Olíbano

A goma da resina do olíbano é seca sob o sol. É amplamente utilizada na indústria de perfumes. O olíbano tem dupla função energética de aquecimento e resfriamento, simultaneamente. Aquece devido à sua circulação sanguínea e refrigera devido a sua ação anti-inflamatória. A resina tem sido associada por muito tempo com o reino espiritual e com cerimônias religiosas. Também é usada em condições que requerem atenção psiquiátrica e mental. O olíbano de melhor qualidade vem das áreas mais secas, especialmente do Rajastão e Gujarat, e é encontrado na época mais quente do ano. Quando utilizada em decocções seu gosto é muito desagradável. Seu alto teor de resina requer que a tintura esteja em 90% volume de álcool. O olíbano deriva seu nome do francês franc enses, que significa “incenso luxuriante”. Na Antiguidade, era uma das formas de comércio mais lucrativas. A Rainha de Sabá, uma das maiores produtoras de incenso (olíbano) de sua época, arriscou em uma perigosa viagem através da Somália, até Israel para visitar o Rei Salomão e assegurar o comércio entre as suas duas nações. Seu uso remonta a mais de 5.000 anos.

Nome Científico:

Boswellia carteri Birdw

Nomes botânicos:

Boswellia serrata, Boswellia sacra Birdw, B. glabra Roxb., Boswellia neglecta,

Nomes Farmacêuticos:

Resina oliani.

Partes usadas:

Óleo essencial, resina, goma.

Composição Química:

Alfa-cubebeno, alfacopaeno, alfaguaieno, alfa-humuleno, arabinose, aromadendreno, betacopaeno, betaguaieno, borneol, carvona, cimeno, farnesano, farsenol, felandreno, incensole, limoneno, mirceno, sabineno, terpenos, verbenol, verbenona.

Indicações para uso interno:

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Resina/Goma (extrato)

Sistema Digestivo e Excretor:  na colite ulcerativa, dor abdominal, biliosidade, diarreia, disenteria, dispepsia, gases, doença de Crohn, hemorroidas, em pólipos, na estomatite e na esplenite,
Sistema Urinário e Genital: nas dores causadas pela menopausa, dismenorreia, gonorreia, miomas, cistos, menstruação dolorosa, impotência e debilidade sexual, favorece irrigação da região sexual masculina facilitando a função erétil, desordens urinárias, gonorreia, orquite, prostatite, na espermatorreia, na uterite e na vaginite,
Sistema Hepático: para hepatite,
Sistema Respiratório: para asma brônquica, bronquite, laringite, tosse, dor de garganta,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: na hiperglicemia, leucemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: no mal de Alzheimer, convulsão, reduz edema cerebral, reduz a velocidade de crescimento e a apoptose de células cancerígenas do tecido cerebral (tumor cerebral), na esclerose múltipla,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para osteoartrite, artrite reumatoide, melhora a mobilidade das articulações e diminui as inflamações em casos de artrite, em condições inflamatórias crônicas, dores nas costas, dores no peito, mastite, paralisia,
Sistema Renal: na retenção de líquidos,
Outros distúrbios: para tratamento de diversos tipos de câncer (ânus, pele, mama, ocular, baço, testículo, mamilo e peniano) como um indutor de apoptose, na diabete, na febre, para esquistossomose, lepra, meningioma, oftalmia, na pólio, na psicose,

Indicações para uso externo:

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Óleo essencial

Pele e unhas:  para furúnculos, infecções da pele, machucados, carbúnculo, alergia, bolhas, câncer de pele, dermatite, fungos, micose, sarna, lesões, rugas, psoríase, em tratamentos de rejuvenescimento de peles maduras, veias varicosas, escarras, ulcerações, para calos,
Cavidade bucal: para gengivite, faringite
Músculos, ossos e articulações: na bursite, nos edemas, na osteoartrite, artrite reumatoide, para dores nas costas
Outros distúrbios: para gonorreia, hemorroidas, inflamações, insônia, leucoderma, nervosismo, neurose, orquite, dores variadas, renite, sífilis, vaginite, favorece irrigação da região sexual masculina facilitando a função erétil, em condições inflamatórias crônicas, em paralisias
Incenso (resina): para insônia, nervosismo, neurose, renite

Aromaterapia:

O olíbano é uma resina odorífica extraída da exsudação dos ramos de sua árvore. Como incenso é utilizado amplamente, inclusive em hospitais para prevenir infecções. O olíbano é encontrado na forma de resinoides, absolutos e óleos e possui uma nota principal semelhante ao limão, acrescida de uma nota suave de incenso. Foi usado no Egito durante milhares de anos, em máscaras faciais rejuvenescedoras, cosméticos e artigos de toucador. Em forma de incenso, era usado para fumigar os doentes, a fim de afastar os maus espíritos. Assim como o benjoim, exerce um efeito de elevação e calma sobrea mente e as emoções. A destilação da goma produz um óleo claro e amarelado de viscosidade fina e fragrância balsâmica (semelhante a cânfora) e com característica picante, lenhosa, frutal (que se assemelha ao limão), fresco, amadeirado. Tem boa sinergia com outras fragrâncias e é um excelente fixador. Classificado com uma nota olfativa de fundo (base) com alta intensidade. Sua persistência da nota inicial é considerada de suave à média. Seu uso na aromaterapia tem a propriedade de aliviar o estresse, acalmar a mente e as emoções.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Utiliza-se a erva em pó na medida de 10-20mg/Kg BID para cães e 5-10 mg/Kg BID para gatos (existe também na forma líquida). Indicações veterinárias da erva são gastroenterites, asma e bronquite.

Informações em outros sistemas de saúde:

Indianos usam olíbano para distúrbios nervosos e reumatismo. Os árabes usam a resina digestiva como óleo de cabelo, para estimular a digestão e fortalecer os dentes. Os árabes também usam a fuligem da queima de incenso para acalmar os olhos doloridos. Chineses o utilizam para tratamento de para doenças urogenitais. Os africanos do Leste usam o exsudato de casca como tônico e diurético, e para tratar a sífilis. Libaneses mastigam o incenso para limpar a boca. Os sauditas mastigam ou adicionam ao café como diurético, memorigênico (35 grãos) e purgativo. Swahilis usam a goma como um diurético. No Iêmen se mastiga a goma para a gravidez e para problemas emocionais e psicológicos. Tanganyikans fervem a resina com óleo de gergelim, tomando diariamente para bilharziose (esquistossomosse).

Indicações energéticas ou mágicas:

Planta associada ao elemento fogo. Seu perfume é muito poderoso para ajudar durante as meditações. Usar como incenso para proteção. É um ingrediente importante na confecção de incenso sagrado, utilizado em celebrações de diversas religiões. No primeiro dia de maio era aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas. O olíbano é queimado nas festas de Beltane, no solstício de verão e é uma essência resinosa utilizada em vários rituais de consagração. Seu dia da semana é o domingo, dia do sol. Também era utilizado na data de comemoração pagã do Lammas, no solstício de inverno. Era uma das substâncias mais apreciadas na antiguidade e, por esse motivo, foi
oferecido ao menino Jesus, juntamente com a mirra e o ouro. É atribuído que sua nota musical é o Si (B) e a planta tem afinidade energética com as pedras ametista, jade, fluorita e o coral.
Mitologia: segundo a mitologia, Leucotoe, filha de Arcano e de Eurínoma, entregou-se ao seu amado apoio. O pai da filha, ao tomar conhecimento do fato, enfureceu-se e enterrou-a viva. Então o deus sol, para honrá-la, converteu-a em uma arvorezinha que dava o incenso; e foi este o perfume que todos os templos adotaram em suas festas religiosas. Por conseguinte, esta essência tem sido usada já na antiguidade mais remota para a purificação do ambiente dos templos e para o culto divino. Em nossos dias conserva ainda os mesmos usos, mas vem sendo aprimorado, misturando-o com benjoim, almíscar, estoraque, âmbar e outras drogas solares. Com tudo isto se forma um perfume mágico, quando seu pó é lançado sobre brasas vivas.
As doses para fazer o incenso sagrado: 7 partes de incenso macho (olíbano), 3 partes de estoraque, 3 partes de benjoim, 2 partes de sementes de zimbro. Reduz-se tudo a pó, mistura-se e passa-se por um tamis (peneira). Esta preparação se emprega também as evocações teúrgicas. Recomendado na celebração das sessões espíritas, principalmente quando se trata de comunicações como os seres do além. (Paracelso).

Nome Conhecido:

Incenso (português), Arabischer Weihrauchbaum, Weihrauchbaum, Weihrauchpflanze (alemão), Oliban, Arbre à Encens, Encens Mâle (francês), Olibanum, Indian Olibanum, Frankincense, Indian Frankincense, Boswellia, Olibanum Tree (inglês), Olibanum (latim), Incenso, Olibano (italiano), Kunduru, Sallakí, Kapitthaparni, Konkanadupha (sânscrito), Salar, Salai Guggul (hindi), Ru-xiang-shu, Hsün lu Hsiang, Ju Hsiang (chinês), Nyuukouju (japonês), Yu-hyang-na-um (coreano), Kundur (unani), Parangisambirani (tâmil), Almáciga, Mastique, Árbol de Incensio, Incenso, Olibán (espanhol), Baga ul Bân, Lubân Dhakar (sírio), Bakhor, Lubân, Magher, Mogar, Mughur (árabe), Levonah (hebraico), Lobhan, Saleh (índia), Menjan Arab, Mustikim (malaio), Moxor (somali), Wierookboom (holandês)

Família:

Burseraceae.

Sabor:

Picante e amargo.

Propriedades medicinais gerais:

Adstringente, aromático, estimulante, rejuvenescedor, tônico, diaforético, diurético, antialérgico, anti-Alzheimer, antiartrítico, anticancerígeno, anticomplementar, antiedêmico, depurativo, antileucêmico, antileucotrieno, antipirético, antirreumático, carminativo, depressor do sistema nervoso central, colírio, inibidor COX-2, demulcente, expectorante, hepatotônico, hipoglicêmico, Inibidor da 5-lipoxigenase, peitoral, estomáquico, afrodisíaco, anticolesterolêmico, antiespasmódico, abortifaciente, alterativo, anticomplementar, antitússivo, descongestionante, depilatório, ecológico,
Inibidor da protease do HCV, irritante, memorigênico, purgativo, estimulante,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Resina/Goma: antisséptico, anti-inflamatório, antiesclerótico, emenagogo, analgésico, sedativo, hipotensor,
Óleo essencial: antifúngico, citofilático, expectorante.
Incenso: fumigante,

Para crianças:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

Seu uso deve ser evitado na gravidez.

Interações medicamentosas:

Pode ser associada com curcuma longa e ashwagandha para tratamento de osteoartrite.

Toxicidade:

Considerado droga de classe 1 que não oferece riscos ou efeitos colaterais conhecidos no emprego de dosagens terapêuticas.

Uso culinário e nutritivo:

A goma de olíbano ou seu óleo essencial são usados como aromatizantes em produtos de panificação, doces, gelatina, sorvete e refrigerantes.

Sistemas Florais:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):

Seu nome chinês é Ruxiang. Esta planta que atua nos canais do fígado, coração e baço/pâncreas. Utilizada na MTC para fortalecer o sangue, interromper a dor e reduzir inflamações. Utilizada para tratar dores por estancamento do sangue (xue), dor de estômago, dores generalizadas nas articulações por invasão de vento-frio-umidade, dores provocadas por lesões externas, dores provocadas por furúnculos e carbúnculos acompanhado de inflamação. Faz parte da composição da fórmula Zhui Feng Tou Gu Wan indicada como suplemento alimentar utilizada em quadro de prestesia em membros, neuralgia e mialgia. Também para fortificar os tendões, além de proporcionar alívio de artralgias de caráter reumático ou não. Usar uma tampa do próprio frasco, via oral, de 12 em 12 horas. Composição: resina Boswelliae Carterii, Commiphora Myrrha, Radix Angelicae Simensis, Radix Paeoniae, Radix Saposhnikoviae, Karnulus Cinnamomi, Herba Ephedrae, Fadix Accniti, Rhizoma Astratylodis macrocephalae, Radix Gentianae macrophyllae, Rhizoma Arisaematis, Radix Glycyrrhizae. Apresentação: Frasco com 36 g.

Ayurveda:

Reduz Vata, Pitta e Kapha, mas pode agravar Pitta e Vata se utilizada em excesso. Sua rasa é picante, amarga, doce e adstringente. Sua virya é quente e fria. Seu vipaka é picante. É uma erva seca, leve e penetrante. Atua nos dhatus (tecidos) plasmático, sanguíneo, muscular, adiposo, ósseo, nervoso e reprodutivo. Atua nos canais (srotas) circulatório, nervoso e reprodutivo. Sua ação é destruir toxinas, reduzir kapha e vata, atuar como rejuvenescedor, utilizado nas disfunções ginecológicas, na limpeza dos orifícios da cabeça e para redirecionar vata para a parte de baixo do corpo. Libera aderência nos tecidos corpóreos e tem efeito analgésico, afrodisíaco e consolida ossos. Libera obstruções de Kapha e de Ama. Limpa Ama do sangue. Age sobre o chakra Ajna conectando com a pituitária e o hipotálamo. Abre a mente. Em combinação com guggulu, açafrão e mirra é utilizado para tratar condições artríticas relacionadas com agravamento de kapha-vata. A mesma combinação é utilizada para baixar colesterol. Associada a gokshura, ashwagandha e bala é utilizada para tratar debilidades sexuais masculinas. Combinada com shatavari, rosa e cártamo para tratar dores menstruais, cistos e miomas.

O que diz a ciência:

No tratamento de asma, em um estudo duplo-cego controlado por placebo, quarenta pacientes tratados com uma preparação de resina de goma de olíbano, por um período de 6 semanas, mostraram melhora da doença, evidente pelo desaparecimento dos sintomas físicos e clínicos. Estudos também indicam que a Boswellia (Olíbano) não produz nenhum dos efeitos adversos associado a produtos farmacêuticos anti-inflamatórios, como úlceras, gastrite e efeitos cardiovasculares adversos. Estudos recentes confirmam o valor para artrite reumatoide e osteoartrite, dor musculoesquelética em geral, colite ulcerativa e doença de Crohn e reduz a inflamação, diminuindo a produção de pró-inflamatórios mediadores da dor. A justificativa para seu uso tradicional tem sido amplamente confirmada por pesquisas científicas recentes.

Astrologia:

Seu regente é o Sol. Outra fonte também indica que a erva é regida por Netuno (A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Ed. Pensamento). Paracelso coloca sua regência com o sol e Júpiter e associa a erva ao signo de Leão.

Habitat:

Planta natural da Índia, que também cresce no norte da África. Encontrada também no Oriente Médio, na África. É produzida basicamente no sul da Arábia, de onde exportada para Bombaim e daí, para a Europa. O oeste da Índia, a Somália, o nordeste da África e a Etiópia também produzem essências de boa qualidade.

Descrição da planta:

O olíbano é uma árvore tenra de tamanho médio crescendo até 10m de altura. Apresenta folhas plumosas e pequenas flores brancas e cor-de-rosa.

Vamos plantar?:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas de formas de cultivo da planta.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • The Big Herbal Encyclopedia – Anônimo – PDF • Medicinal Plants – utilisation and conservation – 2ª revised and enlarged edition – P. C Trivedi – Aavishkar Publishers, Distributors • International Collation of Traditional and Folk Medicine (Northeast Asia Part IV) – Ji Xiao Guo e Takeatsu Kimura, Paul P. H. But, Chung Ki Sung e Byung Hoon San – World Scientific • Handbook of Medicinal Herbs – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Judi duCellier, Peggy-Ann K. Duke – CRC Press • Ayurvedic medicine – the principles of tradicional practice – Sebastian Pole – Churchill Livingstone • Veterinary Herbal Medicine – edited by Susan G. Wynn, Barbara J. Fougère – Mosby/Elsevier • Herbs for Healthy Skin, Hair and Nails – Brigitte Mars – Keats Publishing Inc • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren – Taylor and Francis • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Propiedades y funciones de las plantas en la medicina china. pdf • Timeless Secrets of Health and Rejuvenation – Andreas Moritz – Ener-Chi Wellness Center • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Turmeric – the genus curcuma – P.N Ravindran, K. Nirmal Babu & K. Sivaradam – CRC Press • Plants for life – Medicinal plants conservation and botanic gardens – Belinda Hawkins – BGCI • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • Botânica Oculta – Paracelso – Hemus • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora •