Lavanda

Seu nome provém da palavra latina lavare, que significa “lavar”. Era usada pelos romanos em suas atividades de banhos. Entre os gregos era conhecida como nardus, por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates, onde era encontrada. Na Idade Média, era utilizado para afastar a peste. Sachê das flores espantam traças e escorpiões. Costuma-se colocar em gavetas. Sua flor é usada para aromatizar compotas. O pó das folhas, quando em combustão, atua como odorizante e desinfetante de ambientes, além de ser insetífugo. Esfregar a planta nas roupas perfuma e protege-as das traças.

 

Nome Científico:

Lavandula angustifolia Mill.

Nomes botânicos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes Farmacêuticos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:

Flores, folhas, haste e óleo essencial.

Composição Química:

Óleo volátil, flavonoides, tanino, álcoois térmicos, cineol, nerol, cumarina, linalol, geraniol, acetato de linalilo, furfurol, cariofileno, eucaliptol, cânfora, borneol, acetato de lavandulilo, terpin-4-ol, lavandulol e α-terpineol.

Indicações para uso interno:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta::

Pele e unhas: câncer da pele, gangrena, queimaduras, eczemas, dermatite, acne, rejuvenescedor da pele, limpar ferimentos, alergias de pele, brotoeja, cortes, psoríase, amaciante da pele.

Cabeça e face: úlceras faciais, enxaqueca, tinha, feridas, picadas de inseto, abscessos.

Músculos, ossos e articulações: osteomalacia, espasmos, paralisia, cãibras, dores reumáticas, artrite.

Outros distúrbios: picadas de aranha, depressão, tônico cardíaco, palpitações, histeria, insônia, tensão nervosa, circulação, insolação, pediculose, congestão linfática, sinusite, nevralgias.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: câncer da pele, gangrena, queimaduras, eczemas, dermatite, acne, rejuvenescedor da pele, limpar ferimentos, alergias de pele, brotoeja, cortes, psoríase, amaciante da pele.

Cabeça e face: úlceras faciais, enxaqueca, tinha, feridas, picadas de inseto, abscessos.

Músculos, ossos e articulações: osteomalacia, espasmos, paralisia, cãibras, dores reumáticas, artrite.

Outros distúrbios: picadas de aranha, depressão, tônico cardíaco, palpitações, histeria, insônia, tensão nervosa, circulação, insolação, pediculose, congestão linfática, sinusite, nevralgias.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:

A lavanda constitui ingrediente fundamental em águas de colônia e em muitos saches. Obtida de plantas silvestres, na França, e de plantas cultivadas, na Inglaterra e na Tasmânia, a lavanda é um dos óleos mais úteis e versáteis.
É reconhecida pelas suas propriedades sedativas dos nervos e tem provado ser útil na depressão, insônia, enxaqueca, histeria, tensão nervosa e na paralisia. É um tônico cardíaco que acalma os nervos do coração; desse modo, é recomendada contra palpitações e tremedeiras. É também um poderoso rejuvenescedor da pele, sendo eficiente nos eczemas, na dermatite, na acne, na psoríase e nas queimaduras.
A lavanda é suavizante nas inflamações e é um dos óleos mais eficientes para estimular a circulação. O pesquisador francês Godissart foi bem-sucedido em tratamentos de câncer da pele, gangrenas, osteomalacia (amolecimento dos ossos como resultado do desequilíbrio no metabolismo do cálcio e do fósforo), úlceras faciais e picadas de aranhas “viúva-negra”, fazendo uso do óleo de lavanda. Marguerite Maury, uma bioquímica francesa e autora do livro The Secret of Life and Youth [O Segredo da Vida e da Juventude], usava os óleos em trabalhos de massagens, para que fossem absorvidos pelos tecidos do corpo. Dessa forma, também agiam nos órgãos internos. Verificou que a bergamota, a camomila e a lavanda estimulavam a produção de células sanguíneas brancas, quando esfregadas na pele ou quando inaladas.
O óleo essencial estimula a conservação da memória e favorece a comunicação. Também é considerado com efeito afrodisíaco nos homens.
O óleo de lavanda contém propriedades que podem curar a pele, especialmente, acalmar descoloração e evitar irritação de fungos nas unhas. Deve ser aplicado no âmbito e em cima do leito ungueal, três vezes por dia.
Seu aroma é doce, floral e herbal com uma nota balsâmica. Considerado óleo de nota média de média intensidade. Em teste aplicado, foi descoberto que seu uso reduziu em quase 25% os erros de pessoas que trabalham no computador, quando usada para perfumar escritórios.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais:

CATEGORIA 2 – ervas para calor excessivo dentro do corpo • CATEGORIA 14 – ervas para reduzir a ansiedade • CATEGORIA 15 – ervas para cessar movimentos involuntários • CATEGORIA 20 – ervas para aplicações externas.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

Uso externo seguro.

Informações em outros sistemas de saúde:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:

Acredita-se, popularmente, que suas flores e folhas livrem as mulheres de maus tratos de seus maridos e que dormir sobre ramos de lavanda trás alívio nos casos de depressão. A lavanda também é usada para purificar banhos e rituais e utilizada em incensos terapêuticos e em saches. É dito que se você carregar a erva consigo, será capaz de ver fantasmas. Acredita-se que aspergir água de lavanda sobre a cabeça, ajuda a mulher a manter a castidade. A lavanda auxilia a manter a harmonia e a paz nos lares. Carregar lavanda junto do corpo ajuda a manter a força e a coragem.

Nome Conhecido:

Alfazema, Lavândula (português), echter lavandel (alemão), espigolina (espanhol), lavande (francês), lavender (inglês), lavanda vera, spigo, fior di spigo (italiano), flores spicae (latim).

Família:

Labiatae.

Sabor:

Amargo, aromático e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:

Sedativo, equilibrador, digestivo, expectorante, anti-inflamatório, sudorífico, antiespasmódico, colagogo, cicatrizante, antisséptico, calmante, carminativo, oftálmico, parasiticida capilar, diurético, peitoral, descongestionante, tônico estomacal, excitante do Sistema Nervo Central, sonífero, antirreumático, antianêmico, emenagogo, antiasmático, antiemético, vermífugo, antileucorreico, estimulante cerebral, desodorante, estimulante da circulação periférica, refrescante, hipnagogo, rubefasciente, béquico, purificante, anticonvulsivo, relaxante muscular, diaforético, antimicrobiano, antiperspirante, aromático, antipruriginoso, revulsivo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:

Sistema Gastrointestinal: doenças do baço e estômago, inapetência, vômitos, facilita digestão, dispepsia flatulenta, laringite, cólicas, gases.

Sistema Urinário e Genital: cistite, anúria, inflamações urinárias, amenorreia, leucorreia, gonorreia,

Sistema Hepático: doenças hepáticas, estimula à bílis,

Sistema Respiratório: tosse, bronquite, asfixia, catarro, faringite,

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: gota, neurose cardíaca, apoplexia, clorose, síncope,

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: acalmar os nervos, resfriado, enxaqueca, depressão, paralisia, atonia dos nervos cefalorraquidianos, paralisia da língua, escrofulose,

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: cãibras,

Outros distúrbios: dores de cabeça, fraqueza, vertigem, amaurose, abatimento, coqueluche.

Para crianças:

A planta é utilizada em crianças desde a tenra idade com finalidades antiespasmódicas e para eliminar cólicas e gases. Atentar as doses recomendadas. Uso somente externo.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:

O óleo essencial da lavanda deve ser evitado para o uso interno. Pessoas propensas a úlceras, não devem exagerar na administração de preparados à base de lavanda. Em doses elevadas, pode ter efeito depressivo do sistema nervoso, causando sonolência. Em mulheres grávidas deve-se evitar o uso em doses elevadas por ser um estimulante uterino.

Interações medicamentosas:

Alguns fotoquímicos da planta são incompatíveis com sais de ferro e iodo.

Toxicidade:

Planta segura nas doses recomendadas.

Uso culinário e nutritivo:

Conta-se, como curiosidade, que uma rainha inglesa gostava de conservas condimentadas com lavanda. Pode-se fazer um vinagre de lavanda, macerando-se alguns caules em vinagre branco, por 3 semanas. No Marrocos, suas flores são usadas numa mistura de especiarias utilizada em pratos finos. As flores são a principal parte da planta utilizada para dar sabor e aroma a diversos tipos de alimentos, incluindo saladas, molhos, geleias, sorvetes e alguns vinhos e vinagres, embora as folhas também possam ser utilizadas.

Sistemas Florais:

Florais de Minas – Lavandula – para imaturidade psíquica-biológica; senso de inferioridade; falta de autoconfiança.
Florais de Saint Germain – é um floral especial para os bebês, e também para as crianças, jovens e adultos. Esta essência floral harmoniza o campo mental fortalecendo principalmente a força interior. Faz profunda limpeza, traz a suavidade e a fluidez através da transmutação violeta arrebatando e harmonizando todos os chakras, desta forma elevando a energia a níveis bem sutis. Floral que traz muita Luz. Floral imprescindível para bebês que no início da amamentação sentem muita cólica intestinal. Muito importante também aos que não digerem bem certas situações da própria vida.
Florais da California – Lavender – sensitividade espiritual, percepção consciente altamente refinada junto com saúde física estável. Nervosismo ou agitação devido ao excesso de estimulação das forças mentais ou espirituais, esgotamento do corpo físico; insônia. Ajuda a suavizar um estado de sensitividade muito exacerbado, nervos à flor da pele, sem conseguir dormir; percepção sensitiva hiper aguçada; hipersensibilidade, excesso de ativação dos sentidos e da mente. Ajuda a trazer uma sensação de que está tudo limpo, tudo em paz, que podemos serenar.

Medicina Chinesa (MTC):

Planta utilizada para aliviar calor e fogo. Erva refrescante que tonifica o yin do coração, fígado e pulmão. Elimina agitação do vento interno causado por fatores emocionais. Atua nos canais do Coração, Fígado e Pulmões. Seus elementos predominantes são a Madeira e o Fogo.

Ayurveda:

A erva reduz Vata e Pitta e agrava Kapha. Sua rasa é amargo. Sua virya é fria e a vipaka é picante.

O que diz a ciência:

Em teste realizado com diversas fragrâncias, por pesquisadores da aromaterapia, a lavanda foi a mais efetiva em relaxar as ondas cerebrais e reduzir o estresse.

Astrologia:

Erva regida por Mercúrio. Planta associada aos signos de Virgem e Gêmeos.

Habitat:

Encontrada em terrenos calcários, secos e soalheiros do sul da Europa. Planta espontânea no centro e sul de Portugal. Cultiva-se na Europa e América, pela sua essência. É encontrada até 1.800m de altitude. É cultivada em jardins e hortas do Brasil.

Descrição da planta:

Planta subarbustiva perene de ramos e folhas brancacentas-tomentosas, que cresce de 0,3 a 0,6m em altura. Os ramos são nus, eretos, tomentosos e simples. As folhas são verde-acinzentadas, lineares ou oblongo-lanceoladas, estreitas, inteiras e lanceoladas. Apresenta flores azul-violáceas dispostas em espigas terminais interrompidas, brácteas castanhas, largas, cálice com cinco dentes, corola com cinco lóbulos e dois lábios, quatro estames inclusos, quatro carpelos. Fruto aquênio com uma semente preta, lisa. Apresenta um perfume suave muito agradável.

Vamos plantar?:

A lavanda é bastante tolerante quanto a temperatura, porém não cresce bem em um clima muito úmido ou muito frio.
A planta necessita de luz solar direta pelo menos por algumas horas diariamente.
Deve ser cultivada em solo bem drenado, leve, moderadamente fértil, com pH entre 6,5 e 7,5. O ideal são solos calcários. É sensível ao excesso de água. O solo deve permanecer sempre levemente úmido durante a fase inicial de crescimento. Quando bem desenvolvida, a lavanda é resistente a períodos de seca e pode ser irrigada esparsamente.
Pode ser propagada por sementes ou por estaquia.
Semeie superficialmente, apenas pressionando levemente as sementes no solo. Alternativamente, podem ser cobertas com uma leve camada de terra peneirada.
As sementes podem ser semeadas no local definitivo ou em bandejas e vasos, neste caso sendo transplantadas quando as mudas estiverem grandes o bastante para serem manuseadas. Geralmente germinam em duas a seis semanas.
Para a propagação por estaquia, os ramos podem ser cortados com cerca de 10 cm de comprimento, retirando as folhas da parte inferior que ficará enterrada no solo. O solo deve ser mantido apenas levemente úmido, pois um excesso de água leva ao apodrecimento dos pedaços de ramo.
O espaçamento recomendado entre as plantas pode variar de 30 a 90 cm, dependendo do porte da variedade cultivada e das condições de cultivo.
A lavanda também pode ser cultivada facilmente em vasos com 30 ou 40 cm de diâmetro.
É muito importante retirar as plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes. Corte os ramos mais velhos que se tornaram lenhosos.
As flores são colhidas assim que se abrem, cortando quase todo o ramo. As folhas podem ser colhidas quando necessário, mas são menos apreciadas do que as flores.
O óleo essencial é extraído apenas das flores recém-colhidas.
Esta planta cresce de forma relativamente lenta, e embora chegue a florescer no primeiro ano, a floração é mais abundante a partir do segundo ano de cultivo.
A lavanda é uma planta perene e pode produzir bem por mais de uma década.

Fontes de pesquisa utilizadas:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.fsg.com.br/florais_detalhes.php?num=117 • http://www.essenciasflorais.com.br/floral/lavender-florais-california/ • http://www.fuguitang.com/tratamento-homeopatico-de-fungo-unha.html • http://saude.hsw.uol.com.br/aromaterapia-lavanda.htm • http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp?f_cod=5 • https://blog.plantei.com.br/como-plantar-e-cultivar-a-apaixonante-lavanda/ • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • A cura pela natureza – enciclopédia familiar dos remédios naturais – Jean Aikenbaum e Piotr Daszkiewicz – Editora Estampa • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • The Big Herbal Encyclopedia – Anônimo – PDF • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Florais de Minas – Catálogo •