Nome Popular: Sabugueiro

Outros nomes: sabugueiro-do-Brasil, sabugueiro do Rio Grande, sabugueiro-negro, sabugueiro-da-europa, sabugueirinho; sauco (espanhol); sabugo-negro;

Nome científico: Sambucus nigra L.

Nomes botânicos: Sambucus formosana nakai (China); S. canadensis l. Sambucus racemosa l;

Nome farmacêutico: Flos Sambuci nigra.

Família: Sambucaceae/Caprifoliaceae

Partes usadas: casca da raiz e do caule, raiz, folha e flor (mais usada).

Sabor: picante, amargo e refrescante.

Constituintes químicos: colina, rutina, quercitina, sambunigrina, taninos, mucilagem e vitamina A e C, flavonóides, ácido fenólico, taninos, triterpenos,

Propriedades medicinais: antiinflamatório; sudorífico; antitussivo; antiicterícia; depurativo; purgativo; anti-hidróptico; emetocatártico; emenagogo; antireumático; excitante; anti-hemorroidal; drástico; diurético; antifebril; cicatrizante; galactagogo; laxante (raiz e casca); refrescante; resoluto; diaforético; purgante (raiz e casca); antigripal; antitérmico; antiviral; antiespasmódico; béquica; emoliente; inseticida (folhas); desintoxicante; venotônico; adstringente (casca);

Indicações (Uso interno): manchas do rosto de grávidas; angina da garganta; sarampo; viroses; erupções cutâneas; dor gotosa; defluxos; bronquites; varicela; varíola; disúria; resfriado; gripe; furúnculo; abscesso; ácido úrico; afecção renal; artrite; asma; cistite; constipação; espasmo; febre; gota; hidropsia; intoxicação hepática; litíase urinária; nefrite; nevralgia; obesidade; queimadura; reumatismo; tosse; resfriado; sinusite; febre do feno; catapora; dor ciática; escarlatina; sinusite; doenças infecciosas febris de evolução (bacteriana); faringite; pneumonia; conjuntivite; infecção urinária; hepatite; dores articulares; neuralgia; delírio febril; lactação deficiente; retenção urinária (casca, raiz e folhas); rubéola; purifica o sangue; limpa os rins; arteriosclerose; epistaxe; oftalmias; terçol; furúnculos; erisipela; inchaços; varizes;

Indicações (Uso externo): erisipela; erupções cutâneas; furúnculo; queimadura; dá brilho ao cabelo; dermatose; hemorróida; verrugas (colocar folhas); manchas (banhos); queimadura de sol (cataplasma); calos (folhas; olho de peixe (folhas); clareia a pele; conjuntivite; dores articulares; inflamações da pele (casca, raiz e folhas); abscessos; frieiras; oftalmias; terçol; fragilidade capilar; varizes;

Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: Nome chinês: Hu Gu Xiao. Erva fria que retira calor do Xue (sangue). Elimina fogo do Fígado e do Pulmão. Elimina vento e umidade. Move o sangue. Reduz fleuma. Utilizada em tratamentos de síndrome Bi.

Elemento predominante na MTC: Metal e Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 10 – Ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 12 – Ervas para regular o sangue (Xue) • Categoria 20 – Ervas para aplicações externas.

Atuação nos canais: P, B, R e F.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha e equilibra Vata.

Rasa: amargo e picante

Virya: fria

Vipaka: picante

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: FLORAIS das GERAIS – falta de controle do próprio corpo físico; tremores; disritmias; tiques nervosos; movimentos involuntários de origem nervosa. FLORAIS DE MINAS – (Sambucus) sobrecarga; medo do descontrole físico-psíquico e de perder a cabeça.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: evitar usar folhas e frutos verdes, pois podem causar diarréia e outras moléstias.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: USO INTERNO: infusão ou decocção das flores 3X/dia. USO EXTERNO: pomada feita das flores para alívio de erupções.

Formulações: ver abaixo.

Formulações populares: ERISIPELA – utilizar flores lançadas em brasas em defumar diretamente as partes afetadas. Defumar panos e colocar sobre as partes afetadas pela erisipela. SUADOR e ACALMAR TOSSE – infusão a 20%. Tomar várias xícaras ao dia. Esta infusão também pode ser usada para lavar os olhos. ANGINA DE GARGANTA e GENGIVITE – infusão a 20% com um pouco de cânfora pulverizada. MANCHAS NO ROSTO DE GRÁVIDAS – fazer uma loção da erva. SARAMPO, VIROSES e ERUPÇÕES CUTÂNEAS – come-se o fruto cozido. PURGANTE – infusão de 30g da casca raspada em 250g de água. Tomar em duas vezes com 10 minutos de intervalo entre cada dose. HIDROPSIA – fazer um vinho da casca do sabugueiro macerado por 15 dias com 250g de casca fresca em 1 litro de vinho branco suave. Tomar 2 xícaras deste vinho ao dia. DIURÉTICO – preparar vinho medicinal com 150g da casca por litro. Outra forma é realizar decocção de dois punhados de cascas em 1 litro de água. Deixar ferver até que a água se reduza a metade. Preferir cascas recém arrancadas. DORES – macerar 30g da erva em ½ litro de azeite e passar nas áreas doloridas. SINUSITE – inalar vapor da infusão por alguns minutos. LIMPEZA E HIDRATAÇÃO DA PELE – 100 g. de flor de sabugueiro + 100 g. de água destilada + 100 g. de leite de vaca + 100 g. de água de rosas.   

Misturar e guardar na geladeira. EXPECTORAÇÃO E SINUSITE – vinho medicinal – 1 litro de vinho branco + 200 g. de casca de sabugueiro lascada + 50 g. de mel. Misturar o vinho com o sabugueiro, deixar macerar por 30 dias. Depois acrescentar mel e coar. Tomar 4 colheres (sopa) ao dia.

Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: planta terrestre com incidência em todo o Brasil.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: árvore nativa da Europa, oeste da Ásia e norte da África que se disseminou facilmente pelo mundo todo. Seu nome é comum a diversos arbustos que variam de 2 a 6 metros de altura, ramos lenhosos com casca pardacenta e flores avermelhadas ou brancas, cheirando a amêndoas amargas. Aproveitam-se as flores, folhas e a parte interna do caule lenhoso, sempre previamente secos.

Toxicidade: o uso da planta fresca (folhas e frutos verdes) deve ser evitada por ser considerada tóxica. Podem causar diarréia e cólicas intestinais em pessoas sensíveis.

Observações: uma antiga lenda, a cruz em que Cristo foi pregado era feita de madeira

de sabugueiro. A crença popular afirma que cortar o troco dessa árvore dá azar. Culpeper utilizava a planta para tratar picadas de veneno de cobra. Planta prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados. Os galhos fornecem matéria corante, amarela, escura ou verde-maçã. As flores são utilizadas em camadas alternadas para a conservação da maçã e para conferir aroma de moscatel em vinho branco. A medula do caule é empregada em microscopia para o preparo de cortes de precisão em experimentos de física eletrostática. Os frutos são comestíveis, podendo ser utilizados no preparo de bebidas vinosas, doces e sopas. Das sementes se extrai um óleo de uso industrial. Considerada planta ornamental.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Fitogeografia Amazônica- Fernando Castro da Cruz – Ed. Palpite • Ervas Medicinais – Guia natural para cuidar de sua saúde – Andrew Chevallier – Publifolha • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • Plantas   Medicinais   de   uso   popular – J.M Albuquerque – ABEAS/MEC • As plantas curam – A. Balbach – Ed. Vida Plena • Dicionário   das   plantas  úteis   do Brasil   e   das   exóticas   cultivadas – P.M Corrêa – Ministério da Agricultura/IBDF, 1984 • In   vitro   propagation   of   jícama   (Polymnia sonchifolia Popppig e Endlicher): a neglected andean crop – J.E Estrella y J.E Lazarte – HortScience • Jornada   paulista   de   plantas

medicinais –  M.A Mpalantinos , J.P Parente, R.M Kuster –  CPQBA  – UNICAMP, 1997 •  Criminal application of carqueja – J.R Obligio – Revista da Associação Médica da

Argentina, 1934 • Analgesic   and   anti-inflammatory   screening   of   two Brasilian medicinal plants: a positive and a false-positive result – C. Souccar e A. J Lapa – Ciência e Cultura, 1997 • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Vademecum de Fitoterapia – Pedro Del Rio Pérez – Quitanda de Rueda (León – España) Diciembre/2005 • Florais das Gerais – Catálogo • Florais de Minas – Catálogo •