Nome Popular: Alho

Outros nomes: alho-comum, alho-da-horta, alho-hortense, alho-manso; garlic e cultivated garlic (inglês); ajo (espanhol), ail (francês), aglio e aglio comune (italiano); ail (francês); hsiao-suan (chinês); lasan (hindu).

Nome científico: Allium sativum L.

Nomes botânicos: Allium pekinense Prokhanov.

Nome farmacêutico: Bulbus Alli Sativi

Família: Liliaceae.

Partes usadas: bulbos.

Sabor: picante e quente.

Constituintes químicos: ácido alfa-aminoacrílico; ácido fosfórico livre; ácidos sulfúrico; ajoeno (produzido por condensação da alicina); açúcares (fructose, glucose); alil; alil-propil; aliína (que se converte em alicina); aliinase; aminoácidos (ácido glutamínico, argenina, ácido aspártico, leucina, lisina, valina); citral; desoxialiina; dissulfeto de dialila; dissulfeto de dietila; felandreno; galantamina; geraniol; heterosídeos sulfurados; insulina; inulina; linalol; minerais (manganês, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, selênio, sódio, ferro, zinco, cobre); nicotinamida; óleo essencial (muitos componentes sulfurosos, dentre eles: disolfuro de alil, trisolfuro de alil, tetrasolfuro de alil); óxido dialildissulfeto; polissulfeto de dialila; prostaglandinas A, B e F; proteínas; quercetina; sulfetos de vinil; trissulfeto de alila; vitaminas (A, B6, C, ácido fólico, pantotênico, niacina).

Propriedades medicinais: digestivo; carminativo; anti-helmíntico; emenagogo; tônico; estimulante; imunizante; antiinflamatório; anti-reumático; expectorante; antimicrobiano; anti-séptico; depurativo; antioxidante; desintoxicante; hipotensor; anticolesterolêmico; antiadesivo plaquetário; rejuvenescedor; bactericida; anti-séptico; expectorante; amebicida; febrífugo; vermífugo; antiinfeccioso; antiasmático; antibiótico; antifúngico; antitóxico intestinal; antitrombótico; emoliente; rubefaciente; sudorífico; vasodilatador; odontálgico; hipolipemiante; desinfetante; hepatoprotetor; hipoviscosizante; anticancerígeno; antiulcerogênico; antivirótico; diurético.

Indicações (Uso interno): evita tromboses; preveni derrames e infartos; afecções das vias aéreas; melhora funcionamento hepático e a digestão; elimina vermes; alivia dores de hemorróidas; bronquite; tosse; resfriados; gripes; asmas; regulariza a circulação sanguínea; combate a aterosclerose; alivia dores articulares; artrites; reumatismo; reduz a sobrecarga cardíaca; alivia palpitações; taquicardia; infecções em geral; tifo; insônia; enfisema; hidropsia; tuberculose; cistite; reumatismo; amigdalite; afecções nervosas; histeria; afecções respiratórias; paralisação do fígado e do baço; gangrena pulmonar; hiperuricemia; paludismo; previne disenterias amebianas; intoxicação nicotínica; retinopatia; prisão de ventre; regula pressão arterial; doenças cardíacas; angina; arteriopatias; artrite; dores de ouvido; surdez; edemas; febre; infecções fúngicas; enxaqueca; enfermidades do fígado, rins e bexiga; esgotamento; estimulante do sistema imunológico; tifo; sinusite; nefrite; hidropsia; dores de cabeça; cálculos da bexiga; endurecimento de artérias; coqueluche; afecções genito-urinárias; catarro; auxiliar em tratamentos de diabete; cólera; diarréia; tromboembolismo; herpes; gota; hemoptise; hipocondria; infecções bacterianas; impurezas da pele; diminui nível dos triglicerídeos; rouquidão; para sensação de medo; envenenamento por alimentos; candidíase; fígado preguiçoso; auxiliar no tratamento ao câncer de estômago; hiperlipidemias; varizes; enfisemas; abscesso pulmonar; faringite;

Indicações (Uso externo): doenças crônicas da pele (óleo); psoríase; dermatites seborréicas; em cortes produzidos por pregos; acnes; afecções da pele; verrugas; manchas da pele; picadas de inseto com coceira e dor; tinha; calos; dermatomicose; impingem; sarna; sardas; caspa; ferimentos infectados; escabiose;

Indicações pediátricas: as mesmas que para adultos.

Utilizações na MTC: utilizado no vazio do yang e em casos de plenitude-frio.

Elemento predominante na MTC: Metal.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração.

Atuação nos canais: P, R, E, BP e I.G.

Ayurveda (Ação nos doshas): nome ayurvédico – Lashuna/Rasonam. Reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. É pesado, gorduroso e penetrante. Sua composição energética rajásica e tamásica causa perturbação da mente durante as práticas meditativas. Recomenda-se substituí-lo por Haritaki para evitar prejudicar o processo meditativo. Deve ser usado por suas funções terapêuticas e deve ser evitado como tempero. Atua em todos os tecidos, porém com mais intensidade no circulatório, digestivo, nervoso, reprodutivo e respiratório. Indicado para baixo agni (fogo) digestivo. É um rejuvenescedor para o tipo Vata. Remove Ama (toxinas) do sangue e das linfas. O tipo Pitta deve usar com moderação. Se utilizado cozido é menos agressivo ao tipo Vata. É utilizado em distúrbios de Kledaka Kapha e Apana Vayu os intestinos e limpa mucosidades e alivia distensões por gases. Auxilia respiração livre especialmente em distúrbios de Udana e Prana Vayu. Muito útil em gripes do tipo Kapha com muita secreção e mucosidade e dor nos membros. Beneficia diretamente o coração reduzindo Kapha e Ama de rasa, rakta e medas dhatus (tecidos). Atua em afecções da pele provenientes de desordens de Kapha e Vata. Faz boa interação com gengibre, funcho, chitraka, hingu e pimenta preta para desordens digestivas. Utilizado com Pippali (pimenta verde), alcaçuz e ajwain para tosses. Combinado a guggulu, pushkaramoola, arjuna e bibhitaki para problemas cardíacos. Para tonificar Vata é melhor consumi-lo frito com ghee. Desaconselhado uso em pessoas com Pitta agravado. Evitar atividades físicas muito intensas, comportamento agressivo ou banhos de sol enquanto estiver fazendo tratamento com a erva, pois pode agravar excessivamente Pitta.

Rasa: picante

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há informações nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há informações nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: não há informações nas fontes de pesquisa consultadas.

Homeopatia: tem ação sobre os órgãos das vias respiratórias quando acompanhado de dor e vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, corrimento nasal claro e abundante, dores na raiz do nariz, espirros, tosse, rouquidão, perda do paladar e olfato, tosses crônicas com expectoração abundante, sensibilidade ao frio. Utilizado na dosagem 1X a 5ª.

Contra-indicações: evitar uso de alho cru na hiperacidez gástrica; gastrites agudas; úlceras ativas; em casos de hemorragia e na amamentação. Se houverem flutuações na pressão seu uso deve ser interrompido. Sempre evitar em casos de hipotensão. Evitar na gestação; em recém-nascidos, pessoas com dermatites; hipertireoidismo; em pré e pós-operatórios (evitar uso até 10 dias antes de qualquer operação); trombocitopenia. O óleo essencial puro por via oral é contra indicado para gestantes, lactantes, crianças, pacientes com hipersensibilidade, pode provocar náuseas. Consulte sempre um médico, caso você esteja fazendo uso de algum medicamento. Deve ser evitado em pessoas com ejaculação precoce e espermatorréia.

Interações medicamentosas: deve ser usado com atenção por pessoa que tomam medicamentos antiplaquetários podem ainda potencializar os efeitos coagulantes de outros medicamentos. Atenção em pessoas que fazem tratamento com anticoagulantes tipo warfarina ou com hemostáticos (especialmente as formas extrativas), alguns medicamentos para controlar o nível de açúcar no sangue e alguns antiinflamatórios.

Uso Veterinário: não há informações nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: de 0,03 a 0,12 ml de óleo/dia; de 100 a 250 mg em supositórios (oxiúros); de 2 a 4 ml de tintura 3X/dia; de 2 a 3 dentes em infusão até 3X/dia. Crianças devem tomar de 1/6 a 1/3 da dose dependendo da idade.

Formulações: ver abaixo.

Formulações populares: CALOS – ungüento – misturar a polpa do alho amassado em óleo de oliva. Este ungüento de ser aplicado sobre o local, protegendo-o com gaze.
INSÔNIA – esmagar um dente de alho em uma xícara de leite quente. Deixar em infusão por 10 minutos e após beber.  REUMATISMO e TUMORES – cataplasma – espremer alguns dentes de alho, colocando sobre uma lã quente. Aplicar sobre a região afetada. PNEUMONIA – cataplasma – colocar ao longo da coluna espinhal e em cima do tórax de crianças. RETENÇÃO DE URINA – cataplasma – colocar em cima da região da bexiga, quando a retenção é devido à bexiga paralisada. VERRUGAS e CALOS – cataplasma – colocar sobre as regiões afetadas por 12 noites consecutivas para eliminá-los. VERMES – decocção de alguns dentes de alho amassados em leite açucarado. Deixar ferver por um minuto. Tomar 2 a 3 colheres ao dia. INFLAMAÇÃO NA GARGANTA – um dente de alho batido, sumo de limão e uma colher de mel de abelha. Mistura-se e aplica-se na região interna da garganta.  INSÔNIA, HIPERTENSÃO, TUBERCULOSE, RESFRIADOS, TOSSE, BRONQUITE, FERIDAS INFECCIOSAS e REDUÇÃO DO COLESTEROL RUIM – óleo e infusão. GRIPE, RESFRIADO, TOSSE, ROUQUIDÃO – maceração – um ou dois dentes de alho amassado em um copo com água. Tomar um copo três vezes ao dia. PROBLEMAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO – tintura: moer uma xícara (cafezinho) de alho dentro de um recipiente contendo 5 xícara de álcool 92º GL, deixar em maceração por 10 dias, coar. Tomar 10 gotas em meio copo de água três vezes ao dia, para (gripes, etc.). HIPERTENSÃO – utilizar uma colher de chá da tintura em meio copo de água três vezes ao dia ou comer dois dentes de alho pela manhã. VERMÍFUGO – comer três dentes de alho pela manhã em jejum durante sete dias ou em infusão, com leite. DORES DE OUVIDO – pingar três gotas no ouvido e tampar com algodão. PRISÃO DE VENTRE, ESTIMULANTE DA SECREÇÃO DOS SUCOS GÁSTRICOS E INTESTINAIS – suco o alho esmagado.  ARTERIOSCLEROSE – ingerir na alimentação 3 dentes de alho crus picados, 3 vezes por semana, durante 3 meses. DOR POR CÁRIE DENTÁRIA – alho assado colocado diretamente no dente cariado.  SURDEZ – alho cru: 1 a 4 dentes ao dia. Misturar partes iguais de suco de alho, óleo de amêndoas doces, glicerina e pingar no conduto auditivo. PROBLEMAS CIRCULATÓRIOS – maceração – 100 gramas de alho em 400 gramas de álcool. Tomar uma colher de média antes de dormir. SARNA – esfregar a parte afetada com alho triturado em azeite de oliva.  PROBLEMAS CIRCULATÓRIOS -10 g de tintura, três vezes ao dia. DIURÉTICO – tomar 6 gotas ao dia de extrato fluído. PROCESSOS INFECCIOSOS DO APARELHO RESPIRATÓRIO E DIGESTIVO – tomar 7 gotas de óleo essencial ao dia: (estimula o fígado, a vesícula e o pâncreas). DESINFETANTE DE MORDEDURAS OU PICADURAS DE ANIMAIS, INSETOS E AFECÇÕES DA PELE – molhar a zona afetada com uma gaze molhada em tintura de alho (doze noites consecutivas). XAROPE EXPECTORANTE DE ALHO E GENGIBRE – fazer uma mistura de 250 ml de gengibre ralado e 250 ml de alho amassado e coloque em um litro de vidro bem limpo, ocupando aproximadamente metade do espaço. Adicionar 100 ml de água-ardente, uísque ou conhaque. Completar com mel de abelhas deixando apenas o espaço para a rolha. Lacrar a rolha com cera, resina ou breu e guarde em um armário escuro por cerca de seis meses. Tomar uma colher de sopa duas a três vezes ao dia. ELIMINAR PULGÕES – maceração – 4  dentes  de  alho  em  1  litro  de  água  e  deixe  15  dias  em repouso.  Diluir esse macerado em 10 litros de água e pulverizar sobre as plantas infestadas.

Planeta regente: regente – Saturno. Planta associada aos signos de Capricórnio e Libra.

Indicações energéticas ou mágicas: os egípcios prestavam grandes honras a estes bulbos; os gregos, contudo, proibiam a entrada no templo de quem tivesse comido alho. Paracelso em sua Botânica Oculta diz: para preservar-se de todo malefício, colhem-se sete alhos na hora de saturno, enfiam-se num barbantezinho de cânhamo e carregam-se pendurados no pescoço durante sete sábados e ficar-se-á livre de feitiços por toda a vida.  Para afastar os pássaros duma árvore, basta untar os galhos com um alho. Se a pessoa deseja alhos inodoros, é só plantá-los e colhê-los quando a lua não se acha sobre nosso horizonte. Planta utilizada em banhos para retirar o mau-olhado juntamente com alecrim, arruda, folhas de guiné, flor de rosa-branca, folhas de espada de São Jorge e um punhado de sal grosso. Para proteção do lar realiza-se defumação com casca de alho, raiz de lágrima-de-nossa-senhora, folhas secas de alecrim, resina de incenso de igreja e carvão vegetal.

Habitat: originário da Ásia Ocidental e Europa.

Informações clínicas e/ou científicas: vários ensaios clínicos examinaram os efeitos do alho nas lipoproteínas e contra hipercolesterolemia ainda que o mecanismo exato desta ação seja desconhecido.

Descrição botânica: planta herbácea, podendo atingir até 60 cm de altura; folhas pontiagudas, longas e achatadas; bulbo dividido em bulbilhos compridos e reunidos em um invólucro comum de várias túnicas esbranquiçadas que são facilmente destacáveis. Cada dente, com coloração variando de branco a violeta, é envolvido por uma túnica própria; flores pequenas em cachos, de cor rosada ou branca.

Toxicidade: não há relatos nas doses recomendadas.

Observações: 100 g de alho contêm aproximadamente: Água: 59 g; Calorias: 149 kcal; Lipídios: 0.5 g; Carboidratos: 33.07 g; Fibra: 2.1 g; Manganês: 1672 mg; Potássio: 401 mg; Enxofre: 70 mg; Cálcio: 181 mg; Fósforo: 153 mg; Magnésio: 25 mg; Sódio: 17 mg;
Vitamina B-6: 1235 mg; Vitamina C: 31 mg; Ácido glutamínico: 0,805 g; Argenina: 0,634 g; Ácido aspártico: 0,489 g; Leucina: 0,308 g; Lisina: 0,273 g. O alho quando cozido, assado ou frito pode desregular a pressão, pois o calor destrói a alicina e aliina e vindo a causar transtornos estomacais que podem interferir na pressão. Recomenda-se o uso cru em curtos períodos. Para eliminar o odor exalado após o consumo de alho, beber o suco diluído de limão, ou então mastigar por algum tempo folhas de alface, salsa, erva doce ou café em grão torrado. No tratamento de calos e verrugas recomenda-se proteger as zonas circundantes com vaselina. O seu cheiro ativo é devido à presença de componentes sulfurados que são os responsáveis pelas suas propriedades medicinais, por esse motivo os preparados que não tenham cheiro não são tão eficazes.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.campinas.snt.embrapa.br/plantasMedicinais/alho2.pdf • Ayurveda – A ciência da longa vida – Dr. Edson D´Angelo e Janner Rangel Côrtes – Madras • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas • Botânica Oculta – Paracelso • Ayurvedic medicine – the principles of tradicional practice – Sebastian Pole – Churchill Livingstone • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Higiene e Tratamento Homeopático das Doenças Domésticas – Dr. Alberto Seabra – Associação Brasileira de Homeopatia •