Guaçatonga

Esta é uma erva com propriedades similares a Espinheira Santa. Lagartos picados por cobras, curam-se comendo folhas desta planta. Esta é uma das 71 plantas medicinais selecionadas pelo Ministério da Saúde, como sendo de interesse ao S.U.S. Mais informações abaixo.

Nome científico

Casearia sylvestris Sw.

Nome conhecido

Apiá-Acanoçu, Apiá-Acanocu, Bugru-Branco, Baga-de-Pomba, Bugre-Branco, Café-Bravo, Café-de-Frade, Café-do-Brejo, Café-do-Diabo, Café de Fraile, Café del Diablo,  Cafezeiro-Bravo, Cafezeiro-do-Mato, Cafezinho-do-Mato, Cafeeiro do Mato, Café  Silvestre, Caimbim, Cambroé, Caroba, Café del Matorral, Carvalhinho, Chá-de-Bugre, Chá-de-Frade, Chá-de-São-Gonçalinho, Chalé-de-Frade, Erva-da-Pontada, Erva-de-Pontada, Erva-de-Bugre, Erva-de-Guaçatunga-Falsa, Té de Fraile, Erva-de-Lagarto, Erva-de-Teiú, Estralador, Fruta-de-Saíra, Gaibim, Gaimbim, Guaçatunga, Guaçatunga-Branca, Guaçatunga-Falsa, Guaçatunga-Preta, Guaçutonga, Guaçutunga, Guassatonga, Herva  de  Bugre, Hierba de Lagarto, Língua-de-Lagarto, Língua-de-Tiú, Marmelada-Vermellha, Marmelinho-do-Campo, Paratudo, Pau-de-Bugre, Pau-de-Lagarto, Pau-de-Lagarto, Petumba, Pioia, Pióia, Pitumba-de-Folha-Miúda, Pombeiro, Quacitunga, Vaçatonga, Vassatonga, Saritã, Uassatonga, Vacatunga, Varre-Forno, Congonhas de Bugre, Vassatunga, Vassitonga (Português), Aguedita Macho, Jia Colorado, Juabón, Juba Rompehueso, LLorón, Palo Cotorra, Rompehueso, Sarna de Perro, Sarnilla, Tasajo (Espanhol/Cuba), Avatí Timbatí, Cambagui, Guazatumba, Palo Rajador (Espanhol/Argentina), Casearia, Crackopen (Inglês), Comina de Culebra (Espanhol/Nicarágua), Coralillo, Sacmuda (Espanhol/Guatemala), Dondequiera, Donquiera, Mahajo (Espanhol/Colômbia), Guayabilla, Palo de Cotona (Espanhol/México), Papelite (Haitiano), Piraquina, Ratóon, Sombra de Armada, Ucho Caspi (Espanhol), Sishi-Coey (Huitoto/Peru), Sombra de Armado, Sombra de Conejo (Espanhol/Honduras), Wild Coffee (Inglês/Trinidad Tobago), Wild Sage (Belga), Burro kaá (Guarani).

Nomes botânicos

Anavinga samyda Gaertn., Casearia affinis Gardner in Hooker, Casearia attenuata Rusby, Casearia benthamiana Miq., Casearia caudata Uittien, Casearia chlorophoroidea Rusby, Casearia ekmanii Sleumer, Casearia formosa Urb., Casearia herbert-smithii Rusby, Casearia lindeniana Urb., Casearia oblongifolia Rusby, Casearia onacaensis Rusby, Casearia ovoidea Sleumer, Casearia parviflora Gmelin, Casearia parviflora var. microphylla Schltdl., Casearia parviflora Willd., Casearia parvifolia Willd., Casearia punctata Spreng., Casearia samyda (Gaertn.) de Candolle, Casearia schulziana O.C. Schmidt, Casearia serrulata Sw., Casearia subsessiliflora Lundell, Casearia sylvestris var. angustifolia Uittien, Casearia sylvestris var. benthamiana (Miquel) Uittien, Casearia sylvestris var. chlorophoroidea (Rusby) Sleumer in Pulle, Casearia sylvestris var. eichleri Briq., Casearia sylvestris var. martinicensis Macbride ex L. Williams, Casearia sylvestris var. myricoides Griseb., Casearia sylvestris var. paraensis Uittien, Casearia sylvestris var. platyphylla de Candolle, Casearia sylvestris var. tomentella Rusby, Casearia sylvestris var. wydleri Briq., Guidonia sylvestris (Sw.) Maza, Samyda parviflora (Willd.) Poir., Samyda parviflora L., Samyda sylvestris (Sw.) Poir.

Nomes farmacêuticos

Folium Caseariae Sylvestris, Cortex Caseariae Sylvestris et Radix Caseariae Sylvestris.

Família

Flacourtiaceae.

Partes usadas

Folhas, casca raiz e óleo essencial das sementes.

Sabor

Doce, amargo e refrescante.

Composição química

Antocianosídeos, casearina A-F, flavonas, diterpenos, óleos essenciais, resinas, saponinas, taninos. Folhas: diterpenos (casearia clerodeno I a VI e casearina A a R), óleo essencial (2,5% com alto teor de terpenos e ácido capróico, saponinas, alcalóides, flavonóides, tanino, resina, antocianosídeo, b e D-elemeno, a-copaeno, b-cariofileno, a-humuleno, germacreno-D, biciclo-germacreno, D e d-cadineno e espatulenol).

Propriedades medicinais gerais

Afrodisíaco, antiartrítico, antidiarreico, antiespasmódico, anti-hemorrágico, anti-herpético, antimicrobiano, antiobesico, abortifaciente, analgésico, antiácido, antimiotóxico, anti-inflamatório, antiofídico, antisarcômico, antitumoral, antiulcerativo, antídoto, bactericida, cicatrizante, antipirético, antirreumático, antisséptico, antissifilítico, antiulcerogênico, calmante, cardiotônico, febrífugo, gastroprotetor, hemostático, Inibidor da Fosfolipase-A2, depurativo, diaforético, diurético, eupeptico, fungicida, hemostático, imuno-estimulante, tônico, vulnerário, laxativo, antiedematoso, resolutivo, anti-helmíntico, anticancerígeno, calmante, desintoxicante, anestésico tópico e antiviral.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta

Folhas – antiofídico (infusão).

Seiva – antiofídico (infusão).

Óleo essencial – vermífugo.

Indicações para uso interno

Sistema Gastrointestinal: afecções gástricas, gastrites, úlceras pépticas, gastralgia, halitose, aftas e na diarreia.

Sistema Urinário e Genital: condilomas, infecções urinárias, cistites, irritações da bexiga e edemas, sífilis, inchaço das pernas, nas afecções da bexiga, na impotência e também na herpes genital.

Sistema Hepático: nas afecções do fígado.

Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: é um estimulante da circulação, para sangramentos, reduz a pressão alta e ainda reduz colesterol.

Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: no herpes labial e genital, febres perniciosas e inflamatórias, tem forte ação contra a bactéria Helicobacter pilori, trata alergias, escrófula e alivia paralisia.

Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: artralgias, hematomas, espasmos e para dores no peito e no corpo.

Sistema Renal: nas afecções dos rins.

Outros distúrbios: combate Doença de Chagas, hidropsia, na Aids, no câncer do cólon, câncer de pulmão, câncer de ovário, lepra, viroses e ainda apresenta ainda atividade antibacteriana contra Bacillus subtilis.

Indicações para uso interno de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo

Pele e unhas: anestesiante em lesões de pele e mucosas, afecções da pele, prurido, em cortes e sangramentos, picadas de insetos, coceiras, úlceras dérmicas, eczemas e na sarna.

Cavidade bucal: para lesões na boca e gengivite.

Outros distúrbios: em lesões necróticas com úlceras varicosas, mordida de cobra e no cancro sifilítico.

Indicações para uso externo de partes específicas da planta

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças

Em crianças, é utilizada na artrite reumatoide juvenil, na febre reumática e em dores nas cartilagens de conjugação e epifisiólise. Também em casos de herpes, halitose e na cicatrização de feridas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações)

Evitar seu uso na gravidez, pois a erva é abortiva. Evitar também durante a lactação. Se administrada por tempo prolongado, pode diminuir a assimilação da vitamina K no organismo e provocar diarreia.

Interações medicamentosas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade

Os extratos aquosos das folhas demonstram atividade sobre a musculatura lisa uterina de ratas podem explicar a sua ação abortiva.  A DL50 em ratos foi estimada em 1.792g do extrato seco/kg (Amarante e Silva, apud 179).

Uso culinário e nutritivo

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia

Seu óleo essencial tem ação vermicida.

Sistemas Florais

Florais do Sul: Erva de Bugreage nos pensamentos repetitivos e/ou comportamentos obsessivo-compulsivos. No aspecto caracteriológico, age nos indivíduos que se identificaram ao longo da vida com uma maneira cristalizada de se comportar e reagir frente à vida, não conseguindo flexibilizar sua conduta na diversidade de situações que se apresentam durante sua existência. Ex.: o salvador, a vítima, o dono da verdade, o fracassado, o bode expiatório, etc.

Medicina Chinesa (MTC)

Erva indicada para casos de deficiência do Yin do Estômago e do Fígado, para umidade-calor e calor tóxico no Estômago e na invasão de vento-calor externo. A erva também expulsa invasão de vento-frio.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas medicinais

Categoria 1 – Ervas para induzir transpiração • Categoria 2 – Ervas para calor excessivo no corpo • Categoria 9 – Ervas que promovem a digestão • Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – Ervas para uso externo.

Ayurveda

Esta erva equilibra Pitta, Kapha e Vata. Indicada para condições de Pitta Nirama. Sua rasa é amarga, sua virya é fria e sua vipaka é picante.

Uso homeopático

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais

Os criadores de gado utilizam as folhas desta planta para a expulsão da placenta pós-parto nos animais. Utiliza-se também para dar banhos em cães com sarna.

Informações em outros sistemas de saúde

Bolivianos utilizam esta erva para tratar casos de câncer, sangramentos, dermatites, dores, inflamações, picada de cobra, tumores e ferimentos. Brasileiros utilizam para vitalizar o sangue, na diarreia, dores no peito, eczema, gripe, herpes, impotência, inflamações, lepra, reumatismo, picada de cobra, sífilis, vermes e ferimentos. Colombianos utilizam para dermatite, picada de cobra, machucados e feridas. Cubanos aplicam as folhas no peito para resfriado, especialmente quando há calafrios. Paraguaios usam para eczema, coceiras, paralisia, reumatismo, espasmos e sífilis.

O que diz a ciência

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia

Erva indicada para distúrbios relacionados com o trânsito de Mercúrio em Câncer, Marte em Câncer, Júpiter em Câncer, Urano em Câncer. Planta associada ao signo de Câncer.

Indicações energéticas ou mágicas

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat

Planta nativa, não endêmica do Brasil. Espécie secundária inicial, heliófita, seletiva higrófita e esciófita, ocorre na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, na Floresta Ombrófila Densa e Formações Campestres. Difundida pelo México, América Central e América do Sul.

Descrição da planta

A Guaçatonga é uma árvore ou arvoreta 3 à 18 metros de altura, com tronco com casca lisa a levemente fissurada a fissurada, acinzentada a marrom, camada corticosa fina a grossa, ramos inermes, delgados e patentes, puberulentos à glabrescentes, acinzentados, mais ou menos lenticelados, estípulas 1 mm comprimento, subovadas, puberulentas, caducas. Suas folhas são persistentes, com pecíolo 3 à 5 mm comprimento, subcilíndrico, levemente puberulento, delgado, lâmina 6 à 11 × 2 à 3,5 cm, cartáceas, com cor a levemente discolor, verde, lanceolado-ovada, oblongo-lanceolada a lanceolada, glabra, ocasionalmente curto pubescente na face abaxial, principalmente sobre as nervuras primária e secundárias, ápice acuminado a falcado, base frequentemente assimétrica, cuneada, bordos mucronado-serreados a serreados, pontos e traços translúcidos densos por toda lâmina, 5 à 6 pares de nervuras secundárias ascendentes, reticulado das veias e vênulas denso, mais proeminentes abaxialmente. Suas inflorescências são fasciculadas, multifloras, sésseis, variáveis no indumento, brácteas 0,5 mm comprimento, diminutas, ovadas, pubescentes, pedicelos 2 à 4 mm comprimento, cilíndricos, delgados, articulados próximo ao meio ou abaixo, pubescentes a glabrescentes. Botões obovados a globosos, esparsamente tomentosos, sépalas 1,5 × 1 à 1,5 mm, unidas na base, largamente ovadas, esverdeadas a alvacentas, glabras a tomentosas ou ciliadas na margem, estames 10, filetes 1 à 1,5 mm comprimento, livres, pilosos na base e subglabro no ápice, anteras globosas, glândula apical crassa, glabra, lobos do disco 1 mm comprimento, clavados, alvacentos, densamente pilosos, unidos na base e intercalados com os filetes, ovário ovoide, glabro, estilete inteiro, delgado, subglabro, estigma trilobado, globoso. Fruto 4 × 4 mm, globoso, anguloso, negro, glabro, sementes 5, 2,5 × 1,5 mm, oblongas, testa escrobiculada, alaranjada, arilo franjado, carnoso, envolvendo parcialmente a semente, alaranjada a vermelha, endosperma crasso, embrião ca. 1,5 mm comprimento, reto, alvo, cotilédones crassos, alvos, arredondados. (MARQUETE, 2007, p. 25). A planta floresce em janeiro e de março a novembro, frutificando nestes períodos.

Vamos plantar?

A planta é cultivada através de suas sementes. É uma planta ornamental, podendo ser plantada em pequenos espaços. Suas flores são melíferas.

Fontes de pesquisas utilizadas

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.floraisdosul.com.br/site/essencias_ver.php?cod_essencia=30 • http://sites.google.com/site/florasbs/salicaceae/guacatonga • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Fórmulas Mágicas – Dr. Alex Botsaris – Ed. Nova Era • ITF – Índice Terapêutico Fitoterápico – EPUB • Yoga of Herbs – Dr. David Frawley and Dr. Vasant Lad – Lótus Press • A vida cura a vida – Pe. Paulo Wendling – Paulinas • Guia Prático para Auto-cura – Tonusterapia. A cura pelas plantas – Munir Sabá – Editora Traço • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • Dukes Handbook of Medicinal Plants of  Latin America – James A. Duke with Mary Jo Bogenschutz-Godwin, Andrea R. Ottesen – CRC Press • La vuelta a los vegetales – Carlos Hugo Burgstaller Chiriani – Hachette • Pharmacodynamic basis of herbal medicine – Manuchair Ebadi -Taylor and Francis • Plantas Medicinais – Usos populares tradicionais – P. Clemente J. Steffen, S.J. – Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos/2010 •