Poejo

Acredita-se que os povos da Antiguidade utilizavam o poejo, Mentha pulegium L., trançando seus ramos para fazer coroas que usavam em cerimônias e para fins medicinais. Esta planta afugenta pulgas e mosquitos. A planta Hedeoma pulegioides é uma variedade americana do poejo europeu. Dioscórides, o grande médico e botânico grego do século I D.C, diz que o poejo tem força de aquecer, de emagrecer e de digerir. Erva da família das mentas, cuja a palavra Menta deriva de Mintha, nome de uma ninfa que a deusa grega Perséfone, por ciúmes, transformou em planta. Mais informações abaixo.

Nome científico

Mentha pulegium L.

Nome conhecido

Erva-de-São-Lourenço, Poejo-Real, Menta-Selvagem, Poejo-das-Hortas, Hortelã Silvestre, Hortelã-da-Folha-Miúda (Português), Biblical Mint, English Horsemint, Horsemint, Pennyroyal, American Pennyroyal, European Pennyroyal, Lurk-in-the-Ditch, Mosquito Plant, Piliolerial, Pudding Grass, Pulegium, Run-by-the-Ground, Squaw Balm, Squawmint, Stinking balm, Tickweed, American False Pennyroyal (Inglês), Boo Dee Na (Burma), Byi Rug (tibetano), Fan-ho (Chinês), Gha-Gha, Habak (Árabe), Hertsmint (Holandês), Hortelã (Ilha da Madeira), Jungli Pudina (Hindi), Mastranzo Nevado, Poleo, Menta Poleo, Poleo Menta, Poleo Común, Poleo Europeo, Poleo Negro (Espanhol), Menta Salvatica e Mentastio (Italiano).

Nomes botânicos

Mentha daghestanica Boriss., Pulegium dagestanicum (Boriss.) Holub, Pulegium vulgare Mill., Hedeoma pulegioides.

Nomes farmacêuticos

Folium Menthae pulegiae.

Família

Lamiaceae.

Partes usadas

Toda a planta.

Sabor

Picante, amarga, fresca.

Composição química

Pulegona, mentona-piperitona, borneol, carvona, acetato   de   metila, flavonoides, fenol, tanino, mentol, carvacrol, óleo essencial de poleganona (94%), cineol, dipenteno, piperitenona, timol e eugenol.

Propriedades medicinais gerais

Amebicida, aperiente, digestivo, estimulante, tônico estomacal, sudorífero, expectorante, antitússivo, diaforético, circulatório, repelente, emenagogo, tônico uterino, cicatrizante, antisséptico, sedativo, carminativo, estomáquico, antiespasmódico, analgésico, eupeptico, balsâmico, antigripal, vermífugo, anti-hidrópico, béquico, antidiarreico, giardicida, trichomonicida, colagogo, antiparasitário e estimulante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para acidez, ardor do estômago, arroto, cólica estomacal e intestinal, diarreia, distúrbio gastrointestinal, gases, fermentações, digestão lenta, dores de cabeça de origem digestiva e ainda eleva a secreção de suco gástrico.

Sistema Urinário e Genital: no transtorno menstrual, dismenorreia,

Sistema Respiratório: na bronquite, catarro, hidropisia, tosse, infecções pulmonares, doenças do trato respiratório,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para palpitação do coração, estimula a circulação,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em casos de debilidade geral, debilidade do sistema nervoso, gripe, histeria, insônia, neuralgias, resfriado,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: no reumatismo,

Outros distúrbios:  na dor de cabeça, enjoo, rouquidão, tontura, vermes, zumbido nos ouvidos, para baixar a febre, provocando sudorese, coqueluche, inflamações crônicas em casos de pés frios (extremidades frias).

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Folhas – para regular fluxo menstrual e aliviar espasmos.

Indicações para uso externo

Músculos, ossos e articulações: alivia manchas de contusões.

Outros distúrbios: para picadas de insetos e para eliminar pulgas, também ativa circulação.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Folhas – para regular fluxo menstrual e aliviar espasmos.

Para crianças

Evitar o uso infantil.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Embora o poejo não seja contraindicado em casos de úlcera gastroduodenal, deve ser usado com prudência e fora das épocas de crise. Evitar o uso da erva na gravidez, pois pode provocar aborto. Também não deve ser utilizada por lactentes e crianças, pois pode causar dispneia e asfixia. Pessoas com epilepsia devem fazer uso controlado e apenas com recomendação profissional e nunca mais do que uma vez por semana. Uso prolongado pode causar danos aos rins e pulmões. Pessoas com doenças nos rins, pulmões, fígado ou sistema nervoso, devem evitar seu uso. Pessoas que sofrem de alcoolismo também devem usar a erva com muita atenção. Também é contraindicada em casos de úlcera gastroduodenal.

Interações medicamentosas

A erva faz interação com paracetamol, drogas metabolizadas pela enzima cytocromo P450, drogas hipoglicêmicas orais, drogas hepatoxicas e anti-histamínicos. Utilizada em combinação com Artemisia (Artemisia vulgaris) para obstruções menstruais.

Toxicidade

A pulegona, presente na planta, é tóxica em altas doses, afetando, principalmente, o fígado, mas também apresenta ação paralisante sobre o bulbo raquidiano.  O borneol, presente na planta, é contraindicado para grávidas, especialmente nos três primeiros meses.  Relatórios de toxicidade do poejo remontam ao final de 1800, quando a ingestão de óleo de poejo foi associada com síncope, convulsões, diaforese, vômitos e coma.  A ingestão de óleo de poejo produz efeitos tóxicos diretos no trato gastrointestinal e no fígado. Dependendo da dose, a apresentação clínica inclui náuseas, vômitos, dor abdominal, ardor na garganta, e tontura dentro de 2 horas após a ingestão, seguida de atraso no desenvolvimento de disfunção hepática, em alguns casos. Em casos graves, letargia, choque, coagulopatia (coagulação intravascular disseminada [DIC]), necrose hepática maciça e insuficiência hepatorrenal, pode ocorrer.

Uso culinário e nutritivo

O poejo é utilizado no preparo de licores.

Aromaterapia

Seu óleo essencial pode ser abortivo e, em doses elevadas, é neurotóxico e cardiodepressor. Seu odor é característico das mentas e é utilizado como repelente de insetos. A planta produz grande quantidade de óleo, cerca de 1% de seu peso total. Não há indicação segura para o uso deste óleo essencial. O poejo produz um óleo fortemente aromático, com odor similar a hortelã e de sabor pungente.

Sistemas Florais

Florais Aura LuzProtetor áurico, em especial para pessoas mais sutis. É um repelente de formas/pensamento que afetam de modo negativo os campos sutis. A essência desintegra estas formas.

Medicina Chinesa (MTC)

Seu nome chinês é Fan-ho. Os antigos chineses já se valiam de suas propriedades calmantes e antiespasmódicas. A erva é utilizada para tratar invasão de vento frio externo, vento calor externo, vento frio no pulmão, umidade mucosidades frio no pulmão, umidade mucosidades do baço pâncreas, inversão do Qi do estômago (quando a energia do estômago sobe, em vez de descer pelo seu meridiano e causa vômitos e tonturas), estagnação do Qi do fígado, estagnação do Qi dos intestinos, estagnação do Qi do útero, ascensão do Yang do fígado e deficiência do Jing do rim. Atua nos canais do Pulmão, Estômago e Baço/Pâncreas. Erva com predominância do elemento metal.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 9 – Ervas para promover a digestão • Categoria 10 – Ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 18 – Ervas para expelir ou destruir parasitas.

Ayurveda

O poejo reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. Sua rasa é picante, sua virya é quente e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

O óleo essencial é utilizado como pesticida para animais, em especial, repelente de pulgas.

Informações em outros sistemas de saúde

Na Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais, especialmente lombrigas, amebas e giárdias, além de ser considerada útil contra febres, gripes, tosses, bronquites, dores de barriga e pedras nos rins. O xarope das folhas é usado contra gripes e tosses e os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. A decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

Planta regida por Plutão, mas algumas fontes a associam à Marte (Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore and enchantments – Gerina Dunwick).

Indicações energéticas ou mágicas

O poejo era utilizado na antiguidade para fazer coroas, usadas em cerimônias religiosas. A erva é associada ao elemento fogo.

Habitat

Esta erva cresce em lugares frescos, por vezes, junto aos regatos. Encontrada na maioria das regiões da Europa.

Descrição da planta

Planta herbácea, vivaz, prostrada, perene, pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50 cm em altura.  As folhas são pequenas, curtamente pecioladas, opostas, obtusas ou subagudas, denticuladas ou quase inteiras, redondo-ovaladas, aromáticas. A inflorescência é racimosa, composta de flores lilases, em numerosos verticilos, todos axilares, multifloros, bastante compactos. O cálice é viloso, tubuloso, com a goela fechada por pelos coniventes, sublabiado, com 5 dentes desiguais, os dois inferiores mais estreitos. Seus carpelos são ovoides e lisos.  Esta planta exala um aroma peculiar.

Vamos plantar?

As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica   e   com   um bom   teor de umidade.   Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o   crescimento é pouco vigoroso. Solos ácidos são prejudiciais à planta. O espaçamento deve ser 0,3 a 0,3m. Sua propagação se dá por ramos radicantes e rizoma   da planta matriz, que são plantados diretamente em canteiros. O plantio acontece na primavera e outono. O sistema de hidroponia é bastante indicado para o seu cultivo, pois melhora a qualidade do produto colhido e proporciona até 6 cortes ao ano e   facilita a colheita.   A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface. Para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade, o solo pode ser coberto   com uma cobertura inerte (filme plástico preto, perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda, palha, casca de arroz, etc.). Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo. A adubação deve ser preferencialmente orgânica.  Utilizar 2 a 3kg/m² de húmus de minhoca ou estrume animal, bem curtido. No   inverno, as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados, enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a   partir da primavera.   O caule é extremamente radicante, lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm. A colheita é dificultada, no inverno, pelo crescimento das folhas que   crescem rente ao solo. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio, no inverno. Pode ser cultivada em locais com iluminação insuficiente (3 a 4 horas de luz diária).

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.floraisauraluz.com.br/florais/essencias-florais/poejo • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Chinese and related North American Herbs – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Mery Elizabeth Oliveira Couto – Embrapa • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Enciclopedia de plantas medicinales – Anônimo – PDF • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Plantas Medicinais – Usos populares tradicionais – P. Clemente J. Steffen, S.J. – Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos/2010 • Manual Ilustrado de Plantas Medicinais – Moacyr Pezati Rigueiro – Paulus • Medical Toxicology of Natural Substances – Foods, Fungi, Medicinal Herbs, Plants and Venomus Animals – Donald G. Barceloux MD, FAACT, FACMT, FACEP – Wiley – a Jonh Wiley & Sons, INC., Publication • Plantas Medicinais- Coletâneas de Saberes – Schirlei da Silva Alves Jorge • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • The Western Herbal Tradition – Graeme Tobyn, Alison Denham, MArgaret Whitelegg – Churchill Livingstone • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press •