Cabelo de Milho

As pessoas que ingerem alimentos ricos em carotenoides, como o milho, têm mais resistência à infecção respiratória. O Cabelo de Milho auxilia na eliminação do sódio. Mais informações abaixo.

Nome científico

Zea mays L.

Nome conhecido

Barba-de-milho, Estigmas-de-milho, Milho-grosso, Milho-maês(Português), Maíz (espanhol), Maïs (francês), Corn (inglês), Granoturco (italiano).

Nomes botânicos

Mays americana Baumg., Mays zea Gaertn., Mayzea cerealis Raf., Zea canina S. Watson, Zea erythrolepis Bonaf., Zea hirta Bonaf., Zea saccharata Sturtev., Zea segetalis Salisb., Zea vulgaris Mill.

Nomes farmacêuticos

Stylus zeae

Família

Gramíneas.

Partes usadas

Estigmas.

Sabor

Doce e neutro.

Composição química

Zeina, albumina, ácidos málico, tatárico e maizênico, alentoina, hordenina, peroxidade, oxigenase, maltose, proteinas, sais minerais e vitaminas A, B1, B2, e C, ácido acetilsalicílico, vitamina K.

Propriedades medicinais gerais

Diurético, depurativo, litagogo, colagogo, hipoglicemiante, anti-hipertensivo, hepático, anti-inflamatório, hipotensor, calmante, anti-hemorrágico, analgésico, emoliente, hipocolesterolêmico, cardiotônico, gastrosedativo, vulnerário, litolítico, uterocontractante, colinérgico, antiagregante, anticancerígeno, antidecubitico, antigenotóxico, antimutagênico, antilactagogo, antiviral, antiperoxidante, afrodisíaco, proliferante, emenagogo, hemostático, inseticida, estomáquico, uricosúrico, hepatoprotetor, uterotônico, sedativo, potente antioxidante, calmante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Estigmas – todas aplicações

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: úlceras, sedativo do trato digestivo, diarreia, disenteria, dispepsia, gastrite, dor de estômago,
Sistema Urinário e Genital: ácido úrico e fosfato, infecção urinária, edemas inflamatórios, cistites, uretrite, desequilíbrios do aparelho reprodutor, desinfetante das vias urinárias, albuminúria, para desinflamar infecções da bexiga, libera a urina, enurese, gonorreia, prostatite, retenção de líquidos, incontinência urinária, pus na urina, incontinência noturna, edemas das juntas dos joelhos e os pés, inchaços, dismenorreia, disúria, hiperuricemia, impotência, infertilidade, leucorreia, vaginite, uretrite, uterite.
Sistema Hepático: icterícia, congestão hepática, para desinflamar infecções da vesícula, colecocistite,
Sistema Respiratório: asma, elimina umidade que provoca catarro,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: estimulante do músculo cardíaco, distúrbios cardíacos, colesterol, gota, aterosclerose, angina, hiperazotemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: convulsões, gripe, ciática,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: osteomielite.
Sistema Renal: cólicas nefríticas, litíase renal (dissolve areias e cálculos renais diminuindo dores), nefrite, para desinflamar infecções renais,
Outros distúrbios: para febres, diabetes, diminui o inchaço em grávidas, acelera o metabolismo, obesidade, proliferador celular, ascites, câncer de mama e cólon, fungos, mucosidades, sarampo, psoríase, malária, mal da altitude, síndrome do X (Martin & Bell), edemas suboculares, abandono de vícios.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Estigmas – todas aplicações.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: afecções da pele, feridas, ictiose, abscessos, escoriações, dermatose, eczema, psoríase, machucados, verrugas.
Cabeça e face: alopecia, caspa.
Cavidade bucal: periodontite, garganta dolorida.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Estigmas – todas aplicações.

Para crianças

As mesmas indicações recomendadas para adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Seu uso pode causar irritação em pessoas com inflamação na bexiga. Pessoas com dificuldade para urinar devido inflamação da próstata (hipertrofia) devem evitar a erva. Desaconselhado o uso durante a gestação e a lactação.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

A erva não apresenta toxicidade nas doses recomendadas. Porém, muitas amostras de milho são contaminadas com Bacillus cereus. Outras ainda são encontradas contaminadas com Fusarium spp, Penicillium spp, Aspergilus flavus e A. Níger. Também o nível de contaminação por Cryptococcus lauremtii foi maior que 10(4) cfu/g.

Uso culinário e nutritivo

O milho é rico em amidos e proteínas, mas não é indicado para substituir as proteínas, pois ele necessita de dois aminoácidos essenciais que é a lisina e o triptofano.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Erva utilizada para eliminar umidade-fleuma da Bexiga, umidade-fleuma-calor na Vesícula Biliar e para estagnação do Qi do Rim. Seu elemento predominante é a Terra e a erva atua nos canais da Bexiga, Fígado, Rins e Vesícula Biliar.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo.

Ayurveda

Seu nome ayurvédico é Mahaa-Kaaya. O Cabelo de Milho reduz Pitta e Kapha e aumenta Vata. Sua rasa é doce e sua virya é fria. Sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Seu uso é indicado apenas como alimentício, em algumas espécies.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Glicoproteínas separadas do cabelo de milho inibiram a formação de anticorpos IgE e incrementaram a formação de IgG e IgM. Estes demonstraram ação antiviral e antitumoral.

Astrologia

A regência desta erva está associada a Vênus e Saturno. Utilizada em tratamentos de patologias associadas ao signo de Libra.

Indicações energéticas ou mágicas

Os índios da América consideravam o milho um dom do deus Hiawatha. É uma planta sagrada para as divindades Centeotl, Ceres, Chicomecohuatl, Cinteotl, Kornjunfer, Krumine, Mother Corn, Onatha, Osiris, Robigo, Robigus, Selu, Xilonen, Xochipili.

Habitat

O milho é originário da América Tropical e passou a ser cultivado em todo o mundo a partir do Séc. XV.

Descrição da planta

Planta de caule grosso, com um a três metros de altura, folhas largas, planas e pontiagudas. O milho é chamado de monoico, porque possui as flores dos dois sexos na mesma planta, os estigmas das espigas femininas são muito compridos, parecendo fios de cabelos. Os grãos ficam um do lado do outro, assim cobrindo a espiga.

Vamos plantar?

O milho pode ser cultivado em diversas regiões climáticas, existindo cultivares adaptadas a diferentes condições de temperatura e umidade. No entanto, o milho não suporta baixas temperaturas. A temperatura mínima durante seu ciclo de vida deve ser de 13°C, sendo o ideal pelo menos 16°C. Por outro lado, em clima muito quente e seco a polinização pode ser prejudicada. O milho necessita de alta luminosidade e deve receber luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente. O solo deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e com boa disponibilidade de nitrogênio. O pH ideal do solo é de 5,5 a 6,8. Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido úmido, mas sem que permaneça encharcado. O milho tem raízes relativamente superficiais e pode ser muito sensível à falta de água durante seu crescimento. Quando as espigas estão bem desenvolvidas, a irrigação não é mais necessária. As sementes geralmente são semeadas diretamente no local definitivo da horta ou plantação, mas também podem ser semeadas em sementeiras e transplantadas quando preenchem os módulos com suas raízes, ou em copinhos feitos de papel jornal, fazendo então o transplante quando as mudas têm de 8 a 10 cm de altura. O espaçamento entre as plantas varia conforme a cultivar e as condições locais de cultivo, mas geralmente pode ser usado um espaçamento de 1 metro entre as linhas de plantio e 20 cm entre as plantas. Para cultivares de menor porte, o espaçamento pode ser de 80 cm entre as linhas e 20 cm entre as plantas. Para cultivo em pequena escala, é possível usar um espaçamento simples entre as plantas, podendo ser de 30 cm entre as plantas de cultivares de maior porte e 20 cm entre plantas de cultivares de menor porte. O milho também pode ser cultivado em vasos grandes. Em um vaso com 50 cm de diâmetro é possível plantar três sementes, formando um triângulo. Em vasos um pouco menores plante apenas uma ou duas sementes. É importante ter um total de pelo menos quatro plantas para promover uma boa polinização, sendo que o ideal é ter pelo menos 9 plantas. E manter as plantas formando um quadrado é melhor do que manter as plantas formando uma linha. Tudo isto porque o milho é polinizado pelo vento e não por insetos, assim uma plantação compacta tem uma probabilidade maior de conseguir uma boa polinização que uma plantação linear ou uma plantação com plantas mais dispersas. Outro fator importante é não plantar duas culturas de milho que florescerão na mesma época, no mesmo local. Culturas diferentes devem permanecer a pelo menos 400 metros de distância umas das outras. O grão de milho tem as características fenotípicas determinadas pela fecundação que o gera, podendo ser muito diferente das características fenotípicas da cultura de sua planta mãe. Por este motivo, é possível encontrar espigas de milho que possuem grãos de várias cores diferentes na mesma espiga.

Artigos relacionados

Palavras-chave das Ervas Medicinais

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.ednatureza.com.br/milho.htm • https://hortas.info/como-plantar-milho • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • IFT – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Segredos e virtudes das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • A taste of heritage – crow indian recipes and herbal medicine – Alma Hogan Snell – Lincoln and London • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hacehtte • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Dandelion Medicine – Brigitte Mars – Storey Books • Vademecum de Fitoterapia – Pedro del Rio Pérez • Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF •