Carqueja

Erva rica em cromo. Para emagrecer pode ser tomada por até 60 dias em jejum, na forma de chá (mas avalie com cuidado). O chá pode ser tomado antes da ingestão de gorduras mais pesadas como forma de auxiliar o organismo na digestão. As ervas que são colhidas e secadas ao sol costumam adquirir uma cor amarronzada que indica que suas propriedades medicinais são baixas. No Rio Grande do Sul, a planta chega a ocupar todas as regiões de banhados, e as várzeas. A incidência é tão grande que causa uma série de problemas, como deixar gosto amargo no leite, se o gado consumir a erva como pasto, ou ainda deixar o mel amargo quando as abelhas, por falta de flores de outras plantas, recorrem às da carqueja. Seu nome foi dado em homenagem a Baccus, deus do vinho. Usada na indústria de cerveja como substituto ao lúpulo, em sua fabricação.

 

Nome Científico:

Baccharis trimera (Less.) DC.

Nomes botânicos:

Baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker., Baccharis trimera Person, Molina trimera Less.

Nomes Farmacêuticos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:

Partes aéreas.

Composição Química:

Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos, ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonoides, fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcaloides.
Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e quercetina.
O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno, carquejol e acetato de carquejilo). Segundo a BIONATUS: flavonoides (apigenina, cirsiliol, cirsimantina, eriodictiol, eupatrina e genkawanina), sesquiterpenos, diterpenos, lignanos, alfa e beta pinenos, canfeno, carquejol, acetato de carquejila, ledol, alcóois sesquiterpênicos, sesquiterpenos bi e tricíclicos, calameno, elemol, eudesmol, palustrol, nerotidol, hispidulina, campferol, quercetina e esqualeno.

Indicações para uso interno:

Sistema Gastrointestinal: azia, aftas, anorexia, diarreias, dispepsias, enfermidades gerais do baço e do pâncreas, estomatite, fraqueza intestinal, intestino solto, má digestão, prisão de ventre, intolerância à gordura, sensação de peso no estômago, afecções gástricas e intestinais, protege o estômago de várias substâncias que causam úlcera, flatulência, enterite, intoxicação alimentar, doença diverticular do cólon, para normalizar o fluxo do intestino,

Sistema Urinário e Genital: chagas e doenças venéreas, enfermidades da bexiga, esterilidade feminina, afecções e inflamações das vias urinárias, Impotência masculina,

Sistema Hepático: desintoxicação do fígado, enfermidades gerais do fígado, dispepsias inespecíficas que aparecem em hepatites virais, desobstrutor do fígado, icterícia, litíase biliar, colecistite, promove o fluxo sanguíneo no Fígado, reduz a mortalidade e a incidência de lesões celulares do hepatócito agredido química e biologicamente.

Sistema Respiratório: tonsilite, asma, bronquite asmática, faringite, problemas de garganta,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: anemia, angina, auxilia a redução do colesterol (de 5 a 10%), má-circulação, gota, purifica o sangue eliminando toxinas e impurezas,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: espasmos, reumatismo,

Sistema Renal: enfermidades gerais dos rins,

Outros distúrbios: afecções febris, astenia, auxiliar em tratamentos de emagrecimento, diabetes, lepra, mal-estar, vermes, rota-vírus, inibidor da absorção da glicose, reduz a mortalidade e a incidência de lesões celulares do hepatócito agredido química e biologicamente, atua em cefaleias, para boca amarga, reduz vontade de comer doces, dissolvente e males causados pela emoção da raiva, reduz obesidade, diabete melitus, hipoglicemia, dispepsias inespecíficas, giardíase, irritabilidade, insônia.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: feridas, ulcerações.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

O óleo essencial é rico em carquejol, que atua diretamente sobre o hepatócito aumentando a produção de bile e protegendo contra a peroxidação lipídica da membrana celular.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 9 – Ervas para promover a digestão.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

A cor de sua aura é amarela e verde. A erva tem finalidade de limpar o corpo de velhas emoções.

Nome Conhecido:

Bacanta, Bacárida, Cacaia-amarga, Cacália-amarga, Cacália-amargosa, Caclia-doce, Cuchi-cuchi, Carque, Carqueja-amarga, Carqueja-amargosa, Carqueja-do-mato, Carquejinha, Condamina, Iguape, Carquejão, Quina-de-condomiana, Quinsu-cucho, Tiririca-de-babado, Tiririca-de-balaio, Tiririca-de-bêbado, Três-espigas, Vassoura, Carqueija, Tojo (Português), Carqueja, Carquexia (espanhol), Querciuolo (italiano).

Família:

Asteraceae.

Sabor:

Amargo e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:

Anti-inflamatório, tônico, colagogo, diurético, sudorífico, antigripal, antibiótico, remineralizante, béquico, antidiabético, amargo, antianêmico, antiasmático, antidiarreico, antidispéptico, antigripal, anti-hidrópico, antirreumático, anti-Trypanosoma cruzi (causador da moléstia de Chagas), aperiente, aromático, depurativo, digestivo, emoliente, eupeptico, estomáquico, febrífugo, hepático, hepatoprotetor, hipocolesterolêmico, hipoglicêmico, laxante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), tenífugo, vermífugo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:

Em crianças a erva é utilizada para tratar hepatites virais e síndrome pós-hepatite, obesidade e constipação intestinal.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Esta erva deve ser evitada na gravidez, na lactação, pois deixa o leite amargo. Em doses excessivas pode baixar a pressão. Em casos de diarreia crônica, pode gerar interação medicamentosa por interferir na absorção da glicose aumentando o trânsito intestinal e assim, podendo reduzir a absorção de outros medicamentos.
Usar com cuidado em pacientes com insulinoma ou episódios de hipoglicemia.
Seu uso prolongado pode causar disfunções digestivas agredindo a mucosa gástrica.
Também deve-se evitar o uso da erva fresca.
Evitar o uso em casos de problemas graves do fígado e na presença de cálculos biliares, pois pode provocar vômitos.

Interações medicamentosas:

Pode interferir na absorção da glicose, aumentando o trânsito intestinal e pode reduzir a absorção de outros medicamentos, tais como alguns antibióticos.

Toxicidade:

Nas doses terapêuticas, não apresenta toxicidade.

Uso culinário e nutritivo:

Planta utilizada na aromatização de alguns licores e vinhos.

Sistemas Florais:

Florais das Gerais – indicado para medo de infortúnios com entes queridos, apreensão, exagero nas recomendações de cuidado, quando alguém se atrasa, não relaxa e tem a mente invadida por pensamentos negativos.
Florais do Sul – para quem teme tomar decisões, pela dificuldade de sair do funcionamento esquemático, metódico e ritualístico. Para aquele que é ”o certinho”, “o correto” e são pessoas têm dificuldade de lidar com o imprevisto, com as mudanças, e costumam ser intolerantes com os demais. A essência promove a capacidade de vislumbrar diferentes direções e possibilidades, rompendo com o esquematismo mental e comportamental. Geralmente estas personalidades desenvolvem esses traços, devido ao medo e desamparo na infância, oriundos da ausência de vínculo positivo materno e paterno. Para sentir-se segura e apoiada, a criança monta uma estrutura rígida mental que dirige e orienta sua vida, de forma a saber sempre o que deve fazer. As florezinhas se inserem no caule apontando para diferentes direções. Isso imprime no indivíduo a flexibilidade na percepção e no comportamento, abrindo um leque de novas possibilidades na maneira de pensar e agir, com aceitação, receptividade e confiança nas inúmeras opções que a vida oferece.

Medicina Chinesa (MTC):

A erva movimenta o Qi do fígado, removendo estagnação, tonifica o sangue, removendo impurezas e toxinas. É um tônico para o estômago e baço e é indicada para aliviar estagnação de alimentos e tonificar o Xue do fígado. Atua nos canais do fígado, baço/pâncreas e estômago. Seu elemento predominante é a madeira.

Ayurveda:

A carqueja reduz Pitta e Kapha. Na primavera pode aumentar Vata. Sua rasa é amarga e sua virya é fria. A vipaka é picante.

O que diz a ciência:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:

Planta recomendada para tratar problemas relacionados ao trânsito da Lua em Virgem, Mercúrio em Virgem, Vênus em Áries, Vênus em Sagitário; Júpiter em Virgem; Júpiter em Libra; Júpiter em Sagitário, Saturno em Virgem, Saturno em Libra, Saturno em Capricórnio, Urano em Escorpião, Netuno em Virgem. Seu regente é o planeta Júpiter.

Habitat:

Planta originária da América do Sul cresce em lugares secos e pedregosos.

Descrição da planta:

A carqueja é uma planta herbácea que possui suas folhas aderidas ao caule e não possui bainha foliar. A planta macho atinge cerca de 1 m de altura, mas a planta fêmea pode atingir até 2 m, possuindo um caule bem mais lignificado, ou seja, mais grosso e mais firme. Suas folhas são pequenas e de coloração branca levemente puxada ao creme.

Vamos plantar?:

A Carqueja se reproduz ou multiplica-se de três formas:

Por sementes – a planta produz as suas sementes e elas são colocadas em covas e espalhadas (às vezes pelo próprio vento) para assim serem semeadas e cultivadas para gerarem novas plantas.
Por divisão de touceiras ou divisão de rizomas – a técnica de reprodução consiste em realizar o corte subterrâneo dos rizomas, gerando dessa maneira novas plantas. Esta técnica reprodutiva é bastante usada para a multiplicação das plantas ornamentais.

Por estaquia (estacas) – essa técnica de reprodução, se baseia na formação de pequenas mudas para serem cultivadas e gerarem novas plantas. Nas mudas, precisam existir os ramos e raízes da carqueja, para que quando sejam plantadas em outro local, elas tenham a capacidade de gerar uma nova planta.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://flores.culturamix.com/flores/naturais/tudo-sobre-a-carqueja • http://www.oficinadeervas.com.br/detalhe.php?id_produto=22&p=carqueja • http://www.floraisdosul.com.br/site/essencias_ver.php?cod_essencia=37 • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Florais das Gerais – Catálogo • Plantas medicinais na Amazônia e Mata Atlântica – Luiz Claudio Di Stasi e Clélia Akiko Hiruma-Lima – Editora Unesp • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Plantas que curam – Enio Emmmanuel Sanguinetti – Editora Rigel • Estilo Saudável – a conquista da saúde integral – Cátia Fonseca e José Estefno Bassit – Ed. Alaúde • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas •