação, amenorreia, dismenorreia, blenorragia, disúria, fertilidade, frigidez, impotência, leucorreia, metrorragia.
Sistema Hepático: para afecções hepáticas, hepatite, problemas da vesícula biliar, icterícia, na insuficiência hepática.
Sistema Respiratório: bronquite, nas secreções catarrais e para eliminação de mucosidades, na tosse, tuberculose, libera as vias aéreas, asma, no resfriado, hemoptise.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: anemia, hipertensão (pressão alta), inchaço dos pés, em casos de gota, varizes, aterosclerose, sangramentos, cardiopatias, reduz o colesterol e os triglicerídeos, beneficia a circulação.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em casos de indisposição, para estresse e cansaço, nevralgia do trigêmeo, nas infecções, neuralgia.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: inflamações dos dedos, panarício, no artritismo, reumatismo, artrose, mastite, osteoporose, espondilose,
Sistema Renal: em infecções dos rins, nefrite.
Outros distúrbios: para cefaleia e dor de cabeça, na febre intermitente, verminoses, mal de Alzheimer, amebíase, cálculos, nos cânceres de mama, cólon, labial, próstata e pele, na Doença de Chagas, no cólera, na diabete, maculite, malária, obesidade, oftalmia, nas dores, estimula produção de leite, alivia ronco, elimina vermes, bloqueia a proliferação da AIDS.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Folhas: ativa a excreção biliar.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: abscessos, ictiose, psoríase, queimaduras, dermatite, micose, púrpura, feridas, rugas, infecção cutânea.
Cabeça: caspa, eczemas do couro cabeludo, queda de cabelo, seborreia
Cavidade bucal: aftas, rouquidão, em casos de garganta dolorida, cáries, dor de dente,
Músculos, ossos e articulações: edemas, nas contusões, hematoma, inchaço, infecção da ponta do dedo.
Outros distúrbios: em infecções por estafilococos, no câncer de pele, catarata, distensão, hemorroida, leucorreia, picada de cobra, pielite.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Fruto: crescimento capilar.

Aromaterapia:

O abacate produz um óleo carreador de coloração amarela pálida, sendo encorpado e pesado, em especial, se não refinado. Tem propriedades hidratantes e no combate as rugas. Tem melhor resultado na diluição de 50:50 com outro óleo carreador mais leve. Tem boa penetração na pele, principalmente nas camadas superiores e é benéfico às peles enrugadas e secas. Muito utilizado na indústria de cosméticos na preparação de sabonetes e outros produtos.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • categoria 5 – ervas para reduzir umidade do corpo • categoria 6 – ervas para lubrificar sintomas secos • categoria 10 – ervas para suprimir tosse e catarro • categoria 12 – ervas para regular o sangue • categoria 16 – ervas para corrigir deficiências.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

As folhas são potencialmente tóxicas para cabras e ovelhas.

Informações em outros sistemas de saúde:

A infusão é indicada nas religiões afro-brasileiras para edemas e retenção urinária. Habitantes da Amazônia tomam decocção das sementes mensalmente como contraceptivo. Habitantes de Belize utilizam decocção das sementes para obstrução intestinal. Bolivianos utilizam para tratar diarreia. Populares no Brasil, utilizam a decocção das folhas para tratar amenorreia, diarreia e reumatismo. Costarriquenhos utilizam decocção das folhas para tratar pressão alta. Cubanos utilizam os botões para tratar tosse e resfriado. Haitianos aplicam a seiva das folhas para oftalmia e consideram o chá das folhas como carminativo, emenagogo e hipotensivo. Utilizam as sementes e folhas para diarreia. Jamaicanos utilizam decocção das folhas como tônico sanguíneo e para aliviar resfriado, febre e dores. Peruanos de Madre de Dios usam sementes torradas para diarreia, disenteria, dispepsia e aplicam sementes esmagadas para contusões e infecção cutânea. Os Maias reduziam febre com as folhas. Mexicanos colocam a polpa sobre tumores. Peruanos utilizam o suco e polpa da fruta para tratar alopecia, seborreia, dermatite e infecção cutânea. Utilizam a infusão das folhas para tratar anemia, artrose (3x/dia), asma, catarro, ronco e problemas estomacais. A infusão da semente é usada para amebíase.

Indicações energéticas ou mágicas:

A planta é considerada sagrada por Iwa Zaka (Vudu).

Nome Conhecido:

Abacado, abacateiro, abocaterio, creme vegetal, louro abacate, pera abacate (português), aguacate (esperanto), palta, bego, avocado, west indian avocado, ashue, alligator pear, trapp avocado (inglês), avocat, zabelbok, avocatier, persee (francês), avvocato, avvocatesco, pero avvocato (italiano), avocado, advokatfrucht, avocado-palme, avocadobaum (alemão), abocate, abuacate, aguacate, aguacate oloroso, aguacate xihine, aguacate zihine, aguacatillo, aguacote, ahuacatl, avocat, avocatero, cupanda, cura, curo, huira palta, kirtum, pagua, pahua, palto, parta, pepa de palta, tzatzan, xinene, tanalahuate, zabelboc, (espanhol), abokado (japonês), advokaat peer (holandês), perse agasi (turco).

Família:

Lauraceae.

Sabor:

Doce e frio.

Propriedades medicinais gerais:

Adstringente, afrodisíaco, antianêmico, antidiarreico, anti-helmíntico, anti-idade, anti-inflamatório, antirreumático, antioxidante, antisséptico das vias respiratórias, antissifilítico, antitetânico, antiuricêmico, balsâmico, carminativo, cicatrizante, colagogo, colerético, depurativo, digestivo, diurético, emenagogo, emoliente, estomáquico, rejuvenescedor, tônico capilar, umectante, vermífugo, vulnerário, nutritivo, abortifaciente, acaricida, amebicida, analgésico, anorético, antifertilidade, hipotensivo, antidiabético, antimaculítico, antiproliferante, antiradicular, antiespasmódico, antitumoral, bloqueador do canal de cálcio, cardioprotetor, quimiopreventivo, contraceptivo, inibidor de COX-2, inibidor de Cistaina-Proteinase, citotóxico, desobstruente, expectorante, fungicida (casca do fruto), indutor de Glutathione-S-transferace, hematônico, hemostático, hepatoprotetor, hipercolesterolêmico, hipotriglicerídogênico, hipouricêmico, lactofugo, laxativo, litolítico, inibidor de NO, parasiticida, peitoral, piscicida, venenoso, proteoglicanogênico, protisticida, pulicida, rodenticida, rubefasciente, espermatogênico, trypanocida, uterotônico, vaso relaxante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Folhas – larvicida, inseticida.

Para crianças:

As mesmas indicações de adultos, porém nas doses recomendadas para cada faixa etária.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Não é indicado o uso para quem faz dieta de emagrecimento ou manutenção de peso, por ser muito calórico e gorduroso. Sem contraindicações ao uso externo.

Interações medicamentosas:

O extrato das folhas pode diminuir a absorção da glicose.

Toxicidade:

É uma planta segura para alimentação e administração terapêutica nas doses recomendadas. As folhas verdes podem causar palpitações cardíacas e por isso deve-se fazer uso de folhas secas para infusões. Não havendo disponibilidade de folhas previamente secas e necessitando-se fazer uso interno do chá, ao invés de infusão, deve-se fazer decocção (ferver pelo menos por uns 5 minutos), com o vasilhame destampado (para favorecer a evaporação dos componentes tóxicos).

Uso culinário e nutritivo:

O abacate é considerado um dos frutos mais perfeitos do mundo porque o seu pH não é demasiado ácido nem demasiado alcalino. É de fácil digestão e bastante rico em minerais que regulam as funções do organismo.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

O abacate tonifica o Yin e o sangue (Xue). Elimina umidade das articulações e lubrifica os intestinos. Associada ao elemento Terra. Tem atuação nos canais dos Pulmões, Rins, Fígado, Intestino Grosso e Baço/Pâncreas.

Ayurveda:

Equilibra vata, pitta e kapha. Sua rasa é doce, sua virya é fria e seu vipaka é doce.

O que diz a ciência:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:

Seu planeta regente é Júpiter.

Habitat:

Originário da América do Sul.

Descrição da planta:

O abacateiro é uma árvore com até 20 m de altura, com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa, onde se encontram as folhas alternas, pecioladas, lanceoladas e acuminadas; flores branco-pálidas, pequenas e pouco vistosas, que gera um fruto do tipo baga ovoide, podendo chegar a até 20 cm de comprimento, com polpa verde, comestível, que envolve uma semente grande e marrom. Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas, não ocorrendo espontaneamente.

Vamos plantar?:

Escolhido o local para o plantio, deve-se adquirir mudas.
A próxima etapa será o preparo do solo. A realização da subsolagem, aração e gradagem são recomendadas para a incorporação de adubos (de preferência orgânicos) em maiores profundidades, visando à melhoria química e física do solo.
A profundidade, largura e espessura das covas podem variar de 50 x 50 x 50 a 70 x 70 x 70 cm, dependendo do tipo de solo onde o pomar será instalado. Há, ainda, a opção do plantio em sulcos, abrindo-se linhas de plantio a uma profundidade de aproximadamente 40 cm.
Após o preparo do terreno, o plantio de mudas deve ser feito preferencialmente em épocas que favoreçam o desenvolvimento vegetativo (primavera) e deve-se atentar para a boa disponibilidade hídrica no pomar.
Atualmente, no momento de instalação recomenda-se a adoção de espaçamentos mais adensados, como 8 x 6, 8 x 5, 7 x 6 m, por exemplo.
No entanto, à medida em que são adotados menores espaçamentos, há maior necessidade de podas a fim de reduzir problemas de autossombreamento entre as plantas e facilitar o manejo.
Após o plantio das mudas, a planta continuará seu desenvolvimento vegetativo. Logo nos primeiros anos é importante que o produtor comece a podar os ramos de modo a determinar as pernadas (ramos principais) da planta e ter maior controle sob a arquitetura da copa.
A prática da poda geralmente é realizada após a colheita dos frutos. Dessa forma, a época de emprego desse manejo dependerá de cada cultivar, sendo elas precoces, de meia estação ou tardias.
No entanto, alerta-se que quando a época de poda coincidir com períodos de baixa temperatura (final de outono/inverno), deve ser realizada apenas quando não há risco de geadas.
A partir do 3° e 4° ano as plantas começarão a apresentar produção comercial de frutos, sendo necessária maior atenção ao manejo nutricional e fornecimento de nutrientes fundamentais para a formação de frutos de qualidade.
A adubação deve ser feita com base na análise química do solo, análise foliar e expectativa de produção, não havendo uma única recomendação para as condições de diferentes pomares.
Entretanto, de modo geral, os adubos são aplicados no diâmetro da projeção da copa para serem incorporados com a água da chuva.
A colheita é feita manualmente, retirando-se o fruto juntamente com o pedúnculo. É realizada quando os frutos atingem o ponto de colheita ou maturação fisiológica, estágio no qual os frutos já completaram seu desenvolvimento e terão o adequado amolecimento da polpa para consumo.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.revistacampoenegocios.com.br/como-preparar-se-para-o-cultivo-de-abacate/ • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Ayurvedic medicine – the principles of tradicional practice – Sebastian Pole – Churchill Livingstone • Dukes Handbook of Medicinal Plants of Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Natural Remedies – their origins and uses – Finn Sandberg & Desmond Corrigan – Taylor and Francis • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Plantas Medicinais – François Balmé – Ed. Hemus • Plantas que curam – Enio Emmanuel Sanguinetti – Editora Rigel •