Erva Doce

Muitas ervas que contém anetol, que confere o característico sabor de “anis” costumam também receber o nome de erva doce ou anis. A erva-doce é empregada na indústria de cosméticos para a fabricação de uma vasta gama de produtos. Empresta sua suave fragrância a sabonetes, cremes para o corpo, xampus e condicionadores, entre outros itens de perfumaria comercializados no mercado nacional.

Nome Científico:

Pimpinella anisum L.

Nomes botânicos:

Anisum vulgare Gaertn.

Nomes Farmacêuticos:

Semen anisi

Partes usadas:

Sementes, folhas novas e óleo essencial.

Composição Química:

Anetol, óleo essencial.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: tratamentos de má digestão, flatulência, cólicas abdominais e intestinais, diarreia, afecções digestivas, dispepsia nervosa, vômitos, halitose, acidez estomacal, cólicas e espasmos,
Sistema Urinário e Genital: aumenta o fluxo menstrual,
Sistema Hepático: icterícia, insuficiência hepática,
Sistema Respiratório: tosses catarrais, asma catarral, bronquite (inclusive crônica), fluidifica secreção pulmonar,
Sistema Renal: males dos rins, aumenta a quantidade de urina,
Outros distúrbios: agalactia, dores de cabeça, estimula a produção de leite materno, lesões actínicas, vômitos e enjoos na gravidez e soluço.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Óleo essencial – cólicas abdominais e intestinais.

Aromaterapia:

O óleo essencial da erva é um dos remédios carminativos clássicos, sendo bom em todos os casos de distúrbios digestivos. É também antiespasmódico e pode ser usado para tratar bronquite e cólicas.
A erva-doce tem sido sempre usada na obesidade, devido à sua ação hormonal, sendo também utilizada em casos de problemas de menopausa e para aumentar o leite materno. O óleo essencial pode ser usado em massagem, diluído nas proporções adequadas, com um óleo carreador. O óleo desta erva é contraindicado na gravidez.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 4 – Ervas para reduzir sensações de frio no corpo ● Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – Ervas para suprimir tosse e reduzir catarro.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Nos cães – na amamentação, ministrar para a cadela o seguinte preparado, afim de aumentar a produção de leite: 20g de sementes de erva-doce (anis) em pó, 20 g de sementes de funcho em pó, 40g de açúcar. Misturar bem os ingredientes e administrar diariamente uma pitada 3 a 4 vezes ao dia.
Para as vacas: para aumentar a produção de leite, enriquecer a beberagem com 50g de sementes de erva-doce em pó, 50g de sementes de funcho em pó, 40g de bagas de zimbro. Misturar os ingredientes entre si e colocar no cocho como uma beberagem comum. Esta dose é suficiente para dois dias.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

Utilizam-se as sementes em defumações para limpeza energética do corpo.

Nome Conhecido:

Anis, Anis-verde, Pimpinella, Anacio, Anise, Funcho-de-florença, Erva-Doce-de-Cabeça.

Família:

Apiaceae.

Sabor:

Doce, picante e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:

Diurético, colerético, expectorante (associado com mel), carminativo, mucolítico, diaforético, antiespasmódico e antisséptico (em doses elevadas), aromático, digestivo, galactagogo, fungicida, vermífugo e estimulante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

As mesmas indicações feitas para adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

A erva deve ser evitada na gestação. Em doses elevadas, provoca intoxicação acompanhada de tremores e o uso crônico provoca convulsão e confusão mental. Evitar em pessoas com problemas gastrointestinais. Seu uso pode causar alucinações. Em pessoas pré-dispostas, pode causar alergia, mesmo em doses normais. O anetol, presente na planta, pode causar sensibilização ou irritação da pele. Dentifrícios contendo óleo de anis podem causar sensibilidade, quelite e estomatite.

Interações medicamentosas:

A atividade estrogênica do anetol e seus dímeros, podem alterar terapia hormonal (como no caso dos contraceptivos).

Toxicidade:

Considerada planta segura nas dosagens recomendadas. A superdosagem pode causar alucinações e excitação.

Uso culinário e nutritivo:

Erva amplamente usada na culinária como tempero e no preparo de bolos e doces. A erva-doce também é usada como ingrediente para diferentes receitas culinárias. É aromatizante apreciado em bolos, pães, molhos e peixes, conferindo ainda aos pratos e alimentos um sabor especial. Ao natural, seus talos dão frescor e crocância às saladas, complementam caldos e são ótimos para mergulhar em patês quando cortados em tiras.

Sistemas Florais:

FLORAIS DO SUL – serenidade, tranqüilidade e integração aquí e agora. O floral auxilia a alma encarnante a se separar da memória de seus mundos anteriores. Afugenta os obsessores de vidas passadas para que essa alma se integre em sua nova existência. A alma, ao sair do mundo suprafísico e entrar no mundo físico, passa por um período de “adormecimento” e esquecimento de suas etapas anteriores. A Erva-doce auxilia no acordar para a nova etapa com sentimento de segurança e integração com a nova vida. Quando o esquecimento da etapa anterior e o acordar na nova existência não acontece de forma harmônica, a alma vive estados de medo, angústia e confusão. Isto pode se dar quando o útero não é acolhedor e/ou quando o impacto de traumas de vidas passadas é muito forte. Nesse caso, os sintomas do bebê serão diversos: choro desesperado, cólicas excessivas, terror noturno, gases, prisão de ventre, náuseas e vômitos. No adulto, isso vai se manifestar em constante apreensão, paranoia, sentimento de estar sendo perseguido, gases, problemas estomacais, renais, intestinais e respiratórios.

Medicina Chinesa (MTC):

A Erva Doce estimula a produção de fluidos corpóreos (Jie), equilibra o vazio do yin do Pulmão, tonifica o Estômago e o Yang do Baço/Pâncreas. Equilibra o vazio do Qi do Fígado, tonifica yang do Rim, elimina vento-frio do pulmão e elimina fleuma-umidade.
Atua nos canais do Fígado, Rins, Baço/Pâncreas, Estômago e Pulmões. Seu elemento predominante é Terra.

Ayurveda:

A Erva Doce é tridosha e equilibra Vata, Pitta e Kapha.

O que diz a ciência:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:

Planta associada ao signo de Virgem e regida por Mercúrio. Utilizada em distúrbios associados ao trânsito de Vênus em Câncer.

Habitat:

Originária da Europa, com distribuição mundial.

Descrição da planta:

É uma planta herbácea, com folhas e flores comestíveis e sementes muito aromáticas. Suas folhas são verdes, as inferiores orbiculadas, as médias são penadas e as superiores são finamente divididas. As flores brancas surgem em inflorescência do tipo umbela. Os frutos são oblongos e secos. Gosta de clima ameno. Quando o objetivo do cultivo for a obtenção de sementes, colher no verão, quando estiverem amarronzadas. As folhas já podem ser colhidas a partir dos 15 cm.

Vamos plantar?:

O plantio realizado em local definitivo, apresenta menos risco de não pegamento, em comparação ao transplante de mudas. Contudo, se optar pelo uso de sementeira, faça o transplante quando a planta ainda estiver bem jovem, com no máximo quatro folhas. Como a erva-doce não tem bom desenvolvimento em solos muito ácidos, o pH indicado é na faixa de 6 a 7. A preferência é por solos bem drenados, férteis e ricos em matéria orgânica. Cultivos em vasos ou jardineiras, somente se possuírem profundidade acima de 30 centímetros, para assegurar espaço para o sistema radicular da erva-doce. Use solo leve e cascalho para drenagem.
O espaçamento de 25 a 30 centímetros de distância entre plantas é o mais adequado para o cultivo de erva-doce. Elas devem ser cobertas com uma camada fina de solo, com cerca de 0,3 centímetro.
Realizar regas frequentes, para manter o solo úmido, sobretudo no período de germinação das sementes. Evite, no entanto, que fique encharcado. O florescimento precoce da erva-doce pode ocorrer com a falta de água. Principalmente nos primeiros meses de plantio, livre o local de plantas invasoras e concorrentes de nutrientes e de recursos do ambiente. Aplique um inseticida à base de piretrina para combater pulgões e moscas-brancas.
A colheita ocorre após 80 a 100 dias depois do plantio. Faça a colheita antes de surgirem as inflorescências, para evitar que o sabor se torne amargo. Corte a erva-doce a 2,5 centímetros do solo, altura que permitirá à planta rebrotar. Para colher as sementes, quando as flores estiverem marrons, chacoalhe firme o caule. Embaixo da planta, coloque uma tigela ou um tecido. Em seguida, deixe as sementes secarem e armazene-as em local fresco e escuro. Quando a planta atingir 15 centímetros de altura, devem ser colhidas as folhas que estiverem na parte superior.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • https://revistagloborural.globo.com/vida-na-fazenda/como-plantar/noticia/2017/04/como-plantar-erva-doce.html • http://www.tocadoverde.com.br/sementes/temperos/erva-doce-anis-pimpinella-anisum.html • http://www.floraisdosul.com.br/site/essencias_ver.php?cod_essencia=56 • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Plantas Medicinais – Fraçois Balmé – Ed. Hemus • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas •