Nome Popular: Genciana

Outros nomes: gencianela, genciana-amarela, gengiba, junciana, unciana e xaranzana (espanhol), genciana, gengiba, unciana, quina de pobre, genciana amarilla, genciana mayor (casteliano), xaranzana (australiano), genciana, gençana, argençana, jansana, arjansana (catalão), errosta (vasco), genciana, argençana, xensá (galego e português), yellow gentian, gentiane (ingles), gele gentiaan (Holandes), gelber enzian, bitter wurz (alemão), gentiane jaune, grande gentiane, genciana (francês), genziana, giansana (italiano).

Nome científico: Gentiana lutea L.

Nomes botânicos: Asterias lutea, Swertia lútea, Gentiana scabra Bge, Gentiana Triflom Pall., Gentiana manshurica Kitag.  ou Gentiana regescens Fransh.

Nome farmacêutico: Radix Gentianae.

Família: Gentianaceae.

Partes usadas: folhas e raízes.

Sabor: amarga e fria.

Constituintes químicos: açúcares, glicosídeo (genciopicrina), amarogencianina, fenóis, alcalóides, xantonas, pectina.

Propriedades medicinais: antidiabética; antiemética; antiinflamatória; antimicrobiana; aperiente; colagoga; venérea; digestiva; emenagoga; laxante; sialagoga; vermífuga; febrifuga; leucocitógeno; anti-histamínico; anti-hipersensitivo; anti-pirético; anti-reumático; sialogoga; colerética; secretagoga;

Indicações (Uso interno): estimulante da circulação sangüínea; tônica estomacal, do fígado e vesícula; tônico geral; alergias; amenorréia; anemia; anorexia; artrite; azia; litíase biliar; convalescência; debilidade muscular; diabetes; diarréia; dor reumática; escrofulose; esgotamento; febre; flatulência; astenia; gastrite; gota; hiperglicemia; histeria; icterícia; indigestão crônica; náusea; problemas digestivos; resfriado; vermes intestinais; desperta alegria; insuficiência hepática; colerética; depurativa; disenteria; estimulante do suco gástrico; hipertensão; olhos vermelhos; garganta inflamada; otites; surdez repentina; em dores; edemas dos genitais; prurido vaginal; cefaléia; espasmos; convulsões; hepatite; abscesso; gânglios fistulados; escorbuto; hipotireoidismo; rinite atrófica; depressão; dismenorréia; síndrome de Meniere; herpes genital; obesidade; paludismo; varizes; edema genital; sinusite crônica e aguda; falta de apetite; constipação; dispepsias,

Indicações (Uso externo): condicionante para cabelos; psoríase; caspa;

Indicações pediátricas: as mesmas que as de adultos, porém é necessário ajustar a dosagem.

Utilizações na MTC: nome chinês – Jue Chuang. Utilizada em síndromes de fleuma-umidade e fleuma-umidade-calor do Fígado; em fogo do Fígado; elevação do yang do Fígado; em vento-calor do Fígado; elimina calor do Jiao médio e inferior; tonifica o sangue; vazio do yang do Rim; vazio do sangue do Fígado. Planta constituinte da fórmula chinesa LONG DAN XIE GAN WAN – Lung Tan Xie Gan Pills (Decocto de Gentiana) que tem por ação drenar Fogo Interno de Fígado (Gan) e Vesícula Biliar (Dan) e regular o Calor e Umidade dos 3 Aquecedores (Sanjiao).  Esta fórmula é indicada quando a língua estiver vermelha, com os lados mais vermelhos e revestimento amarelo e seco. 

Atuação nos canais: B, E, BP, F e VB.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 2 – Ervas para reduzir calor excessivo do corpo.

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha e agrava Vata.

Rasa: amargo.

Virya: fria.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Floral: FLORAIS DE BACH – Gentian – para os que desanimam facilmente. Essas pessoas podem fazer progressos satisfatórios, no que diz respeito à vida cotidiana, mas, diante do menor entrave ou imprevisto, começam a vacilar, perdem a motivação e logo desanimam. Seja em relação a situações profissionais, afetivas, esportivas, de saúde. Melancólico e depressivo, a pessoa Gentian não percebe que é o seu próprio ceticismo que o impede de superar as dificuldades que surgem em seu caminho. O remédio estimula o otimismo e a coragem, ajudando a pessoa a perseverar e a aprender a conviver com as dificuldades, sem se entregar ao desânimo.

Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Contra-indicações: na gravidez e lactação; em casos de úlceras gastrointestinais; síndrome de Zollinger-Ellison; pessoas nervosas; doses elevadas podem causar dores de cabeça, dispepsia, náusea e vômito; em pacientes com histórico de hiperacidez  ou pressão alta devem ser evitada. Evitar em pessoas com diarréia.  O uso prolongado desta planta pode lesar o baço-pâncreas.

Interações medicamentosas: interage com drogas antiácidas, inibidores da bomba de prótons e antagonistas de H2.

Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Doses: 3 a 12 ml de tintura/dia; 2g de erva seca ou 4g de erva fresca de raízes em infusão ou decocto/dia; 20 gotas de extrato fluido/dia antes das principais refeições; crianças tomam de 1/6 à 1/2 da dose; 10g em maceração por 4 a 5 horas em 1 litro de água e tomar 3 xícaras /dia antes das refeições.

Formulações: PROBLEMAS DIGESTIVOS, VERMES INTESTINAIS, FEBRE, DOR REUMÁTICA, GOTA, ALERGIA, AMENORRÉIA, ANEMIA, ANOREXIA, INDIGESTÃO CRÔNICA, CIRCULAÇÃO, RESFRIADO, DIABETE, DIARRÉIA, ESGOTAMENTO, FLATULÊNCIA, CÁLCULO BILIAR, GASTRITE, AZIA, HIPERGLICEMIA, HISTERIA, ICTERÍCIA, NÁUSEA, ESCROFULOSE e VÔMITO – infusão – das folhas e raízes. Tomar meia hora antes das refeições. No caso de pó das raízes ou folhas tomar 1 g por dose.

Formulações populares: ver acima.

Planeta regente: Regente – Sol. Signo – Leão.

Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Habitat: prados e encostas da Europa central e Meridional. Prefere os solos calcários. Em Portugal, assim como no Brasil, é raro encontrar esta planta em estado silvestre.

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Descrição botânica: planta vivaz da família das Gencianáceas, que atinge de 60 a 100 cm de altura. Seu caule é liso e ereto. Suas folhas são ovaladas e opostas uma em frente á outra. Após dez anos em crescimento, suas flores nascem, em cachos entre as folhas e são de um tom amarelo vivo.

Toxicidade: segura nas doses recomendadas. Dosagens altas podem provocar gastroenterite.

Observações: não confundir com violeta genciana; macerar a planta para tratar anemias, escrofulose e baixar a febre; usar com vinho medicinal para direcionar energia para

o alto e tratar sintomas na cabeça; com mel para direcionar para o Jiao médio. Erva importante para ser combinada com ervas da categoria 8. Como é muito amarga

é conveniente utilizar uma erva aromática em combinação para torná-la mais palatável como a Erva-doce.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://floraislilimachado.wordpress.com/tag/gentian/ • http://www.santosflora.com.br/exibeproduto/ervas+medicinais/genciana • Chinese and related North American Herbs  – phytopharmacology and therapeutics values – Thomas S. C. Li – CRC Press • Ervas do Sítio –  Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • Apostila de Fitoterapia Chinesa – Prof. Antonio de Bortolli – Delta Educação • Fitoterapia Chinesa – As síndromes mais comuns no Ocidente – PDF • Herbal medicines in pregnancy and lactation – an evidence-based approach – Edward Mills, Jean-Jacques Dugoua; Dan Perri; Gideon Koren – Taylor and Francis • Herbal Tonic Therapies – Daniel B. Mowrey Ph.D -NTC Contemporary •