Nome Popular: Manjerona

Outros nomes: manjerona-inglesa, oregão-vulgar, flor-do-himeneu, manjerona-doce, manjerona-verdadeira, amaracus, flor de himeneu, majarona, manjerona-branca, majorona, orégãos (português), majorana, mejorana, mejorana-dulce, mayorana, almoradijo, amáraco, sampsuco e sarilla (espanhol), marjoram, sweet marjoram, Wild Marjoram (inglês), marjolaine (francês),

Nome científico: Origanum majorana L.

Nomes botânicos: Majorana hortensis Moench,

Nome farmacêutico: Herba Origani majoranae

Família: Lamiaceae.

Partes usadas: óleo essencial, folhas e flores.

Sabor: amargo, picante, doce, adstringente e neutro.

Constituintes químicos: sabineno (5,17 a 7,51%), mirceno (1,10 a 1,93%), α-terpineno (0,19 a 8,86%), γ-terpineno (14,58   a   21,40%), linalol (3,16   a   10,62%) e   4-terpineol (28,83   a   38,14%). A planta fresca   contém 0,15   a   0,20% de   óleos   essenciais   e   as   sumidades   floridas   cerca   de   0,35%. O teor de óleo essencial varia de 0,2 a 0,55, na base seca. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36,2%.

Propriedades medicinais: afrodisíaco, digestivo, expectorante, hidratante da pele, revigorante capilar, antiespasmódico, sedativo, hipotensor, diurético, peitoral, antiviral, descongestionante, mucolítico, aperiente, emenagogo, tônico, sudorífico, analgésico, aromática, condimentar, antibacteriano, estimulante, antifúngico, antimicrobiano, carminativo, adstringente, narcótico (em doses elevadas), antioxidante, cefálico, nervino, rubefasciente, vulnerário.

Indicações (Uso interno): asma, bronquite, contusão, debilidade dos nervos, dilatação do estômago, espasmo, histerismo, afecções intestinais, cólicas intestinais, resfriado, tosse, ansiedade, insônia, elimina muco e catarro, sinusite, cólica menstrual, úlcera estomacal, dores de cabeça, astenia, distúrbios do sistema nervoso, remove sílica dos intestinos, alivia o excesso de libido, flatulência, dores menstruais, tenesmo da bexiga, problemas ginecológicos em geral, dismenorreia, amenorreia, infertilidade, tensão nervosa, tremores internos, tonturas, zumbidos, menopausa, enxaquecas, paralisia facial, convulsões, histeria, infecções da garganta, infecções nos brônquios, cândida, gastroenterite, infecções orais por fungos (gargarejos), neuralgia, estresse, angústia, depressão, purificadora dos rins, asma brônquica,

Indicações (Uso externo): dor reumática, torcicolo, artroses, poliartrites, reumatismos articulares, tiques nervosos, movimentos incontroláveis, usado para contusões, feridas e tumores (cataplasmas), escurece e fortalece os cabelos, queimaduras, fraqueza muscular, cãibras, coceiras leves, micoses e frieiras, estiramentos, entorse, varizes,

Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Utilizações na MTC: move o qi (energia) do útero, para estagnação do qi (energia) do útero, vazio do qi do útero, estagnação do qi do rim, ascensão do yang do fígado, estagnação do qi do pulmão, vento interno, estagnação por umidade, mucosidades e vento, fogo do rim, umidade-muco do baço/pâncreas, umidade-frio e muco do rim e vazio da essência (jing). Eleva o yang do elemento madeira.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo, Categoria 4 – ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo, Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo, Categoria 11 – ervas para regular o qi. Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade, Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários, Categoria 20 – ervas para aplicações externas.

Atuação nos canais: fígado, coração, pulmão, baço pâncreas e bexiga.

Ayurveda (Ação nos doshas): nomes ayurvédicos – Sukhaatmaka, Marubaka, Phanijjaka. Agrava Pitta e reduz Kapha e Vata.

Rasa: picante e adstringente.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: é um óleo destilado dos botões florescentes da manjerona doce; a planta cresce na Espanha, no sul da França e na Tunísia. É uma nota perfumística é de meio e sua duração é considerada média. Sua coloração é clara, com tom levemente amarelo. Sua descrição olfativa é herbal, doce, amadeirado, canforado e medicinal. Tem boa sinergia com a lavanda e bergamota. Na antiguidade, era usada pelos egípcios; os gregos usavam-na em remédios, perfumes e outros produtos de toucador. O nome, possivelmente, é derivado do grego margaron, que significa “pérola”. A manjerona, como o manjericão, possui um aroma mais refinado do que a maioria dos óleos essenciais; seu sabor é extremamente amargo, aquecendo o coração e o estômago. O óleo de manjerona tem um efeito sedativo. Alivia espasmos, abaixa a pressão alta do sangue e estimula o sistema nervoso parassimpático.  Seu efeito antiespasmódico aquecedor torna-o um ingrediente especial em óleos de massagens. E bastante confortante nos casos de aflição e de inquietude emocional. A manjerona age como laxativo, estimulando a peristalse intestinal; alivia os espasmos intestinais e é útil nas cólicas e na flatulência.  Externamente, a manjerona é usada nos espasmos musculares, nas dores reumáticas, nas torceduras e distensões. Tem propriedades curativas e de aquecimento. É considerada uma essência aromática muito indicada para as mulheres por seu efeito positivo sobre o sistema nervoso. Muito recomendado em massagens para o abdômen durante o período da menstruação. Também recomendado em banhos quentes em combinação com os óleos essenciais de camomila, cipreste, cedro, lavanda e mandarina. O teor médio de óleo essencial na planta é de 1,1%. Seu óleo diminui a libido e o desejo pela masturbação. Além disso, alivia a inquietude e é indicado para pessoas que não conseguem ficar paradas em um só lugar, para workaholics e fanáticos por esportes. O óleo essencial tem função antibacteriana (German Commission E.) e antifúngico e alivia dores oriundas de inflamações e dores de cabeça. Também é indicado para aliviar dores de dente. O químico francês René-Maurice Gatefosse, classifica este óleo como levemente analgésico. Também tem efeito antirreumático e tonificante e pode ser utilizado diluído para fricções nas áreas afetadas. O óleo essencial não deve ser usado internamente e não deve ser consumido via oral e seu uso excessivo pode causar sonolência, entorpecimento dos sentidos e insensibilidade das emoções. Também pode se tornar um anti-afrodisíaco. Evitar uso na gestação.

Floral: FLORAIS DA GERAIS – Manjerona – indicado para personalidades perdidas, sem destino, que não sabem que caminho a seguir, falta de idealismo. FLORAIS DE MINAS – Origanum – falta de motivação e propósito de vida, tédio, inadequação.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contraindicações: altas doses por longos períodos não são recomendadas para pessoas com hipertensão arterial. Seu consumo é contraindicado para diabéticos. Esta planta não deve ser usada durante a gravidez, pois é um estimulante uterino. Não deve ser feito uso interno do óleo essencial. O óleo essencial pode ainda causar irritações cutâneas em algumas pessoas.

Interações medicamentosas: faz boa associação com hortelã, tomilho e anis, principalmente para dores de cabeça.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Planeta regente: para alguns autores, seu regente é Urano. Algumas outras fontes assinalam que Mercúrio é o seu regente (Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick e Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius).

Indicações energéticas ou mágicas: popularmente, por ser a erva preferida de Afrodite, a deusa do amor. Segundo o mito Afrodite colheu a erva no Monte Ida para curar as feridas de Enéias. A manjerona é recomendada para fortalecer o amor, proteger a casa e atrair pensamentos alegres. Para isso, cultive-a em seu jardim ou em vasos, espalhados pela casa. Paracelso indica seu uso para encantamentos de amor. Diz ainda que colocar a manjerona nos ambientes vai atrair proteção para a casa e aliviar os sentimentos de luto e tristeza que serão substituídos por felicidade. Também é uma erva utilizada para banhos para aumentar a felicidade. Seu elemento é o ar.

Habitat: oriunda do Próximo Oriente, nordeste da África, do Oriente Médio até a Índia. A manjerona é muito cultivada nos jardins e hortas de Portugal. Dá-se bem em regiões de clima subtropical e temperado, em local ensolarado e protegido do vento. É cultivada em hortas, no Brasil. É anual em regiões de clima temperado.

Informações clínicas e/ou científicas: o óleo essencial tem poder de matar de 75 a 90% das bactérias. A erva é categorizada como não aprovada pela German Commission E.

Descrição botânica: arbusto tem caule lenhoso, com folhas ovaladas, verde-claras e aveludadas na parte de baixo e flores formando um pequeno buquê em tons de rosa, branco ou lilás. Planta herbácea, multianual (em   regiões   quentes), semi-prostrada, de   20   a   30 cm   de altura.   Caule   lenhoso   na   base, quadrangular, radicante   quando   encosta   no   solo, pouco piloso, formando   touceiras.   Folhas   pequenas, opostas, pecioladas, verde-acinzentadas   na parte   ventral   e   aveludada   na   dorsal, medindo   1,5   a   2,0cm   de   comprimento.   Flores rosadas, dispostas em espigas axilares. Sementes escuras, pequenas e ovais.

Toxicidade: a planta não é tóxica irritante ou sensibilizante se utilizada de forma adequada e nas doses seguras.

Cultivo: prefere solos leves, ricos em matéria orgânica, bem drenados, livres de alumínio tóxico. Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes.   Não tolera temperaturas abaixo   de   10º C.   Em   regiões   muitos   quentes, as folhas   tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. Seu espaçamento deve ser de 0,3 x 0,3m. Sua propagação se dá por segmentos de caules   radicantes e divisão de   touceiras   e   sementes.   As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Seu plantio deve ocorrer de março a abril; setembro. Quando houver uma densidade de folhas muito elevada, há tendência da planta definhar e as folhas se   tornarem cada vez menores.  Neste caso, retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. Seu florescimento deve acontecer 70 a 80 dias após o plantio. A colheita inicia 60 a 70 dias após o plantio.

Observações: utilizada como condimento de peixe, pizza, recheio de frangos, pastéis e molho para macarronadas. É uma planta melífera. O médico Galeno utilizava óleos vegetais especiais para preparar o – ceratum refrigerans – cosmético que ficou famoso através dos tempos pelos benefícios que trazia à pele. A manjerona era utilizada para tratamento das sobrancelhas. A manjerona é rica em vitamina A, B6 e E. É um condimento famoso no preparo de coelhos, fígado, frango, ganso, pato, peru, carne vermelha. Também é utilizada para temperar abobrinha, batatas, berinjela, brócolis, ervilhas, nabo, tomates e em sopas em geral. Atribui-se sua difusão pela Europa como um trabalho dos cruzados, durante a idade média. Majorana significa – superior – em latim. Era uma erva utilizada na Grécia antiga para proporcionar vida longa. Os gregos e romanos usavam-na para tecer coroas para os recém-casados.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • Botânica Oculta – Paracelso • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Mery Elizabeth Oliveira Couto – Embrapa • Encyclopedia of Homeopathy – the definitive home guide to homeopathic remedies and treatments  for commons ailments – Dr. Andrew Lockie, MRCGP, FFHom – DK Delhi • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação •  Florais das Gerais – Catálogo • Florais de Minas – Catálogo • Herbal Antibiotics – natural alternatives for treatings drug-resistants bacteria – Stephen Harrod Buhner – Storey Books • Herbal Manual – the medicinal, toilet, culinary and other uses of 130 of the commonly used herbs – Harold Ward – L.N. Fowler and Co. Ltda • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbs for Chronic Fadigue – Kathi Keville – NTC Contemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Plants, Algae and Fungi – Britannica Illustrated Library • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propriedades mágicas das ervas – Anônimo – PDF • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawlwy and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • The Way of Herbs – Michael Tierra C.A, N.D – Pocket Books • Timeless Secrets of Health and Rejuvenation – Andreas Moritz – Ener-Chi Wellness Center • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich •

Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta, Consultor em Física do Comportamento Humano, Escritor, Palestrante e Professor, criador do ERVANARIUM.