Violeta

Os antigos acreditavam que esta erva era uma moderadora da raiva, fortalecedora e confortadora do coração e promotora do sono revitalizador. Também utilizada em perfumarias e indústria de cosméticos. É uma planta ornamental. Mais informações abaixo.

Nome científico

Viola odorata L.

Nome conhecido

Violeta-de-Cheiro, Violeta-Africana, Viola-Roxa, Violeta-Europeia, Violeta-Perfumada, Violeta-Roxa, Amor-Perfeito, Violetinha (Português), Violeta (Espanhol), Violette (Francês), Violet (Inglês), Violetta (Italiano).

Nomes botânicos

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes farmacêuticos

Violae Odoratae herba.

Família

Violaceae.

Partes usadas

Sementes, raiz, folhas e flores.

Sabor

Doce, amarga, picante e fria.

Composição química

As flores contêm mucilagem, óleo essencial (traços), ácido salicílico (pequena quantidade), antocianosídeos (violamina). As raízes contêm alcaloides, odoratina e saponinas.

Propriedades medicinais gerais

Adstringente suave, analgésico, antifúngico, anti-inflamatório, antipirético, antitussígeno, calmante, cicatrizante, diurético, emoliente, expectorante, ligeiramente laxante, sedativo, sudorífico, colagogo, hepático, resolutivo, antibacteriano, antitóxico, depurativo, béquico, antigripal, demulcente, diaforético e aperiente.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Raízes – emético (em doses elevadas) e purgativo.

Flores – anticancerígeno.

Óleo essencial – um suave analgésico, ligeiro soporífero, sedativo, antisséptico,diurético e afrodisíaco.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para gastrite, úlcera gastrointestinal, em intoxicações alimentares, abscesso intestinal, estomatite, gastroenterite, enterocolite e nas diarreias bacterianas.

Sistema Urinário e Genital: para inflamação das vias urinárias, prolapso do reto e útero, sífilis, infecção urinária e em infecções ovarianas.

Sistema Hepático: para hepatites agudas com febre, icterícia e excesso de bile.

Sistema Respiratório: para afecção catarral, asfixia, asma, bronquite, mucosidades da garganta, enfisema, faringite, descongestionante das mucosas, tosse e espirros (decocção da erva), desordens dos pulmões, ação descongestionante na sinusite frontal e em casos de pneumonia.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: para hipertensão e na angina.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para gripe, resfriados, elimina toxinas, problemas de origem nervosa como dores de cabeça, insônia, histeria, distensão dos nervos, epilepsia e na AIDS.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para reumatismo e artrite.

Sistema Renal: para doenças dos rins.

Outros distúrbios:  nas tonsilites, enfermidade dos olhos, sarampo, beneficia as mamas, vômito, coqueluche, conjuntivite, enxaqueca, caxumba, efeito inibidor de crescimento de tumores, infecções por estafilococos, endotoxemia, erisipela e interrupção de purgação purulenta.

 

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Raízes – para cólicas menstruais.

Flores – indicadas em câncer de mama e pulmão, para expectorar catarro, na tosse infantil e para febre.

Óleo essencial – para insônia e sensação de irritação e ansiedade, infecções urinárias, descongestionante do fígado, beneficia o sistema respiratório, inflamações de garganta, gota, reumatismo, para sintomas da menopausa, rouquidão, pleurite, dissolve mucosidade, ajuda a aliviar a congestão da cabeça tratando cefaleias e vertigens.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para escoriações, irritação da pele, pruridos, abscessos, furúnculos, acne e em espinhas.

Cabeça e face: nas afecções oculares.

Cavidade bucal: na inflamação da boca e gengiva.

Outros distúrbios: para picadas de insetos.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Raízes – para cólicas menstruais.

Flores – indicadas em câncer de mama e pulmão, para expectorar catarro, na tosse infantil e para febre.

Óleo essencial – para insônia e sensação de irritação e ansiedade, infecções urinárias, descongestionante do fígado, beneficia o sistema respiratório, inflamações de garganta, gota, reumatismo, para sintomas da menopausa, rouquidão, pleurite, dissolve mucosidade, ajuda a aliviar a congestão da cabeça tratando cefaleias e vertigens.

Para crianças

O xarope da pétala das flores é indicado para expectoração e tosse infantil.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

A violeta não deve ser usada em crianças (exceção é o xarope das flores). Seu uso externo pode causar dermatite de contato e deve ser evitada na gravidez e na lactação. A raiz, em doses elevadas, pode causar vômito. Pode também causar diarreias em pessoas sensíveis.

Interações medicamentosas

Quando combinada com Verbena officinalis, é excelente para tratar coqueluche.

Toxicidade

Não apresenta toxicidade nas doses recomendadas. Doses elevadas do rizoma (raízes) e sementes podem causar severas gastrenterites, nervosismo e depressão circulatória e respiratória.

Uso culinário e nutritivo

As folhas são cristalizáveis para o preparo de doces. A essência serve para perfumar doces, caramelos e bolos. As flores conferem sabor delicado às saladas, quando misturadas ao leite de cabra.

Aromaterapia

Seu óleo essencial é um ótimo detergente para poros e feridas, um suave analgésico e um ligeiro soporífero. Suas propriedades sedativas combatem a insônia e eliminam a sensação de irritação e ansiedade. Acredita-se que ajuda a recuperar os laços de amizade. Tem afinidade com os rins e tende a exercer um efeito diurético na urina, beneficiando infecções urinárias. Ajuda a dissolver congestão geral do organismo e possui propriedades laxantes. Descongestionante do fígado, benéfico para o sistema respiratório, suaviza inflamações de garganta, rouquidão e pleurite. Dissolve mucosidade e ajuda a aliviar a congestão da cabeça tratando cefaleias e vertigens. É considerado ótimo afrodisíaco e benéfico para casos de problemas sexuais. Pode atenuar sintomas da menopausa como irritabilidade e ondas de calor. Suas propriedades analgésicas são indicadas para caos de gota e reumatismos. Antisséptico útil em tratamentos de feridas, hematoma, pele congestionada, inchaços e inflamações. Ajuda na cicatrização de rachaduras em mamilos.

Sistemas Florais

Florais das Gerais: para timidez, delicadeza, falta de confiança para se expressar e medo de falar em público. Florais de Minas: Viola – para acanhamento, fragilidade psíquica, timidez, medo de se expor e solidão.

Medicina Chinesa (MTC)

Esta erva clareia calor e elimina toxinas, elimina calor e umidade, elimina fogo tóxico, resfria o sangue, indicada em padrões de umidade-calor do exterior que afeta a pele. Atua nos canais do fígado, pulmão e coração. A violeta deve ser evitada em síndromes de frio.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 2 – Ervas para reduzir calor do corpo.

Ayurveda

Seu nome ayurvédico é Trayman. É uma erva tridosha que equilibra Vata, Pitta e Kapha. Erva seca e leve que atua nos tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo e reprodutivo, mais especialmente nos sistemas respiratório, excretor, reprodutivo feminino e circulatório. Sua rasa é picante, sua virya é fria e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.  

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.  

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.  

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.  

Astrologia

Erva indicada para distúrbios associados ao trânsito de Mercúrio em Escorpião, Marte em Escorpião, Marte em Sagitário, Marte em Capricórnio, Netuno em Escorpião.

Indicações energéticas ou mágicas

Paracelso atribui ao uso das raízes da planta, a capacidade de permitir ver o futuro.

Habitat

É uma espécie alóctone, originária da Europa, Ásia Ocidental e África, crescendo em prados, relvados, charnecas e bosques abertos. É encontrada até 1.000 de altitude.  

Descrição da planta

Planta herbácea ou vivaz, polimorfa, acaule, pubescente.  Cresce 10-20 cm de altura. Apresenta rizoma espesso, vivazes, com estolões alongados, radicantes e floríferos. Raízes nodosas, ramosas, esbranquiçadas, munida de numerosas radicelas fibrosas. As folhas são dispostas em roseta, partindo de uma cepa. As folhas são radicais, verde-escuras, ovais-cordiformes ou reniformes, longipecioladas, obtusas, crenuladas, as dos estolões do ano anterior reniformes. As flores surgem na extremidade de pedúnculos que partem também da cepa e apresentam um perfume muito suave. Apresentam cor violácea intensa e são suavemente aromáticas. Pedúnculos glabros, recurvados na parte superior, os frutíferos deitados.  As sépalas são ovais-obtusas. Estigma em gancho agudo.  Cálice e corola com 5 sépalas e pétalas, respectivamente. Cápsula subglobosa, violácea, unilocular, polisperma, pubescente.

Vamos plantar?

A violeta precisa ser cultivada à meia sombra, mas ela é bastante tolerante desde que não resseque. Ela precisa ser protegida do sol quente da tarde em climas quentes, mas, se você vive em clima ameno, pode cultivá-la ao sol. Se desenvolve bem melhor sob árvores e arbustos. O pH do solo deve estar em torno de 6 a 7,5; adicione cal para reduzir a acidez do solo. O solo deve ser bem drenado. Enriqueça-o com adubo e/ou composto bem deteriorado. Se o solo for argiloso, adicione muito cascalho, adubo e restos de vegetais decompostos; solo leve e com cascalho deve ser melhorado pela adição de uma boa quantidade de esterco de vaca e argila misturados. Se cultivada ao ar livre, a violeta prefere um solo moderadamente rico. Também pode ser cultivada em vasos pequenos ou jardineiras, sozinhas ou em consorciação com outras plantas. Preparar o canteiro com composto o quanto seja necessário e adubo de aves, cerca de 150 gramas /m2, misturando bem. Plantar as mudas com espaçamento de 20 cm entre plantas e entre linhas, desencontrando-as. Abrir a cova no tamanho do torrão, colocar a muda e aconchegar a terra ao seu redor, apertando de leve para fixar. Após o plantio, regar bem.

Artigos relacionados

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.indiadivine.org/audarya/ayurveda-health-wellbeing/967194-violet-viola-odorata.html • http://www.plantasonya.com.br/flores-e-folhagens/caracteristicas-e-cultivo-da-violeta-selvagem-viola-odorata.html • http://www.fjcampos.com/index.php?option=com_content&task=view&id=268&Itemid=44 • http://oleosessenciais.org/category/oleo_essencial_de_violeta/ • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • As plantas mágicas – Botânica oculta – Paracelso • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Fitoterapia Chinesa e Plantas Brasileiras – Alex Botsaris – Editora Ícone • As plantas curam – A. Balbach – Ed. Vida Plena • Guia Prático para Auto-cura – Tonusterapia. A cura pelas plantas – Munir Sabá – Editora Traço •