Manjerona

O médico Galeno utilizava óleos vegetais especiais para preparar o – ceratum refrigerans – cosmético que ficou famoso através dos tempos pelos benefícios que trazia à pele. A manjerona era utilizada para tratamento das sobrancelhas. Atribui-se sua difusão pela Europa como um trabalho dos cruzados, durante a idade média. Majorana significa – superior – em latim. Também era uma erva utilizada na Grécia antiga para proporcionar vida longa. Os gregos e romanos usavam-na para tecer coroas para os recém-casados.

Nome científico

Origanum majorana L.

Nome conhecido

Manjerona-Inglesa, Oregão-Vulgar, Flor-do-Himeneu, Manjerona-Doce, Manjerona-Verdadeira, Amaracus, Flor de Himeneu, Majarona, Manjerona-Branca, Majorona, Orégãos (Português), Majorana, Mejorana, Mejorana-Dulce, Mayorana, Almoradijo, Amáraco, Sampsuco, Sarilla (Espanhol), Marjoram, Sweet Marjoram, Wild Marjoram (Inglês), Marjolaine (Francês).

Nomes botânicos

Majorana hortensis Moench.

Nomes farmacêuticos

Herba Origani majoranae.

Família

Lamiaceae.

Partes usadas

Óleo essencial, folhas e flores.

Sabor

Amargo, picante, doce, adstringente e neutro.

Composição química

Sabineno (5,17 a 7,51%), mirceno (1,10 a 1,93%), α-terpineno (0,19 a 8,86%), γ-terpineno (14,58 a 21,40%), linalol (3,16 a 10,62%) e 4-terpineol (28,83 a 38,14%). A planta fresca contém 0,15 a 0,20% de óleos essenciais e as sumidades florais cerca de 0,35%. O teor de óleo essencial varia de 0,2 a 0,55, na base seca. O conteúdo médio de cis-sabinenohidrato é de 36,2%.

Propriedades medicinais gerais

Afrodisíaco, digestivo, expectorante, hidratante da pele, revigorante capilar, antiespasmódico, sedativo, hipotensor, diurético, peitoral, antiviral, descongestionante, mucolítico, aperiente, emenagogo, tônico, sudorífico, analgésico, aromática, condimentar, antibacteriano, estimulante, antifúngico, antimicrobiano, carminativo, adstringente, narcótico (em doses elevadas), antioxidante, cefálico, nervino, rubefaciente, vulnerário.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: na dilatação do estômago, afecções intestinais, cólicas intestinais, úlcera estomacal, remove sílica dos intestinos, flatulência, gastroenterite,

Sistema Urinário e Genital: na cólica menstrual, dores menstruais, tenesmo da bexiga, problemas ginecológicos em geral, dismenorreia, amenorreia, infertilidade, menopausa e na cândida.

Sistema Respiratório: para asma, bronquite, tosse, elimina muco e catarro, sinusite, infecções da garganta, infecções nos brônquios e asma brônquica.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para debilidade dos nervos, histerismo, resfriado, ansiedade, insônia, astenia, distúrbios do sistema nervoso, tensão nervosa, tremores internos, tonturas, zumbidos, paralisia facial, convulsões, neuralgia, estresse, angústia e para depressão.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para espasmos.

Sistema Renal: purificadora dos rins.

Outros distúrbios: para dores de cabeça, alivia o excesso de libido e enxaquecas.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: para feridas e tumores (cataplasmas), queimaduras, coceiras leves, micoses e frieiras.

Cabeça e face: escurece e fortalece os cabelos.

Cavidade bucal: para infecções orais por fungos (gargarejos).

Músculos, ossos e articulações: para contusão, dor reumática, torcicolo, artroses, poliartrites, reumatismos articulares, fraqueza muscular, cãibras, estiramento e, entorses.

Outros distúrbios: para tiques nervosos, movimentos incontroláveis e para varizes.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Doses elevadas por longos períodos, não são recomendadas para pessoas com hipertensão arterial. Seu consumo é contraindicado para diabéticos. Esta planta não deve ser usada durante a gravidez, pois é um estimulante uterino. Não deve ser feito uso interno do óleo essencial. O óleo essencial pode ainda, causar irritações cutâneas em algumas pessoas.

Interações medicamentosas

Faz boa associação com hortelã, tomilho e anis, principalmente para dores de cabeça.

Toxicidade

A planta não é tóxica, irritante ou sensibilizante, se utilizada de forma adequada e nas doses seguras.

Uso culinário e nutritivo

A manjerona é utilizada como condimento de peixe, pizza, recheio de frangos, pastéis e molho para macarronadas. É uma planta melífera, ou seja, que atrai abelhas que produzem mel. A manjerona é rica em vitamina A, B6 e E. É um condimento famoso no preparo de coelhos, fígado, frango, ganso, pato, peru, carne vermelha. Também é utilizada para temperar abobrinha, batatas, berinjela, brócolis, ervilhas, nabo, tomates e em sopas em geral.

Aromaterapia

Este é um óleo essencial destilado dos botões florescentes da manjerona doce. Esta planta cresce na Espanha, no sul da França e na Tunísia e apresenta uma nota perfumística de meio e sua duração é considerada média. Sua coloração é clara, com tom levemente amarelo. Sua descrição olfativa é herbal, doce, amadeirado, canforado e medicinal. Tem boa sinergia com a lavanda e bergamota. Na antiguidade, era usada pelos egípcios. Os gregos também eram adeptos de seu uso para confecção de remédios, perfumes e outros produtos de toucador. Seu nome, possivelmente, é derivado do grego margaron, que significa “pérola”.A manjerona, como o manjericão, possui um aroma mais refinado do que a maioria dos óleos essenciais. Seu sabor é extremamente amargo, aquecendo o coração e o estômago. O óleo de manjerona também tem um efeito sedativo, alivia espasmos, baixa a pressão do sangue e estimula o sistema nervoso parassimpático.  Seu efeito antiespasmódico aquecedor torna-o um ingrediente especial em óleos de massagens. É bastante confortante nos casos de aflição e de inquietude emocional. A manjerona age ainda como laxativo, estimulando a peristalse intestinal, alivia os espasmos intestinais e também é útil nas cólicas e na flatulência.  Externamente, a manjerona é usada nos espasmos musculares, nas dores reumáticas, nas torceduras e distensões. Tem propriedades curativas e de aquecimento. É considerada uma essência aromática muito indicada para as mulheres, por seu efeito positivo sobre o sistema nervoso. Muito recomendado em massagens para o abdômen durante o período da menstruação. Também recomendado em banhos quentes em combinação com os óleos essenciais de camomila, cipreste, cedro, lavanda e mandarina. O teor médio de óleo essencial na planta é de 1,1%. Seu óleo diminui a libido e o desejo pela masturbação. Além disso, alivia a inquietude e é indicado para pessoas que não conseguem ficar paradas em um só lugar, para workaholics e fanáticos por esportes. O óleo essencial tem também função antibacteriana (German Commission E.) e antifúngico e alivia dores oriundas de inflamações e dores de cabeça. Também é indicado para aliviar dores de dente. O químico francês René-Maurice Gatefosse, classifica este óleo como levemente analgésico. Também tem efeito antirreumático e tonificante e pode ser utilizado diluído para fricções nas áreas afetadas. O óleo essencial não deve ser usado internamente e não deve ser consumido via oral. Seu uso excessivo pode causar sonolência, entorpecimento dos sentidos e insensibilidade das emoções. Também pode se tornar um anti-afrodisíaco. Evitar uso na gestação.

Sistemas Florais

Florais das Gerais: Manjerona – indicado para personalidades perdidas, sem destino, que não sabem que caminho a seguir, falta de idealismo. Florais de Minas: Origanum – falta de motivação e propósito de vida, tédio, inadequação.

Medicina Chinesa (MTC)

A manjerona move o Qi do útero, para estagnação do Qi do útero, deficiência do Qi do útero, estagnação do Qi do rim, ascensão do Yang do fígado, estagnação do Qi do pulmão, vento interno, estagnação por umidade, mucosidades e vento, fogo do rim, umidade-muco do baço/pâncreas, umidade-frio e muco do rim e deficiência da essência (Jing). Eleva o yang do elemento madeira. Atua nos canais do Rim, Fígado, Pulmão, Bexiga e Baço/Pâncreas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo, Categoria 4 – ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo, Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo, Categoria 11 – ervas para regular o qi. Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade, Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários, Categoria 20 – ervas para aplicações externas.

Ayurveda

Seus nomes ayurvédicos são Sukhaatmaka, Marubaka, Phanijjaka. A Manjerona agrava Pitta e reduz Kapha e Vata. Sua rasa é picante e adstringente, sua virya quente e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência

Seu óleo essencial tem poder de matar de 75 a 90% das bactérias. A erva é categorizada como não aprovada pela German Commission E.

Astrologia

Para alguns autores, seu regente é Urano. Algumas outras fontes assinalam que Mercúrio é o seu regente (Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick e Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius).

Indicações energéticas ou mágicas

Popularmente, acredita-se ser a erva preferida de Afrodite, a deusa do amor. Segundo o mito, Afrodite colheu a erva no Monte Ida para curar as feridas de Enéias. A manjerona é recomendada para fortalecer o amor, proteger a casa e atrair pensamentos alegres. Para isso, cultive-a em seu jardim ou em vasos, espalhados pela casa. Paracelso indica seu uso para encantamentos de amor. Diz ainda que colocar a manjerona nos ambientes vai atrair proteção para a casa e aliviar os sentimentos de luto e tristeza que serão substituídos por felicidade. Também é uma erva utilizada para banhos para aumentar a felicidade. Seu elemento é o ar.

Habitat

Oriunda do Próximo Oriente, nordeste da África, do Oriente Médio até a Índia. A manjerona é muito cultivada nos jardins e hortas de Portugal. Dá-se bem em regiões de clima subtropical e temperado, em local ensolarado e protegido do vento. É cultivada em hortas, no Brasil. É anual em regiões de clima temperado.

Descrição da planta

Seu arbusto tem caule lenhoso, com folhas ovaladas, verde-claras e aveludadas na parte de baixo e flores formando um pequeno buquê em tons de rosa, branco ou lilás. Planta herbácea, multianual (em   regiões   quentes), semi-prostrada, de   20   a   30 cm   de altura.   Caule   lenhoso   na   base, quadrangular, radicante   quando   encosta   no   solo, pouco piloso, formando   touceiras.   Folhas   pequenas, opostas, pecioladas, verde-acinzentadas   na parte   ventral   e   aveludada   na   dorsal, medindo   1,5   a   2,0cm   de   comprimento.   Flores rosadas, dispostas em espigas axilares. Sementes escuras, pequenas e ovais.

Vamos plantar?

A manjerona prefere solos leves, ricos em matéria orgânica, bem drenados, livres de alumínio tóxico. Prefere regiões com temperaturas temperadas e verões quentes.  Não tolera temperaturas abaixo de 10º C.   Em regiões muitos quentes, as folhas   tornam-se pequenas e o crescimento da planta é lento. Seu espaçamento deve ser de 0,3 x 0,3m. Sua propagação se dá por segmentos de caules radicantes e divisão de   touceiras e sementes.  As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Seu plantio deve ocorrer de março a abril; setembro. Quando houver uma densidade de folhas muito elevada, há tendência da planta definhar e as folhas se tornarem cada vez menores.  Neste caso, retirar os ramos em excesso e proceder novo plantio. Seu florescimento deve acontecer 70 a 80 dias após o plantio. A colheita inicia 60 a 70 dias após o plantio.

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • 100 Plantas para viver até os 100 anos – Anônimo – PDF • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • Botânica Oculta – Paracelso • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Mery Elizabeth Oliveira Couto – Embrapa • Encyclopedia of Homeopathy – the definitive home guide to homeopathic remedies and treatments  for commons ailments – Dr. Andrew Lockie, MRCGP, FFHom – DK Delhi • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Apostila Fito Chinesa II – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação •  Florais das Gerais – Catálogo • Florais de Minas – Catálogo • Herbal Antibiotics – natural alternatives for treatings drug-resistants bacteria – Stephen Harrod Buhner – Storey Books • Herbal Manual – the medicinal, toilet, culinary and other uses of 130 of the commonly used herbs – Harold Ward – L.N. Fowler and Co. Ltda • Herbal Remedies – Andrew Chevalier – DK • Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore  and enchantments – Gerina Dunwick – New Page Books • Herbs for Chronic Fadigue – Kathi Keville – NTC Contemporary • Indian Medicinal Plants – C.P Khare – Springer • Master your metabolism – the all natural (all herbal) way to lose weight – Lewis Harrison – Sourcebooks INC • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Plantas que curam – Enciclopédia das Plantas Medicinais – Volume 1 – Dr. Jorge D. Pamplona Roger • Plants, Algae and Fungi – Britannica Illustrated Library • Practical Handbook of Plant Alchemy – Manfred M. Junius • Propriedades mágicas das ervas – Anônimo – PDF • Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros – Sonia Corazza – Senac Editora • Segredos e virtudes  das plantas medicinais – Seleções do Readers Digest • Aromaterapia – a cura pelos óleos essenciais – Marcel Lavabre – Ed. Nova Era • The Ayurveda Encyclopedia – Swami Sadashiva Tirtha • Guia completo de Aromaterapia – Joanna Hoare – Pensamento • The Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • The Way of Herbs – Michael Tierra C.A, N.D – Pocket Books • Timeless Secrets of Health and Rejuvenation – Andreas Moritz – Ener-Chi Wellness Center • Wicca – A Feitiçaria Moderna – o livro das ervas, magias e sonhos – Gerina Dunwich •