Nome Popular: Maracujá

Outros nomes: flor-da-paixão, maracujá-azul, maracujá-guaçu, maracujá-sylvestre, passiflora, martírio, maracujazeiro, saa’T gulu, ward assa’Ah, white sarsaparilla, wild passion flower, zahril aalaam, apricot vine, carkifelek, charkhi felek, may apple, may-pop, maypop passionflower, maypops.

Nome científico: Passiflora incarnata L.

Nomes botânicos: Passiflora edulis var. kerii (Spreng.) Mast., Passiflora incarnata var. integriloba DC., Passiflora kerii Spreng.

Nome farmacêutico: Herba Passiflora.

Família: Passifloraceae.

Partes usadas: folhas, frutos, flores e sementes.

Sabor: doce, ácido, amarga, refrescante e adstringente.

Constituintes químicos: flavonóides, pectina, benzoflavona (em maior quantidade nas folhas), passiflorina (sedativo natural), calmofilase, maracugina;
Suco: vitamina A ( 2.400 mg/100g), C (30 mg/100g), B1 (0,003 mg/100g), B2 (0,13 mg/100g), B5 (2,42 mg/100g), cálcio (13,0 mg/100g), fósforo (1,7 mg/100g), ferro (1,6 mg/100g).

Propriedades medicinais: FOLHAS: calmante; sedativo; analgésico; antiespasmódico; broncodilatador; antiarrítmico; hipnótico; sonífera; tonificante; narcótico. SEMENTES: cruas e secas tem ação anti-helmíntica. FLORES: Sedativo, antiespasmódica e tonificante. Anticonceptivo; refrescante; antiasmático.

Indicações (Uso interno): para nervosismo e insônia; nevralgias e cefaléias; cólicas abdominais e menstruais; na asma; em palpitações e taquicardias; alcoolismo crônico; coqueluche; convulsão infantil; delirium tremens; diarréia; erisipelas; úlceras; tétano; neurastenia; tosse de origem nervosa; histeria; enxaqueca; ansiedade; disenteria, inquietação; pressão alta; estresse; acalma a mente; promove relaxamento; utilizada em problemas gerais de pele; acalma espasmos uterinos; irritação; menopausa; angústia, limpa catarro, dores articulares, age sobre as artérias do coração; dismenorréia; dores metrorrágicas; cefaléia de origem nervosa (dor de cabeça tensional); alivia dores de ciática (nervo ciático); disfunções nervosas em idosos; tônico para os nervos; neurose obsessiva; psicose; cefaléias de grande intensidade; suavizar a psique; arritmias cardíacas; cólicas menstruais; cólicas abdominais; espasmos musculares; crises de epilepsia;

Indicações (Uso externo): feridas e machucados.

Indicações pediátricas: hiperatividade e falta de concentração. Como tranqüilizante e sedativo. Também utilizada em crianças em problemas de contrações musculares e irritabilidade. Atentar as doses recomendadas por idade.

Utilizações na MTC: alivia plenitude do Yang; em vazio do yin do Coração; estagnação do Qi do Rim; elimina vento do fígado. Acalma a mente e alivia ansiedade.

Atuação nos canais: C, PC, ID, F, P e R.

Elemento predominante na MTC: Fogo.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 14 – Ervas para reduzir a ansiedade.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha, equilibra Vata (pode agravar se usada em excesso).

Rasa: amargo.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: o óleo é obtido da flor do maracujá e é reconhecido como bom relaxante e indutor do sono.

Floral: FLORAIS DAS GERAIS – Maracujá: medos de origem vaga (escuro, fantasma, velório, etc.); pressentimentos; sonambulismo; bruxismo, pesadelos; enurese noturna. FLORAIS DE MINAS – Passiflora: sonambulismo; enurese noturna; bruxismo; pesadelo; medo vago; temor.

Homeopatia: Passiflora incarnata – utilizada em tratamentos de insônia e convulsões. Em convulsões epileptiformes nas crianças nervosas, em insônia com agitação e fadiga e insônia depois de excessos com álcool. Em insônia nervosa se utilizam de 10 a 40 gotas do suco da fruta. Em coqueluche se utilizam 5 gotas do suco após cada acesso. Também indicada em casos de mania, nas dismenorréias, nas nevroses infantis, na histeria e nas convulsões puerperais. Adultos podem tomar até 100 gotas. Usar sempre em T.M.

Contra-indicações: em pessoas que tem pressão baixa. Pode ser ligeiramente tóxica e se tomada por longos períodos pode causar vômitos e náuseas. Proibida durante a gravidez. Não ingerir álcool se fizer uso desta erva.

Interações medicamentosas: pode potencializar o efeito de sedativos, hipnóticos, álcool, anti-histamínicos e os efeitos de analgésicos dos derivados da morfina.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: de 2 a 6g em infusão ou decocção/dia; de 500 a 2.000mg em pó/dia; de 2 a 10ml de tintura/dia; de 250 a 750mg de extrato seco/dia. Crianças devem tomar de 1/3 a 1/6 das doses recomendadas para adultos de acordo com a idade.

Formulações: ver abaixo.

Formulações populares: ALCOOLISMO CRÔNICO, ANSIEDADE, ASMA, CALMANTE, CÓLICA, COQUELUCHE, CONVULSÃO INFANTIL, CRISES NERVOSAS E NEURASTÊNICAS, DELIRIUM-TREMENS, DESINTERIA, DIARRÉIA, DIURÉTICO, DOR DE CABEÇA NERVOSA, ERISIPELAS, ESPASMOS, EXCITAÇÃO NERVOSA, FADIGA E ESPASMOS MUSCULARES (DEVIDO À TENSÃO NERVOSA), HISTERISMO, INQUIETAÇÃO, MENOPAUSA, NERVOSISMO, NEURASTENIA, NEVRALGIAS, PRESSÃO ALTA, INSÔNIAS E TOSSES DE ORIGEM NERVOSA, STRESS, TÉTANO, TOSSE, ÚLCERAS – infusão das folhas. VERMÍFUGO – ingestão das sementes cruas e secas.

Planeta regente: planta associada ao signo de Aquário. Utilizada em distúrbios relacionados ao trânsito da Lua em Marte, Vênus em Gêmeos, Vênus em Aquário, Marte em Áries, Marte em Gêmeos, Netuno em Áries, Netuno em Escorpião, Netuno em Sagitário, Netuno em Capricórnio, Netuno em Aquário, Netuno em Peixes, Plutão em Áries,

Indicações energéticas ou mágicas: a flor de maracujá é utilizada para purificar os altares e untar equipamentos ritualísticos.

Habitat: planta comum em todo o Brasil.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: o sistema radicular e abundante, bem distribuído no perfil de até 60 cm de profundidade e com desenvolvimento lateral, numa pequena faixa, próxima ao tronco. O caule pode ser cilíndrico ou com formações angulares, atingindo o comprimento de até dez metros, com presença de ramos, gavinhas e folhas verde-claras.
As folhas são alternadas, simples ou trilobadas e com aspecto lustroso na face superior. A axila de cada folha pode apresentar uma gavinha, uma ou mais gemas vegetativas e uma ou mais gemas floríferas. As flores, normalmente, ocorrem solitárias em dada axila foliar. São hermafroditas, com três sépalas, cinco pétalas, quatro a cinco séries filamentosas, cinco estames e um ovário globoso, cuja parte superior sai um pistilo tripartido, constituindo os estiletes, cada qual terminado em grande estigma. Embora o órgão floral seja perfeito, ou seja, possuidor das partes masculinas e femininas, a auto-fecundação dificilmente ocorre no maracujá que, normalmente, necessita que a flor seja polinizada pelo pólen de outra planta. O fruto é uma baga globosa, de cor, formato e peso variáveis de acordo com a espécie, com pericarpo envolvendo uma polpa composta de sementes e suco de acidez variável.

Toxicidade: o Depto. De Farmacologia Básica e Clínica e o Instituto de Ciências Biomédicas – UFRJ garantem o uso em humanos nas doses indicadas. A dosagem tóxica é de 465mg/Kg.

Observações: pode ser tomada junto com o chimarrão.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://plantar-maracuja.blogspot.com/2008/08/descrio-da-planta.html • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Higiene e Tratamento Homeopático das Doenças Domésticas – Dr. Alberto Seabra – Associação Brasileira de Homeopatia • Ervas do Sítio –  Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • As plantas e os planetas – Ana Bandeira de Carvalho – Ed. Nova Era • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento •