Sete Sangrias

Esta planta é considerada muito melhor do que uma sangria, daí vem seu nome. É considerada uma erva daninha pela facilidade com que se espalha. Não confundir com Symplocos platyphylla Benth. – Sete-Sangrias de Árvore.

Nome científico

Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F. Macbr.VV

Nome conhecido

Guanxuma-Vermelha, Balsamona, Chiagari, Cuféa, Erva-de-Sangue (Português), Siete Sangrias (Espanhol).

Nomes botânicos

Balsamona pinto Vand., Cuphea balsamona Cham. & Schltdl., Cuphea divaricata Pohl ex Koehne, Cuphea elliptica Koehne, Cuphea peplidioides Martel ex Koehne, Cuphea pinto Koehne, Lythrum carthagenense Jacq., Parsonsia balsamona (Cham. & Schltdl.) Standl., Parsonsia pinto (Vand.) A. Heller., Cuphea mesostenion.

Nomes farmacêuticos

Herba Cupheae carthagenensis.

Família

Lythraceae.

Partes usadas

Toda a planta.

Sabor

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Composição química

Glicosídeos, ácido betulínico, flavonoide, mucilagem e óleos essenciais.

Propriedades medicinais gerais

Adstringente, antidiarreico, anti-hipertensivo, antiobésico, antirreumático, antissifilítico, balsâmico, cardiotônico, depurativa do sangue, digestivo, diurético, diaforético, emenagogo, febrífugo, hipocolesterolêmico, hipotensor, sedativo, sudorífero e tônico.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: para diarreia, limpeza dos intestinos e nos males estomacais.

Sistema Urinário e Genital: nas afecções venéreas, manifestação sifilítica secundária, sífilis, auxilia na menstruação e ainda elimina ácido úrico.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: na arteriosclerose, colesterol, hipertensão arterial, palpitações cardíacas, fortalece o coração e para tosse de cardíacos.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: no reumatismo.

Sistema Renal: para limpeza dos rins.

Outros distúrbios: combate bactérias gram-positivas, febre comum e febre intermitente, inchaço das pernas, inflamação das mucosas e na psoríase.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: feridas, furúnculos, afecções da pele, eczema, inflamação das mucosas, úlceras na pele e na psoríase.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

É contraindicado o uso infantil.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Doses elevadas podem causar diarreia.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC)

Esta erva equilibra o xue, tonifica o yang do Rim e também equilibra o qi do coração.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 12 – Ervas para regular o sangue (xue).

Ayurveda

Esta erva reduz Pitta e Kapha e agrava Vata (se utilizada em excesso).

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

A Sete Sangrias apresenta forte atividade contra bactérias Gram-positivo.

Astrologia

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas

Segundo a teoria das assinaturas de Paracelso, em que as plantas apresentam semelhanças com as partes do corpo sobre as quais atuam, o caule da sete-sangrias é avermelhado, lembrando os vasos sanguíneos.

Habitat

Espécie autóctone que cresce espontaneamente em áreas ruderais, campos, áreas de aluvião, pastagens, gramados, quintais, hortas, capoeiras, à beira de estradas e em áreas agrícolas abandonadas.

Descrição da planta

Planta herbácea anual.  Apresenta crescimento ereto e ramificado.  Caule avermelhado revestido de pilosidade glandulosa purpúrea. A planta cresce 30 a 50 cm. Suas folhas são opostas, pecioladas, de ápice e base agudos.  A face dorsal é mais hirsuta e clara que a superior.   Inflorescências axilares em pequenos cachos, com flores de coloração avermelhada ou violácea, com duas pétalas dorsais menores que as outras.  Fruto tipo cápsula contendo 6 a 8 sementes.

Vamos plantar?

Seu cultivo é muito fácil e pode ser realizado por semeadura, mas pode haver dificuldade em coletar as sementes. Pode também ser realizado por estaquia, mas não é usual. O que normalmente se faz é arrancar as mudinhas que surgem em grande quantidade ao pé da planta-mãe e replantá-las no terreno definitivo. Planta-se com espaçamento de uns 20 a 25 cm. Pode-se plantar em terreno plano ou de preferência em canteiros. Colhem-se os ramos, com podas não muito drásticas, e coloca-se para secar. O processo de secagem é muito rápido.

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Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://ci-7.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp?f_cod=135 • https://www.portalsaofrancisco.com.br/bem-estar/sete-sangrias • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Guia Prático para Auto-cura – Tonusterapia. A cura pelas plantas – Munir Sabá – Editora Traço •