Nome Popular: Arruda

Outros nomes: arruda-doméstica; arruda-dos-jardins; ruta-de-cheiro-forte; arruda-fedorenta; arruda-fêmea, arruda-macho; ruda, ruta-de-cheiro-forte. ruda; aruta; somalata; sadab; weinraute; rue; common rue; garden rue; german rue; countryman’s treacle; herbygrass; herb-of-grace; fringed rue (inglês);

Nome científico: Ruta graveolens L.

Nomes botânicos: Ruta hortensis Mill.; Ruta angustifolia Lowe; Ruta bracteosa DC.; Ruta chalepensis var. bracteosa (DC.) Boiss.; Ruta chalepensis L.

Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Família: Rutaceae.

Partes usadas: folhas, galhos com folhas e flor.

Sabor: picante, amarga e morna.   

Constituintes químicos: alcalóides; ácido salicílico livre; álcool metilnonílico e seus ésteres combinados aos ácidos acético e valeriânico; bergapteno; chalepeusina; cineol; cocusaginina; cumarinas; dulcite; esquiamianina; éter metílico do ácido metilantranílico; fenóis; flavonóides; furocumarina; graveliferona; hesperidina; heterosídeos antociânicos; hidrocarbonetos; hibalactona (na raiz); lactonas; limoneno (raízes; principalmente); matérias resinosas e pépticas; metilnonilcetona; metilnoilcarbinol; óleos voláteis; óleo essencial (0;07 a 0;09%); pineno; -pipeno; psoraleno; quercitina; ribalinidina; rubalinidina; rutacridona; rutalidina; rutalinium; rutamarina; rutamina; rutaretina; rutina; salicilato de metila; xantotoxina.

Propriedades medicinais: abortivo; adstringente; analgésico; antiasmático; antiepiléptico; antiespasmódico; anti-helmíntico; anti-hemorrágico; anti-histérico; antiinflamatório; antinevrálgico; anti-reumático; antitetânico; aperitivo; aromático; calmante; carminativo; diaforético; emenagogo; estimulante; estupefaciente; febrífugo; fortificante (dos nervos); repelente; sudorífico; tônico (para circulação); tranqüilizante; vermicida; sedativo; rubefasciente; sarnicida; parasiticida; antitetânica; antimicrobiano; anafrodisíaco; antiendotoxemico; antiexudativo; esterilizante; afrodisíaco; aracnofugo; bactericida; canditicida; cardiotônico; depressor do SNC; descongestionante; digestivo; embriotóxico; emético; fungicida; imunomodulador; insetífugo; moluscocida; inibidor de ON; fototóxico; espasmódico; estomáquico; vulnerário; aromático.

Indicações (Uso interno): DESACONSELHADO – afecção dos rins; alterações menstruais; ansiedade; asma brônquica; bexiga; calvície; cefaléia; ciática; clerose; conjuntivite; derrame cerebral; dermatite; dores de ouvido; dor intestinal; enxaqueca; flebite; age no fígado; fragilidade dos capilares sanguíneos; gases; gota; hemorróidas; hipocondria; inchaço nas pernas; incontinências de urina; inflamações; insônia; limpeza de feridas; nevralgia; onicomicose; ouvido (feridas e zumbido); nevralgias; normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa); paralisia; pneumonia; prisão de ventre; vermes (oxiúros e ascárides); hipertensão; neuralgia; afecções dos nervos; reumatismo; ativação da circulação; má digestão; resfriados; amenorréia; artrose; bronquite; congestão; tosse com expectoração; endotoxemia; enterite; epilepsia; epistaxe; febre; mialgia; náusea; nervosismo; neurose; palpitação; dor de estômago; derrame; isquemia; pânico; fadiga; irritabilidade;

Indicações (Uso externo): inflamação nos olhos; parasitas (piolhos e lêndeas); repelente de insetos (pulgas; percevejos; ratos); reumatismo; varizes; sarna; otite; olhos cansados; distensões de tendões e músculos; dor ciática; repelente de ratos; sinusite; dermatose; edemas; fungos; gengivite; dores de cabeça; micose; oftalmia; dores; pediculose; rinite; picada de cobra; feridas; infecção por Staphylococcus; inchaços; contusões; machucados; caspa; bico de papagaio; psoríase, vitiligo,

Indicações pediátricas: não é indicado o uso infantil.

Utilizações na MTC: elimina estagnação do sangue; frio no útero; estagnação do Qi do útero, do fígado, do rim, do estômago e do pulmão. Elimina mucosidade e umidade dos pulmões e baço. Elimina vento interno. Deve ser evitada em casos de síndrome de calor.

Elemento predominante na MTC: Madeira.

Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra o reumatismo • Categoria  4 – Ervas para reduzir o frio de dentro do corpo • Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo • Categoria 11 – Ervas que regulam o Qi • Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.

Atuação nos canais: P, F e I.D

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Vata e agrava Pitta.

Rasa: picante e amargo.

Virya: quente.

Vipaka: picante.

Informações em outros sistemas de saúde: dominicanos utilizam o suco mistura ao óleo de castor para tratamento de bronquite.

Aromaterapia: o óleo essencial deve ser evitado por seu grau elevado de toxicidade.

Floral: FLORAIS DAS GERAIS – fraqueza de vontade; não sabe dizer não; necessidade de agradar e atender bem aos outros; submissão; falta franqueza; individualidade fraca; cansaço por servir. FLORAIS DE MINAS – Ruta – fraqueza de vontade; subserviência; falta de franqueza; cansaço por servir. FLORAIS DO SISTEMA SOLAR – P7- MARTE –  SIGNO: ÁRIES. Agir. Desejar. Lutar. Liderar. Afirmação e expressão dos desejos. Impulso para a ação, competição, liderança, força e coragem, auto-afirmação e experiência sexual. Impaciência, violência, impulsividade, uso de ameaças e da força. FLORAIS FILHAS DE GAIA – Facilita o aflorar do Poder da Vontade, para construirmos uma vida harmoniosa, próspera e pacífica, exercendo a cada momento nosso livre arbítrio e mantendo protegidos nosso espaço físico, psíquico e espiritual. Delimita, equilibra e fortalece a Individualidade e o Poder da Vontade das forças solares da Alma, ao mesmo tempo em que ajuda nosso Ego a sintonizar-se e alinhar-se com estas forças positivas da Alma para fortalecer-se e desenvolver uma Individualidade forte e positiva. Este movimento facilita o alinhamento e a cura de nossas partes identificadas com sentimentos destrutivos, autodestrutivos e agressivos e os seus reflexos desempoderantes em nossos relacionamentos. Esta Essência Floral é de extrema valia para aqueles que, em seus relacionamentos, tendem a permitir que a vontade do outro domine sua mente, levando-o a atuar contra si mesmo, ou a permitir interferências destrutivas em sua vida, sejam estas provenientes do mundo espiritual, astral, psíquico ou de seus relacionamentos pessoais.

Homeopatia: utilizada para torções e enrijecimento dos tendões e machucados  do periósteo. Em pessoas que sentem dores nas juntas em dias frios e úmidos quando começam a se mover. Em tratamentos gerais de dores nos ossos utilizar Ruta grav 6C a cada 3 ou 4 horas. Para torções ou luxações das juntas dos ligamento ou ossos utilizar tintura de arruda em 1:10 uso externo e Ruta grav. 6C a cada 3 ou 4 horas para uso interno. Também usada em lesões das juntas que pioram com o frio nas mesmas proporções. Em dores de cabeça por esforço ocular utilizar Ruta grav. 6C a cada 3 ou 4 horas. Também deve ser usada quando os olhos estiverem cansados ou lacrimejantes ou ainda quando houver vermelhidão na testa, espinhas nos lábios, bocejos freqüentes, perda de apetite e fraqueza geral.

Contra-indicações: CUIDADO: TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra indicada para gestantes; lactantes; hemorragias; cólica menstrual e sensibilidade na pele. Doses elevadas do chá podem causar vertigens; tremores; gastrenterites; convulsões; hemorragia e aborto em mulheres grávidas; hiperemia dos órgãos respiratórios; vômitos; salivações; edema na língua; dores abdominais; náuseas e vômitos; secura na garganta; dores epigástricas; cólicas; arrefecimento da pele; depressão do pulso; contração da pupila e sonolência. Pode causar fitodermatites; através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero. Deve ser evitada em casos de calor.

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso Veterinário: planta tóxica para animais.

Doses: Pó: 0,5 a 2g/dia. Extrato fluído: 0,5 a 2 ml/dia. Tintura: 2 a 10 ml/dia. Infusão: 1%, 50 a 200 ml/dia. Depois de fazer uso interno consecutivamente por duas semanas, descansar 1 semana antes de dar continuidade ao tratamento. 

Formulações: CONJUNTIVITE – lavagem dos olhos ou compressas com decocção de 100 g da planta fresca em ½ litro de água. VARIZES E FLEBITE – decocção de 2 colheres das de sopa de folhas em ½ litro de água por 5 minutos. Colocar algum tipo de óleo para proteger a pele onde será colocado o cataplasma. Aplicar cataplasmas nos locais afetados. OTITE – colocar 3 gotas de sumo da erva fresca em  uma gota de álcool. Aplicar 2 gotas em cada ouvido. PARASITAS INTESTINAIS – clister – cozinhar 8 a 10 g de folhas por litro de água. PARASITAS CAPILARES E SARNA – infusão de 20 g de folhas/litro de água quente. Lavar nos locais afetados. DESCER A MENSTRUAÇÃO – infusão das folhas. ABSCESSOS E FURÚNCULOS – cataplasma. BÍCO-DE-PAPAGAIO – aplique uma infusão de folhas de arruda, num saco de água quente, sobre o local afetado. DOR DE OUVIDO – pingar 2 gotas do suco das folhas de arruda no ouvido que dói. FLEBITE 2 – fazer uma pasta com folhas secas e pulverizadas de arruda e água. Aplique o cataplasma sobre a parte afetada.

Formulações populares: PIOLHOS – um maço de arruda, vinte folhas de melão de São Caetano, quinze folhas de boldo, um sabonete ou meia barra de sabão de coco e um litro de água. Para preparar, ferva a água, raspe o sabonete ou o sabão e coloque na água, mexendo até derreter. Deixe esfriar. Enquanto isso, bata no liquidificador as folhas de boldo, arruda e melão com um pouco de água fria. Coe o sumo das ervas e misture-o à água de sabão. Acondicione o produto em frascos apropriados, rotulando-os. Para usar, molhe os cabelos com água e aplique um pouco de xampu. Esfregue bem até espumar. Deixe por 1 hora e depois enxágüe com água corrente. Repita durante oito dias. DORES DE CABEÇA – colocar folhas frescas direto sobre a testa. REPELENTE DE RATOS – colocar vários ramos de  arruda para afugentar e dispersar os ratos do local. PURIFICAÇÃO DE AMBIENTES – colocar galhos de arruda floridos em um vaso sem água no ambiente a ser purificado. TIRAR MAU-OLHADO – realizar um banho com galhos frescos de arruda, dentes de alho, folhas de alecrim; folhas de guiné; pétalas de rosa branca; folhas de espada-de-são-jorge e um punhado de sal grosso. CONTRA FEITIÇOS – banho com folhas de guiné, folhas de arruda, espada-de-são-jorge e sal grosso. PROTEÇÃO CONTRA PERIGOS – banho com folhas de guiné, folhas de arruda, espada-de-são-jorge, folhas de comigo-ninguém-pode e folhas de hortelã-levante.

Planeta regente: planta associada ao signo de Capricórnio. Regente: Saturno. Outra fonte (Ervas do Sítio) relaciona a erva com o planeta Marte e Urano e aos signos de Aquário, Áries e Escorpião.

Indicações energéticas ou mágicas: desde a antigüidade tem fama de proteger as pessoas contra o mau-olhado. Costuma-se utilizar um ramo de arruda atrás da orelha para afastar o mau-olhado. É utilizada, segundo o folclore afro-brasileiro, como abascanto. Tem aura na cor vermelha e é empregada para liberar energias densas do corpo astral. Também é empregada para limpeza energética de ambientes e em banhos para tirar mau-olhado. Indicada para pessoas que se sentem derrotadas física e mentalmente. Planta aromática utilizada nos rituais por indicação do Exú (religiões afro-brasileiras) contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas são usadas nos Ebori (banhos de purificação ou descarrego). Costuma-se dizer que a arruda morre em ambientes de energia densa.

Habitat: espécie autóctone, nativa da Europa e norte da África.  Está amplamente adaptada no Brasil, cultivada em jardins e hortas.

Informações clínicas e/ou científicas: há evidências que seu uso reduz a produção de óxido nitroso no organismo.

Descrição botânica: planta subarbustiva polianual, alóctone, mediterrânica. Está perfeitamente aclimatada no Brasil. Forma touceiras de até 1,0m de altura, de caule ramificado desde a base e lenhoso.  As folhas são alternas, triangulares, compostas, carnosas, pecioladas, 3-pinatipartidas, decompostas em 9 a 11 lobos oblongos ou obovados, estreitos, sésseis, pequenos, glabros e de coloração acizentada-azulada durante o estágio vegetativo, e verde-oliva durante o reprodutivo. Possui cálice com 4 a 5 sépalas lanceoladas, agudas e corola de 4 a 5 lobos salientes e rugosos, abrindo-se superior e inferiormente em 4 valvas. As flores são miúdas e de cor amarelo-esverdeadas, dispostas em corimbos. O fruto pentalocular produz uma semente   reniformes,   pardas   e   rugosas  por  lóculo.  O sabor das   folhas   é   ligeiramente picante, porém é mascarado pelo forte aroma.

Toxicidade: planta tóxica. Desaconselhado uso interno e uso externo deve ser feito com cuidado.

Observações: desaconselhado uso interno. Plantas regidas pelo planeta Saturno tendem a ser venenosas e de sabor e odor desagradável. No século XVI, quando morriam em Londres 7.000 pessoas por semana com a peste, marcavam-se as casas atingidas pela doença com uma cruz vermelha. Certos ladrões, ignorando o aviso, entravam para roubar e não eram atingidos pela peste, protegidos por um vinagre misterioso, cujo principal elemento era a arruda. Seu cultivo é incompatível com a companhia da sálvia, do manjericão e do repolho. Segundo Paracelso esta planta gosta de crescer perto de figueiras. Foi muito utilizada na antigüidade como anafrodisíaca. Pode-se confeccionar uma vassoura com os ramos e folhas para os parasitas domésticos. A planta afasta moscas e combate pulgões.

Fontes de pesquisa:

http://www.plantamed.com.br/ • http://www.essenciasflorais.com.br/floral/arruda/ • http://www.floraisdeaiuruoca.com.br/florais_do_sistema_solar.htm • A astrologia da Mãe-Terra – Márcia Starck – Pensamento • Anastásia Benvinda – plantas populares – Biblioteca Virtual • Plantas Medicinais – Manipulação artesanal, uso e costume popular – Angelo L. Robertina – PDF • Botânica Oculta – Paracelso • CD Rom – Ervas Medicinais – Volume 1 – Anônimo • Classical Homepathy – Medical guide to complemetary and alternative medicine – Michael Carlston – Churchill Livingstone • Coleção de plantas medicinais aromáticas e condimentares – Mery Elizabeth Oliveira Couto – Embrapa • Dukes Handbook of Medicinal Plants of the Bible – James A. Duke with Peggy-Ann K. Duke and Judith L. duCellier – CRC Press • Enciclopedia de plantas medicinales – Anônimo – PDF • Encyclopedia of Homeopathy – the definitive home guide to homeopathic remedies and treatments  for commons ailments – Dr. Andrew Lockie, MRCGP, FFHom – DK Delhi • Ervas do Sítio – Rosy L. Bornhausen – Bel Comunicação • A cura pelos remédios caseiros – Guia de ervas e medicina natural – Raunei Iamoni – Ediouro • Ervas Sagradas dos Orixás – Alex de Oxóssi – PDF • Family Homeopathy – a practical guide for home treatment – Paul Calinnan – NTC Contemporary • Florais das Gerais – Catálogo • Florais de Minas – Catálogo •